Naruto não me pertence, nem a história!
Hinata ousou olhar para Sasuke e reteve um suspiro de prazer ao contemplar pela janela do jatinho o maravilhoso mar Egeu azul-esverdeado.
Sério, parecendo preocupado ao se encontrarem no aero porto, ele nem lhe perguntara se gostara do passeio. Agora, cada vez mais próxima da casa e da família dele, ela sentia a tensão aumentando. Era irônico estar ali e não poder apreciar a viagem que sempre sonhara em fazer um dia.
Mais por educação do que por preocupação, ou assim acre ditava, Hinata indagou com tato:
— Algo errado? Você não parece muito contente… Sasuke imediatamente suavizou a expressão e se voltou
para ela.
— Praticando o papel de noiva devotada? — replicou, cínico. — Se está querendo um bônus, não se incomode.
Hinata sentiu o sangue ferver.
— Ao contrário de você, não avalio tudo o que faço com base no benefício que posso obter — assegurou, furiosa. — Apenas imaginei que tivesse se aborrecido na tal reunião.
— Você? Preocupada comigo? Só há um motivo para estar aqui comigo, Hinata, e nós dois sabemos qual.
O que ele esperava? Hinata engoliu a resposta zangada que gostaria de dar. Só estava ali porque ele a chantageara! Pensava o pior dela, julgara-a sem lhe dar chance de defesa, ou de explicar seu comportamento, como se tivesse moral para tanto! Como pudera solidarizar-se com ele? Ele e Kurenai se mereciam.
Mas, mesmo zangada e contrariada, Hinata sabia que não era bem assim. Sentira a frieza de Kurenai, a total falta de consideração a qualquer emoção. Sasuke podia ter feito e dito muitas coisas com que não concordava, mas havia um lado passional nele… um lado muito passional, reco nheceu… e estremeceu ao recordar o beijo arrebatador que ele aplicara… Embora fosse apenas encenação, para Kurenai ver, ele a fizera se sentir… ligada a ele, num nível muito profundo e pessoal. Tanto que, mesmo naquele instante, se fechasse os olhos e recordasse, quase sentia a pressão dos lábios duros contra os seus.
— Se quer saber, a reunião não foi grande coisa. Hinata arregalou os olhos, surpresa, ao ouvir a voz de Sasuke em tom normal de conversa.
— Para começar, meu avô não estava lá. Parece que tinha algo mais importante a fazer. Más nem se incomodou em explicar o que seria, ou deixar recado. Fiquei esperando por mais de meia hora. Só que mandou me informarem de que não estava satisfeito comigo no momento! Pode?
Hinata ficou desolada.
— Por minha causa?
— Meu avô sabe que não há como me forçar a um ca samento com uma mulher que eu não ame… o casamento dele foi arranjado, como o de meus pais, ainda que minha mãe tivesse de ameaçar fugir antes de conseguir a aprova ção. Quando meu pai morreu, meu avô admitiu o quanto o admirava. Era um sobrevivente e se manteve independente de meu avô.
— Deve sentir falta dele — comentou Hinata, sensível.
— Eu tinha quinze anos quando ele morreu, faz muito tempo. E, ao contrário de você, pelo menos tive o conforto de saber o quanto ele me amava.
Hinata considerou o comentário rude e ficou tensa, de fensiva, mas então Sasuke lhe tomou as mãos, e entendeu que o interpretara mal.
— O amor que minha avó me deu substituiu com van tagem o amor que não tive de meus pais — esclareceu. E falava a sério.
Ele ainda segurava suas mãos… e aquela sensação en graçada, provocante de antes retornou. Fitou a mão mas culina. Os dedos eram longos, bronzeados, as unhas estavam aparadas mas sem tratamento de manicure. Era mão de homem… grande o bastante para segurar ambas as suas sem esforço. Em contato com mãos másculas assim, uma mulher tinha certeza de estar diante de um homem capaz de cuidar dela e dos filhos. Sasuke sempre garantiria que sua mulher e seus filhos ficassem sãos e salvos.
Mas em que estava pensando? Hinata mexeu-se inquieta no assento e desvencilhou as mãos da dele.
— Tem certeza de que é uma boa idéia? — questionou, levemente sem fôlego, enquanto tentava se concentrar na realidade do motivo de estar naquele jatinho. — Quero dizer, se seu avô já não aprova o nosso noivado…
Sasuke levou tanto tempo para responder que Hinata começou a achar que ele se irritara com a pergunta. Quando ele se manifestou, percebeu que a raiva que obscurecia seu olhar não se dirigia a ela, mas à prima Kurenai.
— Infelizmente, Kurenai proclama uma proximidade de sangue que meu avô acha interessante. O irmão mais velho dele, avô de Kurenai, morreu há alguns anos e, embora nunca vá passar o controle do império financeiro a ninguém, ela o bajula e encoraja a ponto de confundi-lo. Minha mãe diz que a verdade virá à tona e que meu avô vai perceber as maquinações de Kurenai.
— Mas ela já viu que você não quer se casar com ela — observou Hinata, sentindo-se desconfortável. Era tão dis tante de seu próprio comportamento tentar forçar alguém a um relacionamento que era até difícil entender as moti vações de Kurenai.
— É, mas Kurenai nunca se negou nada que quisesse, e no momento…
— Ela quer você.
— Isso mesmo. Mas, por mais que queira dizer a ela que nossos sentimentos não são recíprocos, tenho de pensar no meu avô.
Interromperam a conversa quando o avião começou a re duzir a altitude. Hinata empalideceu ao identificar a ilha de destino pela janela.
— Ele não pode estar querendo pousar naquele pedacinho de terra — sussurrou, apavorada.
— Pode e vai. É muito mais seguro do que parece — assegurou Sasuke. — Veja ali. — Referia-se à pista de pouso e à trilha que dava na vila da família, ampla e mag nífica, cercada de uma paisagem luxuriante.
— Tudo é tão verde — constatou Hinata, reanimada. Ad mirou-se com a forma oval quase perfeita da pequena ilha, o verde rico dos jardins e folhagens contrastando perfeita mente com a areia branca das praias e o maravilhoso azul-turquesa do mar Egeu.
— A ilha tem uma fonte de água doce abundante — explicou Sasuke. — É uma ilha pequena demais para ter plantações ou gado, por isso era deserta… como vê, fica meio distante das outras ilhas, é a mais afastada dentro do mar Egeu.
— Parece perfeita — elogiou Hinata. — Como uma pérola no mar.
Sasuke riu, mas havia uma emoção no olhar que fez Hinata enrubescer um pouco quando ele revelou a graça:
— Era como minha avó a descrevia.
Hinata prendeu a respiração quando o avião tocou na pista, só então percebendo que Sasuke a distraíra bem no instante da aterrissagem. Ele podia ser tão agradável quan do queria, tão charmoso e amistoso… E ele teria uma opinião tão diferente a seu respeito, se tivessem se conhecido em outras circunstâncias. Prática, reorganizou os pensamentos, alertando-se de que sua situação já era instável o bastante sem que a piorasse fantasiando e sonhando.
Novamente gélido, Sasuke não dava mostras de seu di lema ao escoltar Hinata para fora do jatinho. Havia uma forte contradição entre a imagem que tinha de Hinata na quele momento e a impressão que tivera dela naquele pri meiro encontro, no bar de executivos. Para sua paz de consciência e segurança, seria melhor que ela confirmasse ser a mulher sem moral que se apresentara de início. A vul nerabilidade que ela lutava tanto para esconder o emocio nava de uma forma que uma mulher fria como Kurenai ja mais conseguiria. Hinata possuía um calor, uma humani dade, uma feminilidade que provocavam sua masculinidade da forma mais perigosa.
Sombrio, Sasuke tentou esquecer como se sentira ao beijá-la. Agira por puro instinto ao perceber que Kurenai estava no apartamento… aquele perfume asfixiante era fa cilmente identificável. Não fazia a mínima idéia de como a prima conseguira a chave da porta, mas desconfiava de que ela bajulara seu avô. Mas o beijo que dera em Hinata para provar a Kurenai que o relacionamento era sério revelara algo… algo que ainda se esforçava para negar.
Não queria desejar Hinata. Não queria! E com certeza não queria sentir aquela vontade de protegê-la e tranqüilizá-la.
Fazia calor em Atenas, um calor quase asfixiante, mas ali, na ilha, o ar e o aroma balsâmico refrescavam demais, percebeu Hinata, aliviada. Sombreou os olhos ao pisar na pista asfaltada e avistar o trio que os aguardava.
— Tome, querida, você esqueceu os óculos. — Sasuke postou-se em sua frente e posicionou a armação para en caixar em seu rosto. — Nosso sol é forte demais para esses seus olhos de Hyuuga.
Hinata notou que os óculos eram de grife, com certeza muito mais caros do que quaisquer óculos que já tivera. Suspirou satisfeita ao constatar que se ajustavam perfeitamente.
— Eu me lembrei de que não havíamos comprado nenhum em Londres e sabia que você precisar deles — comentou Sasuke, abraçando-lhe os ombros.
A quem olhasse, eles deviam parecer muito íntimos, reconheceu Hinata, o que sem dúvida explicava o motivo de Sasuke ter optado por entregar-lhe os óculos daquele jeito.
Bem, dois podiam fazer esse jogo. Sem parar para pensar nas implicações ou questionar por que o fazia, Hinata o enlaçou pelo pescoço e aproximou o rosto do dele.
— Obrigada, querido. Você é tão atencioso…
Ao ver que o surpreendera, Hinata encheu-se de prazer. Então, viu no olhar dele algo muito masculino e perigoso, que a fez se desvencilhar rapidamente e recuar. Não que Sasuke permitisse um afastamento grande. Ele lhe agarrou a mão, e seguiram de encontro ao pequeno grupo.
— Mama, esta é Hinata… — anunciou ele, apresentando-a a mais velha das duas mulheres.
Hinata sabia que, se ela e Sasuke estivessem mesmo apaixonados e noivos, seu coração estaria descompassado na expectativa de estabelecer logo alguma afinidade com a futura sogra. Fisicamente, ela se parecia com Kurenai, em bora, claro, mais velha. Mas a semelhança acabou quando Hinata a fitou nos olhos e viu a ternura que tão marcada-mente faltava na prima malévola.
A mãe de Sasuke deixava entrever também gentileza e doçura, quase ao ponto da timidez, e Hinata teve a impressão de que aquela mulher, tendo amado apenas um homem, jamais deixaria de lamentar sua perda.
— Prazer em conhecê-la, Sra. Uchiha — declarou Hinata, mas a mãe de Sasuke meneou a cabeça.
— Você vai ser minha nora, Hinata, deve me tratar com menos formalidade. Meu nome é Mikoto, ou se quiser, pode me chamar de Mama, como Sasuke e minha filha. — En quanto falava, já a segurava pelos ombros. — Ela é linda, Sasuke — declarou ao filho, com emoção.
— Também acho, Mama — concordou ele, com um sorriso.
— Quero dizer… por dentro e por fora — esclareceu a mãe, gentil.
— Também acho — retrucou Sasuke, igualmente emo cionado.
Céus, mas ele era um ator extraordinário, reconheceu Hinata, abalada. Se não soubesse como ele se sentia de verdade, aquele olhar de adoração e ternura que lhe lançou teria… poderia… Um homem como ele devia saber que não era prudente lançar um olhar daqueles a uma mulher vul nerável, concluiu, indignada, esquecida de que Sasuke a considerava tudo, menos vulnerável.
— E esta é Sakura, minha irmã. — Ele a colocou frente a frente à mulher mais jovem. Embora fosse branca como a mãe, ela exibia olhos esmeraldas e um sorriso acolhedor, que fez Hinata simpatizar com ela instantaneamente.
— Gente, está muito quente aqui! — exclamou Sakura.
— A pobre Hinata deve estar derretendo.
— Deviam ter nos esperado na vila — opinou Sasuke.
— Bastaria terem mandado o motorista com a caminhonete.
— Não, não bastaria — contrariou a irmã. A mãe olhou para a filha.
— Bem, ele tem de saber…
— Tenho de saber o quê?
— Kurenai está aqui — revelou a mãe, infeliz. — Ela chegou mais cedo e…
— E o quê?
— Ela disse que seu avô a convidou — contou a mãe.
— Sabe o que isso significa, não sabe, Sasuke? — Sakura parecia zangada. — Significa que ela bajulou vovô até ele dizer que ela podia vir. E não é tudo…
— Sakura… — alertou a mãe, descontente. Mas a filha foi até o fim:
— Ela trouxe aquele esquisitão do Orochimaru. Disse que está no meio de uma negociação importante e precisa do contador. Se é tão importante, por que veio para cá? Oh, criatura detestável! Hoje cedo, ficou dizendo que vovô anda preocupado com os negócios e até lhe pediu conselhos, por que teme que você…
— Sakura! — protestou a mãe novamente. A filha continuou desabafando:
— Não entendo como vovô pode se deixar influenciar tanto por ela. É óbvio o que ela está fazendo… está querendo se vingar de você, Sasuke, porque você não vai se casar com ela.
— Desculpe-nos — pediu Mikoto Uchiha a Hinata. — Não deve ser agradável. Você ainda não conhece Kurenai, eu sei…
— Já conhece — informou Sasuke, contando como haviam se encontrado. — De um modo ou de outro, ela con seguiu a chave do apartamento de Londres.
— Ela é horrível — comentou Sakura com Hinata. — Eu a chamo de viúva negra.
— Sakura! — censurou Sasuke.
— Mama não lhe contou tudo ainda — rebateu a irmã, desafiando a mãe antes de revelar o resto. — Kurenai insistiu em ficar com o quarto que Mama tinha preparado para Hinata. E o que fica perto da sua suíte…
— Tentei impedi-la, Sasuke — contemporizou Mikoto. — Mas você sabe como ela é…
— Ela disse que Hinata podia ficar com o quarto no fim do corredor. Você sabe, aquele que usamos como de pósito quando ninguém está na ilha. Nem tem uma cama adequada…
— Você terá de conversar com Kurenai, Sasuke, fazê-la entender que ela não pode… ficar na suíte que arrumamos para Hinata.
— Não se preocupem — tranquilizou Sasuke, abraçando Hinata aos ombros com força exagerada, apertando seu rosto contra o amplo peito musculoso. — Hinata vai ficar na minha suíte… e na minha cama…
Hinata percebeu que as duas ficaram chocadas, e enten deu por que Sasuke a segurava com tanta força. Era o jeito que arranjara de sufocar seu protesto ante a decisão atrevida dele.
De fato, ela não estava preparada para aquilo. Nunca estaria preparada para aquilo. Mas as tentativas de comu nicar o fato a Sasuke só aumentavam o contato íntimo entre eles.
Quanto tentou chamar a atenção, piorou a situação, por que ele inclinou a cabeça, ansioso em ouvir o que ela queria dizer… e ela acabou roçando os lábios no maxilar duro dele.
A fraqueza que sentiu devia ser resultado da combinação de calor e choque, ponderou Hinata, zonza. Com certeza, não podia ser o gosto da pele de Sasuke em seus lábios, nem o brilho perigoso que nos olhos cinza. Foi quando ele deslocou a mão da cintura dela para o seio, o qual apertou!
— Hinata vai ficar na sua suíte?! — exclamou Sakura, indignada.
— Estamos noivos… e vamos nos casar em breve… — justificou Sasuke, calmamente, e acrescentou de forma mais possessiva: — Hinata é minha e gostaria que todos soubes sem disso.
— Principalmente Orochimaru — adivinhou Sakura. — Não sei como Kurenai o suporta! Ele é como uma serpente, Hinata. Frio e asqueroso, com olhos estreitos e mãos grudentas…
— Kurenai o suporta por causa de sua contabilidade "cria tiva" — esclareceu Sasuke.
— Quer dizer desonesta — traduziu Sakura. Sasuke ajudou as três a se acomodarem na caminhonete que os aguardava.
Enquanto se instalavam, o motorista cuidou da bagagem. Sasuke conversou um pouco com o empregado, indagando sobre a família. O homem comentou com orgulho que o filho já estava na universidade.
— Vovô não ficou nada satisfeito quando Sasuke usou parte do dinheiro que papai lhe deixou para pagar os estudos dos empregados domésticos — contou Sakura a Hinata.
— Filha, não está sendo justa com seu avô — ralhou Mikoto.
Ainda abalada com a decisão de Sasuke de hospedá-la em sua própria suíte, Hinata recusou-se a admirar o lado filantropo dele.
Ai, iriam mesmo partilhar o mesmo quarto? Ele não podia estar falando a sério… podia? Pessoalmente, ela não se im portaria em se ajeitar num quarto sem cama usado como depósito, desde que ficasse sozinha.
— Tivemos um longo dia e imagino que Hinata queira descansar um pouco antes do jantar — comentou Sasuke, quando a caminhonete estacionou em um pátio com uma fonte central que saturava o ar com minúsculas gotas de água.
— Cuidarei para que ninguém a perturbe — respondeu a mãe, assim que saltaram do veículo. — Mas talvez Hinata queira fazer uma refeição leve…
Antes que Hinata respondesse, Sasuke adiantou-se:
— Eu cuido disso. — Segurando-a pelo braço, sussurrou em seu ouvido em tom ameaçador: — Por aqui, Hinata.
Alguém além de mim tem problemas na hora de postar? Não sei se é porque faço através do celular, mas sempre diz que o site não está respondendo, sairiam bem mais rápido se não fosse isso!
Gostaria de saber, tenho um outro livro que amo, mas a mocinha não se encaixa na minha linda Hina, não gosto muito da Sakura (Apesar de nessa, eu ter colocado ela como uma personagem legal), por isso não conseguiria colocar ela como protagonista, então assim:
Vocês gostariam de uma nova história adaptada, porem sendo Ino a protagonista? Se sim, qual melhor par?
Sasuke
Neji
Gaara
Shino
Itachi (Tenho uma louca vontade de ver um ItaIno, mas acho que nunca postaram nada deles)
