No parque
– Eu juro por Deus, Prongs, era uma mensagem de sexo! To falando sério, eu passei por trás da cadeira, eu vi. Meus olhos sangraram e minha vida quase acabou, mas eu tenho certeza de que o cara, ou mulher, a gente não sabe, tava agradecendo pela noite excepcional e pela calcinha que ela deixou com ele. Eu acho que vou vomitar.
Ele não era o único. Se havia algo que James nunca gostaria de saber era que sua chefe tinha uma vida sexual. Nojento. Mesmo Remus e Peter estavam fazendo careta, eles conheciam Minnie também.
Era quinta à noite, o dia mais movimentado em Hogsmead, por incrível que pareça. No final de semana, a maioria da população, estudantes, voltava para casa. Eles estavam em um dos jardins, o mais distante de Hogwarts e perto de uma casa dita mal assombrada. A Casa dos Gritos. Que de assombrada não tinha nada, dado que os quatro já tinham circulado e muito por ali. O bom é que não era lotado por causa disso, só algumas poucas pessoas se arriscavam a chegar tão perto do local.
Havia uma lenda sobre uma garota que matou o namorado e a amiga dela que, no caso, tinha se tornado amante do cara. Diz-se que ela vagava pela casa, esperando por um cara que pudesse ser seu novo namorado e por uma nova – e melhor – amiga.
No momento, o que realmente assustava James era imaginar "Minerva" e "sexo" em uma mesma frase.
– Eu sempre achei que ela e Dumbledore tivessem um caso – Sirius não queria abandonar o assunto, aparentemente – nossa, acho que falei demais. Talvez eu deva ficar um minuto em silêncio?
James bufou, colocando uma perna por cima do joelho. Ele estava deitado na grama, Sirius deitado em sua barriga, olhando para o céu alaranjado. Remus estava com as pernas jogadas em cima das pernas de Sirius, deitado nas pernas de Peter. Era um emaranhado.
– Tente cinco, Sirius. No mínimo.
– Por que você sempre é assim comigo, Moony? E é só comigo! Você me odeia ou algo assim?
Peter suspirou algo parecido com "carreira errada". James entendia, Sirius tinha um dom para atuação.
– Você não pode ser amado por todo mundo como eu, Pads. Passe a batatinha, Wortmail.
James riu quando os dedos de Sirius subiram para atacar sua barriga. Em retaliação, ele beliscou o pescoço do outro, fazendo-o gritar e pular. Assim, Remus teve suas pernas jogadas para cima e, para se equilibrar, ele agarrou as pernas de Peter.
– Isso é uma brincadeira nova ou vocês perceberam que são um casal de quatro? Espere... – a jovem riu, seus olhos brilhando de uma forma maldosa – eu nem sabia que iria sair tão pervertido, eu juro!
James sorriu, um sorriso enorme e brilhante, para a recém-chegada. Ela era mais nova do que eles, com 20 anos, e muito mais louca do que o cabelo multicolorido sugeria. Tonks, estudante de Comunicação, era a mulher mais pervertida que ele já tinha encontrado. Sem mentir, a menina vivia com a mente na sarjeta. Ela era quase como Sirius nesse aspecto. Quase.
– Nimphy! Você ainda quer continuar namorando Remus? Pense em tudo o que eu, você e James poderíamos fazer! – para ilustrar seu ponto, Sirius mexeu suas sobrancelhas em uma dancinha.
Não era novidade. Os dois sempre propunham para ela largar do amigo e viver com eles, em um eterno ménage.
– Não depois de você me chamar de Nimphy, Sirius.
– Então seremos só eu e você, Tonks – James piscou para ela, rindo.
Remus se levantou, esfregando suas vestes, corando muito quando Tonks se pôs a ajudá-lo. Não ajudava que ela estava esfregando em torno da calça e que o resto dos rapazes estava se matando de rir. Ao mesmo tempo em que era uma pervertida, Tonks era bem alheia a algumas coisas.
– Vamos lá, amor, vamos ao aquário.
Ela sorriu com entusiasmo e James revirou os olhos. Ele tinha certeza de que aquilo era um codinome para "sexo". Pela expressão de Sirius, este também pensava o mesmo.
– Mande um abraço pra sua mãe amanhã, James.
Tonks riu fervorosamente do comentário do namorado, o que fez Peter rir ainda mais. Confie em Nymphadora Tonks para não se importar com um namorado apaixonado pela mãe do melhor amigo. Ela podia não se importar, mas James o fazia.
– Não, eu não vou. Até domingo, Moony.
Já bastavam as insinuações que Dorea fazia, ele não queria nada disso. Era ainda mais nojento do que toda a situação bizarra com Minnie.
– Quem você acha que é o amante da Macgonagal então?
A palavra "amante" rolou da boca de Peter como algo depravado. Honestamente, James não sabia por que eles ainda estavam falando sobre isso.
– Se a gente for falar mesmo disso, eu preciso beber. Cadê a vodka?
– No carro – Sirius sorriu, nenhuma menção de que iria se levantar.
– Por que... Ah, esquece! Eu vou.
A porra do carro tava do outro lado do mundo. Bem, não, só do parque mesmo. Ele teria que cortar caminho pela trilha do lago, o que não era muito tentador. James tinha certeza de que já tinha ouvido vozes ao passar por lá.
Com um resmungo, ele desviou de um galho, sussurros chegando aos seus ouvidos. Dava para ver alguns contornos, mas estava muito escuro para enxergar. Ele devia virar e continuar o caminho, no entanto, tropeçou em uma raiz. Desequilibrado, ele caiu em cima de alguém e ambos caíram no lago. O qual estava gelado como aquela vez em que ele correu nu pelos jardins de Hogwarts no Natal (envolvia uma aposta). Nevou pra cassete naquele dia. Ele até ficou com medo de perder o seu... Bem, não importa agora.
A vítima dele cuspiu água, arfando, em meio a risos de quem estava são e seco na grama.
– Não, não, não. Por favor. Isso só pode ser um pesadelo.
James gemeu. Seus óculos estavam encharcados e cheios de gotículas, mas ele conseguiu identificar a mulher ruiva à sua frente. Os céus estavam brincando com ele, divertindo-se às custas de sua dor.
– Olha, Evans...
– Cale a boca! Não piore as coisas. Você está me perseguindo ou o quê?
Eles se esqueceram das duas garotas e do rapaz que, com copos de cerveja, assistiam à cena com demasiado interesse.
James bufou, vendo algo preto escorrer do olho dela. Nojento.
– Ou o que. Você chutou minhas bolas, por que eu iria te perseguir? – ok, se ele analisasse bem, parecia isso mesmo – tem uma coisa preta escorrendo na sua cara.
Ela estava submersa, mas ele podia vê-la cruzar os braços. Também viu como as bochechas dela escureceram. De raiva, provavelmente.
– Você é um idiota! – ela tentou, não com muito sucesso, limpar o rosto – primeiro você me atropela no metrô, depois derruba comida em mim e agora isso? Qual a porra do seu problema, cara?
A zombaria da vida, claramente, mas ele não achava que essa era uma boa resposta. James suspirou, tentando não se irritar, dado que a culpa não era dele.
– Eu sinto muito, Evans, ok? Acredite em mim, o que eu menos quero é trombar em você.
De qualquer forma, ela não entenderia seus motivos, a história toda do caralho sobre destino.
Talvez não tenha sido a coisa mais inteligente a se dizer, contudo, uma vez que as bochechas dela escureceram ainda mais.
– Você é tão - Of!
A ruiva não conseguiu terminar. Ela pisou em falso e afundou completamente. Por um breve momento, James sentiu pânico. Ele a puxou para cima, com força, aproximando-a ainda mais dele. Evans estava tossindo e tossindo, cuspindo muita água.
– Oh, meu Deus! Você quer me matar! Você quer me matar, só pode ser isso.
Ela estava muito em choque para empurrá-lo de imediato. Quando se afastou, bruscamente, James tinha o nariz enrugado.
– Seu perfume é horrível.
– Cale a boca! – ela estava a ponto de perder a compostura.
– Espera, volte aqui. Eu tenho certeza de que conheço esse cheiro.
Mas ela já estava saindo da água, uma aura maligna ao redor dela. James fez o mesmo, porém, seus olhos se fixaram na visão dos shorts molhados da ruiva. Ela tinha mesmo uma bunda fantástica.
– Pare de olhar pra bunda dela, bonito! – uma das garotas gritou. Era a morena do restaurante.
Exatamente como Linda Blair, Evans se voltou para ele, fúria inflamada nos olhos verdes. Era como se ela pudesse comê-lo no café da manhã. E não no sentido divertido.
Por mais que ele tentasse, era difícil não gostar de vê-la assim.
– A gente se vê, Evans.
E ele tinha certeza de que não demoraria nem um pouco.
~O~
Ai ai, é o destino desses dois! ;)
Gente, que vídeo foi aquele com o menininho francês sobre as flores? Quase morri. Imagine como é difícil explicar para as crianças sobre o que está acontecendo, tarefa nada fácil. E o desastre de Mariana, hem, galera? Vai dar em nada mesmo?
KarinneS: Aaah, minha cara, ele vai acordar em breve! ;) E aí, ele vai correr atrás! Kkkkkkkkkkkkkkkk Pode contar cmg, não vou espalhar seu segredo :O Bem, desculpe pela demora, mas eu tenho o bom motivo de ter viajado e não mandado o texto para o e-mail. Perdão, seja nobre como uma grifinória agora, viu? Kkkkkkk Beeeejos
