Capítulo 6
"Finn, nós passamos por essa ponte quatro vezes já."
"Não passamos não," Finn se contorceu no assento do motorista, antes de virar o minibus e voltar pela mesma avenida que eles já haviam passado. "Apenas parece a mesma."
"Cara, nós paramos naquele posto de gasolina pra pedir informações. Duas vezes."
"Tem certeza? Vamos apenas parar e perguntar novamente." Finn disse, violentamente virando o minibus dentro do estacionamento.
"E encarar aquele estranho serial killer enrustido novamente? Não, obrigada." Santana disse do fundo.
Quinn gemeu. Eles estavam dirigindo por uma hora e meia, procurando pelo Parque Everglades que estava supostamente há apenas quarenta e cinco minutos de distância.
"Eu sei! GPS!" Mike chamou triunfante, correndo pelo corredor para direcionar Finn pra onde ir.
"Mike, nós confiamos no GPS ontem e acabamos no jardim de alguém, empacado numa duna de areia. Era seriamente o começo de um filme de terror."
"Isso será o começo de um filme de terror se nós não saímos desse maldito ônibus em breve." Quinn murmurou. Rachel a cotovelou nas costelas.
"Quinn!" Ela brigou. "Apenas aproveite o cenário. Estou certa de que é lindo, certo?"
Quinn deu uma olhadela pela janela. Não era realmente. Key Largo era, mas agora eles estavam fora das ilhas rodando por algumas florestas no fundo, regiões campestres em pântanos e campo de jacarés, esperando pra ser horrivelmente assassinada por um serial killer a la Deliverance. E, Deus isso estava tão quente.
Ela olhou pra Rachel, entretanto, e cantarolou um sim em resposta. "É lindo."
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Vinte minutos depois, depois de Mike jogar o telefone contra a parede do ônibus e Puck tinha pego direções novamente do cara serial killer do posto de gasolina, eles estacionaram no Parque Everglades inteiros.
"Ah, não." Mercedes disse assim que ela viu os botes infláveis. "Finn vai ser comido por um jacaré."
Todos concordaram com certeza. Era apenas uma questão de tempo antes do garoto estar na água. Santana pareceu se divertir, mas escolheu não comentar vendo que seu cabelo estava agora onze vezes o tamanho normal. Munição demais pra eles usarem contra ele. Eles todos se amontoaram em um dos botes infláveis, o qual era composto de assentos de frente um pro outro, corrimões muito curto nas laterais, e um imenso, ensurdecedor, ai-meu-Deus-eu-acho-que-meus-ouvidos-explodiram-porque-é-tão-malditamente-alto- ventilador nos fundos. Mike e Tina forçaram Finn no assento do meio, sentando dos lados dele de forma que não houvesse jeito que ele pudesse acabar na água.
Quinn sentou-se numa cadeira da ponta e Rachel parou, antes de se mover pra passar por cima dela.
"Ei, onde você pensa que está indo?"
Rachel parou. "Eu quero sentar na ponta."
"Por que?"
"Eu não sei. Parece mais... emocionante. E você pode sentir o vento e a água mais."
Quinn riu. "Sério Rach, você gosta do fator perigo?"
Rachel concordou e tateou ao redor, pronta pra se espremer pra passar por ela.
"Não. Você não vai sentar aqui."
"Quinn!" Rachel choramingou.
"Não. Sente-se. Você vai cair e eu vou ter que bater em um jacaré pra pegar você de volta."
Rachel bufou, caindo no banco do meio e fazendo beicinho. Quinn sorriu ligeiramente e se inclinou pra falar no ouvido dela. "Eu acabei de te ganhar, Rach. Eu não posso deixar um jacaré comer você."
"Você pularia atrás de mim?"
Quinn estava deliciada pela pergunta. Ela retirou a mão de Rachel dos braços cruzados da morena e a segurou entre as suas. Ela contemplou dizer não. Brincando e dizer que Rachel teria que desviar por si mesma, mas apenas pensar isso fez Quinn se sentir terrível.
"Claro que eu pularia atrás de você." Ela puxou a garota envergonhada contra o lado dela. "Eu lutaria contra os jacarés... e os peixes-boi... e eu jogaria Santana para distrai-los, e salvar você." Quinn beijou a bochecha de Rachel, sorrindo quando a garota finalmente não pôde conter o sorriso.
Minutos depois o motorista do barco escalou pra um ponto alto perto do puta-merda-meu-coração-acabou-de-parar-de-trabalhar-isso-é-tão-malditamente-alto ventilador. Quinn gentilmente colocou protetores de ouvidos nela e em Rachel, hesitando porque sua namorada agora estaria sem dois sentidos. Rachel fez uma mimica de que estaria tudo bem e as duas seguraram as mãos com força enquanto o motor ligava.
Quinn tinha na maior parte não estado preparada. Okay, não havia jeito nenhum que ela um dia estaria apta a ouvir novamente. De jeito nenhum. Ela olhou ao redor; era como um filme mudo de xingamento. Ela podia ver as bocas de todo mundo movendo, formando algumas palavras não-tão-legais; Santana parecia estar gritando 'vácuo' pro motorista, repetidamente. Quinn olhou preocupada pra Rachel, que estava apenas se encolhendo ligeiramente, com suas mãos sobre os ouvidos dela. Ela passou um braço ao redor da cabeça de Rachel, deslocando as mãos da garota menor, e, pressionou um beijo na têmpora dela, vendo que ela não escutaria agora se ela falasse, talvez nunca novamente... Rachel enterrou o rosto no pescoço de Quinn enquanto o barco começava a se mover.
-oooooooo-
O motorista os levou ao redor do pântano, evitando as árvores e mini-ilhas e jacarés, antes de parar no falso Seminole posto de turistas numa ilha maior e desligou o ventilador. Ninguém se moveu. Eles movimentaram suas mandíbulas pra cima e pra baixo, fazendo sons aleatórios e tentando determinar se eles tinham de fato perdido toda a capacidade auditiva. Depois de chegar à conclusão que eles não tinham, os componentes do glee desembarcaram e foram pro mini acampamento.
"Bem, Finn, você chegou aqui sem ir nadar. Bom trabalho." Todos pularam quando Santana falou; bem, foi mais como um grito. Ela manteve-se sem sentir falando ridiculamente alto pra Brittany, que encolheu-se um pouco e olhou ao redor em tom de desculpas. Isso é o que você consegue por sentar tão perto daquele maldito ventilador.
"Ah sim! Vamos, vamos segurar um jacaré bebê!"
"O que você disse?"
"Meu telefone está tocando?"
"Eu sinto como se nós estivéssemos falando por uma bolha."
"Oh merda, eu acho que deixei cair meu telefone no pântano."
Puck os arrastou pra cabine de corrida perto de um cuidador de jacarés pra lá de suado e sorrindo maniacamente enquanto o animal era colocado nas mãos dele. Ele pareceu desapontado que a mandíbula estava fechada com a fita; não era divertido quando não havia nenhuma chance de ser terrivelmente atacado.
"Quinn, eu quero segurá-lo!" Rachel disse se inclinando nela, cabelo amassado da volta no barco inflável e sorrindo brilhosamente. Quinn olhou pra ela em dúvida.
"Tem certeza, Rachel. É meio grande."
Rachel apenas concordou excitada, então Quinn a levou pra frente. O cara suado pareceu confuso quando Rachel não se esticou pra tirar o jacaré dele.
"Ela não pode ver." Quinn explicou, pegando as mãos de Rachel e as envolvendo ao redor dos locais adequados no animal, vendo o rosto da garota para se certificar de que ela não estava assustada ou enojada ou enlouquecendo. Ela sorriu quando a sobrancelha de Rachel encolheu em concentração e maravilhamento e viu pequenos polegares correrem pelas costas do jacaré.
"Legal."
Quinn riu. "Uau, muito verborrágica, Rach."
Elas devolveram o jacaré um momento depois e andaram pra achar os amigos delas, seguindo o som da voz estrondosa de Santana.
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"Noah! Como você pode comer isso!"
Puck sorriu e mordeu contente sua cauda de jacaré. O café do parque era meio sujo, mas todos estavam de boas. Finn tinha caído apenas uma vez na água, e, isso foi só nas docas depois que eles saíram de volta pro lugar principal.
"Você quer um pouco?" Puck cuspiu metade do que tinha na boca pela mesa; eles definitivamente não queriam aquilo.
"Vamos, Berry! Prove!" Santana gritou.
"San, voz de dentro."
"O que?"
"Fale mais baixo."
"O que?"
"Shhh."
"O que?"
"Deus do céu, cale a boca!"
"Okay!" Artie interveio. "Quem está pronto pra ir pescar?"
"Ugggh" Quinn gemeu, "está tão quente." Ela caiu pra direita dela de encontro à Rachel, que ficou rindo.
"Vamos. Pegue um peixe pra mim, baby."
Quinn sorriu timidamente contra o ombro de Rachel . "Baby?"
"Sim, Quinn. Como em bebê chorão. Você está sendo uma bebê chorona... querida."
Quinn riu e levantou. "Vamos baby. Eu pegarei pra você um peixe."
"Cara, seu telefone está tocando de novo."
"Não está não."
"... O que?"
-ooooooooooo-
"Brittany, você precisa de um anzol."
"O que?"
"Você apenas jogou sua linha com um peso no final. Você precisa de um anzol."
"... Por que?"
"... Hum, pra que você possa pegar um peixe."
"Mas eu não quero machucá-los."
"Mas... você não vai pegar nada assim."
Brittany sorriu contente e manteve-se jogando sua linha sem utilidade e Mike suspirou e retornou pra sua própria. Quinn pegou um peixe dentro dos primeiros cinco minutos, muito porque esses bagres pareciam estar insanos e mordiam qualquer coisa que entrava na água. Agora ela estava sentada de pernas cruzadas nas docas brincando com algumas iscas e reclamando sobre o calor pra Rachel. Elas foram interrompidas por um guincho frenético vindo de Mercedes.
"Aimeudeus aimeudeus aimeudeus! Eu peguei um! Eu peguei um!"
"Jesus, Mercedes, se aquiete..." Santana disse, recebendo um olhar incrédulo em retorno. Kurt se meteu no meio antes do corpo da Latina acabar no fundo do Everglades.
"Dê corda, Mercedes! Puxe-Ahh! Merda, que diabos!"
Brittany se virou quando o peso da sua linha fez contato com o rosto de Kurt, meio jogada. Ela derrubou o bastão, o qual, claro, propriamente afundou até o fundo do pântano; Mike grunhiu.
"Kurt! Me desculpe!"
"Caras! Eu preciso de alguma ajuda, essa coisa é uma besta!"
"Não se mova, Rach." Quinn instruiu, se levantando pra ajudar Mercedes. Os dois, mais Puck, puxaram o peixe, lutando valentemente por cinco minutos.
Todos estavam esperando o monstro do lago Ness no fim da linha. Um Gyarados, um jacaré mutante comedor de homens, uma baleia azul, por todo o esforço que puxar aquilo parecia requerer. Então, quando Puck puxou a linha pra revelar um peixinho, a doca se acabou em risadas.
"Ei, todos vocês calem a boca. Aquilo... trocou de lugares com o que quer que estivesse ali antes."
"Oh, claro. Peixes apenas amam sair dos anzóis por si e trocar de lugares pra armar uma pegadinha nos humanos."
"Maldito seja, eles fazem sim."
Quinn ainda estava rindo quando ela viu Rachel se levantar na sua visão periférica. Ela viu em câmera lenta um chinelo de Rachel pegar uma ripa na doca e a morena pisar de lado pra recuperar o equilíbrio. Quinn estava se movendo de volta pra ela antes mesmo dela pisar pra fora da doca e cair na água.
"Rachel!" Quinn pulou logo atrás dela, cumprindo a promessa dela, mesmo sabendo que Rachel podia ficar de pé na água. Ela não queria a garota em pânico. Puck e Finn e todos os outros pareciam como se quisessem seguir, mas preferiram ajudar das docas. Quinn veio pra cima atrás de Rachel, que parecia estar mais ou menos de pé, apenas tossindo um pouco e definitivamente chocada. Ela envolveu os braços ao redor da cintura da garota por trás e a firmou de encontro ao seu corpo.
"Rach, querida, está tudo bem. Você se machucou?" Quinn podia sentir Rachel tremer. Ela a segurou mais forte e se moveu pra mais perto da doca. "Está tudo bem, querida. Acalme-se, sou eu. Você está bem." Ela murmurou no ouvido dela. Mike e Finn esticaram os braços pra baixo e agarraram os braços de Rachel quando ela estava perto o suficiente, facilmente levantando a garota pequena de volta pra doca. Puck ajudou Quinn a subir de volta e ela puxou Rachel direto pro colo dela.
"Está tudo bem, Rach. Acalme-se." Quinn segurou Rachel enquanto sua respiração ficava controlada e a morena relaxava de volta. Os outros componentes do glee sentaram ao redor da doca vendo tudo em silêncio; Kurt segurava gelo na testa dele e Mike e Tina tentavam pescar a vara de Brittany pra fora da água usando as próprias.
"Esquerda. Não, esquerda. Pare, você está indo pra direita, vá pra esquerda."
"Você está completamente errando aquilo."
"Vá mais pra esquerda, isso é chamado refração."
"O que?"
"Eles não estão falando com voc~e, Santana."
"O que?"
"Santana, pare de falar!"
"Cale-se, Hummel. Você sabia que você parece com o Teletubby vermelho agora? Po. Você parece com o Po."
"Pelo menos eu não pareço com o Weird Al. Ou, você sabe, a criatura da Lagoa Negra."
"Okay, Mike, agora pra trás. Pra trás. Pra trás. Bom. Lentamente..."
"Isso! Nós conseguimos-Ohhh..."
"Merda."
Finn andou em direção às meninas e deu à Quinn um cobertor do minibus; Quinn sorriu agradecida e o envolveu em Rachel, antes de se levantar e se movimentar pra se agachar na frente da garota.
"Rach? Você está bem, querida?" Ela perguntou baixinho. "Somos apenas nós, apenas o Glee aqui, okay? Você está apenas sentada na doca, totalmente a salvo, okay?"
Rachel concordou e Quinn tirou o cabelo molhado do rosto dela.
"Você está pronta pra ir pra casa?"
Rachel concordou novamente. O clube moveu-se rapidamente, guardando as coisas deles e voltando pro minibus. Mike e Tina finalmente pegaram a vara de pescar, mas, derrubaram a caixa de isca pra dentro do pântano durante a celebração. Depois de dez minutos de pescar aquilo pra fora da água, eles voltaram pra Key Largo.
-ooooooooo-
Quinn segurou fortemente Rachel todo o caminho pra casa. Ela relutantemente deixou-a ir pra que cada uma pudesse tomar uma chuveirada e agora elas estavam deitadas no beliche delas escutando a noite do jogo sendo executada na sala. Ainda estava claro lá fora; tinha acabado de começar a chover e Quinn ouviu a chuva enquanto corria os dedos pelos cabelos de Rachel. A garota tinha falado no minibus, finalmente confirmando que ela estava bem e rindo um pouco dela mesma. Ela tinha feito exatamente o que Finn fez, só que ela tinha uma desculpa.
"Quinn." Rachel falou um pouco acima de um sussurro.
"Mmhm."
"Obrigada por cuidar de mim." Não só hoje, mas essa viagem inteira... me levando por lugares, sendo minha parceira."
Quinn pareceu surpresa. "Claro, Rach." Ela deu uma olhada pra baixo; Rachel pareceu pensar profundamente; havia outra coisa que ela queria dizer.
"O que está errado?" Ela incitou gentilmente. Rachel suspirou e se mexeu até que sua testa estivesse na bochecha de Quinn. Ambas estavam um pouco suadas, já que estava muito quente e elas estavam naquela cama malditamente pequena.
"Eu não quero que você sempre tenha que cuidar de mim." Ela disse baixo.
Quinn encolheu as sobrancelhas. "Como assim?"
Rachel suspirou novamente e sentou-se, puxando Quinn com ela. Para a surpresa de Quinn, ela esticou ambas as mãos, gentilmente sentindo as bochechas de Quinn, então as moveu pela mandíbula dela, pras orelhas e seus olhos, então acabou nos lábios dela. Quinn apenas ficou sentada parada, respirando profundamente. Deus, estava tão quente ali.
"Você é linda, Quinn. Eu quero ver você." Quinn abriu a boca pra falar mas Rachel continuou.
"Eu tenho uma cirurgia marcada, em algumas semanas, quando voltarmos pra casa. Pra consertar meus olhos."
A boca de Quinn caiu aberta e ela ficou silenciosa por um minuto. Rachel ficou nervosa enquanto esperava sua namorada falar.
"Isso... isso é perigoso?"
Rachel concordou levemente enquanto pensava. "É... novo. É pro nervo ótico; eu acho que o único perigo é, você sabe, falta de precedentes."
Quinn concordou levemente. "E é certeza? Tipo, quando você deixar aquela sala, você verá tudo brilhante e limpo?"
"Não, não é certeza. Não há garantia de que irá funcionar."
Quando Quinn não respondeu, Rachel continuou falando.
"Eu não quero que pessoas tenham que me guiar minha vida inteira. Eu não quero você gastando sua vida me levando cuidadosamente pelos cantos; eu não quero manter ninguém pra trás –"
"Rachel, não!" Quinn pegou ambas as mãos dela e olhou direto nos olhos dela, mesmo que eles estivessem sem focos e sem ver.
"Você nunca me mantém pra trás. Você é aquela que vai ser uma estrela. Eu estarei tomando uma carona no seu rastro pra fama, querida."
Rachel sorriu levemente. "Tomando uma carona no meu rastro, Quinn? Sério? Que folgada."
Quinn sorriu também. "Eu amo levar você por aí. Eu amo ser sua companheira e estar lá quando você experimenta novas coisas. Eu adoro o olhar no seu rosto e sua voz e sua risada e seus lindos olhos castanhos do jeito que eles são... Eu amo você."
Rachel levou um segundo pra processar aquilo, então sorriu pra Quinn, lágrimas nos olhos.
"Você acabou de dizer que me ama."
Quinn riu. "Estou ciente."
"Mas eu amo você também."
Quinn riu mais ainda. Deus estava tão quente aqui. Ela estava ficando zonza, sentindo maluca novamente. "Bem, legal."
Ela se inclinou antes que Rachel pudesse falar algo e beijou sua namorada suavemente nos lábios, então descansou sua testa na de Rachel por alguns momentos. Gritos indignados de 'jogo desleal' e 'puta traíra' alcançaram os ouvidos dela vindos da sala.
"Vamos, vamos nos juntar à noite de jogos. Kurt está tomando apostas em quanto tempo leva pra alguém ficar histérico devido à 'banqueiro injusto' em Monopoly."
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"Pague, Puck."
"O que, não! Eu tirei um seis, não um cinco. Eu já paguei sete taxas luxuosas!"
"É, e você vai continuar pagando enquanto você continuar parando aqui. Olhe, você pode hipotecar sua última propriedade."
Puck grunhiu. "Como é que Rachel tem um maldito império hoteleiro? Ela nem pode contar o maldito dinheiro... Maldita médium ou algo...""
Hmmm, eu diria que é porque ela está dormindo com a banqueira..." Santana murmurou, roubando um pouco do dinheiro de Artie enquanto ele olhava pra longe.
"Santana, seu telefone está tocando."
"O que?"
"Ei, onde meu dinheiro foi?"
"Puck, você está com cinquenta a menos. Pare de roubar."
"O que! Está tudo aí, Quinn! Você pare de roubar!"
"Alguém pode atender o telefone?"
"Não há nenhum telefone tocando! Bom Deus, eu acho que vocês todos precisam ver um médico."
"O que?"
"Puck! Dê-me meu dinheiro!"
"Pare de roubar!"
"Quinn, deixe ele em paz; tudo que ele tem é uma propriedade vazia duplamente hipotecada no nome dele. Ele pedirá falência e implorará por empréstimos em cinco minutos."
"Ok. Santana você me deve mil."
"O que?"
Levou menos de uma hora pra Santana se acabar em lágrimas e o tabuleiro ser virado de cabeça pra baixo na histeria irracional em que sempre se acabava o Monopoly; Rachel ganhou a aposta, aceitando orgulhosa o dinheiro de todos e sorrindo contente quando Quinn a beijou na bochecha pra parabenizá-la.
"Hora de dormir!"
"O que?"
