N/A: Ai, gente, sem palavras para descrever a minha emoção e a minha gratidão por tantos ótimos comentários e pela aceitação de vocês a essa fic. Sério, muito obrigada, de verdade! Vocês são umas queridas e eu tô amando passar esse tempo com vocês e com a Rabiosa. Sim, Bellinha foi carinhosamente apelidada desse jeito pela minha sis e beta Line Lins.

Falando na Line, caramba, eu preciso agradecer pelo trabalho que ela faz no background da fic. É ela quem me dá dicas de como posso deixar uma cena ainda mais bacana, corrige meus mil errinhos e puxa minha orelha quando eu banco a insegurança com minha escrita. Sem ela, isso aqui não seria nadica de nada! Brigada demais, sis. E ah, brigada pelas DM's pervinhas que você me manda. HOHOHO

Sobre o nome do capítulo: é um trecho da música que me inspirou a escrever essa fic. "Tanqueray", para quem quiser saber, é o nome de uma bebida, feita com gin!

A tradução da frase é a seguinte: "Você me cheira como se eu fosse um Tanqueray"

Ok, chega de enrolação!

Preparadas para o capítulo? Só digo uma coisa: =x

Boa leitura, rá!


You sniffed me out like I was Tanqueray

#

O apartamento de Tanya Denali, localizado no centro do bairro da Tribeca na ilha de Manhattan, era exatamente como Edward imaginara: simples, de pouco luxo e prático. Parecia mais a habitação de um algum nova-iorquino de classe média e não o de uma inglesa proveniente de uma família rica e de tradição no estudo e coleção de artes. Era perfeito para uma temporada curta na cidade, ótimo para hospedar alguém sem exigências como a loira e ideal para que ele o invadisse sem grandes problemas.

Sistema de segurança falho, obsoleto e sem uso. Fácil como tirar doce da boca de uma criança.

Quinze minutos depois e uma rápida vasculhada pela mesa de escritório de Tanya, ele encontrou o que viera à procura. Suas suspeitas estavam certas, como sempre; o valioso Klimt tinha um sistema de proteção próprio, composto por GPS e uma placa de tinta que – se acionada – inutilizaria o quadro de 300 milhões de dólares. Aquilo só poderia ser obra do avô da Denali, que era tão apegado à peça que seria capaz de estragá-la a vê-la cair em mãos erradas.

Velho estúpido!

Edward puxou a câmera fotográfica de última geração e com alcance noturno e registrou tudo que encontrou no apartamento de Tanya. Pastas, páginas com rascunhos feitos pela loira e também por seu pai e avô em uma espécie de diário das artes dos Denali. Era quase doentia a idolatria que aquela família nutria pela obra de Gustav Klimt. Sem perder tempo, ele puxou a cadeira para mais perto da mesa e com agilidade acessou o computador pessoal da loira. Com a ajuda de um pen drive, fez uma cópia de todos os arquivos contidos na máquina, sabendo que a partir de agora teria um trabalho difícil pela frente. Não era mais questão de apenas roubar o quadro da galeria do museu. Isabella e ele teriam que fazer isso da forma mais perspicaz possível.

Algo como desaparecer com o Klimt diante dos olhos de todos.

Desligou o computador e tal qual uma sombra resolveu percorrer os outros cômodos do apartamento, à procura de tudo aquilo que pudesse ser interessante para a missão. Seu sorriso brilhou no meio da penumbra quando ele adentrou o quarto da secretária de Tanya, Jane Freeman.

Isabella não podia estar mais certa, aquela mulher – a fiel escudeira da loira Denali – era o truque na manga para que eles colocassem as mãos definitivamente no grande prêmio.

[...]

Ele estava de volta à sua suíte no Plaza por volta das onze da noite, exausto e sedento por um pouco de álcool estrangulando suas veias. Encontrou o quarto vazio e silencioso e preferiu não se importar. Pelos seus cálculos, àquela altura Isabella estava cuidando de sua parte da missão, distraindo seus adversários de um jeito que apenas ela era capaz de fazer.

Da maneira mais antiga e eficaz do mundo.

Edward se serviu de uma dose dupla de uísque e deixou o corpo cansado desabar na poltrona de couro da antessala, permitindo que a mente dispersasse o intricado quebra-cabeças do qual ele fazia parte nos últimos dias.

Bebeu um longe gole do líquido forte enquanto afrouxava a gravata de seda amarrada no pescoço. Para relaxar, descalçou os sapatos e as meias e sentiu com um suspiro de alívio seus pés tocando a maciez do tapete persa que decorava com luxo o quarto de hotel.

Amanhã pela manhã, ele dedicaria seu tempo a estudar os documentos que havia encontrado no computador de Tanya. Tinha certeza de que não seria trabalho algum desativar o sistema de segurança do quadro, era apenas uma questão de atenção e tempo.

Passava da meia-noite quando Isabella cruzou a porta do quarto, exalando o cheiro do perfume caro e aquela arrogância que tanto o irritava e o atraía. Ela era sem dúvida a mulher mais sexy que ele já havia visto na vida.

O sorriso sempre manso, olhar matador e o corpo pronto para o pecado lhe seduziam de uma forma difícil de explicar. Ela era uma exímia jogadora e usava de todos esses truques para vencer, custasse o que custasse. Só que dessa vez sua vitória não seria tão fácil quanto ela imaginava.

Não mesmo.

"Acordado até essa hora, Masen?" ela cruzou a sala sem o encarar, indo em direção ao mini bar em busca de uma bebida. Seu caminhar firme e o jeito como ela rebolava aqueles malditos quadris fizeram Edward passar de um estado de letargia para total atenção, como se ele houvesse levado um choque de alta voltagem.

"Temos alguns negócios a tratar, minha querida." ele notou o olhar intrigado de Isabella e a observou se aproximar para sentar no sofá oposto à sua poltrona. A cruzada de pernas que ela deu o fez segurar o copo de uísque com um pouco mais de força.

Ah, tentadora...

"Deixe-me adivinhar: você está querendo dizer que finalmente fez algo de útil e conseguiu o queria na casa de Tanya?" ela debochou, rodando graciosamente a taça de vinho nas mãos.

"Você ainda irá me agradecer por dar a você um presente que sei que vai adorar." Edward disse, olhando-a com um sorriso jocoso nos lábios. As íris de esmeralda pareciam flamejar à luz baixa do quarto, conferindo ao rosto marcante uma expressão absurdamente sensual.

Ele é um canalha, Isabella pensou. Mas um canalha sexy pra caralho.

"Mostre-me do que você é capaz, Masen." ela murmurou quase em um gemido, fazendo a pele de Edward reagir com arrepios que correram por seu corpo sem que ele tivesse tempo de processá-los.

Imediatamente ele contou a Isabella todos os passos que dera no apartamento de Tanya. Falou sobre o diário da família, a adoração cega a Klimt, o sistema de segurança próprio do quadro e armadilha idiota e antiga que existia no Retrato de Adele Bloch-Bauer.

Ela o escutou em silêncio, porém ele podia ver através dos olhos de chocolate que Isabella estava tramando seus próximos passos. Carlisle o alertara de que a mente da morena estava sempre arquitetando estratégias e que quando menos esperavam, ela atacava, como um felino em cima de uma presa indefesa.

"Ainda não contei a você a melhor parte." Edward comentou tranquilamente e ganhou como resposta um simples arquear das sobrancelhas perfeitas de Isabella.

"Não tente me seduzir com palavras doces, Masen. Eu posso me apaixonar." ela brincou tentadora e ele sorriu, levantando-se da poltrona e sentando ao lado da morena. Ela descansou as pernas longas cobertas pelas meias de seda pretas sobre o colo dele e o incentivou com o olhar a continuar. Engolindo seco, Edward preferiu mostrar a Isabella o que havia encontrado de tão precioso no apartamento de Tanya.

Entregou o Ipad a ela com um sorriso cuidadoso nos lábios, instruindo-a a acessar a pasta nomeada de "nossa menina" que ele havia previamente criado assim que chegara mais cedo.

"Isso é..." Isabella suspirou pesadamente de surpresa. "perfeito."

"Enquanto Tanya tem um passado tão casto quanto o da Madre Teresa de Calcutá, sua fiel escudeira, Jane, não deixa nada a desejar. Tão safada!" Edward comentou, arrancando um riso delicioso de Isabella: encorpado e viciante como o vinho que ela bebia.

"Eu não posso acreditar no que estou vendo! Quer dizer que a eficiente secretária de Tanya nas horas vagas ama brincar de sadomasoquismo. E ainda por cima com mulheres. Isso está ficando cada dia muito mais interessante." Isabella comentou, revisando as fotos que Edward havia afanado do computador pessoal de Jane. Seu sorriso crescia a cada imagem passada e ela já sentia o frenesi da vitória brincando com sua alma.

"Tanya nem desconfia dessa faceta, digamos, exótica de sua secretária. Certamente ficaria horrorizada se descobrisse que está dividindo a casa com uma lésbica que ama ser algemada na cama e ser chamada de vagabunda."

"Por enquanto, a doce Jane terá seu segredo guardadinho à sete chaves. Sei como arrancar tudo o que queremos dela. Não será nada difícil." Isabella levantou-se, deixando a taça de vinho sobre a mesinha de centro da sala.

"Tanya ainda é o nosso caminho mais fácil, ela é ingênua e burra, posso dobrá-la com facilidade." Edward comentou, observando-a caminhar a passos exageradamente lentos em direção à janela que ocupava quase uma parede inteira do quarto.

"Eu gosto de desafios." Isabella disse, sem desviar os olhos da vista da cidade brilhando lá embaixo. "Façamos um trato, Masen. Você cuida da Denali e eu mostro a Jane como gosto do que faço."

"Acha que Jane vai ceder aos seus encantos e fazer tudo o que você quer, Isabella?" Edward questionou debochado.

"Tenho certeza." ela sibilou com tanta convicção que não restou dúvidas a Edward de que se aquela mulher quisesse, conseguiria até mesmo transformar um padre em um pecador.

Isabella enfim virou-se, irradiando a luz insana que carregava nas orbes escuras como mogno. Sem dizer uma palavra sequer, ela caminhou até a estante de madeira rara e ligou o som em um volume sussurrado e deveras sensual.

A Man's World - Joss Stone

Antes que ele pudesse se dar conta do que estava acontecendo, Isabella já estava parada à sua frente, carregando no rosto uma expressão desafiadora e assassina de qualquer sentido coerente que ele poderia ter na cabeça. Tomou o copo de uísque de sua mão e virou a bebida em um só gole na garganta, lambendo os lábios finos de forma calma e exagerada.

Seus dedos muito delicados tocavam a base exposta de seu colo e pescoço, enquanto ela serpenteava o corpo seguindo os acordes fortes e lentos da música. Os olhos de chocolate estavam grudados aos de Edward e ela só os desconectava quando queria que ele focasse a atenção em outra parte de seu corpo, como estava fazendo agora, ao deslizar as alças do vestido para longe de seus braços, revelando o poderoso sutiã de renda preta que cobria os seios de um tamanho ideal para caber em suas mãos. E em sua boca.

Ela o estava desafiando e ele em silêncio aceitara a provocação de bom grado.

Com um suspiro rendido, ele descansou um dos braços no encosto do sofá e o outro apertava o couro da poltrona com força, causando em Isabella uma intensa sensação de triunfo. Ela o estava deixando maluco, como fazia com qualquer um que duvidava de sua capacidade de vencer.

O vestido preto que grudava em seu corpo curvilíneo como uma segunda pele, foi deixado de lado no meio da sala, mostrando a Edward a perfeita visão do paraíso infernal que estava personificado bem à sua frente.

Uma calcinha minúscula adornava os quadris com duas fitas laterais de cetim e as pernas estavam cobertas por meias pretas rendadas na altura das coxas. Os sapatos de saltos finíssimos eram presos ao tornozelo muito branco por uma única fivela prateada que brilhava sob a luz parca do quarto. Mas aqueles não eram os únicos detalhes que a transformavam em uma deusa materializada.

Adornando a coxa direita de Isabella, havia uma faixa escura que prendia à pele sedosa uma faca russa, recheada de inscrições que ele não fora capaz de decifrar no primeiro momento.

Ela estava vestida literalmente para matar. Seus sentidos, seus pensamentos e principalmente, seus desejos.

Desapressada como uma tigresa prestes a abocanhar sua presa, Isabella dobrou o corpo em direção ao de Edward, de modo que seus rostos estivessem emparelhados; os olhos de lince faiscavam ao encararem os dele e ele pôde notar o ódio misturado à ânsia pelo poder que brotava de todos os poros da pele daquela mulher.

"Vou mostrar exatamente a você como no fim das contas, eu sempre vou vencer." ela sussurrou antes de tomar a boca de Edward no mais provocante dos beijos.

Quando ela notou que ele manteve os lábios selados, tratou de agir, sentando em seu colo e empurrando a língua até senti-lo cedendo. Sorriu internamente ao perceber que as mãos de Edward estavam enterradas em seus cabelos, puxando-os com força para trás, enquanto suas bocas duelavam em uma batalha íntima e feroz.

O beijo que ambos partilhavam era selvagem e afoito; arrancava gemidos e protestos de suas gargantas e de certa forma isso parecia excitá-los um pouco mais. Isabella estava adorando aquele tipo de luta, se aproveitaria de seu adversário até que ele implorasse por misericórdia. Mas antes ela o faria sofrer um pouquinho mais...

Porém quando fez menção de se afastar, Edward a segurou pelos cotovelos e a jogou sem delicadeza alguma no sofá, pouco se importando com o grito de protesto que ela soltou quando sua cabeça bateu com força demais contra o encosto do móvel.

"Minha vez, querida." ele sibilou ao cobrir o corpo da morena sedutora com o seu; ela ainda abriu a boca para xingá-lo, mas isso só facilitou o encaixe dos lábios de Edward nos seus, em outro beijo que a fez suspirar profundamente tamanha a intensidade da ação.

Ela queria chutá-lo no meio das pernas, estapeá-lo no rosto de irritante beleza, mas quanto mais sentia o gosto de Edward na ponta da língua, mais perdia as forças para reagir.

Era tão fraca assim? Poderia ser afinal, alguns minutos de fraqueza não fariam mal a ninguém, não é mesmo?

Isabella fechou os olhos com força quando sentiu Edward lambendo a curva de seu queixo e a linha pulsante de seu pescoço, fazendo-a se remexer sob ele de um jeito agoniado. A fricção de seu corpo contra o dele deixava sua pele flamejando e seu sexo ardendo de desejo por um contato maior. Ele pareceu entender seu recado silencioso, pois passou a investir a ereção evidente contra o meio das pernas torneadas de Isabella com uma violência que a assustava e a excitava em proporções iguais.

Os dentes pequenos dela foram enterrados com vontade nos lábios cor de vinho quando Isabella sentiu as mãos de Edward espalmando em cada um de seus seios, ao mesmo tempo em que sentia sua boca deslizando por sua barriga, distribuindo beijos molhados e pequenas mordidas em sua pele delicada.

Ele queria marcá-la. Provar a ela que também poderia conseguir tudo o que queria.

E ele a queria... ah, como queria!

Isabella observou sem ar quando Edward estacionou a boca a poucos centímetros de seu ventre, arrastando os dentes nos laços delicados que prendiam a pequena peça junto ao seu corpo. Uma de suas pernas estava enroscada como um gancho no pescoço dele em uma posição vulnerável e terrivelmente erótica.

As mãos gigantescas amassaram novamente seus seios com rudeza, apertando os bicos intumescidos de um jeito que a fazia gritar de dor e prazer. Ela gostava de andar naquela corda bamba, no limiar entre os dois extremos. Excitava-a de maneira inigualável.

Isabella sentiu o ar sendo sugado de seus pulmões até transformá-los em nada mais do que um vácuo quando a língua de Edward lambeu o início de seu baixo ventre desapressadamente. Ele ergueu apenas os olhos – naquela altura transformados em uma escuridão verde torturante – para observar a reação dela e um sorriso cínico nasceu em seus lábios molhados.

Maldito canalha gostoso!

Mas Isabella estava ocupada demais em conseguir seu próprio prazer, que ignorou o desafio explícito de Edward. Se ela empurrasse mais um pouco sua cabeça, conseguiria o que tanto seu corpo desejava...

Enterrou os dedos na massa acobreada de fios rebeldes e fechou os olhos assim que o sentiu desfazer os laços da calcinha com os dentes, antecipando seu tão esperado deleite.

Tão perto, tão perto, tão...

O toque agudo do celular de Edward fez ambos congelarem em suas posições e Isabella cerrou os olhos irritada, destilando em sua mente uma ladainha de palavrões aborrecidos. Ele se afastou, não sem deixar de lançar um olhar guloso para o meio das pernas dela e apertar suas coxas em provocação.

"Podemos continuar depois, minha querida." Edward murmurou, tocando sua boca entreaberta em um curto selinho. Puxou o celular de cima da mesa, afundando os dedos em seus cabelos antes de soltar um suspiro frustrado. "Masen falando."

A voz do outro lado da linha o distraiu por meio minuto e quando ele encerrou a ligação, observou que Isabella não estava mais no sofá. Ergueu os olhos a tempo de vê-la caminhar com graça em direção ao seu quarto, nua exceto pelos saltos e pelas meias de seda que ainda enfeitavam seu corpo escultural.

Quando chegou à porta do cômodo, ela virou-se, um riso meigo resvalando sua boca inchada. Lançou-lhe uma piscadela matreira antes de soltar:

"Nos seus sonhos, Masen." ele sorriu e ouviu a batida forte da porta sendo trancada.

"Você me visitará em meus sonhos, minha querida." ele retrucou para o nada. "Eu não tenho dúvidas quanto a isso."

[...]

Não foi uma noite tranquila para Edward.

Isabella povoou seus sonhos com lembranças sensuais da noite, mas também trouxe ao subconsciente dele pensamentos que se transformaram em horríveis pesadelos.

Resultado de tudo isso: um mau humor insuportável e uma baita dor de cabeça assim que ele abriu os olhos pela manhã.

Rolou na cama e soltou um grunhido amuado, consultando o relógio de pulso só para no segundo seguinte proferir um palavrão irado. Quase onze da manhã. Ele perdera uma manhã inteira de trabalho por culpa de uma mulher.

A mais sexy e terrivelmente perigosa mulher.

Tomou uma ducha rápida e marchou para a sala, encontrando como companhia apenas os raios cinzentos do dia nublado e uma ausência de som estranha.

Não havia qualquer vestígio de Isabella na suíte.

Caminhou pelo amplo quarto, procurando por qualquer sinal que denunciasse a presença da morena baixinha destruidora de seus sentidos, mas não encontrara nenhum. Com um rosnado irritado, ele deu meia volta em direção à sacada do cômodo em busca de um alívio momentâneo que apenas uma tragada de seu cigarro favorito seria capaz de lhe dar, porém congelou no meio do quarto quando um estalo disparou em sua cabeça.

Trôpego, ele praticamente se jogou sobre a poltrona de couro da sala, puxando de qualquer jeito o paletó que usara na noite anterior, revirando os bolsos com uma impaciência que só fazia crescer a cada segundo.

Não era possível, ela não teria feito aquilo, não seria capaz... como ele poderia ter sido tão burro?

"Vagabunda!" Edward rosnou arremessando o paletó que lhe custara uma pequena fortuna no chão, tonto e cego pela ira que o acometia.

O pen drive que continha todas as informações que conseguira levantar na noite anterior sobre Tanya e o Klimt havia sumido e ele sabia exatamente quem fora o ladrão – ou melhor, a ladra – que o ludibriara.

Isabella Swan...

Maldita mulher infernal! Maldita boca suculenta! Maldito corpo irresistível!

E maldito seja ele e seu desejo de louco de querer possuir a mulher mais arrisca e impossível que já tivera o desprazer de conhecer.

Contudo, o desafio ainda estava valendo e ele iria até o fim em busca daquela vitória.

Isabella mal perdia por esperar.

[...]

Ela escolheu um café sossegado no Brooklyn, longe das aglomerações e da agitação de Manhattan para dar seu próximo passo à frente de seus patéticos concorrentes. Sentada em uma mesinha escondida, tomando nada mais do que uma xícara de café preto, Isabella mantinha os olhos fixos na tela do laptop à sua frente, absorvendo cada vírgula do que os arquivos salvos no pen drive diziam sobre Tanya Denali e seu precioso Klimt.

Fez anotações em sua pequena caderneta, um objeto de estimação que pertencera ao seu pai, enquanto tentava desvendar o mistério por trás daquele quadro tão valioso.

Ela admitia que não seria fácil descobrir como desarmar o sistema de segurança da peça, mas nem por isso jogaria a toalha e desistiria. Há quanto tempo estava esperando por um caso como esse, que fazia seu cérebro dar nó em busca de uma solução que parecia impossível de ser encontrada?

O prazo era curto; agora só restavam exatos sete dias, porém ela tinha certeza de que poria as mãos no Retrato de Adele Bloch-Bauer em muito menos tempo do que o esperado. Só precisava passar um tempinho extra com o quadro, conhecê-lo melhor, afinal, muito em breve, ele estaria em seu poder.

Sorrindo, Isabella desligou o computador e caçou na bolsa cara o Iphone; digitou o número de Tanya e recompôs o rosto em uma expressão doce que daria ainda mais credibilidade ao seu tom de voz delicado e amistoso.

Ela era uma profissional, afinal de contas.

Isabella bufou quando não obteve resposta em sua ligação, mas rapidamente suavizou a voz ao ouvir o apito da caixa postal de Tanya sendo ativada.

"Hey, Tanya, é a Sarah. Estive pensando se você não gostaria de ir comigo ao MoMA essa tarde. Acho que você ainda não viu a sala especial de Renoir, não é mesmo? Seria ótimo revisitá-la com você, afinal, somos as duas maiores fãs de Pierre Auguste. Em todo o caso, me ligue quando receber essa mensagem. Até mais."

Mal teve tempo de guardar o celular de volta na bolsa, quando percebeu que não estava mais sozinha. Um homem loiro de olhar frio e um moreno asqueroso a fitavam intensamente, cada um carregando nos lábios um sorriso que causou nojo nela.

"James. Laurent. A que devo a honra?" Isabella saudou entediada, remexendo na bolsa de uma maneira distraída.

"Isabella, sempre tão delicada e gentil..." o loiro chamado James citou, observando-a de um jeito faminto que embrulhou seu estômago. Nem Aro e seu corpo engelhado e velho causavam tanta repulsa nela quanto aquele homem. "Sabia que você fica cada dia mais linda e gostosa? Para quem anda dando esse corpinho delicioso, docinho? Me diga!"

"James..." Laurent revirou os olhos cansados e Isabella juntou as mãos sobre a mesa, encarando o loiro com desafio cegando suas pupilas.

"Tenha certeza de que esse corpo delicioso aqui nunca vai chegar perto da sua cama nojenta, James. Agora, se me derem licença, eu tenho muito mais o que fazer do que ficar ouvindo as merdas que saem da sua boca." Isabella fez menção de se levantar, mas foi Laurent quem a impediu, segurando-a pelo pulso com força.

"Não tão rápido, Isabella. Você sabe muito bem por que estamos aqui."

"O quê? São tão incompetentes que resolveram apelar? Tenham dó!" ela retrucou altiva, alternando os olhos entre os rostos masculinos e a mão firme que apertava seu pulso.

"O pen drive. Entregue-o, docinho." James pediu em um tom de brincadeira, mas sua expressão insana denunciava que ele estava falando muito sério.

"Vocês são patéticos." ela resmungou antes de puxar o pequeno objeto do bolso de seu casaco e passá-lo para o loiro.

"Viu, princesa? As coisas são bem mais fáceis quando você coopera." James piscou cínico e Isabella respirou fundo contando até três para não torcer seu pescoço ali mesmo, em público.

"Vamos, James." Laurent chamou, soltando o pulso de Isabella com um empurrão.

"Não ainda, Laurent. Por que não levamos nossa linda amiga Isabella para ver uma pessoa? Tenho certeza de que Caius ia adorar reencontrá-la."

"Eu não vou a porra de lugar nenhum com vocês, James!" ela rosnou aborrecida e isso pareceu atiçar ainda mais o loiro atrevido.

"Colabore comigo, princesa. Ou vai ser pior para você..." ela avistou a arma pequena presa por dentro da jaqueta de James e tratou de ignorar o frio que cortou sua coluna. Precisava ficar calma, eles só queriam assustá-la, mas não iriam conseguir. "Banque a espertinha e eu estouro os seus lindos miolos sem hesitar."

Sem outra alternativa, ela pegou a bolsa e jogou uma nota de dez sobre a mesa, caminhando lado a lado com o loiro que agora a segurava com firmeza sua cintura; de vez em quando ele passava as pontas dos dedos até a curva de seu seio esquerdo e ela lhe lançava seu olhar mais mortal.

"Deliciosa... eu não vejo a hora de por as mãos em você por completo, docinho." James sussurrou em seu ouvido, antes de empurrá-la para dentro do carro preto totalmente peliculado.

"Encoste um dedo onde não deve, James, e eu juro que você será um homem morto."

"Docinho, falando desse jeito, você só deixa as coisas mais excitantes..." James sibilou, arrastando o nariz pelo pescoço e cabelos de Isabella, porém logo em seguida, afastou-se para atender uma ligação de Caius, o manda-chuva daqueles dois capachos.

Eles seguiram em direção a um caminho conhecido. Um destino do qual Isabella sabia o rumo de cor.

[...]

"Para quem você está trabalhando, Isabella?" a voz severa de Caius invadiu seus ouvidos e ela fez uma careta incomodada. Estava começando a cansar daquela brincadeirinha de amadores.

"Foda-se!" respondeu, conseguindo arrancar uma risada estridente do velho quase tão caquético quanto seu último marido.

"Não banque a mal criada, vadia. Agora trate de abrir o bico e me dizer para quem você está trabalhando."

"Sejam mais espertos e descubram por si próprios. O quê? Seus homens são tão incompetentes que não conseguem arrancar uma informaçãozinha de merda como essas? Pff..." Isabella debochou, finalmente provocando uma reação no homem. A mão pesada voou sobre o rosto de porcelana da morena, deixando uma marca de cinco dedos em dos lados de suas bochechas.

"Filho da puta!" ela gritou sentindo os olhos lacrimejarem por conta da queimação em sua pele. Um jato de raiva havia sido injetado em suas veias e ela agora estava disposta a transformar as vidas de cada um daqueles miseráveis em um verdadeiro inferno.

"Abra essa sua boquinha linda para falar o que eu quero ouvir ou você vai continuar apanhando como a vagabunda que é." Caius demandou pacientemente e Isabella estreitou os olhos desafiadora.

Não vai ser tão fácil assim, velho asqueroso.

"Anda, Isabella, me diga. Para quem você está trabalhando?"

"Vá. Se. Foder." ela respondeu com um gracejo, um sorriso melindroso sujando seus lábios levemente inchados.

Dessa vez o soco que ela levou nas costelas a fez perder o ar. Dobrou o corpo magro para frente e sentiu os punhos amarrados doloridos pela primeira vez por conta do aperto.

Quando Caius – já sem um pingo de paciência – questionou Isabella pela terceira vez para quem ela trabalhava e ela o respondeu com um "foda-se, velho nojento", ele não se segurou e passou a chutar a morena com violência. Ao contrário de qualquer outra pessoa, ela teve a reação contrária, gargalhando como uma criança feliz no Natal.

Ela conseguira tirá-lo do sério e estava adorando tudo aquilo.

"Você vai pagar por isso, sua puta!" e Isabella manteve o sorriso no rosto até o segundo em que sentiu um forte golpe em seu queixo delicado, que a fez mergulhar em um mar escuro e turbulento.

[...]

Ela acordou horas – ou dias depois, não tinha a menor noção de tempo e espaço – no banco de trás de um carro estranho aos seus olhos turvos. Sua cabeça parecia pesar duas toneladas e ela sentia um gosto de fel manchando a língua.

Tentou erguer-se, porém seu corpo se recusou a sair do lugar. Era como se ela tivesse sido passada em uma máquina de triturar. Duas vezes.

Sua mente estava tão nublada quanto os olhos e Isabella tentou fazer um esforço para montar uma linha de raciocínio que a ajudasse a entender o que diabos estava acontecendo com ela. Não obteve sucesso, já que seus pensamentos estavam tão doloridos quanto seu corpo.

Sim, seu cérebro doía pra caralho.

"Não se preocupe, você vai sobreviver." ela ouviu uma voz conhecida murmurar e com um empenho insuportável, focou os olhos no rosto do dono daquela voz. Era lindo, ela não tinha como questionar.

Maxilar anguloso, barba cerrada, lábios sedutores, nariz afilado, testa franzida e olhos perscrutadores. O que estava acontecendo com ela? Só poderia estar delirando, não era possível.

Apenas um estado total de insanidade justificaria o fato de que ela estava achando Edward Masen atraente.

Desde quando achava homens ruivos de temperamentos cínicos fascinantes?

Seus olhos reviraram sob as pálpebras e ela jurou ter caído de volta na escuridão, porém quando acordou, sentiu-se menos pior e muito mais consciente do que estava acontecendo ao seu redor.

"Eu não sabia que você era tão pesada, ungh." Edward murmurou e ela, ainda de olhos cerrados, esfregou o dedo do meio em riste no rosto dele, provocando uma gargalhada baixa do homem que agora a pegava no colo e a levava para algum lugar que ela não conseguiu se importar.

Acordou novamente algum tempo depois – tudo estava tão confuso – com um latejar constante nas têmporas e nuca e uma dor excruciante um pouco abaixo dos seios. Fez um exame rápido em seu corpo, constatando que havia marcas roxas em suas pernas, braços, joelhos e punhos. Sem falar em seu rosto, ela sabia que também tinha feridas ali.

Cambaleante por conta da dor de cabeça, ela escorou-se pelas paredes do quarto até a sala que dividia a suíte ao meio. Encontrou-o sentado na poltrona, bebericando uma dose de uísque, o rosto crispado em uma expressão de poucos amigos.

"Como se sente?" Edward perguntou sem um pingo de emoção transparecendo em sua voz, os olhos profundamente verdes fixos em Isabella.

"Como um monte de lixo, mas bem melhor do que estava há... por quanto tempo estive inconsciente?" ela retrucou confusa.

"Quinze horas, mais ou menos."

"Wow!" ela apoiou-se na mesa circular próxima à janela do quarto, tremendo um pouco pela falta de forças em seu corpo. "Eu vou matá-los, Edward. Um por um, vou trucidá-los sem piedade."

"Você não vai fazer absolutamente nada, Isabella." ela o ouviu sibilar e quando virou-se para rebater, notou que ele estava muito próximo dela. Muito, muito próximo. "O quê você pensa que estava fazendo quando saiu da porra desse quarto com o merda do pen drive, hein?"

"E-eu... queria me inteirar mais no caso, arrumar um jeito de descobrir o código para desarmar o sistema de segurança do quadro e-"

"Mentirosa." Edward a cortou, olhando-a com raiva. "A verdade era que você queria foder comigo. Quis bancar a esperta e me passar a perna, mas acabou levando a pior." o sangue de Isabella pareceu congelar nas veias.

"Foi você?" ela rosnou entredentes.

"Não sou tão baixo como você, minha querida. Você meteu os pés pelas mãos dessa vez e se deu mal por isso." ela tentou se afastar, mas Edward foi mais rápido, imprensando-a contra a parede de forma rude, arrancando um gemido de protesto dolorido dos lábios rachados dela. "Agora você vê que Carlisle tanto nos alertou? Esses caras são perigosos, estão dispostos a matar e a morrer para conseguirem a porra desse quadro e você faz o quê? Banca a espertinha achando que pode se safar sem sair ilesa!"

"Você sabe tanto quanto eu que essa história não vai ficar assim, vou eliminá-los um por um como eles tentaram fazer comigo."

"Não, Isabella, pelo menos por uma vez me escuta, porra!" ele a sacudiu, fazendo-a bater a cabeça contra a parede; ela gritou de dor, mas Edward não se sensibilizou. "Você vai ficar quietinha e fazer tudo o que eu mandar a partir de agora."

"Quem você pensa que é para me dar ordens?"

"Eu sou o cara que salvou a sua vida, merda!" foi a vez dele gritar, assustando-a. Os olhos de chocolate estavam fixos nos dele e ela procurava algum vestígio de que ele estava blefando. Mas ele não estava. "E eu sou o mesmo cara que você tentou ferrar. Só que agora as coisas mudaram e se você não fizer o que eu quero, juro que não vou me importar nem um pouco em te devolver para Caius."

"Você não faria..."

"Então não me provoque." Edward avisou, engasgando-a com um dos braços. Isabella debateu-se com raiva, encarando-o com ódio crispado em suas pupilas muito dilatadas. "Sou eu quem dá as ordens nessa merda de missão a partir de agora. E que Deus a proteja se você ousar me sacanear outra vez."

"Eu te odeio." ele sorriu sacana.

"Posso conviver com isso. Agora presta atenção e me escuta: eu te disse uma vez que seria fiel a essa missão até conseguir o que queria e assim vai ser. Mas não tente bancar a esperta comigo novamente ou eu juro que vai se arrepender."

Isabella ficou calada e observou quando os olhos verdes de Edward recaíram sobre seus lábios, uma expressão raivosa deixando seu rosto transtornado. Sem esperar por uma permissão, ele tocou o canto da boca pequena, o que fez a garganta da morena protestar de um jeito sôfrego.

"Eles podiam ter acabado com a sua vida, sabia? Se eu não tivesse chegado a tempo, você talvez não estivesse mais aqui." ele comentou mais contido, passeando a ponta do indicador pelos lábios inchados dela.

"O-obrigada." ela fechou os olhos e engoliu o orgulho. Sentiu novamente o indicador de Edward deslizando por sua boca super sensível, porém dessa vez o grunhido que ela soltou não tinha nada de dolorido. Era um som de excitação e prazer que logo despertou uma reação no ruivo que agora a segurava decididamente pela cintura.

Quando Isabella voltou a encará-lo, pôde constatar o que ambos já sabiam: uma onda de desejo reprimido pairava sobre suas cabeças, prestes a desabar como uma tempestade anunciada. Ela soltou um suspiro que só pôde ser entendido como rendição pelos lábios de Edward, pois no segundo seguinte ele tinha a boca colada à de Isabella.

O beijo chegou angustiado, faminto e violento. Causou em Isabella uma dor intensa que era apaziguada no segundo em que sentia a língua quente e habilidosa brincando com a sua. Edward não estava sendo calmo ou cuidadoso. Muitas vezes sentiu o gosto do sangue de Isabella na boca. Entretanto a fome que o consumia por dentro o impedia de ser solidário ao corpo machucado da morena.

Edward estava com ódio dela. Uma raiva tão intensa que só seria aplacada quando ele a tomasse nos braços e se enterrasse naquelas curvas tentadoras que tanto o provocaram.

Isabella gemia alto à medida que Edward elevava o beijo a níveis torturantes, voltando a se equilibrar na corda bamba entre a dor e a satisfação. Sua pele estava hipersensibilizada e ela sentia dores em todos os locais possíveis, porém não tinha forças para impedir as ações do ruivo.

Ela gritou contra sua boca, quando ele a ergueu no colo, obrigando-a a entrelaçar as pernas ao redor de sua cintura e ronronou baixinho em seu ouvido, assim que Edward arrancou a blusa larga que ela vestia, apalpando seus seios de um jeito nada gentil. Ela adorava a maneira como ele retorcia seus mamilos entre o indicador e o polegar, apertando-os até que ela urrasse de prazer.

"Abra as pernas para mim, minha querida." ele ordenou severo, sem deixar de lamber o pescoço delgado dela. Ela o obedeceu servil e ele empurrou a calcinha pequena para o lado, tocando em seu sexo com a ponta dos dedos calejados, invadindo-a de leve. Quando ela gritou em protesto, Edward se afastou, apenas para desafivelar a calça e libertar o membro ereto que necessitava tanto de alívio.

"Olhe para mim." ele demandou, segurando-a pelo queixo. "Eu quero que você esteja olhando nos meus olhos enquanto eu estiver dentro de você, fazendo você gozar como nenhum outro foi capaz de fazer." com olhos de águia, Isabella puxou o sexo de Edward e posicionou-o em sua entrada, rebolando os quadris antes de afundá-lo por completo dentro de si. Ela tinha um sorriso petulante nos lábios enquanto repuxava os fios dos cabelos dele, instigando-o a ir em frente.

Tão atrevida. Tão quente. Tão deliciosa.

Ela era exatamente como ele imaginava em seus melhores sonhos.

Viciante...

Seu calor o abrigando deixava Edward com a única certeza de que aquela não seria a única vez que ele teria Isabella em seus braços. Ele a queria uma. Duas. Cem vezes, se fosse preciso. E ainda assim procuraria um jeito de tê-la uma centésima e uma vez mais.

"Mais..." Isabella arfou em uma voz rouca e muito sensual, literalmente quicando sobre o colo de Edward enquanto tentava – em vão – buscar algum apoio na parede que arranhava suas costas. "Mais, mais, mais, Edward. Não para... oh, meu Deus.. não para!"

Ele seria capaz de parar? Nem que o mundo estivesse prestes a explodir.

Seus dedos estavam enterrados na carne alva da bunda de Isabella e ele a forçava com violência contra si, chocando seus corpos e causando estrondos que deixavam seus ouvidos deleitados.

Isabella repuxava os cabelos de Edward com tanta força que sentiu alguns fios serem arrancados e enroscados em seus dedos, porém pouco se importava. A maneira como ele a penetrava era tão deliciosamente prazerosa que só desejava mais e mais e mais...

Ela não ligava se estava urrando como uma cadela no cio ou se Edward enchia seu corpo com novas marcas, que estariam visíveis no dia seguinte. Nada fazia sentido quando ela sentia o vai e vem do sexo pulsante tocando seus pontos mais escondidos, desbravando-a e lhe mostrando um mundo que ela há tempo não visitava.

"Isabella, porra!" ele gritou contra sua boca, escorregando os dentes para morder o queixo bem feito. "Eu quero ver você gozando. Goza para mim, minha querida..." ela revirou os olhos diante do pedido balbuciado por Edward e deixou a cabeça pender para o lado, soltando um suspiro enquanto ele mantinha o ritmo frenético da penetração, levando-a à beira de um penhasco invisível antes de arremessá-la sem controle contra uma onda muito forte.

E então ela sentiu... chegando rápido, rasgando-a por dentro, injetando uma onda de alívio extremo em suas veias.

Era como morrer e renascer ao mesmo tempo. Seu corpo tremia e dos lábios secos não escapava nada além de gritos e sussurros incompreensíveis.

Um prazer além do que poderia ser descrito.

Sem forças, Isabella deixou a cabeça pesar sobre os ombros de Edward e exalou pesadamente contra a pele do pescoço do ruivo. Estava satisfatoriamente exausta.

"Vamos lá, você precisa de um banho e de alguns curativos." Edward comentou tranquilo, carregando uma quase inconsciente Isabella em direção ao banheiro.

"Você é quem manda, Masen." Ela respondeu antes de apagar nos braços de Edward, sem perceber o sorriso assustadoramente alegre que ele carregava no rosto.

[...]

A Man's World - Joss Stone: www . youtube watch?v=yDjNyK0KqmE


Então, como ia dizendo lá em cima... =x

Vivas? Espero que sim. Ai, esses dois... ai, ai!

E então, o que acharam? Edward finalmente pegou a Rabiosa de jeito... Ô como pegou!

Detalhes sobre como o Edward conseguiu salvar a Bella, no próximo capítulo tudo será explicadinho.

Perdão por não ter enviado o spoiler dessa semana, mas quem me acompanha pelo twitter viu meu drama com a minha internet. Só por isso o capítulo saiu com atraso de dois dias. Ou seja, nada de spoiler para enviar a vocês. Porém, entretanto, todavia, teremos spoiler pro próximo capítulo, yay!

Dúvidas? Perguntas? Sugestões? As reviews estão abertinhas para vocês!

Para quem tem twitter, o meu é (arroba) cella_es

Próximo capítulo chega na quarta-feira!

A gente se vê até lá!

beijo, beijo,

Cella.