N/A: Wow, wow, WOW! Eu ainda não acredito em tantos comentários, tantas recomendações e elogios que vocês deram para ITYIWT! Sério, gente, muito, muito, muito, muito obrigada! Nem sei o que dizer, estou muito feliz que essa maluquice tenta agradado a vocês.
Algumas pessoas fizeram alusão à música da Amy Winehouse, por causa do título da fic. Não, não é mera coincidência. Sou fã da Amy e bem, acho que essa música combina tanto com essa Bella e esse Edward...
Muitas de vocês comentaram sobre alguns filmes de ladrões, livros e ninguém, ninguém mesmo comentou no meu casal de ladrões favoritos: Bonnie e Clyde! Eu simplesmente os amo desde que era pequena hahaha
Ok, parei de falar!
Brigada a minha sis, Line Lins, que betou isso aqui e fica pegando no meu pé com besteirinhas que passam despercebidas aos meus olhos de autora. E eu agradeço a ela, pois sem essa atenção extra, isso aqui não seria tão legal de se postar!
Tenho uma boa nova para contar para vocês, mas fica pra notinha lá embaixo.
Estão esperando o quê para ler o capítulo? Andem, corram!
Boa leitura!
You know that I'm no good
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Ela sabia que não era a única ali com um plano sendo posto em prática.
Com uma rápida olhada pelo salão principal do museu, Isabella encontrou quatro dos cinco ladrões de arte mais procurados pelos serviços secretos internacionais. Aquilo significava uma coisa: a corrida havia começado e o grande prêmio estava bem ali, exposto aos olhos de cobiça e admiração dos convidados da noite.
Ah, o raro e valioso Klimt...
Carlisle tinha razão em dizer que aquela era uma missão perigosa e que qualquer ato arriscado deveria ser evitado ao máximo, embora ao contrário de qualquer pessoa normal, esses eram os motivos que fizeram Isabella aceitar a proposta tentadora.
Não pelo dinheiro e sim pelo risco.
Ela gostava de sentir o medo tecendo uma linha fina em sua mente, pregando peças, procurando brechas para dominar seu corpo. Amava duelar com a ameaça. Era o seu prazer mais sublime.
Sabia que no fim levaria a melhor sobre seus adversários, como sempre acontecia. Porém isso não tirava a alegria que teria em derrubá-los – um por um – à medida que seguia para conclusão de seu objetivo final.
Quatro dos cinco ladrões mais procurados do mundo estavam na disputa daquele intricado jogo de interesses.
E havia chegado a hora de Isabella Swan mostrar a cada um deles por quê era a número um daquela lista.
[...]
Você é patético.
Edward bufou irritado ao ler as palavras brilhando no visor de seu celular, imediatamente vasculhando com o olhar o salão em busca da prepotência sobre saltos que ele agora era obrigado a chamar de parceira.
Ele não ficara nada contente quando soube que teria que trabalhar com alguém naquela missão, entretanto seu humor foi definitivamente mandado para o espaço assim que ouviu Carlisle pronunciar aquele maldito nome.
Isabella Swan.
Ele odiava aquele nome. Odiava como ela fazia tudo parecer tão absurdamente fácil; como com um mero cruzar de pernas conseguia o que queria. Simples assim.
De nada importava que ele havia planejado por as mãos naquele quadro de Rubens antes mesmo de alguém descobrir sua localização; ou que quase morrera sufocado dentro de um calabouço úmido e fétido na Rússia, observando dia após dia a rotina de movimentação da pequena galeria escondida em um bairro nobre de Moscou. Nada, absolutamente nada realmente parecia valer, quando Isabella Swan entrava em cena.
Bastava que ela chacoalhasse com um pouco mais de entusiasmo os quadris sinuosos para devastar noites em claro, planos milimetricamente elaborados e rios de dinheiro investidos. Passava como um furacão, transformando o trabalho de semanas – ou meses – em um mero castelo de cartas arruinado.
Quantos negócios já havia perdido por culpa daquela mulher?
Muitos, era a reposta. Tantos que ele perdera a conta.
Agora ali estava ele, sendo obrigado pela primeira vez a trabalhar com alguém. E justamente aquele alguém era a pessoa que manchara sua reputação no mercado, rebaixando-o a apenas um reles ladrão de obras de arte. Ele deixaria que ela continuasse triunfando sobre sua derrocada?
Não. Nunca mais.
Mostraria a Isabella Swan que dois poderiam brincar naquele jogo. Porém dessa vez, ele seria a única peça do tabuleiro a permanecer intacta.
Seu celular vibrou anunciando que havia recebido uma nova mensagem de texto.
Olhe para a direita, amador. Vou mostrar a você como se faz.
Mal havia terminado de ler; ouviu um suspiro de susto e um grito de horror, seguido de um pedido de desculpas trêmulo e constrangido.
Maldita...
"Eu é que devo desculpas, sou desastrada e não vi que você estava vindo na minha direção." escutou a voz rouca sibilar, passando um lenço sobre o tecido do vestido de seda completamente úmido de vinho.
"Juro que não tive a intenção, por favor, me perdoe. Seu vestido, oh meu Deus, está completamente estragado." Tanya Denali lamentava com um profundo pesar na voz e encarava o sorriso nervoso da morena à sua frente com uma expressão agoniada.
Tão assustada, tão constrangida. Tão... atriz.
Isabella fazia tudo parecer tão natural que chegava a assustá-lo.
"E-está tudo bem, eu acho." mais um risinho inquieto e Tanya sentiu vontade de se enterrar diante do constrangimento. "Só preciso ir ao banheiro tentar amenizar um pouco a mancha antes de sair daqui."
"Eu sinto muito..." a voz da loira sussurrou mortificada.
"Já disse que tive minha parcela de culpa. Além do mais, acidentes acontecem, não?" lançou um sorriso forçado e respirou fundo, parecendo muito envergonhada com a pequena cena. "Com licença, eu realmente preciso ir ao toalete..." e dizendo isso, apressou o passo enquanto atravessava o salão em direção ao corredor principal do museu.
Perfeita atuação, como todas as anteriores. Como isso ainda o surpreendia?
Ela era boa no que fazia.
Não, era a melhor.
"Você sabe o nome dela?" a loira Denali capturou sua atenção mais uma vez e ele notou que ela conversava com um homem alto. E loiro.
Carlisle.
Sentiu vontade de gargalhar alto.
"Sarah Johnson, uma de nossas colaboradoras da exposição. Ela e o marido cederam duas peças de Klimt de seu acervo pessoal." ele murmurou tranquilamente, aproveitando para tomar um gole de seu uísque caro.
"Será que você poderia me informar seu telefone e endereço? Gostaria de me desculpar por ter causado tamanho constrangimento a ela, embora não tenha sido minha intenção."
"Todos viram que foi apenas um infeliz acidente, srta. Denali."
"Mesmo assim, Carlisle, me sentirei um pouco melhor pedindo desculpas mais uma vez. Além disso, acho que nenhuma mulher recusaria um novo vestido de presente." ela disse de uma forma que seu sotaque ficasse ainda mais evidenciado, soltando um suspiro claramente aliviado; virou-se em busca de uma nova taça de champanhe e sentiu o coração pular pela boca.
O que estava acontecendo com ela, afinal? Por que, de uma hora para outra, estava esbarrando nas pessoas como uma desastrada? Por um triz não derrubou o uísque no terno de corte caro do ruivo alto e atraente que caminhava distraidamente à sua frente.
"Perdoe-me." o homem murmurou cortês, passando ao lado de Tanya e ignorando o olhar matreiro que Carlisle lhe deu. Enfiou as mãos nos bolsos da calça, cruzando o salão da galeria sem pressa.
Edward estava no meio do corredor onde ficavam localizados os banheiros públicos do museu quando – pela terceira vez naquela noite – sentiu o celular vibrando dentro do bolso da calça.
Você me deve um Dior. E um par de Marc Jacobs.
Sim, ele agora tinha uma dívida com ela. E isso significava que Isabella havia saído na frente na fria disputa que ambos travavam.
Por enquanto, ele garantiu a si mesmo, seguindo em direção à saída do museu enquanto sentia a sombra de Isabella cruzando o corredor em um caminho oposto ao seu.
[...]
"Ainda dá tempo de desistir." ela enfim retrucou, fazendo com que Edward entortasse os lábios de um jeito irônico.
"Sinto desapontá-la," ele devolveu, sem desviar os olhos do painel luminoso do elevador que os conduzia até o andar do hotel onde estavam hospedados. "mas isso não vai acontecer."
Ela suspirou alto e bateu a ponta dos sapatos manchados de vinho de uma forma que denunciava sua impaciência. Eles permaneceram em silêncio até entrarem na suíte conjugada no penúltimo andar do Plaza, localizado na badalada Fifth Avenue.
Edward mal havia fechado a porta do quarto, quando sentiu o braço de Isabella imprensando-o contra a parede decorada com requinte.
"Você sabe muito bem que eu posso te fazer desistir dessa missão com um simples estalar de dedos, não sabe?" o rosto expressivo de Isabella estava tão próximo ao de Edward que ele podia sentir as palavras afiadas da morena riscando seu nariz. "Portanto, se insiste tanto em continuar com isso, trate de cumprir sua parte nessa droga de acordo. Eu não vou mais perder meu tempo corrigindo as merdas que você faz, Masen." disparou irritada, porém sua voz permanecia no mesmo tom rouco que chamava a atenção pela sensualidade impressa ali.
Seus olhos geralmente castanhos como chocolate estavam crispados em um tom tão escuro quanto a noite. Ela estava lívida de raiva e aquilo de alguma forma parecia fasciná-lo ainda mais.
"A Denali é arisca, passou metade da noite cercada por seguranças, eu não achei a porra de uma brecha para me aproximar." ele se defendeu, fazendo-a rir de escárnio.
"Eu gostaria de saber quem indicou você a Carlisle. Quem disse que você seria capaz de lidar com um caso como esses?" Isabella se afastou, caminhando pela sala de estar da gigantesca suíte de hotel. "Aquela mulher é tão burra que chega a ser patética! Bastou que eu usasse um truque barato para conseguir em dois minutos o que você tentou durante duas horas."
"Tanya procurará você amanhã pela manhã."
"O próximo passo é descobrir onde ela está hospedada. Nem Carlisle soube informar." Isabella comentou enquanto despachava o vestido manchado de vinho em um canto qualquer do quarto, pouco se importando com o fato de ficar apenas de calcinha, sutiã, meias pretas de renda e saltos na frente de Edward. "A loirinha parece fazer a linha discreta e tem mais seguranças que o próprio Obama. Devemos dar um crédito a ela, parece idiota, mas não é tanto assim."
"Ela está em um apartamento na Tribeca. Aparentemente parece pertencer a uma amiga ou algum parente próximo, ainda não tenho certeza. O quadro não está lá e sim guardado em um cofre no banco, como já era de se esperar. Tanya sabe muito bem o valor do Klimt que tem nas mãos." Edward comentou tranquilamente, lançando uma olhar preguiçoso em direção ao dorso esculpido e as pernas torneadas de Isabella, que tinha parado no centro da sala de maneira súbita.
"Como sabe de tudo isso?" ela perguntou, virando-se de súbito para olhá-lo intrigada.
Edward deixou que um riso torto passasse por seus lábios e sem dizer uma palavra, puxou o celular do bolso, remexendo com rapidez nas teclas pequenas. Quase no mesmo instante, o aparelho de Isabella tocou, informando que ela tinha uma nova mensagem em sua caixa de entrada.
Não foi difícil reconhecer o local em que a foto fora tirada, já que o restaurante exibido na imagem era o mais famoso da região. A sequência de fotos que não parava de chegar em seu celular, deixava claro que Tanya Denali estava hospedada em um apartamento no bairro da Tribeca, exatamente como Edward havia informado.
A pergunta era a seguinte:
"Como conseguiu?" ela externou seus pensamentos, encarando-o surpresa. O sorriso de Edward ampliou-se, a ponto de fazê-lo parecer um insano.
Dois podem muito bem jogar esse jogo, minha querida.
"Truques baratos nunca falham e você já devia saber disso." ele disse e mostrou o celular da própria Tanya Denali que havia roubado com facilidade antes de deixar o museu mais cedo.
"Muito bem, Masen." Isabella sibilou sorridente e voltou a lhe dar as costas, exibindo aos olhos de Edward a curva da cintura fina e dos quadris muito bem marcados. Hipnotizantes. Sensuais. Deliciosos. "Mas você ainda está me devendo um vestido." acrescentou usando seu melhor timbre doce e bateu a porta do banheiro, deixando-o sozinho na sala enorme da suíte.
Definitivamente, ele estava de volta ao jogo.
[...]
"Você vai almoçar com ela? De novo?!" a voz Edward estava espantada e isso fez com que Isabella despejasse sobre ele seu melhor olhar entediado.
"Nossa menina e eu somos amigas agora. E eu sempre almoço com minhas amigas."
"Não acha que isso é arriscado demais? Se expor dessa forma? Essa é a segunda vez na semana que você sairá para almoçar com Tanya, Isabella. Nós sabemos muito mais do que os outros e como eles estão em desvantagem, são capazes de tudo para conseguirem o que querem." ele alertou e Isabella limitou-se a dar de ombros.
"Não tenho culpa se os outros são um bando de incompetentes." ela retrucou, mordendo uma torrada melecada com geleia de amoras. "Além disso," levantou-se com a graça de um felino e se aproximou de Edward, grudando a boca em sua orelha direita. "eu gosto de me expor."
Maldita!
"Vou para o banho, preciso estar pronta para sair em meia hora!" Isabella comentou risonha e terminou de comer a torrada que ainda tinha nas mãos. "Hum, aproveite o café da manhã e não deixe de comer essa geleia, está uma delícia!" saltitou para dentro do banheiro, livrando-se da velha camisa que usava para dormir.
Dessa vez ela usava apenas a calcinha pequena e meias.
Maldita, maldita, maldita!
Mas dois podem jogar, não podem?
Ela estava de frente para a parede do banheiro, cabeça baixa e mãos espalmadas no azulejo de grife do box enquanto sentia a água quente alisando seus longos cabelos e ombros, promovendo uma suave massagem que a fazia gemer involuntariamente. Estava tão relaxada que sequer percebeu que já não estava mais sozinha no cômodo.
Quando virou-se para pegar o vidro de shampoo, deu de cara com ele, completamente nu à sua frente, abrindo a porta do box e exigindo espaço sob o jato quente do chuveiro.
Ela não pôde evitar que seus olhos corressem pela barriga delineada e pelo peito forte do ruivo irritante. Ele era atraente, não havia como negar.
"Mas que porra é essa que você está fazendo, Masen?" Isabella questionou ríspida, virando-se de costas para ele, bufando de raiva. Edward sorriu de forma sacana.
"Vou precisar sair em quinze minutos e, bem, como você estava demorando demais, resolvi pegar uma carona no seu banho. Se importa em me passar o sabonete, minha querida?" pediu com suavidade, aproveitando que ela estava de costas para melhor analisar o corpo que parecia ter sido esculpido para provocar.
Ela era linda. A perfeição em forma de mulher.
Cintura delgada, pernas macias e sensuais, quadris... ah, aqueles quadris. Verdadeiras perdições.
Ela ficou tensa por tempo suficiente para que ele ensaboasse seu corpo inteiro e a empurrasse para longe do chuveiro. Mas logo voltou a agir como a águia fantasiada de cisne que realmente era; largou de propósito o sabonete que ele a havia entregado e abaixou-se para pegar, dobrando metade do corpo na erótica posição que seria capaz de mexer com a cabeça até do mais santo dos homens.
Levantou-se lentamente, exagerando em cada movimento que fazia e arranhou os quadris contra a pélvis de Edward, conseguindo arrancar um grunhido rouco dos lábios dele. Desnecessário dizer que aquilo o excitou de uma maneira inexplicável.
Dois podem jogar, imbecil. E ela sabe disso tanto quanto você.
Bem, se ela queria brincar, então...
Espalmou a mão com firmeza na lateral da bunda muito alva e ela emitiu um gritinho revoltado. Ele estava sorrindo vitorioso quando Isabella saiu do box com raiva, pouco se importando em puxar uma toalha para se secar.
Ela ficava linda quando estava com raiva. E quando estava nua também.
"Bela marquinha de biquíni, querida. É gostosa." Edward gritou enquanto esfregava o rosto com as mãos sob a água, agora, extremamente fria do chuveiro. Ouviu um palavrão ser resmungado de dentro do quarto, mas pouco se importou.
Estava em vantagem naquela brincadeirinha séria que começava a ficar interessante demais.
[...]
"Sarah, aqui!" Isabella ouviu o timbre fino de Tanya chamá-la e armou sua expressão do jeito mais doce que poderia. Seria uma longa tarde... seu cérebro já reclamava em antecipação pela queda brusca de seu Q.I.
Caminhou com graça pelo lobby do restaurante, notando pelo canto dos olhos que alguns homens viraram os pescoços para analisar suas curvas perfeitamente acomodadas em um discreto vestido cor de pêssego.
Ah, homens... sempre tão previsíveis.
"Fiquei tão feliz que pôde aceitar meu convite para almoçar. Sei o quanto é ocupada e-"
"Eu nunca estou ocupada para minhas amigas, Tanya. Além disso, é sempre um prazer passar um tempo com você." Isabella a interrompeu, sentando-se à sua frente na mesa reservada em um restaurante fino próximo ao Central Park.
"Sua vida está uma loucura como a minha? Desde que cheguei à Nova York não parei nem um segundo. A exposição está sendo um sucesso e com isso, meu celular não para de tocar um segundo sequer. São jornalistas, produtores de TV, algumas revistas especializadas em arte, todos me pedindo uma hora em minha agenda. Não aguento mais, estou contando os dias para voltar à Bournemouth!"
Sarah sorriu compreensiva e passou os olhos pelo menu que lhe fora entregue pelo maître do restaurante.
"Você é a principal colaboradora da exposição, Tanya. Seu Klimt é uma peça raríssima, que vale milhões e agora, pela primeira vez em anos está exposto em um museu. É normal que você fique sobrecarregada com a mídia."
"Sabe, esse quadro está conosco há tantos anos que parece que já faz parte da família." Tanya riu de sua piada, brincando com a taça de cristal cheia de água que pedira antes da chegada de Sarah. "Meus avós nunca quiseram expô-lo, alegavam que chamaria um tipo de atenção que não desejaríamos. E aqui estou eu, contrariando tudo o que eles disseram e pagando um preço alto por isso."
"Você fez isso pelo seu amor à arte, Tanya. Todos no mundo deveriam conhecer a obra de Klimt. É um pecado deixá-lo incógnito! Além disso, essa exposição despertará a curiosidade dos jovens pelas artes. Isso não é algo bom?"
"É maravilhoso!" a loira murmurou empolgada, sentindo o alívio de partilhar sua adoração por aquele mundo tão encantador. "Desde pequena eu sempre fui uma apaixonada pela coleção de peças de meu avô. Ele foi o responsável por fazer brotar o amor incondicional que tenho pela arte moderna. Tanto que eu não pensei duas vezes em me candidatar a uma vaga no curso de Artes de Oxford quando terminei o ensino médio."
"Eu entendo você perfeitamente. Meus pais eram curadores do museu da cidade onde eu nasci, na Argentina. Não tive muitas escolhas quanto à carreira que queria seguir." Sarah comentou, pausando a conversa para pedir uma taça de vinho e ordenar o prato que escolhera para o almoço.
"Oh, não sabia que você era sul-americana. Seu sotaque é tão perfeito!" a loira elogiou, fazendo a amiga sorrir encabulada.
"Bem, nasci na Argentina, mas como meus pais viajavam pelo mundo eu acabei aprendendo inglês quando ainda era pequena. Mas você não é a única a me confundir com uma norte-americana. Ultimamente, desde que troquei meu sobrenome de solteira, Aringarosa, para o de casada, Johnson, todos acreditam que eu seja uma nativa daqui." Sarah disse e notou o olhar espantado de Tanya contemplando-a.
"Espera. Aringarosa? Você é filha de Mario Aringarosa?" foi a vez de Sarah fitar a loira de maneira surpresa.
"C-como conhece meu pai?"
"Meu Deus, Sarah! Seu pai e o meu trabalharam juntos por um tempo em uma pesquisa sobre Renoir na década de 60, em Paris. Eles foram colegas de faculdade e participaram de um projeto sobre a obra do pintor na França!"
"Claro, papa sempre comentava sobre isso quando percebeu meu interesse pelo trabalho de Renoir."
"Você também é uma fã do trabalho dele?!"
"Sou a fã número um!" Sarah sorriu e Tanya fez um gesto negativo com a cabeça, porém rindo da feliz coincidência recém-descoberta.
"Sinto contrariá-la, mas a fã número de Pierre-Auguste sou eu." Tanya sibilou orgulhosa e ela e Sarah caíram em uma gargalhada cúmplice.
Passaram o restante do almoço dividindo histórias sobre a paixão pela arte e como havia sido crescer convivendo com obras consagradas dos maiores artistas nas galerias e museus do mundo inteiro.
Tanya não conseguia lembrar qual fora a última vez que se sentira tão à vontade diante de alguém que acabara de conhecer. Desde seu fracassado casamento, passara a se refugiar em uma concha protetora e evitava expor-se para pessoas desconhecidas. Porém, com Sarah havia sido diferente. Ambas tinham tanto em comum que era inevitável não sentir a empatia brotando no ar.
Ela conhecia a ruiva há pouco mais de uma semana, mas tinha a impressão de que eram amigas desde sempre.
"Eric costuma dizer que não somos nós que escolhemos as artes e sim elas quem nos escolhem." Sarah comentou, tomando um gole de seu chá com creme.
"Sábias palavras as de seu marido." Tanya concordou, exalando um suspiro tristonho. "Você é tão sortuda por ter se casado com alguém que entende seu amor e dedicação pela profissão que escolheu." Sarah sorriu derretida e Tanya compreendeu a adoração que sua nova amiga tinha pelo marido. Sentiu uma pontada dupla no peito. Inveja e rancor atingiram seu coração com força.
Por que com ela havia sido diferente? Por que Demetri não fora capaz de entender que sua vida não fazia sentido sem a galeria e as relíquias que seu avô confiara a ela para que tomasse conta?
As feridas de seu casamento arruinado ainda doíam demais.
"Eric é muito mais fanático pelo que faz do que eu. Às vezes sou obrigada a freá-lo, caso contrário, ele é capaz de passar dias trancando na galeria." Sarah falou, empurrando o devaneio de Tanya para longe.
"Vocês parecem formar um belo casal."
"Não vejo a hora de apresentá-lo a você. Tenho absoluta certeza de que se darão muito bem!" Sarah murmurou alegre.
"Você e Eric irão à apresentação especial do vernissage ao Prefeito na sexta?" Tanya perguntou, agradecendo educadamente ao maître quando ele interrompeu a conversa para trazer – à pedido da loira – a conta do almoço que ambas partilharam.
"Oh, não! Apenas alguns colaboradores foram convidados..." Sarah disse meio embaraçada.
"Tenho alguns convites para distribuir a meus amigos, uma gentileza do curador do Museu, e bem, você é minha única amiga em Nova York. Ficaria muito feliz em ter você e Eric como meus convidados."
"Oh, meu Deus, seria uma honra, e-eu nem sei como agradecer!"
"Você não tem que me agradecer por nada, querida. Vou pedir à Jane, minha secretária, que providencie os ingressos e mande-os para o hotel onde você e Eric estão hospedados."
"Obrigada mais uma vez, Tanya." Sarah sibilou e elas caíram em uma conversa trivial que durou até o momento em que a loira recebeu uma ligação de sua secretária, relembrando-a sobre a pequena entrevista que daria a um jornal especializado em arte.
"Tem certeza de que não quer uma carona, Sarah? Posso deixá-la em seu hotel antes de ir para o prédio do jornal." Tanya ofereceu quando elas já estavam na porta do restaurante, aguardando que o valet trouxesse o carro alugado da loira. Um segurança vestido à paisana estava a cerca de dois metros de onde elas estavam, observando tudo como um fiel cão de guarda.
"Obrigada, mas não será necessário. Eric disse que passaria para me buscar assim que terminássemos o almoço e ele acabou de me mandar uma mensagem avisando que está a caminho."
"Mande lembranças a ele."
"Certamente. Até breve, Tanya."
"Nos vemos na sexta, Sarah. Obrigada pela companhia no almoço." Tanya acenou, agradecendo ao segurança que lhe abriu a porta do passageiro do Mercedes preto que estava à sua disposição desde que pusera os pés em Nova York.
Cerca de cinco minutos depois da partida da loira pedante, Sarah avistou Eric caminhando em sua direção; estava usando um terno caro e tênis, óculos escuros e tinha os cabelos mais desalinhados que ela já havia visto na vida. Um riso tranquilo cortava os lábios firmes e sensuais. Não perdeu tempo e abraçou-o com força, distribuindo beijos em seu pescoço de maneira apaixonada.
"Eles estão aqui, mas não farão nada que nos prejudique, já que estamos em público." Isabella sussurrou no ouvido de Edward, grunhindo pequenos gemidos ao morder a pontinha da orelha dele. "Portanto, trate de enfiar a sua língua em minha boca antes que nós dois percamos nossas cabeças."
Ela estava falando a verdade sobre o fato de eles estarem observando-os, como abutres ao redor de um cadáver. Aquilo não era surpresa nenhuma, considerando que agora ele e Isabella continham mais informações sobre o Klimt e sua dona, Tanya Denali do que qualquer um dos ladrões que almejavam o mesmo objetivo dos dois. Suas cabeças tinham sido postas a prêmio e eles precisavam fazer de tudo para escaparem.
"Nossa menina não estará em casa hoje, seria ótimo se fizéssemos uma visitinha ao seu apartamento em Tribeca..." Isabella gemeu mais um pouco, enquanto sentia Edward sugando a pele fina da boca pequena com vontade.
"Um risco desnecessário, ainda temos tempo, e-"
Ela não o deixou completar a frase, prendendo o lábio inferior de Edward entre os dentes.
"Eles não farão nada conosco, pois sabem que apenas nós dois poderemos fornecer o acesso a Tanya e ao Klimt." Isabella sorriu, passando a pontinha da língua sobre o queixo de Edward, fazendo-o arrepiar de leve. "Não consegue ver que somos tão valiosos quanto aquele maldito quadro, Masen?" a forma como ela ronronou seu sobrenome, deixou sua cabeça levemente tonta.
"Vocês os distrai e eu vou até o apartamento da nossa menina." ele sibilou, segurando o rosto de Isabella com as duas mãos para plantar um último beijo estalado.
"Descubra o que puder sobre Jane Freeman. Algo me diz que ela pode ser o que estamos procurando." Edward concordou, entrelaçando os dedos aos de Isabella, enquanto ela remexia nos fios ruivos de sua peruca com naturalidade. "Não se preocupe quanto a eles, posso muito bem cuidar de todos sozinha."
"Eu nunca duvidaria disso." Ele retrucou com uma risada sacana e abriu a porta do táxi que havia acabado de estacionar em frente ao restaurante, escoltando Isabella como o fiel e devotado marido que ele não era.
Ambos sabiam que estavam sendo seguidos por um carro cinza, mas ainda assim não se importaram. O gosto da ameaça e do risco pousava firme nos lábios dos dois e isso só os deixavam com uma única vontade: mais.
[...]
De tanto vocês pedirem, por review, por tweet, pelo formspring, por PM, eu decidi esticar essa short-fic que deveria ser o/s. Sim, teremos mais capítulos de Bellinha e Edward foras da lei!
A principio seriam apenas 3 capítulos, mas acho que posso dar a vocês mais 3 capítulos extras da fic. Eu ainda tenho tanto a dividir com vocês...
Então, gostaram da novidade?
O que acharam do capítulo? Essa Bella, pelas palavras da beta, é uma rabiosa. Line está louca para vê-la sendo domada por Edward. E vocês? Hum... me deixem saber!
Todas receberam o preview desse capítulo nas reviews? Quem não recebeu, pode me gritar nesse capítulo, para receber o spoiler do próximo. Sim, teremos spoiler para quem mandar review nesse capítulo também, yay! Não esqueçam do esqueminha para receber, caso não tenha conta no FFnet: nome (arroba) email (ponto) com (ponto) br
Perguntas? Suponho que sim. Dúvidas? Teorias? Espero que tenham muitas.
Deixem-me saber o que vocês acharam! Tô louquinha para ler as reviews de vocês.
Preparem-se, pq o próximo capítulo é... :x
Ok, a gente se vê na sexta!
Até lá!
Beijo, beijo,
Cella.
