A noite tinha sido longa, muito longa.
Eu me pegara muitas vezes pensando no Uchiha.
E ficara confusa com o "Você" que ele dissera e logo depois levantara do banco e me disse pra ir dormir. E saíra me deixando lá sozinha.
Quer dizer, eu nunca fora de me apaixonar fácil, não mesmo. Mas esse garoto estranho parecia ser um perigo para essa conceito.
É sério, ele me perturbara muito, mas eu não era assim, nenhum garoto me chamara tanta atenção, principalmente eu tendo o visto tão poucas vezes. Quer dizer, eu até me sentia um tanto assustada e isso não era agradável. E é claro eu não estava me iludindo que ele poderia estar interessado em mim. É claro, por favor. E o "Você" parecera mais uma forma de provocação. Definitivamente ele não fora muito coma minha cara, sabe se lá por que.
E os dias passavam nos tínhamos apenas 3 aulas na mesma turma, e apenas a de história era quando sentávamos juntos. E ele me ignorara mortalmente durante estes dias.
Não chegara a ser antipatia gratuita mas não era afinidade em nenhum nível social. Muito menos pessoal, e cabia a mim evitar pensar nele, como eu estava fazendo agora. Evitar pensar agora, resultaria em não ter problemas sentimentais mais adiante, pois pelo que eu vira, a quantidade de garotas que eram apaixonadas ou tinham uma enorme queda por ele, não daria pra contar nos dedos.
Ele tinha uma aura de perigo, talvez garotas espertas se mantivessem longe dele, mas eu seria uma garota esperta?
Talvez eu realmente estivesse julgando apressadamente, mas realmente a complexidade desse fato era irritante.
E depois de conferir o horário pude constatar com alegria que a 1° aula do dia era de hipismo. Um das coisas que me fez ficar feliz com o lugar. Eu amava cavalos. Fazia tempo que eu não montava. Minha família tinha um arás. Eu adorava montar, mas preferia ficar longe quando estavam todos reunidos, ficando reclusa em casa. Meu quarto, meu abrigo, meus CDs e meus livros.
Os gritos e palavras ditas baixas doíam muito como certa vez minha mãe me dissera:
" Você foi um erro e se tem algo de que me arrependo é de ter deixado você nascer" eu fingia não me importar, era o melhor que eu tinha a fazer.
De qual quer forma meu silêncio, isto é, quando eu conseguia me conter (o que não acontecia com frequência) evitava brigas que no mínimo eram ofensivas demais.
1° Eu não sou e nem nunca fui uma adolescente rebelde. Pelo contrário era caseira e estudava muito.
2° Eu sou apaixonada por Rock e amo me vestir de preto. Coisa que irritava muito minha mãe. que?
3° Eu odiava meu padrasto; outro motivo que gerou muito confusão. Principalmente depois de um adorável acontecimento, mas não queria realente pensar nisso.
Introdução a equitação foi feita na casa de campo. Era um longo prédio construído
de tijolos perto da parte sul, e que havia junto uma enorme área para cavalgar. Essa área que estava dentro dos limites para os alunos, por que grande parte da escola era rodeada por florestas que se estendiam por vários quilômetros. O lugar todo tinha aquele cheiro de cavalo, que misturado com couro formava algo agradável, embora tu soubesse que parte do "agradável" cheiro era cocô – cocô de cavalo.
O cavalo destinado a mim era simplesmente belíssimo.
Completamente branco.
E enquanto eu admirava distraidamente a montaria fiquei totalmente sem atenção. O som de cascos tirou minha atenção da égua e então olhei para cima em tempo de ver uma magnífica égua andando no curral galopando . Ela parou alguns a alguns centímetros de distancia. A amazona desmontou graciosamente. Ela tinha um cabelo grosso que ia até abaixo da cintura, fios tão vermelhos que pareciam fogo e olhos que eram de um estranho tom de verde.-Bom dia a todos. Srta. Haruno, seja bem-vinda, eu sou Liandra, este é- ela dirigiu um olhar contemplativo antes de terminar a frase-é um cavalo. A aula de hoje será livre e vocês poderão cavalgar ela extensão permitida, mas estejam de volta antes do fim da aula e tomem cuidado. E Srta., Haruno se não souber como selar um cavalo, peça ajuda a um de seus colegas.
E logo depois e ela saiu deixando cerca de 15 alunos e suas montarias sozinhos. Bela professora. Pensei enquanto selava com habilidade a égua Branca.
Olhei para a parte mais distante de mim e foi quando o vi, Sasuke. Ele acabara de selar um garanhão negro belíssimo. Ele pareceu sentir meu olhar, me encarou durante alguns segundos, olhou com uma enorme frieza, logo desviei o olhar perturbado, ele me deixara assim.
Ele definitivamente era estranho, num momento me tratava não exatamente bem, mas de forma agradável e em outro segundo eu parecia ser a pessoa mais insuportável de todos os tempos. Ou quem sabe o insuportável ali não era ele?
Montei no cavalo e comecei a me distanciar dos outros, primeiro trotando e depois aumentando a velocidade do galope. Logo estava sozinha e não conseguia ver ninguém próximo a mim. Continuei assim durante um bom tempo. Até que olhei para o relógio de pulso e vi que faltavam apenas alguns minutos, então resolvi voltar.
A égua tinha se mostrado dócil até o momento, mas quando eu menos esperava ela disparou mata adentro, não ouvindo e nem obedecendo meus comandos para que parasse, o vento fazia com que meus cabelos chicoteassem meu rosto. Se eu caísse seria um tombo bem feio, com no mínimo alguns ossos quebrados. E finalmente ela parou: Em uma parte muito fechada e escura da mata, minha respiração estava muito acelerada e os batimentos cardíacos faziam-me pensar que meu coração sairia pela boca a qualquer momento.
Desmontei sentando no chão. Segurando a rédea entre as mãos. Apoiei minha cabeça nos joelhos e respirei diversas vezes, lentamente. Que susto eu acabara de levar. Cavalos eram animais sensíveis. E algo tinha assustado o animal. Olhei em volta tendo noção da aura sombria que o lugar continha.
-Você acha que está segura não é? Você acha que já se livrou de mim Sakura?- a voz sussurrou.
Eu olhei para todas os lados , mas não pude ver quem estava dizendo as palavras. E não reconhecia a voz. Não era de ninguém que eu conhecia.
- Você nunca estará segura, você me deve. Sua segurança nunca existiu, então porque tenta agir como se acreditasse nela? Você é cautelosa admito, mas você nunca se livrará de mim. Nunca
-Quem está aí?- perguntei-Não brinque comigo.
-Você saberá na hora certa, mas até lá, cautela é algo que você deveria ter. Ou não, quem sabe você não facilita meu trabalho dessa forma? Caía em tentação, levo-o a tentação. Ele tentou esconder-se de você, procurou ficar distante, mas você não deixou não é? O destino não permitiu. Nós não permitimos.
A voz pertencia a um homem, isso eu sabia, mas quem estava me pregando uma peça tão sem noção?
Ser caloura era muito ruim. Não estava livres das malditas peças.
E que tipo de bobagens era estas que ele estava dizendo?
Montei rapidamente,, adrenalina me consumindo. E então corríamos desesperadamente.
Eu não queria está ali sozinha. Não queria.
Eu não devia estar ali.
Disso eu tinha certeza.
