Capítulo 8

"Lying here with you so close to me

It´s hard to fight these feelings when it feels so hard to breathe

Caught up in this moment

Caught up in your smile

I´ve never opened up to anyone

So hard to hold back when I´m holding you in my arms

We don´t need to rush this

Let´s just take it slow"

"Quinn?" Rachel levantou a cabeça do peito de Quinn e tateou ao redor seu ambiente.

"Mmm, finalmante acordou, hein, adormecida?"

"Alguém parece estar fazendo uma serenata pra mim no meio da noite..."

"É cinco da manhã, Rach, nós temos que levantar em breve."

Rachel grunhiu e rolou totalmente pros braços de Quinn. "Termine a música." Ela sussurrou um minuto depois.

Quinn sorriu de encontro a testa dela. "Diga por favor."

"Por favor termine minha música, baby."

Quinn olhou de volta pra janela; a luz da manhã entrando estava brilhando nos olhos castanhos perfeitos de Rachel, então ela beijou sua namorada e continuou a cantar suavemente.

"Just a kiss on your lips in the moonlight

Just a touch of the fire burning so bright

No I don´t wanna mess this thing up

I don´t wanna push too far

Just a shot in the dark that you just might

Be the one I´ve been waiting for my whole life

So baby I´m alright, with just a kiss goodnight"

"Caras, nós podemos escutar vocês." Artie reclamou da parte de baixo, Finn murmurou incoerentemente junto com ele. "E eu tenho onze minutos pra dormir então vocês precisam se conter, droga."

-ooooooooo-

O Clube Glee adormecido embarcou no minibus cerca de uma hora depois, a maior parte ainda dentro dos pijamas e cabelo de cama, carregando cobertores e travesseiros que eles tinham roubado um dos outros durante a estadia deles. Eles deram um bom adeus à Sra. Hummel, alguns abraços e lágrimas pra mulher que os aguentou nas últimas semanas, colocaram os dedinhos no oceano uma última vez e vasculharam a casa procurando os setecentos itens que as pessoas pareciam ter perdido. Agora eles estavam sentados no minibus esperando Brittany localizar o gato dela.

"Mercedes, estou certo que se você admitir agora ela não ficará com raiva."

"Desculpe-me?"

"Ela checou a lareira?"

Quinn grunhiu. "Não. Ninguém jamais irá sequer perto daquela lareira novamente, okay?"

"Você estava insinuando que eu 'dei cabo' daquele maldito gato?"

"Não, na verdade, eu estava insinuando que você matou e se livrou do corpo."

"Eu matarei você e me livrarei do seu corpo."

Logo naquele momento, Kurt subiu a bordo, a única pessoa totalmente vestida e na verdade apresentável. Ele olhou pros lados confuso.

"Onde está Brittany?"

"Procurando o maldito gato."

"O que? Está em uma das suas milhões de malas; eu a vi o enfiando lá vinte minutos atrás. Ela estava gritando comigo sobre 'a importância de sempre saber onde está seu animal.'

"Uh..." Mike andou e alcançou com cuidado a mais larga das nove malas de Brittany. Claro que o enorme gato saiu da abertura uma vez que ficou larga o suficiente e foi direto pra Brittany que parecia um desastre soluçante embarcando no minibus.

"Tubby! Eu pensei que iríamos deixá-lo na Flórida!"

Mais uma vez, Mercedes pareceu desapontada.

Finn finalmente ligou a ignição e o ônibus rolou pra longe do pequeno paraíso deles em Key Largo. Por uma vez, todos a bordo estavam quietos. Quinn se sentou de lado no seu lugar, cabeça contra a janela e pernas sobre o colo de Rachel, apontando no corredor. Sua namorada estava tracejando a ovelha na perna do seu pijama, fazendo Quinn dormir em uma posição de torcicolo. Finn estava tentando descobrir como ligar o Ar, novamente, alternativamente aumentando o calor e o fluido de limpar o pará-brisa enquanto saía da estrada em sua distração.

Miraculosamente, eles saíram da Flórida em oito horas, só parando onze vezes antes de atingir a Georgia. Eles estavam a uma hora de distância do Tennessee quando Quinn percebeu que o ônibus estava desviando pra direita.

"Finn!" Puck gritou do fundo antes que ela pudesse dizer algo. "O que você está fazendo? Está dormindo? Você está nos levando pra um maldito pântano!"

"Cara, não sou eu! Estou acordado!"

"Encoste!"

Finn desacelerou e encostou numa beira gramada, quase catapultando-os pra uma vala que separava a estrada da floresta. Ele saiu, ignorando os grunhidos e xingamentos e 'Finn, você pode me pegar uma daquelas flores amarelas do lado da estrada?' Uma olhadela no rosto dele pela janela e todos sabiam que eles estavam com um pneu furado. Claro.

Esperando que isso fosse levar sete horas pra descobrir como trocá-lo, Quinn bateu no estômago de Rachel com o pé, querendo seguir todo mundo pra fora.

"Rachel, acorde." Rachel caiu um pouco pro lado, então pulou acordada da sensação de queda.

"Quinn?"

"Sim, docinho," Quinn sorriu afetuosamente pra expressão confusa dela e o pijama rosa amassado, "nós temos um pneu furado. Vamos sair do ônibus? Nós morreremos como cachorros se continuarmos aqui."

"Isso não é muito legal." Rachel murmurou, permitindo Quinn suavizar seu cabelo maluco da dormida e as levar pra fora ao lado da estrada, onde oito pessoas ainda nos seus pijamas estavam paradas assistindo Kurt procurar por um macaco.

"Nós realmente precisamos de um?" Mercedes perguntou, ainda sentada de pernas cruzadas na grama.

"Um macaco? Nâo, claro que não. Nós podemos apenas levantar esse ônibus usando nossa força sobre-humana para mudar o pneu." Puck respondeu, contorcendo-se de costas debaixo do veículo.

"Onde está o estepe?"

"Você está sentado nele."

"Onde está o parafuso de girar?"

"Oh merda estou sentado num formigueiro."

"Ai meu Deus! Coloque isso de volta, Santana! Por que você sequer está na ignição?"

"Em que estado estamos?"

"Deus, está tão quente."

"Mexico."

"Encontrei um macaco!"

"Puta merda, aquele semi quase bateu em nós! Nós devemos ir um pouco pra direita."

"De jeito nenhum, Mike. Nós acabaremos em uma vala no final da maldita Floresta Nacional Chattahoochee. Não vai acontecer."

"É, eu prefiro muito mais ser jogada de lado por um semi e morrer numa estrada em Georgia."

"Eu vou morrer na estrada em Georgia se essas formigas não se acalmarem."

"Saia da maldita cama de formigas então."

"Essa inteira beira maldita é uma cama de formiga!"

"Cara, o que tem em seus pijamas?"

"Eles são bananas."

"Por que por- Hey! Um policial!"

Todos viraram e viram o patrulheiro rodoviário sair do carro dele e andar até eles, olhando divertido pros pijamas deles e óbvio desarranjo.

"Vocês estão todos bem aqui?"

"Sim, senhor." Finn falou, ainda espantando toneladas de formigas das pernas de Mercedes. "Pneu furado."

O oficial concordou com a cabeça. "Vocês crianças estão em uma viagem de campo, ou..."

"Mais como uma viagem de férias. Nós estamos indo pra casa no Ohio."

O patrulheiro rodoviário olhos todos cuidadosamente; eles podiam facilmente passar por um culto de serial killers, mas essencialmente ele viu uma gangue de adolescentes sem noção de pijamas tentando mudar um pneu com o macaco no lugar errado. Ele viu uma garota Latina com problemas de cabelo bem extensos mexendo na ignição, Deus sabe o porquê, com uma garota loira trançando flores amarelas pelo cabelo dela. Havia um garoto de moicano que podia bem possivelmente ficar entalado embaixo do ônibus e um cara alto vestindo pijamas de bananas tirando formigas de fogo de uma garota nega frenética. Ele espionou alguém dormindo em uma cadeira de rodas num pijama do CatDog e um Asiático com uma garota jogada nas cosas dele parados tão longe da estrada que eles estariam na vala em breve. Havia outra garota loira com um cabelo/juba de leão apoiando uma morena pequena e de beicinho nos pijamas mais otimistas e brilhantes que ele já havia visto. Ele viu um garoto com a aparência muito jovem, o único que estava na verdade vestido e o único que parecia saber o que estava fazendo. Finalmente ele sorriu pra todos eles e apontou pro macaco.

"Aquilo," ele começou, olhando pra Kurt, "vai ali." Ele gesticulou pro lugar correto do macaco, entrou de volta no seu carro e foi embora. Aqueles garotos ficariam bem. Kurt finalmente começou a mudar o pneu.

"Quando aquilo cair e esmagá-lo, não diga que eu não avisei."

"Ele não ficar embaixo do carro Santana... Espere, Finn, saia daí debaixo!"

"Quinn, sua namorada está bem?"

"Mmhm. Ela só está sendo emburrada porque ela está cansada e com calor e muito imaginando sobre Chattahoochee... Ei, não bata em mim."

"Onde foram aqueles parafusos?"

"Oh não! Deixei meu pente na Flórida!"

"Eles foram cair na vala."

"Sério. E você não conseguiu fazer com que eles parassem."

"Merda, meu carregador está lá naquele beliche malditamente pequeno!"

"Eu rirei no seu funeral quando você for atrás daqueles parafusos e for morto por formigas."

"Está tão quente aqui fora."

"Caramba! E minha câmera eu deixei lá!"

"Pronto! De volta a bordo! Finn, faça algo com isso." Kurt rolou o pneu furado na direção de Finn enquanto todos entraram de volta no minibus. Então eles passaram dez minutos tentando entrar no tráfico de oitenta milhas por hora.

"Vá agora! Merda, não! Espere!"

"Depois do carro verde!"

"Todo mundo espere!"

"Aquilo não é verde."

"Sério?"

"Nah, mais um azul turquesa."

"Cale a boca, não consigo pensar!"

"Cara, você podia ter ido!"

"Vá!"

Finn saiu na faixa mais próxima gritando incoerentemente. Quinn sentou de volta em seu assento segurando Rachel ao seu lado com os olhos fechados, rezando que os outros motoristas evitariam eles e que seu novo pneu trocado não fosse voar a la Premonição.

O pneu furado ficou correndo pra frente e pra trás no corredor, mas eles se igualaram depois de rodar algumas vezes e compartilhar algumas coisas, se acomodando na volta pra casa.

-ooooooooooo-

Nove horas depois, o minibus rolou para, bem, menos rolou e mais violentamente girou, pra dentro do estacionamento de um hotel em Tennessee. Ninguém sequer se importou em levar as malas, vendo que eles ainda estavam de pijamas daquela manhã e eles tropeçaram pra dentro dos quartos exaustos, caindo em camas aleatórias com pessoas aleatórias em seu transe.

Eles acordaram com outro alarme de 'ataque aéreo'; ambos os telefones foram jogados na parede, sem cerimônia, por Santana e Quinn, ignorando os vagos gemidos de objeção de seus colegas.

Era o meio do dia e eles estavam no meio do caminho através do Kentucky antes de todos estarem totalmente acordados. A cabeça de Quinn estava no colo de Rachel, seu corpo jogando pelo corredor, aproveitando as mãozinhas correndo pelo seu cabelo e memorizando seu rosto. Ela estava vendo Mike, Puck e Brittany usando-a como um obstáculo, esperando pela oportunidade perfeita pra esticar uma perna e fazê-los tropeçar no meio do ar.

"Ei, Rach," Quinn falou suavemente, mesmo quando ela casualmente agarrou um pé ao redor do tornozelo de Puck e o mandou estatelado no chão.

"Ei, você."

Rachel deixou as mãos na mandíbula de Quinn enquanto sua namorada falava. "Você devia dizer a eles."

Rachel não falou por um momento e Quinn a viu; ela parecia em conflito, um pouco preocupada.

"Eles apoiarão você, sabe. O que quer que você faça, o que quer que aconteça."

"Eu não quero que eles fiquem desapontados se não... funcionar."

"Como você se sentirá se não funcionar? Você está... pronta pra isso?"

Rachel estava em silêncio e Quinn viu lágrimas lentamente preencher os olhos perfeitos dela; ela levantou uma mão e passou pela cicatriz no queixo de Rachel.

"Eu realmente quero que funcione." Rachel finalmente sussurrou. Quinn concordou e Rachel sentiu isso, continuando um momento depois em um tom mais ameno. "Mas... então eu não conseguirei sorvete de graça; eu não poderei bancar a ignorante pra todas as besteiras que estão provavelmente acontecendo agora." Quinn sorriu, preparando pra fazer Mike cair no próximo pulo dele sobre as pernas dela.

"E eu não poderei bater em pessoas com minha bengala." Rachel sorria levemente agora, correndo os dedos sobre os lábios sorridentes de Quinn.

"Você ainda conseguiria sorvete de graça, querida, porque nada pode resistir esse adorável beicinho e esses olhos perfeitos exceto imbecis sem alma."

Rachel riu um pouco e a empurrou por 'xingar'. Quinn riu e mordeu o dedo que ainda estava correndo sobre seus lábios.

"Ow! Ei!"

"Sua bebê. Você sabe que não doeu."

Rachel bufou e com raiva bagunçou ainda mais o cabelo dormido de Quinn.

Quinn sorriu, levantou a perna e viu Brittany ir voando pelo chão, divertida com a risada histérica da garota. Ela então fechou os olhos e enterrou o rosto na barriga de Rachel pra escapar qualquer ira que Santana talvez mandasse em sua direção.

-oooooooooo-

"Gente, eu vou documentar essa viagem algum dia. Tipo, escrever um livro ou algo."

"Eu totalmente compraria, Artie."

"É! Seria uma mistura de Chicken Soup e Worst Case Scenario Survival Guide."

Santana rolou os olhos. "Oh yeah, isso encherá as prateleiras."

"Nós devemos fazer isso novamente, tipo todo ano."

"Uh, em algum lugar menos quente da próxima vez, por favor." Quinn disse.

"México?"

"Eu achava que estávamos no Mexico."

"Oh, cara, definitivamente Europa."

"Bom Deus, será pior do que o Jersey Shore."

"Em que estados estamos?"

-ooooooooooo-

"Finn! Ligue o Ar!"

"Está ligado!"

"Uh, não. Estou bem certo de que você está jogando calor pelos últimos quilômetros."

Finn mexeu com alguns botões, cortou alguém na próxima faixa e mudou o ar pra gelado.

"Há! Consegui."

"Cara, você acabou de perder nossa saída."

"O que? Onde?"

"Lá atrás, obviamente."

"Rachel, pare de cantar! Ele não pode se concentrar."

"Ei!" Quinn encarou Kurt e juntou-se à musica de Rachel.

Finn pegou o próximo retorno na próxima saída, e finalmente entrou em Lima, Ohio.

-oooooooooooo-

"Ele vai fazer novamente, apenas assista." Mike falou suavemente no banco atrás de Quinn.

"De jeito nenhum," Tina replicou, "Quais são as chances?"

"Aqui vamos nós." Artie disse.

"Isso está acontecendo. Agora mesmo."

Crash.

Finn passou por cima da nova caixa de cartas trocada, xingando alto enquanto ele encostava na garagem dele. Ninguém se moveu quando pararam; eles tinham ficado muito afetuosos com o minibus. Finalmente eles saíram pra dizer adeus uns por outros, por agora, antes de entrar em seus próprios carros e irem pra casa. Eles fizeram planos de ir à um parque aquático juntos em algumas semanas antes da escola começar, então eles trocaram muitos pertences que eles tinham guardado e pensado que estavam perdidos, e, foram em seus diferentes caminhos, ainda rindo pelo jeito que Burt brigou com Finn sobre duas caixas de carta destruídas.

Quinn levou Rachel até em casa e andou com ela até a porta, tentando disfarçar seu ataque de pânico sobre não poder ver aquela garota por doze horas.

"Eu virei amanhã, certo?"

"Cedo e logo."

"Cinco da manhã?"

"Quinn!" Rachel riu alto, fazendo Quinn sorrir. "Você é quem diz que nós não devemos levantar antes do sol."

"Mas... por você."

Rachel sorriu afetuosamente pra ela. "Eu amo você."

"Eu amo você." Quinn se inclinou e deu um beijo de tchau, profundamente, adiando o inevitável. Ela amava o jeito que as mãozinhas de Rachel corriam por seu rosto, pelas suas costas, a memorizando, e ela amava sentir a pequena garota em seus braços, seu próprio ursinho adorável com olhos castanhos perfeitos. Ela percebera uma coisa ali, ela iria na verdade sentir falta daquela maldita cama pequena.