Ok, ok... pode ser estranho eu postar tão rápido depois de meses sem atualizar... mas é que esse cap ficou engavetado que nem maracujá de geladeira ^^' Ele até estava escrito, mas demorou até conseguir digitar e tudo mais... fora problemas meus e de pessoas que são importantes para mim.
Não é um pedido de desculpas ou choro sob o leite derramado, só um comentário de que agora espero saber cuidar melhor do que me é caro.
Papo de corredor
"Hong Kong sente muito a sua falta, sabia? Como faz tempo que não passa lá em casa, ele acha que se esqueceu da gente..." - ouvi a voz do China no corredor, tão à vontade que me incomoda...
"Olha só quem fala... você é que não tem mais tempo direito nem pra relaxar e tomar um chá comigo! Eu falo que você trabalha demais... isso vai acabar te fazendo mal." - responde uma voz num tom de brincadeira, mas um tanto de censura.
Espio discretamente e vejo o chinês conversando com im loiro um pouco mais alto que ele.
"Você sempre se preocupa demais comigo. É claro que eu consigo tempo para um bom chá, mas você sempre estraga ele!" - riu.
"É você que não sabe apreciar um bom chá! Chá com leite e açúcar fica perfeito com scones!" - indignou-se o outro - "Da próxima vez que você for lá em casa..."
"Não, obrigado, não quero ver seu amigos imaginários tão cedo! Mas não quer almoçar em casa domingo? Você pode trazer o Sealand pra fazer companhia pro Hong Kong..."
É a gota d'água! Saio para o corredor, mas eles mal me notam.
"Mas eles são reais! A culpa não é deles se vocês são cegos!" - irritou-se o loirinho.
"E depois ainda fala do América!" - riu o asiático.
Bem na hora, passa o assistente administrativo (Lituânia, se não me engano). Me aproximo e, de um ângulo em que não teriam certeza se estou só sussurando ou me divertindo com a orelha do lituano, lhe murmuro: "Ne~ Lituânia... quer fazer hora-extra comigo hoje? Aposto que seria divertido, da~? Posso te ensinar como uma matroska foi parar dentro da outra..."
Lituânia quase derrubou os documentos que carregava, estremeceu com meu hálito morno em um ponto sensível e com a proposta, corou, gaguejou um "N-não, muito obrigado, senhor Rússia" e fugiu o mais rápido que pôde. Mas isso foi o suficiente para chamar a atenção de China, que tentou disfarçar a expressão irritada e incômoda.
"E-eu ir. Não poder atrasar trabalho aru. Domingo Inglaterra ir em casa de China, yoroshi?"- disse ao inglês e se retirou apressado.
Meu plano deu certo, comprovei que o asiático não é indiferente a mim. Mas meu rival, apesar de ter metade do meu tamanho, vem com olhos assassinos e me ameaça:
"Não se atreva a tocar em um fio de cabelo dele, fermentador de batatas! Ele não precisa de oportunistas como você!" - o tal Inglaterra só não continuou porque o França apareceu e saiu arrastando-o, e a discussão se desviou para os dois.
