Certo, isso era para ser apenas metade de um capítulo, mas como ficaria muito grande cortei. No próximo termos a festa e muito mais interação com Blair e Chuck.
PS: POV que dizer point of view, ou seja a história pelo ponto de vista de tal pessoa.
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Depois da desastrosa reunião da sociedade Nate se jogou na sua cama, foi quando se deparou com um envelope em cima do criado mudo, abri-o, lia-se:
Mister Archibald, van der Bilt ou o que quer que seja,
Está na hora de você saber a verdade sobre sua família, em especial seu pai. Além de assumir o legado que lhe pertence.
Utilize o anel que está dentro do envelope sempre, nunca o tire, NUNCA.
Agora a parte interessante. Se eu fosse você entrava no seu e-mail, AGORA.
No envelope tinha um anel de ouro, daqueles que famílias antigas e poderosas possuíam. Que seja pensou Nate, ele já estava se acostumando a rituais ridículos de sociedades e pessoas esquisitas que não tem o que fazer.
Abriu seu e-mail, dizia:
Para: NatevanderBilt .com
De: anonimo001
Assunto: A verdade vai a fora
Nate, seu pai está ferrado, se meteu com uns caras que estão ameaçando ele faz um tempo. Não se preocupe estamos tentando cuidar de tudo, sei que vocês não se falam há um tempo, porém devo avisar que ele está atualmente no hospital, não posso ser muito específico nesse e-mail, só saiba que pode confiar em mim, e que diferente do que a mídia diz, ele NÃO está em Miami curtindo as férias. Estou aqui para informa-lo, e ajuda-lo caso aconteça qualquer coisa você. Pode confiar em mim, quer prova:
"Who let the dogs out?"
Ele me conta tudo.
PS*: Depois falo com você sobre o legado não temos tempo para isso agora
PS**: USE O ANEL, SEMPRE!
Nate tinha achado que aquilo era só uma brincadeira, mas obviamente era sério e ele ia descobrir que merda era essa, ou não, não é como se o pai dele merecesse. Estressado com tudo, se jogou na cama e dormiu, não queria pensar no dia seguinte.
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- Então, o que achou da reunião?
- Interessante, e você?
- Muito interessante, afinal estou morrendo de vontade de saber os caras que você dormiu. – disse rindo, porém sem nenhum sarcasmo – além disso, agora que você não é mais IL nos veremos muito mais. Aquela estátua de Perséfone seminua não excita totalmente?
- Arghh, Basstard! Achei que você fosse melhor que o Archibald!
- E eu sou, não quebro corações como ele, fico com prostitutas, apesar do preço, pagaria o dobro só para não ter que ouvir as reclamações de uma mulher.
- Duvido, você só usa as prostitutas porque não consegue nenhuma garota aqui no campus
- Por favor Waldorf, algumas daqui saem de graça com o meu charme – falou sussurrando no ouvido dela
- É verdade, engano meu, aposto que a moça da cantina iria correndo, boa notícia para ela é que não tem fila.
- Há-há, realmente você deviria considerar sair da aula de TPI (Tornando-se poderoso e influente), ir para o clube do teatro e continuar sua carreira de palhaço junto com eles, até chegar no circo.
- Olha quem está fazendo graça agora. – falou dando um soco de leve no ombro de que sorriu – Tchau Chuck – disse ao passarem pelo prédio do Billings
- Bons sonhos Waldorf – sorriu – sonhe comigo.
- E lá se foi o bom sonho.
- Se isso não soasse tão falso e clichê, talvez eu acreditasse. Na verdade nem assim eu acreditaria.
- Que bom – sorriu provocadoramente – pelo menos assim você não é idiota – falou rindo e dando as costas para entrar em no prédio, deixando um Chuck sorridente e quase babando.
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Ahhhh hoje era finalmente sexta! Blair acordou num ótimo humor, amanhã era a sua festa.
Serena também estava animada, mas um pouco incomodada com o que descobriu na sociedade. Porém deixou para lá isso ela se preocuparia outro dia, hoje era sexta e amanha festa, nada soava tão bem aos seus ouvidos de manhã.
Nate e Chuck foram para suas aulas da manhã normalmente, Serena e Blair conversaram com suas novas amigas, tudo estava perfeitamente bem, Tinsley não tinha atacado ninguém, estranhamente. E Nate estava estranho, não falou muito com Serena nem com Chuck ou Blair, Estava muito quieto. Não fazia suas habituais piadas de mau gosto durante as aulas, então Serena decidiu falar com ele, o professor de Literatura ainda não tinha chegado na sala, então enquanto toda a turma estava uma zona, ela se aproximou dele sentado cabisbaixo na ultima carteira, seu lugar de sempre.
- Hey, Nate, o que houve?
Ele parecia acordar de seus pensamentos e pela primeira vez no dia, estava realmente em seu mundo.
- Humm... nada não S, só um pouco de sono.
- Nate, você pode me contar tudo.
- Sério S, ontem os caras passaram no nosso quarto e acho que bebi demais.
- Chuck e os outros caras, estão perfeitamente bem. Mas Natie, tudo bem, se você não quiser falar não precisa.
- S, eu... não é nada, serio, eu só não sou uma pessoa muito fã de acordar às 7:30 para ter aula de Física, e depois ter que atuar a professora de matemática berrando que nem louca só porque alguém não sabia transformar ângulo em radicando.
- Ok, N. – disse ela não acreditando em nada do que ele disse, mas fazer o que se ele não queria se abrir.
Serena deu um beijo na bochecha dele e voltou para suas amigas, que estavam combinando com que roupa iriam para a festa de Blair no dia seguinte. Char percebendo que Serena não estava com a cabeça na conversa e sim em Nate puxou a amiga para o canto e falou:
- Relaxa, meu priminho nunca foi muito de se abrir. Depois ele vai falar tudo para você, vai por mim. Não tem festa que não levante o humor dele.
- É, pode ser... mas eu fico pensando, será que se fosse a Tinsley perguntando ele iria se abrir? Quero dizer eles tem história.
- Por favor S, para com essa bobeira! A única história que o Nate tem com ela é ódio e sexo. Seria mais fácil ele se abrir para um mendigo do Brooklin do que para a Tinsley.
- Todo mundo fala isso, mas eu acho que teve mais de só sexo entre eles, eu acho... – Serena foi cortada por Charlotte
- Você não acha nada Serena! Sério para! Olha eu entendo que você ainda acha que ele tem sentimentos por ela, mas até agora ele não demonstrou nada disso, então para de ficar paranoica com a Carmichael, porque é exatamente isso que ela quer. No final pode ser você colocando ela entre vocês dois. Vai por mim S, ignora tudo que ela disser e confia no Nate. Não faça nenhuma escolha baseado no que aquela putinha diz, é só dor de cotovelo. – berrou Char tentando colocar juízo na cabeça da Serena.
Então no mesmo momento, Tinsley Carmichael entra na sala seguida por seu grupo, se afasta dele e vai em direção de Nate. Serena apenas olha para Char que a puxa para onde seu grupo de amigas estavam.
- Hey N – disse Tinsley com seu tom sedutor. Ela estava muito bonita como sempre, o short branco curto e uma blusa com seu sempre presente decote.
- O que você quer?
- Você – sorriu chegando mais perto dele
- Vai começar de novo com essa historinha? Porque aturar física e matemática hoje já foi foda, e depois ter que aturar você... se eu me tacar da janela no final do dia não se surpreenda.
- Há-há, muito engraçado. É sério mesmo Nate. Eu recebi uma mensagem esquisita ontem sobre você. Primeiro achei que era pegadinha só que, bem... – ela deu um sorriso – falava umas coisas que só a gente sabia, a não ser que você tenha espalhado, mas mesmo assim, não eram coisas do tipo que você conta e... Enfim, estava dizendo algumas coisas sobre você, inclusive que você estaria em um péssimo humor, bem exatamente como está agora.
Nate arregalou os olhos
- Tinsley, que tal você não falar disso para ninguém, e a gente discute isso naquela coisa ridícula que você me obrigou a ir... é Coffee Society.
- Mas N, o que eu ganho mantendo minha boca fechada – disse fixando os olhos violeta azulados nele
- Tinsley...
- Só estou brincando – ela interrompeu – mas se pelo menos eu tivesse, sei lá, outra boca para ocupar a minha seria uma tarefa muito mais fácil. – deu seu sorriso irresistível de canto da boca
Ele revirou os olhos para os flertes dela e voltou a vegetar. Percebendo que ele não estava mesmo no humor de brincadeiras, Tinsley apertou seu braço incrivelmente sarado e falou:
- Hey, você pode contar comigo sempre.
- Vou me lembrar disso da próxima vez que você for para Vegas – alfinetou
Tinsley mostrou um olhar ferido mesmo que por pouco tempo, quase impossível de se captar e deu as costas deixando ele imerso em seus pensamentos.
Finalmente o professor de Literatura, Broyn chegou.
- Sentem-se todos – a turma se sentou e calou-se todos amavam aquela aula, o professor era ótimo. – antes de tudo quero dizer que como não estou com paciência para dar matéria nova hoje vou passar uma tarefa para a aula. Temos 3 tempos hoje, dois agora e outro depois do almoço de vocês, então quero que todos escrevam um texto, o tema é bem livre, podem explicar um hábito da sociedade, pode ser engraçado, podem criticar algo mundialmente, pode ser uma tirinha, uma piada, tanto faz, vocês escolhem. Vocês começarão nessa aula e terminarão no tempo de estudos, então no tempo depois do almoço faremos uma leitura em sala.
- Mas professor, você não vai terminar o período do Barroco? – perguntou a nerd mais nerd da Yvonne Stidder
- Já disse que não estou no humor de dar matéria, o reitor vem implicando com todos os professores por causa da polêmica de meninos e meninas. Eu não poderia estar menos interessado. Então podem fazendo o texto e quem não quiser fazer agora pode conversar BAIXO, se tiver bagunça eu tiro de sala. Mas quero isso pronto depois do almoço.
A turma se juntou todo para conversar, obviamente. Então só restaram os nerds lá frente fazendo. Porém o surpreendente para Serena e Tinsley e todo mundo foi Nate quietinho lá no fundo.
Chuck e Blair sentaram-se juntos, na verdade Chuck puxou sua cadeira para ficar do lado de Blair, mas apesar dela não admitir também deu uma chegada para o lado dele.
- Então Waldorf, você vai para com alguém para uma certa festa que vai rolar no sábado?
- Considerando que a festa é minha não sei, por quê? – disse dissimulada
- Estava pensando em honra-la com a minha companhia
- Isto é um convite para ir comigo?
- Pode ser... é.
Ela começou a rir na cara dele
- Sem ofensas Bass, mas se quiser convidar Blair Waldorf para uma festa irá ter que fazer melhor do que este convite chocho em uma sala de aula. Por acaso você acha que está convidando Noelle Lange?
Ele riu é claro, como não rir, se ela tivesse tido qualquer outra reação, como por exemplo aceitar, nem valeria a pena convidar. Então os dois continuaram a trabalhar nos preparativos para a festa, afinal Blair era um gênio para essas coisas e Chuck tinha toda a experiência de dar festas com Nate no colégio.
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Tinsley POV
Ok, hoje Nate estava estranho como nunca, ela sabia que tinha alguma coisa a ver com a mensagem misteriosa recebida na noite anterior, obvio que tinha, ela não era burra nem nada, a questão era o que. Ela até tentou falar com ele, mas se nem mostrar suas maravilhosas pernas com aquele short fez com que ele abrisse a boca, só mais tarde que eles iriam conversar.
Ficou olhando para aquele menino lindo bem no final da sala sentado cabisbaixo com cara de sono/chateação cercado por seus amigos que deviam estar tagarelando sobre quantas garotas aviam pegado. Ela sabia perfeitamente que de 15 coisas que eles falavam 1 era verdade, nem era invenção dela. Nate havia contando a ela.
Mas chega de pensar nele, mais tarde resolveria esse problema agora o foco era na conversa com Callie, Rachel, Regina, Jessica e Avery. Elas estavam decidindo se iriam arruinar a festa da Blair e se sim, como? Ou se iriam causar, e se sim como?
- Para mim temos que arruinar tudo, quebrar as coisas, lançar insetos nas comidas, estragar o negocio todo! – disse Jessica. Meus deus essa anta tinha que está em treinamento mesmo, que ideia mais idiota!
- Obvio que não sua burra! Anda vendo muita creche do papai né? Isso aqui é alta sociedade, não se faz essas coisas, só no Brooklin que deve ser de onde você veio – respondeu Regina. Finalmente alguém com os neurônios no lugar certo.
Eu olhei para Callie e nós compartilhamos nosso olhar de depois falamos disso mais afundo sozinhas. Regina era inteligente e Rachel também era ótima para armar essas coisas, mas meus melhores planos não eram feitos em grupos. Avery ignorava grande parte da discussão como eu, porém ela o fazia porque não tirava os olhos de seu novo livro "O Filho de Netuno" uma continuação de Percy Jackson como ela sempre diz. Acho engraçado como ela sempre lê livros tão inteligentes e ainda gosta de livros para adolescente. Depois eu falaria com ela, afinal meu geniosinho dava os melhores pitacos quando não estávamos discutindo.
Então do nada veio Gina Jepsen uma das wannabes do colégio e sentou perto de nosso grupo como se fizesse parte, certo essa era uma das coisas que eu menos tolerava! Acho que com a minha ausência as pessoas se esqueceram do respeito com a realeza. Deve ser por isso que aquela puta da Serena van der Woodsen sai por ai pegando o meu namorado. Mas isso não ficaria assim por muito tempo agora que eu voltei, a ordem nesse reino será restaurada.
- O que você pensa que está fazendo aqui seu projeto de loira? – disse Callie para Gina. Por isso que eu gosto da Callie pode ser até falsa algumas vezes, mas sempre me defende em público.
Gina ficou sem graça porque talvez achasse em seus mais profundos sonhos que iríamos aceitá-la. E disse bem baixinho – Hum... eu sou loira
Eu revirei meus olhos, se pelo menos ela tivesse uma boa resposta que deixasse a Callie com cara de tacho. Fazer o que agora era a minha vez de acabar com ela. Para reinar é importante que te amem, mas principalmente que te temam ninguém desafia aquele do qual tem medo.
- Ahh Callie não fale assim com ela – falei com minha voz que deixava claramente que estava sendo falsa – hoje quando estava andando pelo campus, até pensei nela.
Os olhos de Gina brilharam, coitada, muito desesperada para ser alguém. É esse é o caminho errado
- Sério? – disse cheia de esperança
- Claro, vi um menino pisando na merda, ai não tem como não lembrar – sorri com o sorriso que eu tinha inventado, e todos amavam usar, para alguém de fora parecia que eu estava sendo mega simpática, mas as pessoas envolvidas e algumas garotas que já conheciam o sorriso sabiam que na verdade estava sorrindo maldosamente, quase rindo por eu ser eu e ela ser ela, coitada.
Gina foi para longe de cabeça baixa. Então eu vi o outro grupo me encarando. Serena, Blair, Charlotte, Lindsay, Effy e Alice. Eu sabia que se a Gina se aproximasse do grupo delas elas também não iriam acolher a garota, Serena, Char e Alice poderiam até considerar por pura pena, mas Blair, Effy e Lindsay tinham consciência dessas coisas. Porém me encaravam já que eu obviamente havia sido grossa demais de acordo com as normas de wannabe, mas honestamente eu não ligava. Tinha problemas mais sérios, e um deles era desfazer aquele grupo. Charlotte era um problema, já que sabia demais e além de tudo era a priminha de Nate, o que já dava outra vantagem para a putanha da Serena. Effy também não era nada agradável, já tinha ficado com Nate, e tenho quase certeza por alguns boatos que eles estavam praticamente namorando só não era oficial, porque obviamente ambos estavam muito chapados para ligar. Porém o principal laço que ela devia quebrar era o de Serena e Blair. A amizade das duas era complicada, já que misturava o que cada uma era. Sei perfeitamente que Serena não busca ser Queen B, ela é muito boazinha para isso. Serena diz que não quer ser nada, apesar de eu duvidar disso, o problema de Serena van der Woodsen é que ela poderia se tornar it Girl querendo ou não. Afinal it Girls eram adoradas e criam tendências. Não é algo que você possa impor, é algo que você já nasce, porém era normal de se ter mais de uma it Girl, entretanto sempre havia uma que era a maior e esse posto é e sempre foi o meu.
Certo, não precisava me preocupar com Serena para a corrida de Queens, a não ser que desse a louca na garota e ela quisesse o poder do nada. Já Blair era o problema, poderia não ser tão radiante como a amiga, mas tinha o gênero de Queen, muito mais que Noelle. Na verdade nem me preocupo com Noelle, ela pode fingir, mas sei que tem medo de mim.
Era por isso que eu precisava separar Blair e Serena, aspirantes a it Girl e Queen B juntas podem gerar problemas para o meu lado. Mas essa separação é um plano para depois, ainda está muito cedo para isso. Apesar disso, é sempre bom já ter um plano na manga preparado e já sei exatamente como irei separá-las no futuro.
Serena diz que não querer poder, mas será que se o poder cair nas mãos dela, ela não fará nada, impossível, esse tipo de coisa acontece naturalmente. Talvez se no futuro eu conseguir fazer uma Mean Serena, ela perca a Blair e o Nate junto. Mas o foco agora é outro, a guerra estava só começando, e eu ainda tinha que resolver aquilo com o Nate não quero meu lindo triste, e estou achando que pode ser sério.
Fim do POV da Tinsley
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- Hey, Nathaniel – disse Chuck que estava indo atrás de Nate enquanto se encaminhavam para almoçar.
- Que foi Chuck? – disse Nate
- Então eu estava pensando em convidar a Blair para a festa
- Legal – respondeu sem muito entusiasmo
- Então queria saber se você tem alguma ideia de como pedir
- Flores e chocolate
- Um pouco clichê não?
- Sei lá Chuck, olha para quem você está perguntando
Chuck riu – É verdade, ei tá tudo bem cara?
- SIM! Porque todo mundo fica perguntando isso!
- Ok, quando quiser falar eu to aqui
Nate sorriu de lado, não foi um de seus sorrisos brilhantes, mas já era alguma coisa. Por isso Chuck era seu melhor amigo, sabia que não ia adiantar perturbar. Então eles foram comer e depois fizeram o trabalho de literatura, Chuck na verdade pediu para dois nerd fazerem o dele e o do Nate.
No caminho da aula de literatura Nate viu Ashley Cuthbert, e ela o puxou para longe de seu grupo e mandou o resto seguir. Como sempre intrometida.
- Que foi? – disse Nate impaciente
- Que foi digo eu, você esta andando com essa cara de peido a manhã toda!
- Como você sabe, nem tava aqui
- Você acha mesmo que não tem ninguém da sociedade de olho em vocês? Na verdade é por pura segurança, mas anda desembucha.
- Olha isso é sério e eu não posso falar para ninguém
- Sou sua mentora, fala.
- Ash, antes eu preciso falar com uma pessoa, e depois eu falo com você é sério – ele estava dizendo a verdade, seu plano era falar com Tinsley e ver o que tinha na mensagem dela, depois iria falar com Ashley ela era muito inteligente iria saber o que fazer.
- Ok, mas até o final do dia quero saber o que aconteceu.
- Você vai
- Ótimo, agora vamos eu te levo até sua sala, você está atrasado então eu falo com o professor para ele esquecer o atraso.
Ao chegarem à porta da sala Ashley virou para ele e disse:
- Isso é para você se sentir melhor, não pense que terá mais – e então o abraçou
Foi meio engraçado, mas realmente o fez se sentir melhor, um pouco, talvez ele precisasse disso, um amigo, mesmo que não contasse tudo que estava acontecendo. Ao entrar na sala Nate se dirigiu ao seu lugar lá no fundo e Ashley cochichou alguma coisa com o professor que nem comentou o atraso, depois deu um sorrisinho com o canto da boca para ele e saiu.
Tinsley não tinha gostado nem um pouco da relação dele com a "mentora", Serena por sua vez nem ligava, achava Ashley muito legal e simpática.
- Então vamos começar cada um vai ler ser trabalho – disse o professor Broyn – quem quer começar disse o professor?
Alguns nerds levantaram a mão e leram seus trabalhos. Nate simplesmente abaixou a cabeça e dormiu não estava a fim de ouvir isso. Então foi a vez de Tinsley, o que fez Heath que estava do seu lado o acordar, deus sabe porquê, devia ter se excitado ao ver o short da Carmichael e acabou esbarrando em Nate.
Tinsley tinha por incrível que pareça feito mesmo o texto, queria aproveitar e alfinetar só um pouco a Serena, de uma forma extremamente sutil que nem a própria Serena ia saber que havia sido de propósito.
- Então o meu texto explica um comportamento muito comum na sociedade, feito por parte das meninas – disse enquanto estava de pé lá na frente, parecia mais confortável que o próprio professor em ficar no centro das atenções da sala. Ele que devia estar um pouco tenso porque Tinsley era extremamente linda e estava perto dele. Entretanto a única coisa que conseguia fazer Tinsley estremecer era o olhar de Nate que acabava de ser pousado sobre ela. Tinsley preferia que ele estivesse dormindo, a presença dele sempre a deixava um pouco nervosa, mesmo com a aquele olhar cansado e desinteressado dele, ela tinha um frio na barriga e sentia-se como qualquer uma garota ali na frente. No caso, como ele estava totalmente desinteressado ela sentia um pouco mais nervosa já que sentia-se na obrigação de animar aquele olhar lindo que ela amava.
- Ótimo, leia para a turma – falou Broyn
- Ok, - a única leve alfinetada que tinha na Serena é que comentava uma simples coisa sobre mães e Tinsley sabia que Serena tinha perdido a sua. Na verdade, ela só reparou isso quando releu o texto, não tinha feito com esse intuito. Então começou a ler o texto:
A mulher e o banheiro
O grande segredo de todas as mulheres com relação aos banheiros é que quando pequenas, quem as levava ao banheiro era sua mãe. Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía: "Nunca, nunca sente em um banheiro público".
E, em seguida, mostrava "a posição", que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar sem que, no entanto, o corpo entre em contato com o vaso.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa adolescência, "a posição" é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está estourando.
Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Brad Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando".
Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar. Você, então verifica cada cubículo por baixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados. É sempre assim.
Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que o trinco não funciona. Ele nunca funciona. Você então pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área.
O chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais não usa, mas que guarda porque nunca se sabe.
Mas, voltando à porta... Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição".
* Alívio... AAhhhhhh... Finalmente! *
Nessa hora os músculos começam a tremer. Você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço.
Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de sua mãe ecoa na sua cabeça "jamais sente em um banheiro público!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas.
E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na sua própria bunda e molha até suas meias! Por sorte, não molha os sapatos. Adotar "a posição" requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, puuuuta que o pariuuuu! O rolo está vazio. Isso sempre acontece.
Então você pede aos céus para que, nos 5kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção.
E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freia-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO!
Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abri-la novamente (nisso, nós mulheres nos respeitamos muito) e você pode procurar seu lenço sem angústia.
Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas. Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo.
É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar da porrada que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas.
A lembrança de sua mãe, que estaria morrendo de vergonha se te visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, "você não sabe que doenças você pode pegar ali". Nessa hora você está exausta.
Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça! Então, vai a pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão.
Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água. O secador? Você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.
Finalmente você sai do inferno. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, e te deixou com a bunda à mostra! Nesse momento, você vê o seu carinha que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você.
"Por que você demorou tanto?" — pergunta o idiota.
Você se limita a responder: "A fila estava enorme"
E esta é a razão porque as mulheres vão ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a sua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade.
Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro. [OBS: esse este texto não é de minha autoria, fiz apenas algumas modificações nele]
Quando Tinsley acabou a sala aplaudiu loucamente, até os meninos estavam a aplaudindo, provavelmente por ela ser linda, mas talvez porque alguém finalmente havia explicado para eles porque as meninas vão ao banheiro em grupo. O professor sorria para ela e a dava os parabéns. Serena, Blair e Cia, também aplaudiam afinal podiam odiar a menina, mas o texto havia sido ótimo. Serena nem ligou muito para a parte das mães afinal ela havia tido babas para explicar essas coisas. Nate havia até dado um sorrisinho bem pequeno.
Broyn sorriu e disse – Bem vinda de volta Carmichael, parabéns.
Passaram-se mais algumas pessoas, até que foi a vez de Serena, o dela não havia ficado tão divertido quanto o de Tinsley, estava mais para uma crítica.
- Muito bem, van der Woodsen é a sua vez.
- Certo – Serena foi lá para a frente e viu Nate lá no fundo dando um sorrisinho incentivando ela. Ele era tão fofo, com certeza algo estava o incomodando, mas ainda assim estava lá dando uma força para ela. – Broyn eu decidi criticar algumas questões mundiais, porém de uma forma bem curta
- Ok, pode ler van der Woodsen
Serena pegou um pedaço de papel que era igual a uma folha de jornal cortada. As pessoas se perguntaram se ela havia cortado a redação de um jornal
- Hum... isso não é um jornal de verdade, certo? Você tinha que criar a redação
- Eu sei, isso faz parte do trabalho, é como se fosse uma reportagem no jornal
- Ok então pode continuar
Serena começou ler seu texto:
- Pesquisa
A ONU resolveu fazer uma pesquisa em todo mundo. Enviou uma carta ao representante de cada país com a pergunta: "Por favor, diga honestamente qual é a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo".
A pesquisa foi um grande fracasso. Por quê? Todos os países europeus não entenderam o que era "escassez". Os africanos não sabiam o que era "alimento". Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre o que era "opinião".
Os argentinos mal sabem o significado de "por favor". Os norte-americanos nem imaginam o que significa "resto do mundo". O Congresso brasileiro está até agora debatendo o que é "honestamente". [Este texto não é de minha autoria]
A turma explodiu em aplausos, não foi só divertido foi extremamente crítico.
- Parabéns van der Woodsen, ótimo texto!
Passaram-se mais algumas pessoas até que foi a vez de Nate, Chuck deu o papel com o trabalho do nerd, contudo Nate recusou e disse ao amigo que havia feito. Chuck estranhou, mas deixou Nate ir.
- Então professor eu vou contar uma piada – disse entediado
- Não esperava nada diferente de você Vanderbilt – Broyn adorava Nate apesar de tudo, sempre gostou muito do menino.
- Ok. Certa vez Joãozinho pergunta ao pai:
- Pai o que é política?
E o pai responde:
- Política é um conjunto de leis e normas que envolvem poder econômico, governo, classe trabalhadora, o povo e o futuro do país, entendeu?
O filho responde:
- Não, pode explicar pai?
- Claro, vou usar nossa casa como exemplo. Eu é que trabalho, trago o dinheiro para casa, eu sou o poder econômico. Sua mãe é quem gasta, administra o dinheiro, ela é o governo. Como nós cuidamos de suas necessidades. Você é o povo. Seu irmãozinho é o futuro do país e a Zefinha, a babá dele é a classe trabalhadora. Entendeu?
O menino responde:
- Mais ou menos pai, vou pensar.
Naquela noite, acordado pelo choro do irmão menor. Descobriu que o irmãozinho tinha sujado a fralda e todo emporcalhado. Foi até o quarto de seus pais para acordá-los e a mãe estava num sono muito profundo. Foi ao quarto da babá bateu várias vezes na porta e sem ter resposta olhou pela fresta da porta e viu seu pai e a babá na cama transando. Como não conseguiu ajuda voltou a dormir.
Na manhã seguinte, na hora do café, falou para o pai.
- Acho que entendi o que é política!
E o pai cheio de orgulho fala:
- Ótimo filho, então me explique.
Joãozinho então diz:
- Bom, pai, é assim: Enquanto o poder econômico fode a classe trabalhadora, o governo dorme profundamente. O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda. [Essa piada não é de minha autoria]
A turma explodiu em risadas, e aplausos. Nate simplesmente deu um sorriso de canto da boca e sentou-se.
- Excelente Nate!
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Ao acabar a aula passou-se mais um tempo até das 16:00, então Nate foi se encontrar com Tinsley para o tal de Coffee Society, foi então ao salão de festas do Billings, o alojamento dela. Tinsley estava na cafeteria que tinha perto do salão. Ele virou-se para ela e disse:
- Você não vem?
- Tá maluco? Quer mesmo que eu revele a mensagem na frente de todo mundo? Anda sua anta. – Tinsley puxou ele para o quarto dela, por mais que ele odeie admitir sabia todo aquele caminho de cor. As vezes que ele dormiu no quarto 315 do Billings foram só um pouco menores que as vezes que eles dormiu no 320 do Prescott. Tomou cuidado para pegar o caminho que não passasse pelo 306, não queria Serena suspeitando de nada, porque não havia nada para suspeitar.
Ela abriu a porta com pressa, normalmente gostaria de ser pega entrando com Nate em seu quarto, mas como isso era algo realmente sério, não poderia se dar esse luxo.
Ao entrar no quarto Nate viu que estava quase tudo no mesmo lugar desde a ultima vez que ele havia ido ali que havia sido com Callie, em uma noite que ele estava extremamente bêbado. Ele se perguntou se Tinsley sabia que ele havia ficado com sua companheira de quarto e uma de suas melhores amigas. Callie não havia mexido no lado de Tinsley, talvez ela soubesse que a amiga iria voltar, ou talvez tivesse medo de ser amaldiçoada para sempre.
- Anda entra logo, eu tenho que fechar a porta – assim que ele entrou ela trancou a porta com velocidade e ele observou que seu estiloso chaveiro era o mesmo – bem-vindo ao melhor quarto do Billings, quer dizer não que você nunca tivesse vindo aqui antes – sorriu
- Um dos melhores você quer dizer. Enquanto você estava fora reformaram o quarto 306, está no mesmo nível que o seu, talvez até melhor.
- Obvio que você saberia, já esteve em todos para definir qual é o melhor – disse com uma ponta de dor em sua voz, imperceptível, afinal ela sabia perfeitamente que o quarto 306 era o de Blair e Serena.
- Talvez se você tivesse aqui durante a reforma, poderia ter pedido uma para o seu quarto também – disse alfinetando Tinsley, que vendo que essa implicância ia acabar levando a uma discussão decidiu mudar de assunto. Pegou a carta que havia recebido e mostrou para ele:
Miss -Carmichael
Sei que você conhece e já teve um relacionamento íntimo com um menino chamado Nathaniel Archibald. Ele está com problemas, estou tentando ajudá-lo, mas isso será difícil, então preciso de sua ajuda. Mostre essa carta para ele amanhã, ele estará esquisito e com um péssimo humor. Fale com ele. E peça para que se abra preciso da sua ajuda Tinsley Carmichael, e principalmente Nate precisa de sua ajuda.
Isso não é uma brincadeira nem uma pegadinha, vou provar: flugelhorn [nota da autora flugelhorn é um tipo de corneta/trompete em inglês]
- Nate, flugelhorn se você não se lembra...
- Eu me lembro perfeitamente do que isso era. Pega o seu laptop, por favor
- O computador ta ali ligado
- Eu sei, mas eu preciso do seu laptop, não posso correr nenhum risco. Esse computador é da escola.
Tinsley pegou seu macbook que estava numa capa linda da Gucci, tirou-o de lá abriu e ligou. Nate olhou para o laptop e viu que do lado da famosa maça da Apple Tinsley havia colocado um adesivo com o símbolo da Chanel, sorriu porque não dava para negar, aquilo era totalmente Tinsley.
Ela digitou a senha e deu o computador para ele mexer. Foi quando ele viu: o plano de fundo dela era um foto dos dois, abraçados e sorrindo. Ele olhou para ela e Tinsley desviou o olhar, obvio que para ela isso era constrangedor, admitir que ela realmente gostou dele. Nate voltou a mexer no laptop
- Como eu mudo de conexão?
- Já está conectado na internet do campus
- Eu sei, só que essa rede não é segura, preciso conectar na minha. Eu não sei mexer nessa droga de macbook, porque você gosta dessas merdas da Apple, a Microsoft é mil vezes melhor.
- Pode até ser, mas um macbook é mil vezes mais bonito que o seu laptop da Dell.
- Idaí, meu laptop faz coisas que seu Mac nem sonharia.
- Menos ter estilo – riu - agora para de ofender o meu Mac lindo e aqui já pode escolher a rede
Nate pegou o seu Galaxy e colocou enfrente ao seu rosto para desbloquear
- OW! Você mudou de celular e eu achando que ia lagar e finalmente usar um iPhone.
- Eu e você sabemos que o meu Galaxy é muito superior a um iPhone. O seu se desbloqueia com senha o meu com rosto. Ganha até no estilo
- Um ponto para você e seus pensamentos anti-Apple
Nate pegou o Galaxy entrou no centro de redes e liberou o endereço ip da Tinsley para acessar a rede secreta Yankees.
- Porque você não entrou nessa rede pelo seu celular?
- Podem ter clonado meu celular. Essa rede é muito secreta, é invisível, só pode entrar se souber o nome, ainda assim tem que saber a senha e por cima de tudo o endereço ip tem que estar cadastrado por mim na rede.
Nate então entrou no seu e-mail e mostrou o que havia recebido na noite anterior para Tinsley. Ela leu e perguntou
- Que porra é essa de "Who let the dogs out?"
- Quando eu era bem pequeno e meu pai saia comigo, algumas vezes. Ele sempre dizia que qualquer perigo, ou qualquer coisa que acontecesse era só berrar, ou cantar Who let the dogs out. Tipo o nosso código flugelhorn que só eu e você sabíamos e a gente usava caso um dos dois tivesse ido longe de mais, no sexo normalmente, mas em outras coisas também. E meu pai descobriu naquela vez que flagrou a gente. Incrível a única vez que ele estava em casa em meses e conseguiu flagrar a gente mesmo assim
- Não éramos exatamente discretos, Nate. Mas você vai confiar no que essa pessoa disse?
- Não tenho escolha Tinsley, ele sabe os códigos tudo, eu sei que pode ser uma armação, mas não posso correr o risco mesmo odiando meu pai.
- Ok, eu vou te ajudar então, pode contar comigo.
- Para você ir para Vegas de novo, ou dessa vez será Paris, não muito obrigado.
- Nate! A carta está dizendo que é para eu te ajudar, tenho muito mais contatos ao redor do mundo do que você, sei como me esconder de detetives, você não sabe nada disso precisa de mim. Sério deixa eu te ajudar.
Nate suspirou, merda a Carmichael estava certa.
- Com uma condição, sempre falaremos disso em particular, mas nunca, nunca, nunca mesmo pense em usar isso em um de seus jogos. Ou em nada do tipo. Jura?
- Juro
- Ok, estou acreditando em você pela ultima vez, se isso for outra mentira você...
- Não é Nate, você sabe que com essas coisas eu não brinco.
Nate sabia que era verdade, quando Tinsley voltou e podia ter soltado um bando de segredos sérios sobre ele que ela sabia, porém nunca abriu a boca. Ela podia ser a vadia que fosse, mas tinha maturidade suficiente para saber com que podia brincar e o que estava fora dos limites.
- Certo, vou falar com a Ashley sobre isso
- O QUE? –Tinsley não gostava dela nem um pouco não ia deixar que abrisse a boca para ela – porque você vai falar isso para ela Nate? Mal a conhece.
- Tinsley ela é a minha mentora, não vai contar para ninguém.
- Nate, pensa, a lealdade dela está mais com você ou com a sociedade? No momento todos são suspeitos, quem garante que as pessoas que estão envolvidas não sejam da sociedade? Grandes patriarcas antigos e poderosos. Mesmo que ela não saiba de nada. Acho que você devia esperar um pouco pelo menos até essa pessoa misteriosa que está mandando as cartas comentar que você pode contar para alguém da sociedade.
- Tinsley eu confio nela – disse Nate relutante, no fundo sabia que Tinsley tinha razão
- Olha, você confia de mais, e eu confio de menos, então me escuta. Se tem uma coisa você sabe que eu não sou é boba. Viajei esse mundo todo e descobri muita coisa, ganhei muita experiência em esquemas. Nate para o seu pai o gênio dos negócios ficar em perigo assim não foi por um inimigo, inimigos você sempre tem mil detetives assistindo cada passo deles. Foi por um suposto aliado, ou um X9, ou qualquer coisa do tipo. E não sei se você sabe, mas seu pai era da Rosa & Túmulo, ainda é, é um dos patriarcas com mais dinheiro e que mais contribui para a sociedade. E a R&T é a sociedade mais poderosa do país, então para o seu pai ficar em tal perigo só me vem uma coisa na cabeça, traição. Não estou dizendo que foi a sociedade, mas todo mundo é suspeito. Talvez até essas cartas, podem ser para conseguir te raptar e chantagear seu pai. Nate tem mil possibilidades, pode não ser também nada disso do que eu estou falando. Até agora vamos acreditar nas cartas porque são nossa única pista, e além disso, te deram esse anel que tem o brasão da sua família e é um dos seus legados, então acho que não estamos caindo em nenhuma armadilha, mas olhos abertos. Quanto menos gente souber melhor, vai por mim. Se você quer contar para ela mesmo assim espera um pouco, pelo menos.
- Odeio quando você está certa.
[Sugiro colocar a música So Cold do Ben Cocks com a Nikisha Reynes para dessa parte até o final. Irá traduzir bem os sentimentos]
Tinsley sorriu presunçosamente e perguntou – Você vai contar para a Serena – como não queria parecer ciumenta completou, - ou para o Chuck e a Blair?
- Não que seja da sua conta, e não é. Mas não vou contar a eles, pelo menos não agora, não porque não confio, só não quero envolver eles nisso. – Nate virou para ela – você não tinha que estar na reunião da Coffee Society
- Mandei a Rachel assumir hoje
- Nossa! Tinsley Carmichael deixando alguém assumir algo no seu lugar e na abertura ainda, deve ter doído.
- Valeu a pena – disse sorrindo
- Hum... Mas se foi a Rachel que assumiu... Callie deve estar morrendo de inveja
- Bem é isso que ela ganha por dormir com você enquanto eu estava fora – disse sorrindo
- Ah... então você sabia
- N, eu sei de tudo por aqui, sei em todas as camas que você foi parar enquanto eu não estava aqui.
- Ótimo, você poderia até fazer uma lista para mim, porque nem eu sei e meio que vou precisar para os EN (Êxtase Nupcial)
- Auch! – disse fingindo ter ficado magoada
- Não se faça de ofendida
- Eu sei, conheço esse discurso muito bem, EU fui embora, não precisa repetir.
- Como você sabia? – perguntou enquanto sentava na borda de sua cama gigante e ela já estava deitada com a cabeça no travesseiro
- Nate, por favor, eu botei gente te vigiando, obvio – falou revirando os olhos
- Não estou falando disso, o anel, como você sabia que era o brasão da minha família, nem eu sabia
- Talvez eu gostasse mais de você do que você pensava.
Ele levantou uma sobrancelha para ela. Ela sorriu com o canto da boca, não necessariamente felicidade, era mais resignação. Nate pegou o macbook dela, desconectou da rede Yankees, fechou, levantou-se da beira da cama e disse:
- Você realmente devia trocar isso por um Dell – ela riu, de verdade. Ele destrancou a porta e quando estava preste a fechar continuou – obrigado Tinsley
Ela sorriu, com um sorriso meio triste e seus olhos violeta azulados sem sua presunção de sempre e disse:
- De nada N, conte comigo sempre.
Dessa vez ele não completou com nenhum comentário sarcástico sobre Vegas simplesmente disse:
- Senti falta dessa Tinsley – então fechou a porta deixando uma Tinsley Carmichael triste.
Ouvir ele dizer que sentiu a falta dela não foi no sentido amoroso, foi no sentido de amizade, ela sabia disso, esse tempo que eles passaram juntos foi igual a quando eram amigos e foi exatamente isso que ele quis dizer, sentiu falta da Tinsley que não era uma megera vadia, sentiu da amiga dele. Então Tinsley simplesmente pegou seu iTouch colocou uma musica que ela ouvia toda vez que sentiu falta dele, So Cold do Ben Cocks. Pegou um Marlboro, uma garrafa vodka pequena que estava no frigobar, um cobertor. Então deitou e se cobriu, não se preocupando em abrir uma janela para tirar o cheiro do cigarro. Ficou lá enrolada no cobertor, bebendo, fumando e pensando num certo menino de olhos azuis como água e um cabelo loiro ouro meio cobre. Por isso que ela fugia dele, porque ele era o único que conseguia fazer ela sofrer assim, de ficar enrolada num cobertor fumando e bebendo vodka pura, enquanto ouvia musica triste. Era tão clichê que dava nojo nela, mas apesar de tudo tinha um detalhe que ela desconsiderava toda vez que fugia, ele era também o único que conseguia deixá-la feliz, o único que a fazia sentir como se só fossem eles dois no mundo e assim esta bom. E a verdade é que Tinsley a indestrutível fugia dele, porque isso a deixava com medo. Ela sempre foi independente, sempre teve todo mundo aos seus pés, não conseguia suportar o quanto ele podia mexer com suas emoções e por isso fugia.
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Então é isso. Espero que tenham gostado dessa "humanização" da Tinsley. Achei que precisava aprofundar mais na personagem, mas fiquem tranquilos que não teremos uma Tinsley molenga e toda sentimental. Apenas vimos porque ela é do jeito que é e porque faz o que faz.
