III

Ambos os ainur estavam cansados, não somente da festa mas também daquela rotina de construção da fortaleza de Dorthonion¹. Estavam ainda a arrumar tudo, o bebê viera bem no meio daquele período... porém, em breve tudo se colocaria nos eixos.

O sexo há muitos anos que já não era "novidade" pra eles, portanto foram dormir direto, uma vez que Melkor, portador de "hröa" que era, precisava descansar com mais frequência. Mairon, embora não precisasse dormir por ter "fána", quis acompanhá-lo, uma vez que era a primeira noite de casados de ambos. Dormiram juntos, abraçados.

No dia seguinte, quando acordou, logo lembrou da cerimônia do dia anterior. Olhou para Melkor e pensou se havia algo de diferente entre eles. Também olhou para a própria aliança, pensando no que aquilo tudo significava. Então, Melkor acordou.

- Bom dia...

- Bom dia, meu bem. Dormiu direitinho?

- Ah... creio que sim. Não acordei nenhuma vez...

- Que bom.

E, sem mais resistir, o vala beijou a companheira na boca. Para Mairon, apesar de continuarem sendo os mesmos, era como se a partir de então tudo assumisse um ar mais... solene? Era isso. Era como algo diferente, não sabia explicar, por mais que o beijo fosse igual.

- Hun... Mairon, ultimamente temos tido bem mais tesão de manhã, hein?

- Verdade...

- Quero ver se mesmo depois do casamento continua quente na cama...!

- Vou te mostrar!

Sem mais delongas, a maia retirou a roupa do então consorte e viu a seu membro já duro, como usualmente ele ficava de manhã. Chupou-o sem cerimônias, já iniciando a um ritmo bastante intenso na felação.

- Gosta de um pau, hein, sua vadia...?

Mairon não respondeu. Ou melhor, respondeu chupando mais. Melkor passou a se movimentar dentro da boca dela, gemendo para que ouvisse o quanto o deixava excitado.

A maia, que já estava bastante "acesa", parou enfim com a atividade. Melkor a olhou, frustrado.

- E para bem agora!

- Você também para em momentos cruciais para mim!

- Ora... então, se é pra parar assim, passemos logo para a "próxima fase"!

Mairon sorriu a ele e, não muito afeita a preliminares como era, já foi subindo por cima do companheiro e encaixou de uma vez só seu membro dentro de si.

- Oh, Mairon...!

Sem dizer mais nada, a maia começou a rebolar em cima do parceiro, arrancando dele gemidos de deleite, enquanto ela própria roçava seu órgão de prazer na pélvis dele a fim de saciar seu desejo.

- Hun... Mairon... continua muito e muito puta!

A maia sorriu, sem parar de se mover no entanto. Enquanto isso, Melkor segurou em seus quadris e depois pegou em seus seios, pensando em como cada vez que se unia a ela, mais e mais gostava de fazer aquilo.

- Ah...!

Mairon se dobrou sobre o corpo do vala e o beijou na boca. Nessa hora, ele segurou os quadris dela e inverteu as posições.

- Hun...! Melkor!

- Sabe que não consigo ficar muito tempo fazendo a mesma coisa do mesmo modo.

Sendo assim, já por cima dela, passou a meter dentro dela, ao passo que com o dedo polegar fazia movimentos circulares sobre o órgão de prazer dela.

- Melkor...!

- Toda meladinha essa sua xana... nunca consegue deixar de ficar excitada perto de mim!

- Não...!

Continuou metendo, até sentir Mairon gozar em torno do seu pau. Não muito depois, penetrou-a mais algumas vezes e também atingiu seu clímax, gozando dentro dela e depois, cansado, deitando a seu lado. Após descansarem um pouco, Mairon pousou a mão da aliança sobre o peito do consorte e disse:

- O sexo está a mesma coisa, não?

- Ahn... sim. Mas quero ver depois que o bebê nascer. Sempre tenho algum receio de que ele possa vir a se ferir quando faço algum movimento mais brusco.

- Ele está mais pra dentro... acho que não se fere.

- Será?

- Não posso ter certeza, mas acho que sim.

- Ora, não pode ter certeza! Imagine como eu não ficaria ao saber que machuco meu filho ao fazer sexo!

- Não machuca, senão eu já teria sentido algo.

- Mas ainda é tão pequeno...

Então Melkor passou a mão no ventre da esposa, como se fosse um carinho. Queria saber se aquele gesto podia afetar ao bebê lá dentro ou não.

- Mairon, será que é menino ou menina?

- Quando estiver maior, jogarei um oráculo pra saber.

- Já não pode jogar?

- Mas que impaciência! Quero jogar pra saber de tudo, desde o sexo até o que será do futuro dele.

- Entendo. Mas sabe como sou, quero fazer as coisas logo!

- Terá de esperar. Ainda não se completaram dois meses de gestação.

- E a nossa lua-de-mel?

- Podemos nos dar ao luxo de ter uma? Afinal, a fortaleza está sendo construída a toque de caixa a fim de substituir a outra.

- Eu sei, mas um dia só faria falta?

- Faria.

- Ora vamos, Mairon! Só se casa uma vez na vida!

- E se um de nós enviuvasse?

- Somos ainur. Não morremos!

- Mesmo assim. E se perdêssemos o "fána" (em seu caso "hröa"), e se...

- Ah, vá! Sem besteiras e pessimismos agora! Mesmo que eu pudesse enviuvar, não consigo mais me imaginar com outra pessoa que não você.

- Sério? Nem mesmo com Varda ou Arien?

- Essas duas?! Há quantos milhares de anos nem lembro que existem! Porque você me mostrou com ações que podemos ser felizes. Que eu mereço ser amado apesar de tudo. Ah, Mairon...! Fique aqui comigo, só por hoje!

A maia sorriu e, não resistindo a todo aquele apelo de amor do seu então esposo, decidiu que sim, que ia ficar.

- É isso! Vamos "namorar" bastante juntos!

- Huuuun, mas depois quero trepar de novo!

- Bem se vê que continua puta na cama! Vá, vamos! Que de noite ainda quero te chupar bastante!

Ambos os ainur sorriram e foram juntos para o banho, sentindo que apesar de todas as dificuldades, havia um futuro belo e uma família da qual cuidar com o bebê que viria.

FIM

OoOoOoOoOoOoO

¹Essa fic se situaria logo após a queda da fortaleza de Tol in Gaurhoth sob os poderes de Lúthien. Ao menos pra isso serviu: pra eles casarem! Rssss!

A fic nesse ponto ainda está leve, uma vez que Mairon ainda não previra que possivelmente morreria no parto de Moriel - e acabou não morrendo mas foi por pouco.

Sobre casamento ser um só: na fic "Maternidade" mesmo, Melkor quase fica viúvo (no já citado parto do Moriel). Mairon continuaria vivendo em espírito mas iria a Mandos a fim de ter seus "pecados" redimidos. Só que ele não quis... e lutou por dias.

Depois, cada um deles fica viúvo mais uma vez - novamente, eles perdem o corpo mas vivem em espírito. Uma vez quando Melkor vai pro Vazio, outra quando Mairon perde o "fána" e o melhor de seu poder após a Guerra do Anel. E mesmo assim esperaram o outro voltar! s2

E apesar de o casamento ser um com o outro, eles "re-casam" diversas vezes. Depois que tomaram coragem pra casar, não pararam mais! Rs!

Beijos a todos e todas!