N/T: Mais uma fic terminada pessoal. A próxima será Silence of Silence, mas, desde já aviso que demorarei mais a postar, talvez uma vez por semana pra poder resolver algumas coisas na vida pessoal, não fiquem tristes :D ;)
Epílogo
"Quinn! Nós vamos chegar atrasadas!"
"Nós chegamos atrasadas todo ano, Rach. Eles estão tão felizes em ver você que sequer percebem." Quinn também queria apontar que sempre era culpa de Rachel que elas estavam atrasadas, mas sua esposa parecia já ter problema suficiente, pulando em um pé só ao redor do quarto tentando colocar o sapato no pé errado.
"Companheira, pare." Quinn andou em direção a ela e gentilmente colocou Rachel na cama. Ela agarrou o sapato direito e colocou-o no pé correto, então correu as mãos pela panturrilha de Rachel e se levantou.
"Viu. Coisas são feitas quando você age como uma trapalhona." Quinn sorriu afetuosamente pra mulher menor, bagunçando o cabelo castanho dela.
"Vamos!" Rachel chorou, arrastando-as pela porta da frente, pulando pra dentro do elevador, então tropeçando nos dois degraus em frente do prédio delas. Bom Deus. Dois degraus e elas ainda conseguiam tropeçar neles. Algumas coisas nunca mudam.
O táxi delas levou-as para a Escola Lavelle para os Cegos, onde elas foram cumprimentadas pelo diretor e o superintendente do distrito, junto com os múltiplos oficiais de segurança, os quais Quinn tinha exigido estarem presentes pra espantar os paparazzi. Todos na cidade de Nova York sabiam que Rachel Berry comparecia ao festival da escola todo ano; era ouro pra revista de fofoca.
"Rachel, Quinn, tão bom ver vocês duas novamente! Me desculpe por não poder ficar e conversar; parece que um dos fornecedores pegou fogo, a pessoa, não o maquinário, e os chuveirinhos da grama não desligam... Nós teremos você no palco lá pelas seis, se estiver tudo bem?"
Rachel concordou excitada e a mulher saiu correndo vagamente em direção da explosão. Quinn estava focada em outra coisa, algo vindo pela rua que ela não podia acreditar. Ai. Meu. Deus. De jeito nenhum. De jeito nenhum, porra. Nâo era eles. Ai Meu Deus. Eram eles. Rachel acompanhou o olhar dela e engasgou em choque e contentamento antes de jogar os braços ao redor de Quinn e gargalhou com a expressão da esposa.
Alguns segundos depois o minibus parou no meio fio, esmagando um cone de trânsito que a polícia havia colocado e guinchou pra direita em frente de Rachel e Quinn. Elas escutaram gritos vindos de dentro e foram transportados imediatamente de volta pro ensino médio.
"Minha garrafa de água apenas ficou presa embaixo do pedal, acalmem-se!"
"Puta merda! Nós conseguimos? Estamos vivos?"
"Nós acabamos de bater?"
Quinn não parecia conseguir fechar a boca. Isso era muito ridículo, droga.
"Agora quem está agindo como uma trapalhona?" Rachel perguntou com um sorrio, sacudindo Quinn levemente pra acordá-la do estupor ai-meu-Deus-eu-pensei-que-nunca-veria-aquele-maldito-minibus-novamente. A porta abriu então e o Finn Hudson em carne e osso saiu e as engolfou em um abraço.
"Oi meninas!"
"Finn! Pensei que era só você vindo!" Rachel riu.
"Oh e era." Santana disse, emergindo do ônibus, ligeiramente oscilante nas pernas e agarrando um sinal da rua pra se apoiar. "Alguns de nós foram coagidos em andar nessa máquina de morte novamente."
Mercedes rolou os olhos. "E alguns de nós queriam apoiar vocês." Ela sorriu quando Rachel guinchou feliz.
"Okay," Mike disse, pulando os degraus e então ajudando Tina, "qual de vocês derramou ponche de frutas pelo corredor? Está parecendo uma cena de assassinato."
Kurt olhou apontando pra Mercedes, seguindo Mike. "Alguém viu Lord Tubbington Segundo?"
"Oh, eu definitivamente vi." Artie disse enquanto o abaixavam no fundo do ônibus. "Ele vomitou nos meus sapatos então escondeu-se embaixo dos assentos."
"Mmm. Charmoso."
"Não se preocupe, Brittany, estou certa de que ele ainda está vivo." Brittany pareceu um pouco em dúvida. Mercedes pareceu um pouco desapontada.
"Espere, havia um gato a bordo todo esse tempo?"
Quinn se atualizou com todos enquanto eles se espalhavam pela calçada, se recuperando da mais recente exploração do minibus. Ela aprendeu que todos tinham voado ou dirigido, ontem, pra casa de Finn do lado de fora da cidade, para que a viagem de ônibus devesse ter apenas vinte minutos. Claro, Quinn entendeu em primeira mão que muito podia acontecer em um minibus com Finn em vinte minutos.
"Ah sim, nós estávamos em Nova Jersey em um ponto." Puck explicou. "Ele quase nos levou pra Vermont mas Santana o fez virar."
"Pfff, alguém tinha que resolver. Nós estaríamos cruzando a maldita fronteira agora mesmo se não fosse por mim."
Quinn ouviu e riu, mas começou a ficar um pouco ansiosa enquanto os paparazzi começavam a aparecer, ficando ali como parasitas. Ela ficou ao lado de Rachel, um braço protetoramente ao redor dos ombros da mulher menor, bloqueando-a das câmeras, até que todos começaram a se mover pelos portões para o terreno da escola.
Todos os componentes antigos do Glee sorriram orgulhosos enquanto Rachel cumprimentavam os estudantes cegos, conversando animadamente e rindo e tocando as mãos de cada um deles. Quinn sorriu como uma boba. Deus, ela amava aquela garota.
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"Artie, você precisa se parar." Mercedes o assistiu, em admiração e desgosto escrito no rosto dela. "Você tem uma esposa agora. E um filho. Eu não seria aquela a explicar pra eles que você comeu onze palitos de algodão doce e morreu de parada cardíaca auto-induzida por açúcar."
"Sem problemas." Artie replicou, engolindo mais gostosuras rosa fofas. "Eu uma vez comi sete bolinhos de canela em uma sentada; eu posso lidar com isso."
"Ai Deus. Não nos lembre; depois que a ambulância foi embora você chorou por uma hora." Tina disse.
"Uh, é, porque Finn comeu o resto da minha cobertura."
Quinn teve que concordar. Mesmo que você precisasse, tipo, um barril de insulina pra sobreviver a isso, cobertura de bolinho de canela é um presente de Deus.
"Eu acho que Finn é que está prestes a ter uma parada cardíaca." Mike disse, se virando e vendo Finn rodar freneticamente algo como trinta crianças todas empilhadas em um carrossel. Enquanto eles assistiam, ele caiu de joelhos, parecendo sofrer de algum tipo de problema respiratório.
"Onde Brittany e Santana foram?"
"Elas estão na tenda de primeiros socorros."
Kurt engasgou. "O que aconteceu!"
"Elas foram ao zoo de bichinhos de estimação porque Brittany queria segurar os coelhos. Aparentemente Santana foi atropelada por uma cabra." Puck explicou, muito contente com o problema de Santana.
"Cabras tem chifres?" Kurt perguntou.
"Não, isso são carneiros." Mercedes replicou.
"Ovelhas tem chifres?"
"Carneiros são ovelhas, certo?" Mike perguntou.
"Eu pensei que carneiros fossem cabras."
"Não, Kurt, eles são cobertos de lã e tem aqueles chifres encaracolados."
"Okay, deixe-me perguntar a vocês, qual é a diferença entre a puma, a onça, um leão da montanha e a pantera?"
"Ai Deus."
"Ei, Finn!" Quinn interferiu antes do debate sobre espécies de gatos grandes pudesse acontecer. O cara estava andando ou cambaleando exaustamente, sobre a mesa de picnic deles.
"Cara, onde está sua camisa?"
"Devemos chamar uma ambulância?"
Ele levantou as mãos, como se dissessem "Estou bem", mas não pôde na verdade fazer as palavras saírem. Ele apontou pras crianças. "Algum – alguém... precisa... em... empurrar... eles."
"Oh! Eu irei!" Rachel se levantou, beijou Quinn e foi pro carrossel. Quinn a viu anunciar sua presença e viu as crianças gritarem excitadamente.
"Então, Quinn," Quinn virou pra achar um Puck dando um sorriso safado pra ela. "conte-nos algo sobre a estrela de Broadway famosa Sra. Rachel Berry que nós humildes fãs não sabemos."
Quinn cerrou os olhos pra ele.
"Relaxe, nada inapropriado. Eu sou casado agora, lembra?" Puck sorriu orgulhoso.
Quinn sorriu e concordou, virando pra Rachel pra pensar, surpresa por encontrar sua esposa no meio do carrossel sendo girada loucamente por garotos cegos de segunda série que provavelmente não percebiam quão tonta a mulher parecia.
Quinn olhou de volta pra Puck. "Rachel vomita toda vez que ela vai numa daquelas xícaras de parque, qualquer brinquedo giratório..." Puck concordou sabiamente; quem não vomitava num maldito Samba. "Mas ela ama montanha russa, especialmente aqueles barcos que te coloca de cabeça pra baixo."
"Oh, cara, eu também! Eu gosto de encher meus bolsos com trocados e ver a reação das pessoas quando cai nelas... Que mais?"
"Bem... ela é como uma criança de quatro anos de idade, no momento em que ela prefere leite achocolatado do que álcool com o jantar... e ela não consegue comer macarrão sem ter molho na camiseta dela, tipo, sério, é impossível. Ela ama ver Animal Planet mas eu tenho que desligar quando Polícia de Animais começa porque a faz chorar." Os olhos de Quinn se perderam; ela estava em um contínuo agora e seus amigos assistiram divertidos.
"Ela liga pros pais todo Domingo, mesmo quando estávamos na Inglaterra e custava pra ela uma fortuna e eles disseram a ela que não precisava... Hmmm... Ela tem refluxo se sente o cheiro de carne cozinhando mas faz bacon no meu aniversário e no nosso aniversario e é impossível fazer o supermercado com ela porque ela joga tudo que chama sua atenção no carrinho e ela sempre acaba encontrando alguma pilha de utilidade que cai... Ela me dá doce em forma de coração todo Dia dos Namorados e escolhe as melhores mensagens e os esconde ao redor da casa pra eu achá-los."
Quinn pensou por mais alguns momentos. Ela não queria dividir as coisas realmente particulares, como o fato de que Rachel ainda fechava os olhos por horas quando elas estavam no apartamento delas, não pretendendo ser cega, só... relembrando o sentimento, ou o fato que ela tinha cancelado o equivalente a uma semana de shows quando o pai de Quinn morreu só pra sentar em casa com sua esposa.
"Seu cheiro favorito é Windex, mesmo que ela nunca tenha limpado uma janela na vida. Ela faz com que eu faça toda a limpeza porque ela me provou do jeito mais difícil que ela é alérgica a Pinho Sol. Deus, ela é tão irritante algumas vezes..." Quinn perdeu o trilho de pensamento, o sorriso suave em seu rosto contradizendo suas palavras.
"Oh garota, por favor." Mercedes brigou antes que Quinn pudesse continuar sua lista de razões porque ela era arriada os quatro pneus por Rachel Berry. "Você sabe quando ela faz tudo isso, você é aquela colocando o maldito leite achocolatado e a ajudando a tirar o molho da camisa dela e correndo com ela dentro do carrinho de compras."
"Quinn, querida, você é tão pau mandado." Kurt sorriu.
"O que, eu não –"
"Quuuiiinnnn." Rachel choramingou atrás dela. "Eu me sinto mal."
Quinn virou a cabeça e levantou-se pra encarar Rachel. Ela envolveu a mulher menor com um braço e afastou a franja da morena com o outro, ignorando o som de chicote que Puck estava tão graciosamente provendo.
"Respire, Baby. Você quer dizer mal de 'vomitar' ou – Ai Meu Deus, Santana! Você está bem?"
Santana apenas ignorou Quinn e rolou os olhos. Brittany fez um movimento 'não pergunte' com a mão enquanto empurrava a cadeira de rodas. Aquele carneiro/cabra/ovelha/puma/peixe boi devia ter feito um estrago grande.
Bom Deus. Por que ela conhecia essas pessoas?
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"Então, Mike, Tina, vocês estão curtindo Nova York?" Quinn perguntou a eles, sentando na esquina do pula pula para que Rachel pudesse evitar multidões por alguns minutos. Pareceu uma boa ideia no momento.
"Ah, sim!" Mike concordou, sorrindo quando uma criança aterrissou nos joelhos deles, provavelmente os colocando do avesso no processo. "É, nós fizemos todas as coisas de turista."
Tina rolou os olhos. "Mmhm, ele insistiu em usar o chapéu de espuma da Estátua de Liberdade o dia todo. Era tipo uns cinco metros de chapéu."
"Ai Meu Deus, eu tenho o mesmo chapéu!" Quinn exclamou. Dessa vez Rachel rolou os olhos. Naquele momento, eles viram duas pessoas entrarem no pula pula, e, Brittany veio pulando atleticamente pra perto deles e ao redor das crianças pra alcançá-los. Santana pareceu desaparecer por alguns minutos, até que ela engatinhou de um monte de crianças e caiu ao lado de Brittany.
"Onde seu curativo foi parar, San?"
"OH Deus."
-oooooooooooo-
"Você sabia que vítimas de raiva tem um medo irracional de água?"
"O que?"
"Puck, você está tentando nos dizer que você tem raiva?"
Puck balançou a cabeça. "É certo. Só imaginando como seria. Você ficaria com medo de tomar banho, beber qualquer coisa. Tão estranho, cara."
Mercedes o encarou como se ele tivesse raiva. "O que – eu sequer – Okay, eu não posso."
Puck sorriu, estourando vários balões de água tirados Deus sabe de onde, e crivou-os naqueles perto dele. Mercedes e Kurt estavam ensopados. Brittany bateu palmas feliz, retirando a mangueira mais próxima, afogando Puck junto com quem quer que quisesse participar.
Cinco minutos depois eles foram advertidos pela diretora a se acalmar ou eles seriam escoltados pra fora da propriedade. Santana dizendo a ela pra "se solte um pouco sua vadia nervosa" não ajudou nem um pouco.
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Ao redor das seis horas, Quinn e Rachel tinham lutado seu caminho pra fora do pula pula e agora esperavam ao lado do pequeno palco que fora armado no final do terreno da escola. Rachel estava conversando com o empresário dela e alguns caras do som e Quinn estava na espreita pra qualquer tipo de ameaças. Caras psicóticos usando óculos coloridos e bonés de beisebol, crianças de dez anos de idade com espíritos malvados, assassinos cegos, animais perdidos, malditos peixes-boi. Você nunca podia ser cuidadoso demais.
Rachel parou de falar logo que uma garotinha e um garoto andaram em direção dela. A garota parecia cega; o garoto podia obviamente ver, já que ele parou bem em frente de Rachel.
"Oi." O garoto disse nervosamente, segurando a mão da garota.
"Olá!" Rachel replicou, sorrindo afetuosamente, se ajoelhando. "Qual seu nome?"
"Thomas."
"Oi Thomas! Eu sou Rachel." O garoto concordou e sorriu ligeiramente, então gesticulou pra garota.
"Essa é a Maggie."
Rachel pegou uma das mãos da garota e a apertou com as duas dela. "É muito bom lhe conhecer, Maggie. Qual a idade de vocês?"
"Oito." Thomas disse, sorrindo orgulhosamente.
"Oito! Oooh essa é uma boa idade." Quinn comentou sabiamente, ajoelhando próximo à Rachel.
"Você gosta de cantar?" Rachel perguntou, ainda segurando a mão de Maggie.
"Mags gosta!" Thomas disse entusiasmado. "Ela tem o cd da sua peça e ela me faz escutar cada vez que eu vou à casa dela."
Quinn concordou. "Garota tem um gosto bom." Ela percebeu que Rachel ainda tinha seu olhar fixado em Maggie.
"Você quer cantar quando crescer, Maggie?" Rachel perguntou suavemente. A criança de oito anos de idade mordeu o lábio e concordou com a cabeça timidamente.
"Ela vai estar na Broadway!" Thomas proclamou.
"Só se Tom vier comigo." Maggie disse bem baixo.
"É?" Rachel disse. Quinn colocou a mão na base das costas de Rachel. "Vocês são companheiros?"
Thomas concordou entusiasmado e Maggie sorriu. Quinn podia dizer que Rachel estava prestes a chorar então moveu sua mão em círculos e tomou a atenção pra longe da sua esposa.
"Bem, Maggie, quando você for uma estrela na Broadway eu espero que você lembre de nos mandar alguns ingressos okay?"
"Eu mandarei." Maggie disse, ligeiramente mais alto dessa vez. Thomas sorriu pra ela.
"Viu, eu disse a você que elas seriam legais."
"Obrigada, Sra. Berry." Maggie sorriu e Quinn viu sua esposa se quebrar mais um pouco.
"Você pode me chamar de Rachel, docinho. Posso abraçar você?"
Agora Maggie sorriu, concordando feliz. Rachel a engolfou em seus braços e apertou com força.
"Nunca desista, okay, doçura? Estou certa de que você será incrível."
Thomas estava apenas parado lá sorrindo, então Quinn o envolveu em um abraço também.
"Você fique ao lado de Maggie, okay? Cuide dela. Você não tem ideia do quão boa ela será pra você."
"Claro!" Thomas proclamou, como se fosse a coisa mais óbvia no mundo.
A diretora veio enquanto Rachel e Quinn diziam tchau pra crianças e indicou que era hora de Rachel se apresentar. Quinn certificou-se que sua esposa não estivesse uma completa bagunça; ela olhou pra ela, silenciosamente perguntando se ela estava bem e Rachel concordou reconfortadora, dando a ela um sorriso choroso, antes de andar pro palco.
Quinn viu a audiência por um minuto. A maioria dela eram estudantes, andando ao redor com suas bengalas ou segurando as mãos dos seus parentes e amigos. Ela espiou alguns poucos seguranças, todos os quais pareciam estar vendo o grupo de gleeks ensopados parados ao lado do palco. Por uma boa razão, Quinn viu, enquanto Finn levava metade da audiência em uma rendição vibrante de "Don´t Stop Believing."
Rachel conversou por alguns minutos com todos sobre como ela era cega quando ela era mais jovem. Quinn andou e se sentou de pernas cruzadas na grama ao lado de Maggie e Tom, e ela foi acompanhada pelo resto dos antigos componentes do glee. Ela ouviu Rachel conversar sobre ser intimidada na escola, algo que ela estava orgulhosa de que as crianças em Lavelle não tinha que passar por isso. Rachel disse a eles sobre cantar e o clube glee e seus pais apoiadores. Então ela disse sobre a viagem que ela fez com seus melhores amigos; sobre como eles foram de minibus pra Key Largo e foram carregados de planos que acabaram terrivelmente mal, como pneus furados e panquecas cruas e cabelo imenso, e, ela tocou pra eles as memórias do seu velho gravador de som.
As crianças sentaram em atenção arrebatada, ouvindo a cada detalhe. Quem sabia que você podia ter tanta diversão por ser a única pessoa cega nas férias. Seria as férias do inferno, no papel, Quinn pensou. Deus, aquela maldita cama minúscula mudou a vida dela. Finalmente Rachel disse a elas sobre como aquela viagem trouxe-a mais perto do amor da vida dela.
"Ela era minha companheira então e ela é minha Companheira agora. Eu era cega quando nós começamos a sair, mas ela disse que meus olhos eram perfeitos e fez me sentir como se tudo fosse ficar bem... Então é isso que eu quero dizer a vocês hoje; você é perfeito do jeito que você é. E para aqueles familiares e amigos que podem ver, apenas estejam lá pra eles... e certifiquem-se de que eles não cairão pelas escadas, okay?"
Quinn deu uma risada chorosa. Ela olhou pra esquerda dela e acidentalmente bufou quando ela viu lágrimas correndo pelos rostos de Puck e Finn. Eles a ouviram e rapidamente enxugaram os olhos, gesticulando pras pequenas flores como se dissessem 'O que? Eu sou alérgico. Eu não estou urrando porque sua esposa é tão perfeita e incrível e doce e gentil. É por causa daquelas malditas flores.' Quinn apenas sorriu e encontrou o olhar de Rachel. Ela ouviu a algumas músicas que Rachel tinha escolhido para cantar e foi a primeira a se levantar e aplaudir quando elas acabaram.
"Antes de ir, eu gostaria de que vocês conhecessem minha esposa." Rachel disse pro microfone quando os aplausos morreram. "Ela é a razão eu estou aqui hoje e eu gostaria que vocês escutassem a voz dela, porque, dez anos atrás, foi minha principal razão pra acordar pela manhã."
Quinn estava surpresa; Rachel nunca tinha a levado pro palco antes.
"Quinn?" Rachel chamou. Quinn ficou parada sem ação e Santana recorreu à chutá-la nas costas.
"Que porra!"
"Mova-se, Fabray! Deus, isso é tão malditamente emotivo." Santana parecia estar prestes a perder o controle que ela tinha na sanidade dela enquanto dissolvia-se em lágrimas e Brittany a envolveu com os braços. Quinn finalmente andou em direção ao palco e deu um abraço em Rachel quando a alcançou.
"Amo você, Rach." Ela sussurrou, sua cabeça descansando em cima da cabeça da esposa.
"Eu amo você também." Rachel respondeu. Quinn sorriu suavemente, se soltando e tomando o microfone.
"Oi todo mundo." Ela disse incerta. Ela foi recebida com uma parede de aplausos e Rachel sorriu pra ela.
"Okay..." Quinn não tinha ideia de onde estava indo com isso. Que diabos ela devia dizer? Ela não estava preparada pra isso. Tudo que ela queria era sentar e ver sua esposa cantar. Deus estava tão quente aqui. Ela olhou nervosamente pra Rachel, que sorria encorajando-a.
"Okay. Eu acho que eu apenas quero dizer... Crianças que vão nessa escola... são verdadeiramente uma inspiração. Cada um de vocês é especial... Eu quero pedir a todos vocês pra não se desfazer de ninguém porque eles são diferentes. Conheçam-nos, você sabe, porque... eles provavelmente tem tanto a oferecer... Eu sei que eu o fiz e minha vida é infinitamente melhor por isso."
A audiência bateu palmas novamente e Quinn andou de volta pra Rachel. Ela viu seus melhores amigos tentando fingir como se eles não estivessem chorando e ela riu com sua esposa com Santana mimicando as palavras 'malditas vadias emotivas' no ombro de Brittany.
Quinn se inclinou e beijou Rachel. Ela tinha algo pra mostrar a ela, mas esperou até que elas estivessem fora do palco para fazê-lo.
"Rach."
Rachel parou de andar e se virou feliz. Ela ficou parada perto de Quinn e passou os dedos pelas presilhas do cinto da loira. "Quinn."
Quinn sorriu afetuosamente enquanto olhava aqueles olhos castanhos perfeitos.
"Eu tenho um presente pra você."
Rachel engasgou. "O que é!" ela removeu sua mão das presilhas do cinto e ao invés envolveu os braços ao redor da cintura de Quinn. Quinn esperou um momento, gostando da excitação de Rachel, antes de puxar um envelope da jaqueta dela. Rachel viu cada movimento com olhos arregalados.
"Aparentemente a avó de Kurt achou uma câmera localizada embaixo do colchão daquela maldita cama minúscula que nós dormimos, em Key Largo."
Rachel concordou excitada e Quinn riu.
"Quuuiiinnnnnnn, me mostre!"
Quinn puxou a foto e entregou a Rachel. Era delas duas deitadas no beliche, obviamente tirada por Quinn. Elas tinham os rostos pressionados juntos e pareciam que tinham corrido uma maldita maratona; obviamente era uma das noites onde elas não tinham ar condicionado e estava bem perto de alucinações causadas pelo calor e insanidade. O olhar de Rachel estava sem foco, mas não havia dúvida de que Quinn tinha estado encarado direto nos olhos da garota menor. Elas pareciam ridiculamente felizes.
"Foi algumas noites depois de eu pedir pra você ser minha namorada. Nossa primeira foto como casal." Quinn explicou. Rachel parecia estar tendo problemas pra respirar.
"Docinho, você está bem?" Uh-oh. Precisamos de ambulância? Inalador? Mangueira? Balões de água? Uma câmera para que nós possamos fazer exatamente a mesma coisa em dez anos no futuro?
Rachel concordou e retirou o olhar da foto. Quinn enxugou as lágrimas das bochechas da esposa e então a beijou docemente.
Eu amo você, Quinn. Você me salvou e eu amo você, mais do que você jamais saberá." Rachel disse suavemente.
Quinn sorriu e descansou a testa na de Rachel. "Eu acho que eu sei, Companheira, porque é exatamente o quanto eu amo você."
