Tenho uma reunião com o presidente. Sorrio pensando se é mesmo verdade que é o China... É difícil acreditar que alguém com aquela carinha de bebê esteja no topo de uma empresa desse porte, sua história deve ser fascinante... mas se for mentira, não diminui o meu interesse no chinês, só que quem me enganou irá se arrepender...
De qualquer maneira, será divertido.
De repente a porta se abre e o vejo entrar com uma pasta. E sozinho.
Não está com o sorriso que tanto me encantou, nem a adorável expressão de vergonha indignada que me reserva quando tento uma aproximação. Está sério e compenetrado, uma postura segura e altiva.
Um perfeito homem de negócios.
Belo e inalcançável como a mais brilhante e distante estrela do céu.
Ele me cumprimenta discretamente com um sorriso formal e se senta diante de mim.
"Imagino que esteja a par do nosso novo projeto, Rússia." - onde está seu sotaque tão bonitinho? Por que está tão indiferente, como se eu não passasse de um contato de trabalho? Ele me entrega amostras de acessórios para brinquedos. Um cachecolzinho duas ou três vezes mais comprido que o normal e uma peça de plástico parecida com uma miniatura de torneira, e um catálogo com os produtos na linha de produção. - "Houve uma falha em algumas de nossas máquinas na fábrica, que produziram peças com padrões não planejados. A fim de minimizar o prejuízo, procuramos desenvolver novos produtos East Corp..." - ele mal olha para mim, focado nos negócios.
Fico inquieto. Estava feliz com a chance de termos uma reunião particular, mas esse não é o China que eu quero!
Uma mecha de seu cabelo negro escapa detrás de sua orelha, mas ele nem parece notar, continuando o discurso em que não consigo me focar. Não contenho a minha vontade e toco naqueles fios de seda negra, deliciando-me com a sua textura suave enquanto os devolvo ao seu devido lugar.
Ele para de falar, me encarando surpreso por um momento, para então desviar o olhar com um repentino interesse por algum ponto da parede.
"O-o que você pensa que está fazendo, aru?" - pergunta indignado, mas sem se afastar.
"Você tem um cabelo tão bonito, da~!" - sorrio- "Eu queria ver se é tão macio quanto parece!" - me explico, animado como uma criança falando de um brinquedo novo.
"J-já matar curiosidade, aru." - ele declara, com um leve (mas lindo) tom rosado nas bochechas - "Parar, yoroshi. N-não apropriado, aru." - ele resmunga encabulado, mas não dá sinais de que vá fugir.
"Ah~! Sua pele também é tão macia, da~!" - exclamo admirado, deslizando minha mão sobre o seu rosto, sentindo-o estremecer. Eu sabia! Apesar de tentar se esconder sob a pose de chefe, ainda é o MEU China! Me aproximo por cima da mesa vendo seus olhos surpresos sobre mim, e sua única reação é corar ainda mais - "E o que é inapropriado, China? Você ser tão bonitinho que eu não consigo resistir?" - pergunto, já quase anulando a distância entre nós - "Agora quero saber se seus lábios também são macios, da~" - sussurro, fechando os meus olhos me preparando para beijar... o chão.
"AIYA! O que você pensar? Trabalho não lugar ser pervertido, yoroshi!" - ele ralha comigo, enquanto fico imaginando como fui parar aqui em baixo.
"Ne~ China... o problema é o lugar? Você prefere na minha casa ou na sua?" - pergunto sorridente, me levantando.
"HA..!" - ele me dá uma pastada na cabeça e exclama - "Rússia não ter vergonha! Eu não querer falar com Rússia aru! Só falar com China quando ter ideia produto e campanha, yoroshi!"
"E por que eu teria vergonha, China? Se você não quiser falar, não precisa! Aposto que sua voz também é linda suspirando e gemendo, da~!"
"AIYA!" - ele reclama, mais vermelho ainda - "Eu não ter tempo ouvir besteira aru!"
Um vampiro e um lobispanda como nem o Inglaterra já viu em Tails of the Night:
Em sua agonia, viu um garotinho loiro e de olhos violeta... que usava a coleira que havia posto naquilo na noite anterior.
