Naruto não me pertence, nem a história!
Se alguém, duas semanas antes, afirmasse que estaria deixando para trás tudo o que lhe era familiar, para voar rumo a uma ilha longínqua, na com panhia de um desconhecido do qual estaria supostamente noiva, Hinata teria rido divertida. Jamais teria imaginado…
A experiência inusitada era prova do que um homem arrogante e determinado podia fazer, principalmente quan do exercia poder sobre uma pessoa indefesa como ela.
Em menos de quinze minutos, Sasuke a pegaria em casa para cumprirem a primeira etapa da viagem até a ilha Afrodite, que o avô dele comprara para a finada esposa e batizara em homenagem à deusa do amor.
— O casamento de meu avo foi arranjado, mas ambos estavam de acordo — comentara Sasuke.
Um encontro de amor… ao contrário do compromisso de fachada que assumiam. Hinata sentia-se desconfortável por participar daquela farsa, ainda que forçada. Mas a pior parte fora telefonar para a avó e mentir, dizendo que viajaria a negócios.
Sasuke sugerira que contasse sobre o noivado, mas Hinata recusara-se.
— Você pode não se importar em mentir para a sua família sobre nosso suposto relacionamento. Mas eu não enganaria minha avó num assunto tão… — Calara-se, in capaz de explicar que sua avó nunca aceitaria que ela se comprometesse sem que houvesse amor de verdade.
Após a divulgação do "noivado" na empresa, os colegas passaram a tratá-la com cautela e distância. Afinal, trata va-se da noiva do patrão e, portanto, não pertencia mais à "turma".
Hinata passara a semana sentindo-se isolada e amedron tada, mas era orgulhosa demais para partilhar o problema… um resquício, desconfiava, dos dias da infância, quando a história de seus pais, mais o fato de ter sido deixada com a avó fizeram-na sentir-se diferente das outras crianças.
Consultou o relógio de pulso. Faltavam menos de cinco minutos para Sasuke passar. A mala de roupas estava pronta, aguardando no vestíbulo. Perdera um bom tempo decidindo o que levar, optando por vestidos de verão que comprara três anos antes, quando viajara com Tenten para Portugal, e alguns conjuntos de trabalho.
Não via Sasuke desde aquele primeiro almoço juntos… não que se importasse! Ele tivera numa reunião atrás da outra, resolvendo problemas relacionados à precariedade dos hotéis ingleses antes da incorporação à Rede Demétrios.
— Ele visitou cada um dos nossos hotéis — comentou um funcionário, admirado. — Indagou sobre todos os as pectos do gerenciamento e… querem saber?
Na borda do grupo que ouvia a narrativa, Hinata imaginou que estavam para implantar o temido programa de demissão.
— Garantiu que todos os empregos estão garantidos, des de que alcancemos as metas que ele estabelecer. Conversou com toda a equipe, salientou que valorizava a aquisição da nossa rede e afirmou que se responsabilizaria perante o conselho de administração, se não conseguisse tornar a em presa lucrativa.
Em outras palavras, Sasuke Uchiha tinha um jeito es pecial de lidar com os empregados, que não apenas lhe ju ravam fidelidade como o louvavam!
Obviamente, não conheciam a faceta, do patrão com a qual ela era obrigada a conviver.
Já eram dez e meia e ele ainda não… Hinata deixou o queixo cair ao ver o automóvel luxuoso parar diante de casa. Pontualíssimo! Mas, claro, Sasuke não podia desperdiçar nem um segundo precioso de seu tempo, ainda mais com uma falsa noiva!
Quando ele chegou à porta, Hinata já o aguardava com a mala numa mão e a chave na outra.
— O que é isso? — indagou Sasuke, referindo-se à mala gasta.
— Minha bagagem — informou ela, digna e orgulhosa.
— Passe para mim — instruiu.
— Eu mesma posso levar.
— Tenho certeza de que pode. Mas…
— Mas o quê? — desafiou ela, zangada. — Os gregos não permitem que as mulheres carreguem sua própria ba gagem, que sejam minimamente independentes?
Hinata percebeu, pelo lábio contraído, que o patrão não apreciara sua réplica. Por algum motivo perverso, resolveu desafiar mais, apesar do medo ante os sinais de tormenta nos olhos cinzentos dele.
— Neste caso, deveria culpar meu pai britânico em vez de minha mãe grega — rebateu ele, gélido. — A escola particular inglesa que frequentei creditava num código de boas maneiras ultrapassado. — Estreitou o olhar, ameaça dor. — Mais um alerta: meu avô é antiquado nesses as suntos. Não vai entender sua insistência num comporta mento politicamente correto, portanto, enquanto estivermos na ilha…
— Terei de fazer o que me disser — concluiu Hinata, amargamente.
Se aquela era uma mostra de como seriam as próximas semanas, já não sabia se sobreviveria. Ao menos, já estariam demonstrando alguma hostilidade no relacionamento. Nin guém que os observasse juntos ficaria surpreso quando de cidissem desmanchar o noivado.
— Nosso vôo sai de Heathrow às nove, amanhã de manhã
— informou Sasuke, dirigindo o carro pela via secundária.
— Ou seja, teremos de deixar o apartamento cedo…
— O apartamento?
— Tenho um apartamento em Londres — esclareceu ele.
— Ficaremos lá esta noite. Hoje à tarde, iremos às compras.
— Compras? — Hinata ia protestar, mas Sasuke se impôs:
— Você vai precisar de um anel de noivado e…
Ele avaliou sua figura de maneira tão indecente que ela desejou se jogar do veículo em movimento. Oh, era grande a tentação de desistir de tudo, porém… não podia. Estava sendo chantageada.
— Você vai precisar de roupas.
— Se está falando de roupas de férias… estão na minha mala.
— Não, não estou falando de roupas de "férias". Sou um homem muito rico, Hinata. O departamento de fofoca deve estar divulgando pela empresa o valor dos meus bens móveis e imóveis. Meu avô é ainda mais rico, e minha mãe e irmãs estão acostumadas a comprar roupas dos ateliês mais fa mosos, embora não sejam vítimas da moda nem viciadas em compras. Naturalmente, minha noiva…
— Se acha que vou permitir que compre minhas roupas…
— Por que não? — questionou o patrão. — Afinal, estava disposta que eu comprasse o seu corpo. Eu ou qualquer outro homem que pudesse pagar.
— Não é verdade!
— Muito bem — elogiou Sasuke, como se ela repre sentasse. — Mas poupe os efeitos especiais para minha fa mília. Sei exatamente o que você é… lembra-se? Pense nas roupas como um requisito para o seu trabalho. — Sorriu irônico. — Mas eu dou a última palavra quanto a tudo o que desejar comprar. Quero que passe a minha família, na qualidade de noiva, uma imagem de elegância e bom gosto.
Hinata ofendeu-se.
— Está insinuando que, por conta própria, sou capaz de escolher roupas adequadas a uma… — Conteve-se, incapaz de verbalizar os pensamentos.
Para seu espanto, em vez de completar a sentença, Sasuke apenas esclareceu:
— Você obviamente não está acostumada a comprar rou pas caras e de forma alguma permitirei que se obrigue a algum tipo de economia desnecessária. Não quero que adquira peças típicas de jovem assalariada, como se não fosse noiva de um homem rico.
Pela primeira vez, Hinata ficou sem fala, cheia de raiva e vergonha. Não podia impedir Sasuke de levar adiante seu plano, mas anotaria todos os gastos para pagar a ele depois, nem que tivesse que liquidar sua pequena poupança!
— Estamos entendidos? — Sem aguardar resposta, o pa trão completou: — Eu lhe prometo, Hinata, farei tudo a meu modo… mesmo que isso implique vesti-la e despi-la eu mesmo. Não se engane: na ilha Afrodite, ninguém duvidará de que você é minha noiva.
Ao saírem da estrada vicinal para pegar a via mais mo vimentada, Hinata viu o perigo de discutirem com o veículo naquela velocidade. Encerrada a questão acerca das roupas que ela usaria, percebeu que negligenciara o item mais im portante… o constrangimento que seria passar uma noite sozinha com o patrão no apartamento dele.
O que havia a temer? Com certeza, nenhum avanço sexual da parte de Sasuke. Ele já deixara bem claro que abomi nava sua suposta falta de moral.
Orgulhosa demais, jamais admitiria estar apreensiva com a idéia de partilhar a intimidade de um apartamento com ele. Na ilha, seria diferente. Lá estariam a família dele, mais os empregados que cuidavam da vila enorme que ele descrevera.
Não, demonstraria descontração, sem tomar nenhuma atitude que a expusesse ao desdém daquele grego soberbo!
Kurenai batia o pé impaciente enquanto aguardava o motorista carregar a bagagem no porta-malas da limusine alugada.
Tão logo fora informada de que Sasuke estava compro metido e levaria a noiva para a ilha em visita oficial para conhecer a família, colocara-se em ação. Felizmente, noivado não era casamento, e ela com certeza garantiria que aquele noivado não virasse casamento.
Sabia por que Sasuke tomara essa atitude, claro. Afinal, ele era grego até os ossos… embora valorizasse também sua porção de sangue britânico… e, como todo grego, na verdade, como todo homem, tinha aquela necessidade inata de estar no controle.
Afirmar estar apaixonado por outra mulher era a maneira dele de exercer tal controle, ao rejeitar o casamento com a prima, que tanto satisfaria ao avô.
A limusine partiu para o endereço solicitado, um bloco de apartamentos sofisticado com vista para o rio. Não man tinha residência em Londres, adepta da agitação social de Nova York e das lojas de Paris.
Sasuke podia acreditar que se livrara dela anunciando um compromisso com essa noiva inglesa… que devia ser muito sem graça. Mas ainda não sofrera um ataque maciço da prima Kurenai. Nenhum homem lhe resistia quando par tia para a conquista!
Infelizmente, Sasuke conseguira impedi-la de participar daquela última aquisição de hotéis. O negócio não signifi cava nada para ela, mas teria sido uma isca excelente, já que ele investira bastante naquilo. Até agora, não entendia a atitude dele. De fato, havia muitas coisas que não entendia em Sasuke. E esse era um dos motivos que o tornava tão atraente, em sua opinião. Kurenai sempre desejava o que parecia fora de seu alcance.
Percebeu que desejava Sasuke quando ele tinha quinze anos e ela estava para se casar. Sorriu maliciosa e umedeceu os lábios. Na flor da adolescência, Sasuke já era alto e moldava os músculos juvenis, atiçando seu desejo. Tentou seduzi-lo, mas ele resistiu, e ela, um mês depois, se casava.
Aos vinte e dois anos, já não uma jovem casadoura para os padrões gregos e tivera de se empenhar na conquista daquele marido. Dez anos mais velho do que ela e imensa mente rico, ele brincara de gato e rato por mais de um ano, até capitular. Naturalmente, ela não desistiria do casamento pelo qual tanto trabalhara pela paixão que sentia por Sasuke, então um garoto.
Anos depois, o destino entrou em ação. Viu-se viúva. Uma viúva muito rica… e faminta de sexo. Sasuke já era homem-feito… e que homem!
A única coisa que os mantinha separados era o orgulho de Sasuke. Tinha de ser. Que outro motivo ele teria para resistir ao assédio de uma beldade como ela?
A limusine estacionou no endereço solicitado. Kurenai mi rou-se nos espelhos instalados na cabine luxuosa. A plástica discreta que fizera no ano anterior valera cada centavo. Passava facilmente por uma mulher de trinta e poucos anos. Seus cabelos eram tratados por um dos cabeleireiros mais famosos do mundo, sua pele brilhava viçosa sob ação de cremes caríssimos, a maquiagem impecável salientando seus olhos castanhos avermelhados. As unhas das mãos e dos pés brilhavam com esmalte vermelho.
Sorriu satisfeita. Não, não havia como a noivinha me lancólica de Sasuke… uma escriturária, alguém por quem ele supostamente se apaixonara durante as negociações para a compra da pequena rede inglesa de hotéis… competir com ela. Endureceu o olhar. Essa moça, fosse quem fosse, logo compreenderia o erro que cometera ao se apossar do homem que Kurenai queria. Um erro muito grande!
Deslizou para fora da limusine exalando o perfume almiscarado que mandava fazer especialmente para ela em Paris, uma nuvem pesada de sexualidade.
As filhas adolescentes detestavam aquela fragrância e lhe imploravam que trocasse por outra, mas não as aten deria. Tratava-se de sua assinatura, de sua essência como mulher. A noiva inglesa de Sasuke com certeza se tratava com algo idiota e insípido como água de lavanda!
— Vou deixar o carro aqui — comentou Sasuke, ao con duzir o veículo pela rampa do prédio-estacionamento no cen tro de Londres.
Hinata arregalou os olhos ao ver a tarifa numa placa. Jamais sonharia em pagar tanto para estacionar um carro, mas os ricos, como se dizia, eram diferentes.
Diferença que ela começara a perceber durante a tarde, na turnê de compras por lojas que ela jamais imaginara existir. Em cada estabelecimento, Sasuke conquistava aten ção especial das atendentes com sua aura de poder. Aura que ela desprezava, ao apreciar as seqüências de roupas finíssimas que as vendedoras apresentavam a ele, não a ela, reconhecia. Por conta disso, sua frustração e mágoa só fizeram aumentar a cada loja que visitavam.
— Não sou boneca nem criança! — explodira ela, ao se recusar a experimentar um conjunto creme que uma atendente afirmava que ficaria perfeito nela.
— Mas está se comportando como uma — respondera Sasuke, sombrio. — Aquele conjunto era…
— Aquele conjunto custava mais de dois mil dólares! — observou Hinata. — De jeito nenhum eu pagaria tanto por uma roupa… nem mesmo para meu vestido de noiva!
Quando Sasuke riu, encarou-o furiosa.
— Qual é a graça?
— Você! Minha querida Hinata, que tipo de vestido de noiva acha que conseguiria com dois mil dólares?
Ela deixou caírem os ombros.
— Não sei — admitiu. — Mas sei que nunca me sentiria confortável usando roupas que custam o equivalente a ali mentar uma pequena cidade, e um vestido de noiva caro não é garantia de um bom casamento.
— Oh, poupe-me do discurso correto — pediu Sasuke. — Já pensou em quantas pessoas ficariam sem emprego se todo mundo passasse a usar roupas improvisadas e trapos?
— Mas não é justo!
Afinal, Hinata era mulher o bastante para gostar de rou pas boas e querer se apresentar bem. Concluiu que o con junto creme lhe cairia bem, porém determinou-se a pagar cada centavo gasto nele.
— Não sei por que insiste em fazer isso — rebelou-se, inconformada. — Não preciso de roupas, já lhe disse isso. E com certeza não há necessidade de você esbanjar dinheiro para me impressionar.
— Nem a você, nem a ninguém — confirmou Sasuke, a expressão ameaçadora. — Sou um homem de negócios, Hinata. Esbanjar dinheiro por nada não é algo que eu faria, muito menos na tentativa de impressionar uma mulher que poderia facilmente ser comprada por menos da metade do preço daquele traje. Não, senhora! — advertiu, quando ela ameaçou lhe dar um bofetão.
Hinata franziu o cenho de dor ao sentir a circulação de sangue interrompida na altura do pulso, mas agüentou firme, sempre orgulhosa. Somente quando ela cambaleou e empali deceu, Sasuke percebeu que a segurava com força demais e a soltou, massageando o local enquanto praguejava.
— Por que não disse que eu estava machucando? — pro testou. — Você tem ossos frágeis como os de um passarinho.
Hinata não fraquejou nem pediu compaixão.
— Não quis estragar o seu divertimento — disparou. — Era óbvio que estava gostando de me machucar.
Sasuke a soltou com um empurrão.
— Está indo longe demais. Você se comporta como crian ça. Primeiro, prostituta, agora, criança. Quero que desem penhe apenas um papel daqui para a frente, Hinata, e é aquele com o qual concordamos. Vou alertar só uma vez: se fizer ou disser qualquer coisa que desperte em minha família a desconfiança que não estamos noivos de verdade, cuidarei para que se arrependa. Entendeu?
Hinata baixou o olhar.
— Entendi.
— E não será apenas na Rede Demétrios que não en contrará mais emprego. Se me passar para trás, Hinata, cuidarei para que nunca mais se empregue em nenhum lugar. Uma contadora que não merece confiança e que foi demitida por suspeita de roubo não é uma profissional que as pessoas desejem contratar.
— Não pode fazer isso! — sussurrou Hinata, pálida, mas sabia que ele podia.
Odiou-o naquele momento… de verdade. Quando entra ram em outra loja e a vendedora derramou sobre Sasuke um olhar de interesse sexual, pensou consigo mesma se suportaria um assédio tão descarado sobre um homem que fosse seu noivo de verdade!
Anoitecia quando Sasuke finalmente concluiu que Hinata tinha um guarda-roupa adequado como sua noiva.
Na última loja, pediu a ajuda da estilista particular de plantão, que, com eficiência, escolheu trajes que Hinata até então só vira em revistas caras.
Amuada, rejeitara todas as sugestões, só para ouvir Sasuke contradizer. Concordaram apenas uma vez, quanto a um biquíni que combinaria perfeitamente com sua tez e o cenário da ilha grega ao qual se destinavam. Arregalando os olhos diante dos triângulos diminutos que supostamente lhe cobririam as vergonhas… quase desmaiou ao ver o preço de quatro dígitos do conjunto na etiqueta.
— Eu não posso nadar com isto!
— Nadar? — A estilista parecia atônita. — Céus, não, claro que não. Esta peça não é para nadar. Veja o lenço que acompanha. Não é Divino? — Mostrou um lenço de seda finíssima com brocados.
Hinata temeu desfalecer de incredulidade, mas, para seu alívio, Sasuke também rejeitou a oferta.
— Não é o tipo de traje que eu gostaria que minha noiva usasse — explicou ele, severo. — Hinata tem um corpo per feito e não precisa recorrer a trajes mínimos para chamar a atenção, como se fosse uma garota de programa…
A vendedora diplomaticamente não insistiu, preferindo apresentar maios.
Hinata escolheu o mais barato e, com relutância, permitiu que Sasuke incluísse um lenço.
Enquanto Sasuke pagava a conta e instruía para que tudo fosse entregue em seu apartamento, Hinata saboreou o café, cortesia da casa.
Sentia-se zonza, provavelmente por não ter almoçado di reito. Com certeza, não podia ser porque ela e Sasuke es tavam a caminho do apartamento dele, onde ficariam sozi nhos e…
— Há um restaurante excelente perto do prédio — in formou Sasuke, quando já estavam no carro, a caminho do apartamento. — Vou encomendar por telefone…
— Não — protestou Hinata. — Prefiro jantar fora. Sasuke franziu o cenho.
— Não acho uma boa idéia — contrariou. — Uma mulher sozinha, principalmente uma mulher como você, pode cha mar a atenção, e, além disso, você parece cansada. Terei de sair e não sei a que horas estarei de volta.
Sasuke ia sair. Hinata sentiu a ansiedade diminuir. Sen tia os pés doloridos de tanto andar, enquanto a cabeça doía após o esforço de somar todos os gastos daquela tarde.
Gastara muito mais do que planejara. Tanto que, só de pensar, já se sentia mal. Tristemente, reconheceu que so braria bem pouco de sua poupança quando reembolsasse Sasuke.
Cansada, acompanhou Sasuke pelo estacionamento sub terrâneo do prédio de apartamentos com vista para o mar. Era preciso uma chave especial para usar o elevador, que subiu com tanto conforto que Hinata mal percebeu quando estacou.
— Por aqui — instruiu Sasuke, atravessando o luxuoso hall comum a quatro apartamentos até uma das portas lu xuosas. Destrancando-a, estendeu o braço para que ela aden trasse primeiro no ambiente para lá de refinado.
