Olá, amiguinhos galácticos! -Debbie diz oi.

Eu digo apenas "olá, pessoas." Nós duas esperamos que vocês os leitores sejam pessoas. Se leram isso, comentem "abacaxi" pra provar que não são um robô =D

Hey, it seem we got an English reader! Hi! We're happy you enjoyed it! Are using some online translator? If you can not understand some joke or expression (We also know the mess these translators can make...), you're welcome to ask me by PM and I'll do my best to explain you! Thanks for your comment!


A luz da manhã machucou os seus olhos, mas ela não tinha a menor intenção de acordar tão cedo. Ela não pode evitar sorrir quando escutou a voz de seu namorado.

—J...Jan Di. —Ji Hoo quase sussurrou num tom grave.

—Shh, me deixa dormir mais um pouquinho. —Tecnicamente, ela ainda estava dormindo.

—Geum Jan Di. —Ele disse, usando o mesmo tom que antes.

—Yahhh,tem gente tentando dormir aqui! —Um homem gritou, sonolento, se virando para ver quem estava perturbando seu sono tão cedo.

—Gu Jun Pyo! — Ji Hoo gritou exasperado.

Jan Di ainda estava adormecida, mas o grito repentino (e, pra ela, sem sentido) de seu namorado a despertou. Ela se sentou na cama, um mão segurando o cobertor em seu seio, a outra coçando os olhos, na tentativa de abri-los em meio a claridade.

—Sunbae, o que houve? O que tem o jun…ué, malas?

Quando conseguiu abrir os olhos, Jan Di encontrou Ji Hoo parado na porta, ainda com as malas nas mãos. Antes que sua mente conseguisse trabalhar em uma possível explicação para isso, ela sentiu um movimento ao seu lado na cama. Ela olhou nessa direção, e encontrou os olhos de Jun Pyo, arregalados. Naquele momento, esqueceram completamente que Ji Hoo estava esperando por uma explicação. Eles se olharam por alguns instantes antes de entender o que havia acontecido: os dois estavam nus, sob o mesmo cobertor, sobre a mesma cama. Ambos lembravam com todos os detalhes a noite anterior, mas não faziam ideia de que havia sido compartilhada um com o outro. Jun Pyo e Jan Di fizeram sexo juntos.

Ambos gritaram, corações acelerados. Jan Di se levantou enquanto puxava a coberta para se cobrir. Jun Pyo se levantou também, pegando um travesseiro para cobrir as próprias partes.

—YAH! VOCÊ NÃO É A MACACA!

—SEU IMBECIL! ESSE NÃO É O SEU QUARTO! —Jan Di gritou, já chorando. Ela gritou outra vez em desespero, antes de se virar de costas, pois não podia encarar Ji Hoo depois de ter cometido esse tipo de erro.

Jun Pyo perdeu o balanço e o folêgo. Ele piscou, ainda não acreditando no seu próprio engano. Ele estava tão envolvido em fingir estar fazendo amor com Jan Di, que ele não percebeu que ele estava realmente fazendo amor com ela. Ele se sentou pesadamente na cama, e balançou a cabeça como se isso fizesse sair da sua mente alguma idéia do que dizer.

—Ji Hoo… Eu.. Eu…

—Gu Jun pyo,porque você está aqui?

Jae Kyung havia entrado no quarto, assim como Ga Eul, Yi Jung e Woo Bin. Mas esses não conseguiam dizer uma palavra...o cenário do quarto era auto-explicativo.

—É uma boa pergunta, Macaca. Isso é exatamente o que eu estou tentando entender!-Jun pyo disse exasperado.

—Nós ouvimos os gritos e…—Jae Kyung finalmente notou a presença de Ji Hoo. Ela olhou em volta, a cama bagunçada, roupas pelo chão, Jan Di soluçando enrolada num cobertor—E.. espera…o que aconteceu aqui? Você… você bebeu aquela garrafa?

—Olha só, tem coisas mais impor…

—Só Responde! Bebeu ou não?

—Bebi, mas… espera, como você sabe sobre isso?

—OMO! Você bebeu a garrafa e entrou no quarto errado? —Jae Kyung arregalou os olhos.

"Por que ela insiste tanto nessa maldita garrafa?" Jan Di pensou, antes de ter um flashback:

"Eu tenho as minhas formas de, digamos, convencê-lo. Não se preocupe, eu pensei em tudo!"

—Ha Jae Kyung, o que você fez?

Jan Di tinha certeza absoluta que parte dessa confusão tinha sido culpa de sua amiga. Ji hoo ainda estava quieto, entendendo cada vez menos, mas ele estava certo que Jun Pyo não havia feito isso de propósito.

—E...Eu… Eu só…

—Você pôs drogas naquilo? VOCÊ ME MANDOU AQUELA PORCARIA?

—Jun, eu… foi por amor, eu… queria te dar um bebê...

—UM BEBÊ? PRA QUE RAIOS EU QUERO UM BEBÊ?—Jun Pyo se levantou, caminhando com o dedo em riste em direção a Jae Kyung— A ÚLTIMA COISA QUE EU QUERO NESSA VIDA É UM FILHO SE…

—Hey, Man. —Woo Bin chamou Jun Pyo,antes que ele terminasse a sentença, apontando para as partes baixas do rapaz Subitamente, ele lembrou porque ele estava sentindo o vento atrás, e se sentou novamente na cama.

—Mas como você tinha certeza que engravidaria em uma noite?—Ga Eul se manifestou pela primeira vez, genuinamente curiosa.

—Eu...eu tomei remédios para garantir que estaria ovulando hoje. E naquela bebida tinha uma espécie de droga excitante. Eu dei dinheiro ao garçom para que te entregasse isso. Quando você me visse, você não conseguiria resistir e me rejeitar como sempre faz. Mas você demorou muito, eu acabei dormindo. Eu acho...Um dos efeitos colaterais da droga são tontura, delírio e visão embaçada, eu acho que esse deve ser o motivo de você ter entrado no quarto errado…

Todos estavam em absoluto estado de choque.

Jae kyung prosseguiu,entre lágrimas vacilantes:

—Jan Di tomou meu drink por engano, então ela também estava um pouco bêbada. Ainda por cima, a noite aqui é realmente escura, ela jamais conseguiria ver a diferença, ela presumiu que fosse Ji Hoo. Toda essa confusão é… é minha culpa.E...Eu...Eu... sinto muito.

Após a explicação de Jae Kyung, os soluços de Jan Di eram os únicos sons que ousavam quebrar a tensão do ambiente.

—Bem, eu acho que não fui específico o suficiente quando eu disse que vocês deviam se conhecer melhor.— Ji hoo tentou aliviar o clima com uma piada, mas isso só fez Jan Di chorar ainda mais.

—Sunbae, eu não…

—Shhh, está tudo bem.—Ji Hoo confortou sua namorada, enquanto a acolhia em seus braços.— Eu sei que você não fez isso de propósito. Você também, Jun Pyo. Vocês são as vítimas, pra falar a verdade. Eu não vou culpar vocês por nada, então perdoem a si mesmos. De agora em diante, vamos fingir que nada aconteceu.

—Ji Hoo, me desculpa. Eu realmente sinto muito, eu não sei como isso fo…

—Pelo quê você está se desculpando, Jun Pyo? Não aconteceu nada. —Ji Hoo se virou para o grupo atrás dele— Acho vocês deviam ir agora,ainda está cedo e vocês ainda estão de pijamas. A gente se vê no almoço.

Quando os outros se foram, Ji Hoo levou Jan Di para o banheiro, para que Jun Pyo pudesse se vestir. Jan Di não havia parado de chorar desde que percebeu seu engano.

—Jan Di, por favor, para de chorar. Eu estou ficando realmente preocupado.

—Eu não consigo. Eu… eu sinto muito!

—Eu sei, querida, eu sei. Mas pensar nisso só vai te fazer ficar pior. Eu sei que é difícil,mas você devia tentar esquecer isso. Tome um banho, você vai se sentir melhor. Leve o tempo que precisar.—Ele a deu um beijo na testa, e saiu.

Depois de alguns instantes, Jan di finalmente deixou a coberta para se banhar. No caminho do box, ela viu seu corpo num espelho. Seu cabelo estava bagunçado, seus lábios inchados e vermelhos, seus olhos ainda mais escuros que o normal, sua pele brilhava. Haviam círculos vermelhos e arroxeados por todo o seu corpo —chupões. Ela notou uma mancha vermelha na parte interior de sua coxa, e ela soube imediatamente que era seu sangue. Seu hímem havia sido rompido, e não por Ji Hoo. Nada do mundo poderia reparar isso. "Virgindade está na cabeça, e não no corpo". Esse foi o seu lema durante muitos anos. Apesar de Ji Hoo ter dito para ela esquecer o que aconteceu, isso era impossível. O que eles tinham feito estava cravado em sua mente, cada beijo e toque cheios de paixão gravados em sua memória. A água fria que caía em seu corpo jamais conseguiria levar essas lembranças, mas pelo menos acalmou as lágrimas. Ela desligou o chuveiro, se secou e pôs um robe. Quando saiu do banheiro, Ji hoo a pegou no colo e a deitou na cama.

—Sunbae, me desculpa.

—Shh, está tudo bem. Durma agora, eu te acordo na hora do almoço.

—Eu não estou com sono. —Ela disse enquanto bocejava. Jan Di realmente não havia dormido muito essa noite.

Ji hoo sorriu.

—Você é uma péssima mentirosa. Feche os olhos e durma, eu estarei aqui ao seu lado quando acordar.

—Mas…

—Cala a boca. Eu senti sua falta.

Para a sua surpresa, ele a beijou profundamente. Ji Hoo também não entendia a si mesmo, mas ver Jan Di fora totalmente fora de ordem, deixando claro os feitos de seu melhor amigo, não apagou seu desejo,mas o acendeu ainda mais. Se Jan Di concordasse, seus planos para o fim de semana ainda estavam de pé. Ele a beijou mais profundo, descendo os beijos pelo seu queixo e pescoço, suas mãos lentamente caminhando para desatar a faixa do robe que a mantinha coberta. Mas antes que ele alcançasse o nó, seu telefone tocou.

—Perdão, Jan di, eu preciso atender.

—Sem problemas.

Jan Di suspirou, aliviada. Não é que ela não queria fazer isso com o homem certo, mas toda essa situação havia tirado suas forças —físicas e mentais. Ela respirou fundo, tentando se reencontrar enquanto esperava. E esperou por 5 minutos. Que se tornaram 10, então 20 e então se perderam em um sono profundo.

~x~

Quando Jan Di acordou, encontrou o quarto vazio."Ele deve ter ido almoçar", ela pensou. Procurando por um relógio, viu que já eram mais de três da tarde. Ela havia dormido por mais de sete horas. Era natural que Ji Hoo tivesse saído um pouco. Isso a dava mais tempo para pôr seus pensamentos em ordem. Ela foi até a varanda, e se sentou no primeiro degrau da escada que dava para o mar. Ainda desolada, perdida em seus pensamentos, enquanto observava as ondas e a paisagem, ela não pode evitar se assustar ao ouvir uma voz muito familiar.

—Jan Di, finalmente você acordou! —Ele disse, preocupado.

—Jun Pyo! Eu não acredito que você entrou de novo no meu quar…

—Não, não. Ji Hoo me pediu pra dar uma olhada em você. Você estava chorando até dormindo.

Jan Di enrugou a testa, perguntando com o olhar como ele sabia disso.

—Eu estive aqui desde que Ji Hoo partiu, só saí por alguns instantes para te pedir alguma coisa pra comer e…

—Ji Hoo… partiu?

—Yah, como você sabe?

—Você acabou de dizer.

"Nossa, Jun Pyo! Quantas mancadas você consegue dar em um dia, hein?" Ele pensou consigo mesmo, enquanto tentava arranjar um jeito de alegrar Jan Di. Ele estava com medo de que ela entrasse em depressão ou algo assim, a aura negra de tristeza em volta dela era assustadora.

—Pra onde ele foi?

Jun Pyo não queria ver, mas os seus olhos o enganaram, espiando o rosto de Jan Di se entristecer ainda mais ao saber que Ji Hoo havia voltado para a Rússia.

—Ele recebeu uma ligação enquanto você dormia. Parece que um paciente teve uma crise ou algo assim. Ele saiu antes do meio dia.

"...Ele não está com você nos seus dias normais, vai estar nos dias difíceis?"

"...Meu Ji Hoo é leal e confiável, eu tenho certeza que ele poderia deixar tudo para trás se eu realmente precisasse de seu apoio."

Jan Di suspirou pesadamente quando essa lembrança veio a sua mente. Ela engoliu o bolo amargo que se formava em sua boca, tentando segurar as lágrimas que se preparavam para cair. Jun Pyo percebeu isso, mas confundiu o motivo.

—Ele não foi embora por causa daquilo, ele realmente precisava ir. Ele me disse que nem ficou chateado por causa daquilo.

—Eu sei, Jun Pyo. Eu sei.

"Que tipo de namorado não fica chateado quando a sua garota dorme com outro cara?" Ela pensou. Jun Pyo pode praticamente ler os seus pensamentos, e tentou consertar:

—Não é que ele não liga, mas ele sabe que foi sem querer.

—Eu sei, eu sei. Eu só estou cansada. Mentalmente cansada,quer dizer. —Okay, isso foi um tanto constrangedor —E Jae Kyung Unnie?

—Bem… Ela ficou com vergonha, então achou melhor voltar para a Coréia mais cedo. Ela foi no avião junto com Ji Hoo.

Isso não era exatamente o que havia acontecido.

"Depois de toda confusão, quando Jun pyo entrou no quarto, viu Jae Kyung sentada sobre a cama,chorando. Mas não conseguiu sentir pena com a cena. Por sua causa ele havia traído o seu melhor amigo e ferido a garota que —sua mente o obrigou a admitir— ele ainda gosta.

—Jun pyo…—ela começou

Ele fechou a porta

—Yah, Cale a boca,Macaca. Eu que vou falar agora.—Ele respirou fundo—Você tem uma hora pra arrumar suas malas e ir embora! Antes que eu chame os seguranças pra te tirarem à força daqui!

—Jun Pyo!—ela disse entre soluços—E...espera...eu...juro...eu...não queria…

—YAHHH! EU NÃO AGUENTO ESCUTAR SUA VOZ! O QUE VOCÊ FEZ É IMPERDOÁVEL, HA JAE KYUNG!

Ela se ajoelhou ao seus pés:

—Por favor...Jun...amor...eu te imploro...me perdoa

—Eu espero nunca mais te ver na minha vida! Você causou um problema desnecessário! Quero te ver fora daqui antes do almoço!

Ele saiu, batendo a Jae kyung sozinha com seu arrependimento.

Jun Pyo saiu como um foguete, procurando a primeira coisa chutável para destruir. Apesar de também ter sido uma vítima dos acontecimentos, ele não podia evitar se sentir culpado: Jun Pyo havia falhado em não pensar nela, em não desejá-la. Mesmo que ele não tivesse aberto a porta errada, em sua mente ele já tinha traído Ji Hoo. E ele sentia que estava o traindo com esse pensamento: o seu maior medo nessa confusão toda, é que Jan Di o evitasse de agora em diante. Ele não se importava se eles praticamente só se falassem brigando, ele se sentia confortável com isso. Mas ele sabia que Jan Di poderia se afastar dele, constrangida pelo que havia acontecido à noite. Isso ele definitivamente não podia aguentar. Ele quase teve um infarto quando ouviu Ji Hoo o chamando. E não podia acreditar no que ouvia:

—Jun Pyo, eu preciso que você me faça um favor…"

Alguém bateu à porta, tirando Jun Pyo de seus pensamentos. Jan Di mandou entrar. Eram as camareiras. A mais jovem trazia um travessa com frutas e petiscos, a outra, uma senhorinha muito fofa, carregava lençóis e cobertores limpos. Elas se curvaram, e a jovem veio servir o lanche aos dois enquanto a anciã arrumava a cama.

—Boa Tarde. Devo servir à mesa ou os senhores comerão na escada?

—Na esc…

—Não, obrigada, eu não estou com fome.

—Como assim? Você não comeu nada hoje!

—Eu não quero comer nada. Estou bem.

—Eu não estou te pedindo para comer. Você vai comer agora.

—Gu Jun Pyo, eu não estou com fome. Eu não vou comer.

—Yah! Você quer morrer?

—Terminamos. —A anciã disse, então sorriu ternamente antes de adicionar: —Parabéns, senhor e senhora. Eu tenho certeza que vocês formarão uma bela família. Vocês foram destinados a amar um ao outro. — Ela se curvou e saiu do quarto, seguida pela mais nova que rapidamente deixou a bandeja de frutas entre os dois, que ainda estavam sem reação.

—O que…do ela está falando?

Jan Di desviou o olhar, enquanto seu rosto queimava de vergonha.

—O… o lençol estava manchado de sangue. Ela deve ter pensado que estamos em lua de mel ou alguma coisa assim.

—SANGUE? VOCÊ SE MACHUCOU? Onde? Cadê? Vou chamar um médico!

Jan Di queria chorar de tanta vergonha. Ela preferia morrer a explicar anatomia feminina à Jun Pyo, embora houvesse percebido que ele estava se sentindo preocupado.

—Não...não é isso é que… é por causa do…

O cérebro de Jun Pyo resolveu dar uma trégua. Ele subitamente lembrou do motivo. Basicamente, ele era o motivo. Ele até pensou em pedir desculpas, mas isso só ia deixar a situação ainda mais constrangedora.

—Ahhh sim, sim. —Jun Pyo pegou um pedaço de manga para ocupar sua boca antes que ele dissesse mais alguma besteira.

—Yah! Isso é meu! —Ralhou Jan Di, puxando a travessa para si, enchendo a boca com os petiscos e frutas.

"Era fácil assim?" Jun Pyo pensou. Sem brigas ou grandes estratégias de convencimento, Jan Di estava comendo tudo!

—Ei, Plebéia. Eu pedi que servissem seu jantar aqui, então você não precisa sair se não quiser.

—Valeu...nossa, isso é bom.—Ela estava devorando a comida.

—Por nada. Mas se você não aparecer para o café da manhã, eu vou vir aqui e te arrastar pelos cabelos, entendeu? Eu não vou deixar você perder a vida trancada nesse quarto por causa daquele acidente.

—Sim, senhor! —Jan Di brincou, dando uma risadinha.

Isso foi o suficiente para Jun Pyo. Se ela estivesse rindo, ele estaria bem. Sem dizer mais, ele concordou com a cabeça e saiu do quarto. Fechando a porta atrás de si, pode deixar o suspiro de alívio e o grande sorriso que estava segurando: eles ainda brigavam como sempre.

—Sunbae, Madame Kauana acabou de sair daí?

—Hein?

—Madame Kauana, a camareira velhinha, acabou de sair do quarto da Jan Di?

—-Sim...Por que está procurando por ela, Ga Eul?

—É que ela é uma nativa vidente! Ela disse alguma coisa à vocês?

—Não, nada importante. Eu acho...

—Ah sim… Como está Jan Di?

—Eu… eu acho que a falta de Ji Hoo a deixou mais triste do que o que aconteceu, mas ela vai ficar bem.

—Vai sim. Eu vou falar com ela agora.

Ga Eul entrou no quarto, e encontrou sua amiga comendo, parecendo estar bem melhor que antes. Ela sabia que isso era meio errado, mas ela não podia perder a chance de provocar sua amiga sobre essa situação. Talvez rir disso a fizesse sentir melhor.

—Jan Di, isso foi ridículo.—Ga Eul disse, fingindo um tom sério.

—Ga Eul, eu não fiz de propósito! Foi por engano!—Jan Di se explicou, desesperada.

— "Não tem o menor sentido! Eles nem sequer se parecem, é impossível cometer esse tipo de engano!" —Ga Eul imitou a fala anterior de Jan Di, que estava de queixo caído enquanto sua amiga caía na gargalhada.

—Desculpa, mas eu tinha que te lembrar disso! Você não pode dizer que o meu drama é ridículo agora!

—Chu Ga Eul, eu jamais poderia imaginar que você fosse capaz de um golpe tão baixo. —Jan Di disse fingindo decepção, mas ela também havia achado engraçada a coincidência.

—Yah! Falando sério... você está bem?

—Eu estou tão bem quanto poderia estar nessa situação. Sério, eu não acredito que eu não notei a diferença.

—Então… Quer dizer que Jun Pyo foi tão gentil quanto seria Ji Hoo sunbae?

—Bem...Sim. É estranho dizer isso, pra falar a verdade, mas ele realmente foi doce e gentil. Eu jamais teria desconfiado que não era Ji Hoo se… Bem, se eu não tivesse descoberto que foi o Jun Pyo. Ga Eul… você consegue imaginar o quão horrível é ter feito aquilo com o Jun Pyo?

—Se fosse tão horrível assim, você não teria percebido seu erro só de manhã… —Ga Eul disse, com 50 tons de malícia.

—Yah!

—Okay, okay, brincadeirinha. Mas pense nisso…

—Não, eu passo. Você está vendo muitos dramas, Ga Eul, vai acabar ficando doida. Quer dizer, mais doida…

—Yah!

As duas riram bastante naquela tarde. Como Ga El imaginou, rir de si mesma fez Jan Di se sentir melhor. E ela era única com pessoa com que ela conseguiria falar abertamente sobre os eventos da noite anterior, e até fazer piada disso. Jan Di sabia que isso seria impossível esquecer, mas pelo menos ficaria para trás, como um passado distante que em nada havia acrescentado à sua vida. Daqui a alguns anos, todos ririam disso juntos. Isso era o que ela esperava.