Naruto não me pertence, nem a história!
— Não posso dormir neste quarto com você! — ela exclamou. Trêmula, Hinata acompanhara Sasuke por um labirinto de corredores, controlando o nervosismo até se verem na suíte enorme e luxuosa com a porta bem fechada.
Sem condições de apreciar a elegância do ambiente, vol tou-se para enfrentar:
— De jeito nenhum isso fazia parte do acordo!
— O acordo era que você agisse como minha noiva, e isso inclui fazer qualquer coisa para assegurar a veracidade da situação — replicou Sasuke, zangado.
— Não vou dormir aqui com você! — repetiu Hinata, determinada. — Eu não… eu nunca… — Mal conseguia olhar para a cama enorme sem sentir pânico. Passara por tantas situações até chegar ali! Estava com calor, cansada e com muito, muito medo. Sentia-se à beira de um colapso nervoso.
Sasuke fingia não ouvir.
— Eu vou tomar um banho, e, se quer o meu conselho, faça o mesmo. Então, quando estivermos mais refrescados e mais calmos, poderemos resolver esta questão de cabeça fria.
Um banho! Com Sasuke! Hinata fitou-o chocada. Ele achava mesmo que ela iria… que ela podia…
— Pode usar o banheiro primeiro — ofereceu ele. Hinata expirou sonoramente, aliviada. Então, ele não pre tendera… Voltou a sentir raiva.
— Não quero usar seu banheiro! Quero ir para casa. Para minha própria casa, usar meu banheiro e meu quarto.
Quero me libertar desta… desta farsa estúpida… Quero… — Deteve-se, procurando aplacar as emoções, mas não con seguia. — Como pôde deixar sua mãe e sua irmã acreditarem que você e eu… que nós… — Meneou a cabeça, incapaz de verbalizar a noção.
Sasuke não tinha tais escrúpulos.
— Que somos amantes? — sugeriu, impertinente. — O que mais elas deveriam pensar? Sou homem, Hinata, e nós supostamente estamos noivos. Em sendo verdade, poderia cogitar que eu não…
— Testaria o material antes de comprá-lo? — disparou Hinata, revoltada. — Oh, claro, um homem como você seria capaz disso… para ter certeza…
Calou-se ao identificar a fúria nos olhos negros.
— Esse tipo de comentário é típico de uma mulher como você — observou Sasuke. — Reduzir tudo em termos de dinheiro. Pois saiba que…
— Foi você que disse…
— O que eu disse, ou melhor, o que tentava dizer antes que me interrompesse… foi que, se estivesse verdadeira mente apaixonado por você, não teria como negar a mim… ou a você… o prazer de demonstrar amor da forma mais íntima possível. Não admitiria que se afastasse de mim, com certeza, não por uma noite inteira.
Hinata estremeceu quando o significado daquelas pala vras ativou sensações em seu corpo que nem imaginava existirem. Sensações de desejo que lhe davam vontade de chorar sem entender por quê. O pânico lhe obscurecia o bom senso. Sentiu o coração pulsando freneticamente de ansiedade.
Queria dizer a Sasuke que mudara de idéia, que queria ir para casa, que não estava preparada para permanecer naquela ilha nem mais um minuto, não importava o quanto ele a chantageasse. Mas a causa do pânico não era ele. Não. Era ela mesma e como se sentia, as idéias que come çava a ter. Não podia nutrir tais expectativas em relação a ele. Não podia se sentir atraída por ele. Sasuke não era seu tipo de homem. Abominava a maneira como ele a tratava, a interpretação errada que tinha de sua pessoa. Por outro lado, havia o choque de perceber que desejava o que ele descrevera como um relacionamento verdadeiro.
— Eu não posso…
Interrompeu o protesto quando Sasuke ergueu a mão, indicando que alguém batera na porta.
Sentindo a boca seca, Hinata aguardou que ele abrisse a porta e mandasse o empregado carregar a bagagem para den tro. Não se tratava do motorista, mas um outro, com quem Sasuke conversou em grego. O homem olhou para Hinata sorridente e ganhou um aperto no ombro na despedida.
— O que foi aquilo? — questionou Hinata, quando ficaram sozinhos novamente.
— Stavros disse que já estava na hora de eu arranjar uma esposa… e que não devo perder tempo e providenciar logo um filho — informou Sasuke, insinuante.
Hinata sentiu-se enrubescer até a raiz dos cabelos. Olhou para todo lado, menos para a cama enorme.
Apesar do ar-condicionado, permanecia sufocada, incapaz de respirar… como se fugisse desesperada de uma perse guição, uma caçada.
— Vou tomar banho — avisou Sasuke, abrindo a porta do banheiro.
Assim que ele se trancou lá, Hinata olhou para a porta que dava no corredor, pensando em exigir que a levassem imediatamente de volta a Atenas. Mas, se fizesse isso, per deria o emprego no hotel… Sasuke garantiria isso!
Tentou se concentrar em outra coisa que a fizesse esque cer a situação estarrecedora em que se encontrava. Odiava o que Sasuke lhe impunha, o que fazia com ela…
Aproximou-se da janela e apreciou a vista além dos por tões do pátio enorme. Bem junto à suíte, havia um espaço reservado amplo, com piscina e banheira de hidromassagem.
O perfeito jardim dava a sensação de aplacar o sol in clemente. Espreguiçadeiras confortáveis com guarda-sóis de lona proporcionavam relaxamento para se aproveitar o calor do sol. A cena parecia saída de catálogos de hotéis exclu sivistas, que Hinata já comprovara estarem fora de seu alcance. Mas, naquele momento, o único lugar em que queria estar era em sua própria casa.
Sasuke não podia acreditar que dividiriam o quarto, muito menos a cama, sem serem casados.
— O banheiro está livre.
Hinata ficou tensa. Perdida em pensamentos, não perce bera a volta de Sasuke ao quarto. Inebriou-se com o cheiro de sabonete refrescante.
— Vou buscar algo leve para você comer. Vai demorar até a hora do jantar e, se quer o meu conselho, devia tentar descansar um pouco. Aqui na Grécia, janta-se tarde e a hora do recolher é ainda mais tardia.
— Mas pensei que ficaríamos em quartos separados — protestou Hinata, incapaz de controlar o pânico por mais tem po. — Eu nunca teria concordado em vir se achasse que… Não! Não se atreva a me tocar — advertiu, quando ele avançou um passo. Não resistiria se ele a tocasse, se ele…
Nervosa, seguiu para porta, disposta a sair ao corredor, mas Sasuke a ultrapassou, bloqueando o acesso, e segu rou-a pelos braços com força.
— Aonde pensa que vai? Do que finge ter medo? Disto? Uma mulher como você!
Hinata prendeu a respiração e estremeceu quando ele inclinou o rosto para um beijo. Ele usava um robe, que acabou se abrindo aos esforços dela para se libertar. Foi quando sentiu a pele nua dele sob as mãos. Uma pele quente, úmida… firme, o tórax coberto de pêlos escuros. Chocada com o contato íntimo inesperado com a pele nua, tentou empurrá-lo, sem sucesso.
Ele a beijava com paixão furiosa, deixando-a fraca, o san gue pulsando nas têmporas, e ela reconheceu que era in capaz de lidar com aquela experiência totalmente nova, afo gada na sensualidade masculina.
— Pare de agir como uma noviça, como uma Inocente! — Com a língua, Sasuke a forçou a entreabrir os lábios e a empurrou de costas contra a porta, encaixando-a entre suas coxas poderosas. Com a mão livre, varreu-lhe o corpo, tateando a cintura e o seio.
Hinata ficou tensa de choque ao sentir o seio manuseado. Ao massagear o mamilo com o polegar, Sasuke gerava um prazer indescritível.
Por trás do fogo, sentia-se nele a raiva. Hinata percebeu que tinha curiosidade, que sentia excitação… um desejo pe rigoso de conspirar com ele, de permitir que seu corpo trai dor experimentasse mais intimidade.
Sem perceber, entreabriu os lábios, permitindo, hesitante, que Sasuke provasse a doçura da boca. Timidamente, re tribuiu o beijo, suas línguas se acariciando.
— Sasuke? Você está aí? Sou eu, Kurenai… Preciso falar com você.
Hinata ficou tensa ao ouvir a voz de Kurenai no corredor, mas Sasuke não deu sinal de perturbação ou constrangimen to. Segurando Hinata com firmeza, abriu a porta e rosnou:
— Agora não, Kurenai. Como pode ver, Hinata e eu es tamos ocupados.
— Ah, ela está aí com você. — A prima lançou um olhar gélido e venenoso a Hinata. — Por que não está no quarto destinado a ela?
— Ela está — rebateu Sasuke, friamente. — Meu quarto é o quarto de Hinata. A minha cama… é a cama dela. O meu corpo… é dela…
— Seu avô jamais permitirá que se case com ela — ad vertiu Kurenai, mas Sasuke já fechava a porta, ignorando-a.
— Sasuke, solte-me! — exigiu Hinata. Não suportava olhar para ele, muito menos pensar na lascívia com que correspon dera ao assédio dele. na maneira como o encorajara…
— Muito bem, Hinata, basta! — desabafou Sasuke. — Eu a instruí a se comportar como uma noiva fiel, mas não precisa fingir ser uma virgem Inocente, que nunca… — Ca lando-se, estreitou o olhar enquanto analisava a suspeita que lhe ocorreu ante a palidez e o olhar assustado de Hinata.
Ele já a soltara, mas ela ainda tremia da cabeça aos pés. Ele podia jurar que, ao estreitá-la nos braços e beijá-la… quando a acariciara… era o primeiro homem a lhe provocar sensações de prazer e desejo.
Após um segundo, descartou a possibilidade. Não havia como Hinata ser tão inexperiente, de forma alguma. Era bastante grego para saber que a virgindade, a pureza, era o maior presente que uma mulher podia oferecer ao homem amado, mas sua herança cultural do lado paterno e a edu cação moderna que tivera desdenhavam e até deploravam sentimentos tão arcaicos.
A mulher esperava que o homem se mantivesse puro até conhecê-la? Não. Então, como o homem podia exigir isso de uma mulher? Naturalmente, ele aceitava e respeitava o di reito da mulher de escolher como lidar com a própria se xualidade. Mas sabia também que, como amante, como ma rido, sempre teria uma veia passional e possessiva reivin dicando ser o único parceiro da amada, ser seu mestre na arte dos prazeres do amor sensual. Naquele momento, a apreensão de Hinata lhe provocava uma reação difícil de controlar, uma resposta primitiva de seu sangue grego. Uma necessidade!
— Não vou dormir neste quarto com você! — declarou Hinata. — Eu…
Se ela estava representando, merecia um Oscar, concluiu Sasuke. Mas uma noiva que parecia assustada com a idéia de estar com ele era a última coisa de que precisava.
— Venha comigo — ordenou, puxando-a pela mão. Sasuke abriu outra das três portas que havia no quarto, e Hinata se viu numa sala mobiliada como escritório, com todos os equipamentos mais modernos.
— Ficará no quarto se eu dormir aqui? — indagou Sasuke.
— Aqui? Mas é um escritório. Não há cama…
— Posso trazer uma das espreguiçadeiras e dormir nela — considerou ele, impaciente.
— Quer dizer… — Hinata ainda hesitava em confiar nele. Sasuke assentiu, imaginando por que cedia à consciência e se submetia àquela situação ridícula. Hinata não podia ser a inocente ingênua e assustada que demonstrava.
— Mas alguém perceberia se trouxesse uma espreguiça deira — ponderou ela, insegura.
— Só a minha suíte se abre para a área desta piscina.
É meu território particular. A piscina principal que todos usam fica no outro lado da vila.
Ele tinha uma piscina particular, só para ele. Hinata procurou não se impressionar, mas obviamente não conse guiu… a julgar pela expressão impaciente de Sasuke.
— Não estou contando vantagem, Hinata. Meu avô pode ser milionário, mas eu não sou.
Ela não se atreveria a acusá-lo de ser um ricaço que podia ficar na beira da piscina o dia todo. De qualquer forma, Sasuke sentia necessidade de explicar:
— Acontece que sempre gostei de nadar bem cedo e mi nhas irmãs reclamavam de que eu as acordava. Por isso, mandei construir esta piscina só para mim. Nadar ajuda a relaxar a mente e é um ótimo exercício.
Hinata entendia o que ele dizia. Sentia o mesmo em re lação a caminhar. Sempre que estava preocupada com algo, saía para uma caminhada.
Sasuke se questionava por que tanto empenho em se justificar diante de Hinata. Ela devia ser capaz de simular a pulsação frenética que sentira em seu corpo ao abraçá-la, bem como o olhar de cautela.
Hinata mordiscou o lábio e desviou o olhar. Era óbvio que Sasuke estava falando a sério quanto a dormir no escritório, mas agora não era o esquema da hora de dormir que a incomodava, mas o que acontecia enquanto estavam bem despertos… no que sentia quando ele a beijava.
Não era possível que desejasse beijá-lo secretamente. Com certeza, novos contatos assim íntimos não acontece riam sem que estivesse ciente. Mas o que explicava sua reação?
— Bem, agora que resolvemos isso, tenho de trabalhar um pouco. Por que não pede uma refeição leve e depois descansa um pouco?
— Preciso desfazer as malas — lembrou Hinata. Sasuke desaprovou.
— Uma das empregadas fará isso enquanto você descansa. Ante a relutância dela, ele justificou:
— Eles trabalham para nós, Hinata. São empregados e trabalham para ganhar o sustento, assim como você e eu.
— Oh, desculpe-me… Eu não a acordei, acordei? — in dagou Sakura, à beira da cama de Hinata. —r É que o jantar logo será servido e achei que você gostaria de ter mais tempo para se arrumar.
Ainda sonolenta, Hinata conseguiu esboçar um sorriso para a irmã de Sasuke.
— Costumamos nos vestir para jantar, mas sem exagero — prosseguia Sakura. — Só Kurenai talvez queira causar impacto…
Hinata sorriu ante a simpatia da moça.
— Onde está…— Envergonhada, não chegou a completar a frase.
— Onde está Sasuke? — adivinhou Sakura. — Vovô ligou para falar com minha mãe e, depois, quis falar com Sasuke. — Deu de ombros. — Acho que ele ainda está ao telefone e, devo alertá-la, não está de bom humor. — Ao ver a apreensão de Hinata, apressou-se em tranquilizar. — Oh, não é com você. É por causa de Kurenai. Ela trouxe o contador com ela e Sasuke está furioso. Não o suporta. Nenhum de nós suporta, mas Kurenai afirma que vovô con vidou Orochimaru pessoalmente.
Hinata girou o corpo e pousou os pés no chão. Adormecera vestida e sentia-se grudenta, desconfortável. Não estava an siosa em se sentar à mesa com Kurenai, mas Sakura tinha razão num aspecto: precisava se arrumar para não ficar em desvantagem em relação à rival. Sasuke não devia es perar que fizesse esse esforço extra, porém, com uma mala cheia de roupas novas que ele insistira em comprar, não tinha desculpa para não fazê-lo.
— Maria já desfez as suas malas — informou Sakura.
— Eu ajudei. Adorei aquele vestido- preto que trouxe. É lindo. Suas roupas são maravilhosas. Sasuke apareceu no closet e pediu para eu não fazer barulho, para não acordar você. — Sorriu maliciosa. — Ele é tão protetor em relação a você…
Nem tomou fôlego e continuou:
— Mama e eu estamos tão contentes por terem se co nhecido. Nós o amamos muito, claro, e isso nos torna im parciais. Mas estávamos com medo de que ele cedesse por causa de meu avô… sabendo que nunca chegaria a amar Kurenai. Acho que ele lhe contou o que ela fez há muitos anos?
Sem esperar resposta, Sakura continuou tagarelando:
— Eu nem devia saber, na verdade. Minha irmã Lídia me contou, mas só depois que jurei segredo. Claro que posso comentar com você, porque Sasuke já deve ter-lhe contado. Ele só tinha quinze anos na época… um garoto, na verdade… Kurenai era muito mais velha e já ia se casar. Sei que a diferença de idade não importaria se fossem dois adultos, mas Sasuke ainda era adolescente. Ele foi corajoso e digno ao se recusar a ir para a cama com ela… e quer saber? Embora diga que o ama, acho que Kurenai, no fundo, só quer puni-lo por a ter rejeitado… bem, você sabe como é.
Kurenai tentara seduzir Sasuke quando ele ainda era adolescente! Hinata esforçou-se para controlar o choque e o desgosto ante as revelações.
De fato… sete anos ou algo assim… não representavam grande diferença de idade na fase adulta. Mas uma mulher de vinte e tantos anos seduzir um menino de quinze… com certeza, tratava-se de abuso sexual. Hinata arrepiou-se só de imaginar.
Uma mulher capaz disso permitiria que uma noiva falsa ficasse entre ela e o homem que queria? E Kurenai obvia mente queria muito Sasuke… ainda que sua motivação para isso se cercasse de mistério.
Sasuke era um homem tão complexo que não conseguia imaginá-lo no papel de presa em vez de caçador.
Se a natureza já produzira um homem com características proativas, arrogantes e predatórias, esse homem, na opinião de Hinata, era Sasuke. Por outro lado, identificava algo es tranho em Kurenai. Uma frieza, um egoísmo, uma obsessão que dificultava classificá-la com um membro do sexo feminino Tanta determinação em se casar com Sasuke era algo formidável e sinistro.
— Claro, não fosse a saúde de vovô, não haveria nenhum problema — comentou Sakura, triste. — Vovô gosta de pensar que Sasuke, só porque trabalha para ele, é finan ceiramente dependente, mas…
Sakura meneou a cabeça e mudou de assunto:
— Você vai usar o preto, não vai? Mal posso esperar para ver você nele. Combina com a sua pele e seus cabelos. Eu fico horrível de preto, mas aposto como Kurenai vai usar um. — Franziu o cenho ao ouvir passos masculinos no cor redor. — Deve ser Sasuke, e ele vai arrancar o meu escalpo se achar que estou aborrecendo você.
Hinata ficou tensa quando Sasuke entrou no quarto. Ele olhou para a cama vazia é rosnou à irmã:
— Sakura, eu não disse que…
— Eu já estava acordada quando ela entrou — interveio Hinata, protetora. Gostava da irmã de Sasuke. Se estivesse apaixonada de verdade por ele e planejasse se casar, ficaria encantada em ter Sakura como amiga e aliada.
Sakura atirou-se nos braços do irmão, risonha.
— Está vendo? Não seja tão severo e autoritário comigo, senão, Hinata não vai querer se casar com você. E, agora que a conheci, estou determinada a tê-la como cunhada. Estávamos discutindo o que ela vai usar no jantar — co mentou. — Eu a alertei de que Kurenai vai se vestir com toda a pompa.
— Se não for logo para o seu quarto para que todos possamos nos aprontar, Kurenai acabará sendo a única a descer para o jantar — advertiu Sasuke, sério.
Sakura beijou-o na testa e saltitou até a porta. Na so leira, sorriu para Hinata e reforçou:
— Use o preto!
— Desculpe-me — murmurou Sasuke, quando a porta se fechou. — Eu pedi a ela que não perturbasse.
Então, ele não acreditara na mentirinha, percebeu Hinata.
— Não me importei nem um pouco. Gosto dela — decla rou, sendo sincera.
— Hum… Temo que Sakura seja capaz de comercializar o afeto, às vezes. Como a caçula da família, é mestre em conseguir o que quer. — Aborrecido, olhou as horas. — Você tem meia hora para se aprontar.
Hinata respirou fundo. As revelações de Sakura haviam reativado seu sentimento de solidariedade por Sasuke, em bora a solidariedade não fizesse parte de sua natureza. Bem no fundo, algo mudara, e com isso a visão que tinha de Sasuke. Ele não era mais o "opressor, o ditador que ela odiava e temia, mas alguém que merecia sua confiança e ajuda. Procuraria desempenhar seu papel da melhor forma, dali para a frente.
— Meia hora — acatou, diligente. — Sendo assim, acho que vou usar o banheiro primeiro.
