Saint Seiya não me pertence... Mas se pertencesse, Seiya ia sofrer tanto...u.u Créditos ao tio Kurumada...

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Margarida- A história será a mesma, só mudei umas coisitas xDDDD A história da Sabrina e do Oros será mantida xDDDD

Chibi Haru-chan17- Desculpe a tortura xDDDD Era a preguiça xP(apanha) Essa galera é bem variada né? Tenho dó do Neo também, ele tá lá quietinho e só leva patadas xDDDD

Ikarus sama- Depois do Shaka loiro e a galera do Sailor Moon lá, melhor não ligar para a aparência deles xDDDDD Se a Suzu e o irmão dela irão se encontrar?... A resposta está nesse capítulo xD Achou o Tsukasa phodão? E ele é xDDDDD

Dark_Ookami- Nyaaaah! Odeio os vampiros gays de diamante também xP (chuta) Adoro a Tsubaki xDDDD

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A mansão de Tsukasa se localizava em Odaiba, um bairro chique com vista para o mar, era uma bela casa muito bem protegida, um de seus mais fiéis vampiros, Dohko, havia se encarregado da segurança, muros altos, portas de ferro, câmeras e alarme era uma das poucas coisas que havia ali. Os vampiros mais jovens são guiados para a sala de estar, ampla com confortáveis sofás, Tsukasa saiu acompanhado por Afrodite e Aldebaran, foram até a sala de reuniões que ficava no subsolo da mansão, os Cavaleiros de Sangue estavam reunidos, eram 12 vampiros de confiança do príncipe, na verdade eram 14, mas Aioros foi morto à anos atrás protegendo Tsukasa de um ataque lican, um quadro em homenagem ao seu ato heróico enfeitava o salão dos grandes vampiros. Seu irmão mais novo Aioria havia ficado perturbado com esse acontecimento, sendo pouco visto.

Estavam todos reunidos em volta da mesa esperando por Tsukasa, assim que ele entra, todos fazem uma reverência e esperam que o príncipe se sente, para assim, todos sentarem.

- Bom, cavaleiros, esta reunião é para tocarmos de um assunto muito sério. A ousadia desses licans ultimamente, cada vez mais e mais deles estão chegando à Tokyo, parecem eu esqueceram o medo.- Diz Tsukasa sério.- Mas o que mais me preocupa são as armas que eles vêm utilizando ultimamente...Hoje vi eles utilizando uma estranha bazooka com cápsulas de sol, Aldebaran...

O brasileiro coloca sobre a mesa a bazooka que havia pegado dos licans mortos, Mú se aproxima para verificar a arma.

- Isso é impossível... Como eles podem utilizar uma tecnologia como essa? Está quase do nível das armas que produzimos, e o pior, são muito parecidas...- Diz o Assamita assustado.

- Não creio que esses bolas de pelo tenham inteligência suficiente para criar uma arma dessas...- Diz Shura.

- Acredito eu eles tenham a ajuda de alguém... Mas não consigo imaginar quem?- Diz Shaka.

- Não sei de muitos licans ricos, eles normalmente moram em buracos com condições precárias...- Diz Kanon.

- Pode não ser um lican...- Diz Dohko pensativo, todos olham para ele.- Pode ser apenas uma suposição equivocada, mas e se for alguém poderoso que quer nos destruir?

- Quem?- Todos se perguntam.

- Saori...- Diz Tsukasa.

- Mas ela não está morta?- Pergunta Saga.- Sísifo, Hasgard e os outros se sacrificaram no passado para derrotá-la!

- Sim, eu me lembro... Nós a destruímos...- Diz Dohko, que estava na época, assim como Shion, era um dos Cavaleiros de Sangue da primeira geração, um poderoso e antigo Tremere.

- Sim, nós a vimos virar espuma... Foi uma dura batalha, perdemos companheiros.- Dohko tinha um olhar distante.

Enquanto isso, a serviçal de Tsukasa havia trazido algo para eles beberem.

- Esse cara sabe o que é sangue de qualidade...- Diz Kamiya bebendo sua bebida.

- Nisso eu tenho que concordar com você...- Diz Neo.

Tsubaki olha um pouco enojada para a bebida, não costumava beber sangue puro, ela sempre o misturava com outra bebida, ela pede uma xícara de chá para a serviçal, misturando o líquido rubro e o bebendo, Kyra bebia tranquilamente e Suzuran, mal havia bebido, apenas rodava o copo.

- Não conhecia o príncipe Tsubaki?- Pergunta Neo.

- Não, ouvi seu nome muitas vezes, mas nunca fui apresentada à ele, além dele ser muito ocupado, Afrodite nunca quis que eu me envolvesse com isso tudo diretamente.

- Então nunca ouviu sobre os Cavaleiros de Sangue?- Neo vê Tsubaki negar com a cabeça.- E você Suzu?

- Claro que não!- A garota responde mau humorada.

- Não precisa ser tão grossa, foi só uma pergunta...- Resmunga Neo.

Tsubaki olha para sua amiga, entendia o mau humor dela, Suzuran fugiu do seu clã por odiar ser comandada, se sentia presa, sempre se manteve alheia e longe da vida deles, se relacionou com muitos poucos vampiros, e agora estava presa dentro da casa do príncipe... Mas não era só isso, ela estava muito inquieta...

- O que foi Suzu?- Pergunta Tsubaki.

- Ah? Bom... Quer mais chá?- Suzuran puxa Tsubaki pelas mãos, assim que chegam ao corredor, ela olha para os lados, se certificando que ninguém as observava.- Preciso da sua ajuda... No bar... Eu recebi isso, é a letra do meu irmão, ele quer que o encontre no Parque Nonomura, preciso sair daqui...

- Mas Suzu... Pode ser perigoso, tem certeza que é seu irmão?

- Tenho! É o Subaru! Eu sei!

- Tudo bem... Venha...- Tsubaki puxa a amiga até o segundo andar, entrando em um dos banheiros, havia uma pequena janela, mas de tamanho suficiente para Suzuran passar.- Afrodite me disse uma vez que a rede de segurança da casa do príncipe é de primeira, é impossível você sair sem ser vista, mas acho que a maneira mais fácil seria pular o muro, mas há alarmes, logo saberão que você fugiu...

- Obrigada...- Suzuran abraça a amiga e passa pela janela, ficando na beirada estreita.

- Tome cuidado.- Pede Tsubaki, recebendo um sorriso de volta.

Andou um pouco pela beirada e viu as câmeras de segurança, viu alarmes sobre o muro alto, teria de ser rápida, ela procurou um bom lugar para pular.

- E lá vamos nós...- Ela fechou os olhos se concentrando, com um impulso passou pelo muro, pousando felinamente no chão, assim que se levantou, os alarmes tocaram, Suzuran correu se camuflando entre as sombras.

A reunião corria normalmente, quando os alarmes começaram a tocar, na tela pôde-se ver Suzuran pulando o muro.

- Aquela rata!- Diz Máscara da Morte.

- Não fale assim dela!- Diz Afrodite.

- Para onde ela foi?- Pergunta Kanon.

Camus se levanta sem dizer nada e sai correndo.

- Camus!- Milo vai atrás do amigo.

Nesse momento o telefone de Tsukasa toca.

- Alô?- Atende o príncipe.- O que? Quando foi isso!- O rosto estava transfigurado.- Não quero saber! Façam algo!- Diz desligando o telefone e bagunçando os cabelos nervosamente.

- O que houve Tsukasa?- Pergunta Shaka.

- Momiji... Eles pegaram meu irmão.

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Tsubaki descia as escadas quando cruzou com Camus, ele olha sério para ela.

- Onde ela foi?- Ele pergunta puxando a garota pelo pulso.

- Me solta...- Tsubaki geme tentando se soltar.

- ME DIGA AONDE ELA FOI!- Camus aumenta a voz.

- Está machucando ela!- Kyra tenta puxar Camus, mas é empurrado, voando sobre as escadas.

- Kyra!- Neo vai acudir a amiga.

- Ela disse pra soltar!- Kamiya dá um soco em Camus, que dá passos vacilantes e puxa Tsubaki para perto de si.

- Camus! O que pensa que está fazendo?- Milo segura o amigo que queria pular sobre Kamiya.

- Me diga Tsubaki, onde ela foi? Sei que Suzuran foi se encontrar com o irmão dela, é perigoso para ela andar sozinha!- Ele tinha um olhar desesperado.

- Parque Nonomura...- Tsubaki diz, Camus agradece com o olhar e corre para fora da mansão.

- Tragam a Suzuran de volta! Momiji foi raptado, os malditos planejam algo! Preciso sair!- Tsukasa sai apressadamente.

- Vocês ficam!- Ordena Saga para os novatos.

- Nem pensar!- Kyra pega suas armas e se vira para Kamiya.- Cuide da Tsubaki.

- O que?!- Kamiya arregala os olhos, ele olha para Tsubaki que abaixa o rosto envergonhada.

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Suzuran chega ao parque indicado, o local era iluminado por alguns postes e pela lua cheia, ela se aproxima de uma árvore e vê uma silhueta encostada, ao ver a garota, ele sai das sombras, ela logo reconhece Subaru, ele vestia um jeans surrado, tênis, uma camisa branca e uma jaqueta de couro, seus cabelos estavam bagunçados e ele fumava.

- Niichan!- Suzuran abraça o irmão.- Sabia que estava vivo, sabia...- Grossas lágrimas escorrem de seus olhos, ela afunda o rosto no peito do irmão.

- Talvez não por muito tempo...- Subaru afasta a irmã gentilmente, a segurando pelos ombros, limpa as lágrimas de seu rosto com o dedo.- Escute com atenção... Talvez tenham me seguido...- O rapaz diminui a voz e olha para os lados preocupado.- Estão em perigo, há um traidor entre vocês!

- Um traidor!?- Suzuran se assusta.

- Meu grupo descobriu que estão chamando licans da Europa e dos EUA para um ataque surpresa, um de vocês está passando informações e plantas de armas para usar contra vocês... Parece que eles estão recebendo ajuda de uma bruxa também, Saori...

- Mas... Porque? O que eles querem?

- Tokyo... O traidor quer Tokyo para ele... Ele fez um acordo com os licans, se ele tiver o poder, eles poderão fazer o que quiser na cidade.

- Isso seria terrível...

- Terrível é pouco, seria uma carnificina não só de vampiros, mas de humanos, depois de Tokyo, ele pretende dominar o mundo!

- Quem é? Quem é o traidor?

- O traidor... Cuidado Suzu!- Subaru protege a irmã de um tiro, Suzuran grita ao ver a bala atravessar o corpo do irmão, um rastro de prata sai do ferimento.

- Subaru... Esse tiro não era pra mim, sabiam que iria me proteger...- A garota ampara o irmão, um filete de sangue saía do canto de sua boca.- Subaru... Não! Demorei tanto pra e rever... Não me deixa de novo...- Lágrimas brotam de seus olhos.

- Irmãzinha... Não chore...Ficarei bem, finalmente irei me livrar da maldição...

A pessoa que havia atirado em Subaru sorri, mira a arma novamente, dessa vez a bala era para a vampiro, ele mira nas costas dela e atira. Camus pula na frente de Suzuran e recebe a bala no lugar dela, o tiro acerta no ombro, o Ventrue geme, caindo de joelhos, a bala de sol queimava sua carne.

- Camus...?- Suzuran olha assustada para seu criador.

- Maldito Camus!- O atirador rosna e mira novamente, mas é acertado por um tiro, Kyra corre em sua direção, o atirador joga a arma na garota e foge.

- Droga!- Diz Kyra vendo que ele havia fugido, havia apenas pingos de sangue, ela pensa em seguir o atirador, mas algo brilhando no chão chama a atenção dela, ela se agacha e pega uma corrente dourada com um pingente de flecha, ela observa atentamente a jóia e tem a impressão de ter visto em algum lugar, ela guarda a corrente e se junta aos outros.

- Você está bem?- Camus se aproxima de Suzuran.- Subaru...- O vampiro se agaixa ao ver o rapaz quase morrendo.

- Ca..mus... Quanto tempo...- O rapaz sorri fracamente.- Obri...ga..do...por ter cu..i..dado de Suzu como prometeu...

- Não... Eu falhei... Não fui um bom pai...- Camus sente seus olhos arderem, mas segura as lágrimas.

- Suzu...- Subaru pega as mãos de sua irmã e depois de Camus, juntando as duas.- Não culpe Camus... Fui eu quem... pedi pra... ele mentir...Deixe de ser...du..du..rona e o ace..ceite... O ame...- O rapaz sorri antes de começar a ter espasmos, a prata havia percorrido seu corpo todo, logo ele pára de se mover, estava morto...

- Subaru...- Suzuran sacode seu irmão.- Niichan! Não! Niichaaaaaaan!- Ela se joga sobre o corpo dele, mas Camus a puxa.- Me solta! Me solta!- Camus a abraça forte, o corpo de Subaru se inflama, logo vira cinzas, Suzuran chora compulsivamente socando o peito de seu criador.

- Vamos embora, não há nada que possamos fazer...- Milo coloca a mão no ombro de Camus.

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Tsubaki observava a lua da varanda do primeiro andar, rezava para que todos voltassem bem, principalmente Suzuran e... Camus... Ela balança a cabeça se reprovando.

- Ainda dói?- Kamiya se aproxima da garota, ele havia feito um leve curativo, ela logo estaria boa.

-Estou melhor, obrigada.- Diz Tsubaki.

Kamiya não agüenta e a puxa para mais perto de si, roubando um beijo, a garota fica totalmente sem reação, os lábios dele estavam mornos, deve ter sido por causa do sangue que haviam tomado à pouco, era seu primeiro beijo, ela acaba se rendendo e fecha os olhos, eles se afastam por um momento, ele a olhava bem nos olhos, ela abaixa o rosto com o rosto levemente rubro.

- Não me diga que foi seu primeiro beijo?- Kamiya sorri com a falta de resposta dela e levanta seu rosto com o dedo, se aproximando novamente, Tsubaki fecha os olhos novamente.

O barulho da porta faz com que eles se afastem, Kamiya pragueja enquanto Tsubaki sorri, ele fica encantado com seu sorriso, era a primeira vez que ela havia visto.

- Tsubaki?- Suzuran entra com a voz chorosa.

- Suzu? Está tudo bem?- Tsubaki abraça a amiga, que desaba em choro se agarrando nela.

Tsubaki guia Suzuran até o sofá, ao olhar para Camus, percebe que ele segurava o ombro, suas roupas estavam manchadas de sangue.

- Está machucado!- Diz Tsubaki preocupada.

- Não é nada... Ai...- Camus faz uma careta.

- Alguém me traga curativos!- Diz Tsubaki fazendo Camus se sentar.

Uma serviçal traz uma caixa com curativos, Tsubaki agradece e faz Camus tirar a camisa, limpando o sangue com algodão, não era um ferimento muito grave, mas a pele estava levemente queimada, Camus não tirava os olhos de Tsubaki, seu toque era leve, a garota percebe os olhares e fica incomodada, quem não gostava nada era Kamiya, que olhava a cena da varanda com um olhar mortal, a garota olha para ele e sorri, fazendo com que ele amolecesse e virasse de costas com um leve sorriso.

- Kamiya?- Neo se aproxima.

- O que é?

- Aconteceu algo entre você e a Tsubaki?

- CLARO QUE NÃO!- Kamiya sai de perto.

- Povo mais nervoso!- Neo encosta na varanda e observa Suzuran, ela estava abraçada aos próprios joelhos, o rosto manchado de lágrimas, ela soluçava, parecia tão frágil e inocente, ele não sabe o porque, mas fica balançado, uma vontade de abraçá-la e protegê-la.

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Tsukasa pára sua mercedez preta em frente à um prédio, ele sobe as escadas apressadamente, entrando em um pequeno ateliê, na frente de uma enorme tela, uma jovem de longos cabelos loiros com mechas rosas presos em um rabo de cavalo alto, a franja e a parte da frente são repicadas e caíam sobre o rosto delicado e infantil e os olhos grandes e azuis como o céu, vestia um vestido de veludo verde musgo com babados brancos, as mangas estavam dobradas, um avental sujo de tinta e sapatos de boneca preto, ela não percebe o rapaz a observando, estava entretida em sua pintura, os olhos firmes e as mãos correndo sobre o painel enquanto ela se equilibrava na estrutura de madeira, ela estava quase terminando.

O rapaz a olhava de maneira carinhosa, um olhar cheio de paixão, Angelique Du Condray era sua cria, sua amante, sua razão de viver, a amava com todas as suas forças, mesmo que tivesse custado à admitir...

Tsukasa estava novamente em Paris para uma reunião do clã, era uma fria noite de inverno, vestindo um casaco grosso por cima das vestes de bom corte, uma cartola e uma bengala, como a maioria dos homens ricos usavam na época, como um bom Ventrue, apreciava coisas boas, andava à procura de alimento, ele não se alimentava de qualquer um, não iria sair pegando qualquer mendigo, seu paladar era refinado.

Sentiu um doce cheiro no ar, farejando o ar, saiu à procura de sua presa, perto de uma ponte, encontrou uma pequena sombra que cantarolava enquanto rodopiava, Tsukasa se aproximou sorrateiramente pelas sombras e pulou sobre sua pequena vítima, para seu espanto, era apenas uma garotinha, que o olhava assustada. O vampiro de mais de mil anos congelou ao ver aquelas orbes azuis o fitando com curiosidade.

O coração da pequena garota estava acelerado, não apenas pelo susto de ser abordada, mas pela beleza do rapaz à sua frente, ele era lindo, uma pintura barroquina viva, o anjo que via em seus sonhos. Um novo sentimento brotava dentro do coração daquela pequena de apenas 14 anos que pulava a janela escondida todas as noites à procura de seu anjo, e finalmente o havia encontrado.

Confuso, Tsukasa vira as costas e começa a andar.

- Espere...- Diz a pequena garotinha.- Me chamo Angelique, qual seu nome?

O rapaz pára ao fim da ponte, mas não se vira para encará-la.

- Tsukasa.- Ele diz, continuando seu caminho e sumindo na escuridão.

- Tsukasa...- A garota repete para si mesma, começando a rodopiar e cantarolar uma música alegre, estava apaixonada, apaixonada por alguém que viu apenas por alguns minutos.

O vampiro não havia ido muito longe, se sentia atraído por aquela garota, mas não como um alimento, ele a queria para si, sem que ela veja, Tsukasa a segue até sua casa, queria apenas saber onde morava aquele anjo.

Por noites, Tsukasa ia até a casa de Angelique velar por seu sono, passou-se um ano, a mãe da garota havia pego uma estranha doença e estava de cama, os médicos não davam muito tempo de vida, o brilho da garota havia se apagado, o vampiro sofria em ver o sofrimento de sua pequena, que dormia chorando ao travesseiro, queria confortá-la, queria abraçá-la, mas nada podia fazer a não ser observá-la de longe.

Alguns meses depois, no aniversário de 16 anos de Angelique, a senhora Du Condray falece, Tsukasa se aproxima da varanda da garota que dormia com as vestes do velório, ele toca seu rosto com os dedos frios e lhe beija a testa, ia sair quando Angelique o segura pela mão.

- Não vá meu anjo...- Pede a garota se agarrando à ele.

Tsukasa ficou um momento sem reação, mas a abraça, beijando o topo de sua cabeça, ela era tão quente, tão macia... Era quase manhã, Angelique ainda estava agarrada à Tsukasa.

- Preciso ir...- Ele diz tentando se afastar.

- Tsukasa...- A voz doce de Angelique lhe chamando soou como sinos, ela levanta o rosto e encara os olhos rosados do rapaz.

Ele sente uma imensa vontade de beijá-la, mas se fizesse não saberia se iria resistir à tentação de transformá-la, não queria, ela era muito jovem ainda...

- Voltarei ao anoitecer...- Juntando suas forças, ele se afasta da garota e some pela varanda.

O dia era chuvoso, Angelique ficou o dia todo trancado em seu quarto, seu pai, também muito abalado estava na biblioteca, ele havia dispensado todos os empregados da casa, deixando apenas a ordem de deixar comida para sua filha, mal havia escurecido quando Angelique escuta o som de um tiro, assustada ela corre para a biblioteca, ela solta um grito de desespero, seu pai estava caído em uma poça de sangue com um tiro na cabeça, ao seu lado uma carta, onde se desculpava pela fraqueza e pedia para sua filha ser feliz.

- Papai... Não...- A garota chora sobre o corpo sem vida do pai.- Tsukasa...- Ela só conseguia dizer o nome do seu anjo.

- Estou aqui...- Tsukasa entra pela porta da biblioteca e ao ver a cena, puxa Angelique para perto de si, a abraçando forte.

O coração dela estava acelerado, eles se olham e seus rostos se aproximam, Tsukasa sente o corpo de Angelique tremer quando seus lábios se encostam, eram mornos e macios, um gosto doce, a garota exalava um cheiro doce, o beijo fica mais intenso, ele beija a bochecha da garota e chega ao pescoço, ao sentir o gosto doce de sua pele aveludada e o cheiro de sangue fresco, o rapaz não agüenta, suas presas afiadas roçam na pele da garota, se controlando, Tsukasa de afasta.

- Não posso...- Diz o rapaz.

- Tsukasa...?- Angelique se assusta ao ver presas afiadas em seu amado, mas ao mesmo tempo ,tudo faz sentido, ela já havia ouvido falar sobre os seres da noite, agora entendia porque ele vinha apenas à noite, o porque da beleza hipnotizante dele, Tsukasa era um vampiro.

- Me desculpe...- Tsukasa se levanta, mas Angelique o segura.

- Não vá, por favor! Me leve com você, me faça uma de vocês! Eu já perdi tudo, não agüentaria te perder... Eu te amo...- Aquelas palavras atingiram o coração morto de Tsukasa.

- Tem ideia do que me pede? Não tem noção do que é essa vida! Das noites solitárias, do remorso de matar para se alimentar, essa vida é amaldiçoada!

- Não me importo, quero apenas ficar com você... Por favor...- A garota segura no braço de seu amado.

- Se afaste de mim!- Tsukasa puxa seu braço com força.

- Não...me ama?

- Não.- Ele diz de costas.

- Diga isso olhando em meus olhos!- Angelique o faz encará-la.

- Não te amo.- Tsukasa diz friamente, mesmo sofrendo ao ter que mentir.

Os olhos de Angelique se enchem de lágrimas, ela coloca a mão trêmula na boca, abaixa o rosto, balançando a cabeça várias vezes, até sair correndo porta à fora, a chuva grossa molha todo seu vestido, ela tropeça em uma pedra e cai de joelhos na lama, se levanta e continua a correr, Tsukasa apenas a observa tristemente, desabando de joelhos no chão da biblioteca, nem mesmo o cheiro de sangue do corpo caído perto de si o faz reagir, uma lágrima fina escorre de seus olhos. Logo ele levanta o rosto em alerta, sente que Angelique corria perigo.

Não longe dali, Angeilique atravessava a mesma ponte que atravessava na noite em que conheceu Tsukasa, seus olhos estavam vazios, seus cabelos totalmente molhados se embaraçados, ela pára bem no meio e encosta na beirada, observando a água que corria forte devido à chuva, a forte correnteza a tentava...

- Não me resta mais nada...- Ela diz para si, subindo na beirada da ponte.

Ela fecha os olhos e levanta o rosto para o céu, deixando seu corpo pender pesadamente para frente, quando é puxada pela cintura, ao abrir os olhos, Tsukasa a segurava firme.

- Tsukasa...?

- Desculpe... Eu menti... Te amo!- Ele diz entre lágrimas de sangue.- Prefiro te amaldiçoar à ter que te perder para sempre.- Ele diz a abraçando.

Eles se beijam com paixão e Tsukasa leva Angelique para o quarto de hotel onde estava hospedado, ele a despe e a banha em uma banheira quente, a enrola em uma toalha felpuda e a guia até a cama.

- Queria que visse o sol pela última vez antes de vir para meu mundo...- Ele diz tristemente.

- Meu sol é você...- Angelique puxa Tsukasa para um beijo.

Eles se amam durante a noite, Tsukasa se sentia humano, sensações e um prazer que há muito havia esquecido, no ápice do prazer ele a transforma, era desse dia em diante só sua...

- Tsukasa?- Angelique toca o rosto de seu amado com a mão suja de tinta.

- Angel...- O rapaz sorri, beijando a testa de sua amada.

Tsukasa observa a grande pintura terminada por Angelique, os dois sentados à grama observando um belo por do sol.

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be Continued...

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Nyahoooo! Finalmente tomei vergonha na cara e vim postar u.u Fui um pouco má nesse capítulo não? Mas foi por uma boa causa u.u

Pelo menos teve a história mela cueca do Tsukasa com a Angeliqu, eu adoro eles, gente, Angelique é uma Mary Sue fofa xDDDD

Enfim, deixem uma review o/

bjnhos x33333