Hello, people!
First of all, We want to thank you guys for your reviews. You don't have any idea the much that your comments mean to us. Debbie asked me to pass you her message: "Your comments gave me the strength to keep writing". And this is the first chapter that was mostly written by her.
And JHsgf82, I'm afraid we might disappoint you, but we're totally MinSuners kkkk. Actually, Ji Hoo has a strong influence on the story, but himself doesn't have many lines at it at all.
I think I said all that I need. And, again, if you can't understand something, we'll be glad to help! Good Reading!
O despertador tocou estridente marcando 04:30h da manhã. Jan di, ainda sonolenta, apalpou a mesa tentando achá-lo e fazer com que ele desligasse.
—Aish! Só mais alguns minutinhos! —Resmungou sem sucesso.
Vencida pelo barulho irritante,ela se levantou rapidamente, mas logo precisou se sentar devido a uma tontura repentina.
"Aigoo, eu devo estar com muita fome." .
Recuperada, se arrumou correndo e foi para primeira atividade do dia.
Enquanto caminhava, sua mente vagueava por momentos que ela não gostaria de relembrar.
Mesmo já tendo se passado semanas do Acidente na Nova Caledônia, aquele momento continuava gravado na mente dela. Ela havia perdido a virgindade com a pessoa errada e não conseguia se perdoar por isso. Ainda mais essa pessoa sendo Gu Jun Pyo. Ela ainda se sentia culpada e chateada, mesmo Ji hoo tendo dito que estava tudo bem. Jan Di não havia conseguido falar muito com o namorado depois do ocorrido. Ele sempre estava ocupado. E ela novamente ficava sozinha.
Sacudiu a cabeça, como se isso pudesse fazer as lembranças desaparecerem, e apertou o passo.
~x~
—Sunbae! Você está atrasada! —disse Soo Shi Jin quando viu a esbaforida Jan Di caminhando pelo corredor.
Soo Shi Jin é o hoobae de Jan Di. Ele chegou à residência há cerca de um ano. No início ela o achava bastante implicante, mas agora são amigos.
—Yah, você não tem idéia do quanto é trabalhoso chegar até aqui! —Jan di resmungava, gesticulando com as mãos.
Jan Di apenas escutava enquanto Shi-Jin listou a ela todas as atividades que eles resolveriam durante o dia. Então, sua atenção foi tomada por algo visto em cima da mesa de seu amigo: um belíssimo sanduíche de porco desfiado.
Shi-Jin percebeu o olhar faminto de Jan Di e sorriu.
—Você comeu alguma coisa hoje? Sunbae, você sabe que precisa se alimentar!
—Aish! Para sua informação, eu não estou com fome! —Ela franziu o cenho.
Não era verdade, porém ela mesmo não entendia a fome que estava sentindo. Seu estômago rosnou em resposta.
—Você quer o meu sanduíche? —Shi-Jin perguntou com um sorriso.
—Yah! Não quero!
—Quer.
—Não quero!
Ele pegou o sanduíche e colocou um pedaço em sua boca.
Sua mente entrou em colapso com aquele sabor maravilhoso. Ela automaticamente fechou os olhos e saboreou o pedaço em sua boca, o que fez Shi Jin rir alto.
—Porque eu tenho uma sunbae tão teimosa?
—Soo Shi Jin, eu disse que não queria o sanduíche!
—Tarde demais...
—Agora, vamos rápido, temos muito o que fazer. —Jan di disse enquanto terminava o sanduíche.
O trabalho como residente não era fácil. Ela era auxiliar de um doutor mais experiente e muito bem conceituado na área. Jan Di podia não ter as notas mais altas, mas o Dr. Park não pode deixar de notar a sua dedicação ao estudos e aos pacientes. Ele a escolheu como sua sucessora quando ele se aposentasse, em alguns anos, deixando para ela parte de seu prestígio e principalmente suas pacientes, que não eram poucas —o suficiente para que a sua assistente precisasse de um assistente, o Dr. Soo Shi-Jin.
—Sunbae, esse é o prontuário da senhora Gong, não da senhora Lee! É o seu terceiro erro hoje. Você está bem?
—Eu… só estou… hm… um pouco cansada. Qual é a próxima consulta?
—Senhora Oh Ji An, primeira consulta, em 15 minutos.
—Dá tempo eu tirar um cochilo na maca! Já estou indo pro consultório. —Disse andando apressada.
—Sunbae! —Shi Jin precisou aumentar um pouco o tom de voz para ser ouvido na pequena distância que os separava.
—Oi?
—É para o outro lado.
Jan Di riu amarelo, e agradeceu passando ainda mais rápido por ele, mas dessa vez na direção certa.
O jovem doutor sabia que sua sunbae não era a mais concentrada das pessoas. No início ele pensava que era negligência e implicava muito com ela por isso. Mas com o passar dos meses percebeu que, pelo contrário, ela era tão atenta à pacientes que acaba se confundindo com os detalhes mais burocráticos do atendimento. Agora ele a admirava, e dava tudo de si para consertar as pequenas bagunças que Jan Di fazia de vez em quando. Mas, nas últimas semanas, era de vez em sempre. Ele havia percebido que a cabeça dela estava longe, mas ainda não eram tão íntimos ao ponto de ele se sentir totalmente confortável e lhe perguntar o porquê.
O que Shi Jin não sabia era que ela estava desconcentrada desde aquela maldita viagem. E tudo isso ficou ainda pior desde a semana anterior, quando ela começou a sentir extremamente cansada e tonta, como se ela estivesse em uma montanha russa eterna, de tanto enjôo que sentia. Jan Di sabia que estava se esforçando demais, mas o que mais poderia fazer?
Desde que viu aquele bebê nascendo, descobriu que aquilo que ela gostaria de fazer da vida: ser médica obstetra. Ajudar a gerar vida. Fazer parte daquele milagre. Mas como fazer a faculdade de medicina? E, sendo médica, como abrir mão da natação que ela também amava tanto?
Ela se viu com dois sonhos que excluíam um ao outro: se ela fosse se dedicar à natação profissional, teria que se aplicar totalmente aos treinos e competições. Quando pudesse se aposentar, seria tarde demais para estudar medicina.
Ela sabia que não era muito inteligente, e que precisaria dar tudo de si para, talvez, em dois anos, conseguir uma bolsa de estudos integral. Jan Di já estava na idade limite para se tornar nadadora profissional, ela não tinha tempo de ter a natação como segunda opção, caso não tivesse a nota necessária.
Ter que tomar essa decisão foi uma das piores momentos de sua vida. Até que uma solução surgiu: tentar uma bolsa através da equipe de natação universitária da ShinHwa, o que fez ela ter de dividir a vida entre a faculdade de medicina e os treinos para continuar com a bolsa, além de continuar ajudando o avô de Ji Hoo na clínica. E para completar, a lavanderia de seus pais começou a desandar, fazendo com que ela assumisse totalmente o gerenciamento das contas do estabelecimento. Assim que se formou na medicina geral, arranjou a vaga como residente no hospital da Universidade, emendando em seguida com a especialização em obstetrícia. Ela mal tinha tempo para comer, quanto mais para descansar…
Ela acordou do breve cochilo quando ouviu o alarme do celular. Desamassou o jaleco o quanto pode, limpou um tracinho de baba que ameaçava descer pelo canto dos lábios, e abriu a porta.
—Senhora Oh Ji An? Pode entrar por favor.
Uma jovem se levantou e a seguiu. Jan Di fez uma rápida leitura enquanto a observava: a moça devia ser mais nova que ela, no máximo a mesma idade. Os olhos estavam inchados, ela havia chorado bastante ultimamente. Nenhuma aliança nos dedos: certamente solteira. Provavelmente aquela era uma gravidez não planejada.
—Sente-se, por favor.
A moça olhava assustada para Jan Di, as mãos coladas ao corpo, ela se sentou vagarosamente e suspirou, batendo os pés freneticamente no chão.
Jan di sorriu de forma amiga para ela.
—Então, senhora Oh Ji An, aqui no prontuário diz que é sua primeira consulta, correto?
—S...sim —sua voz saiu um pouco mais alta que um sussurro, ela parecia estar em pânico.
—Você desconfia que pode estar grávida?
—S...sim —lágrimas começaram a rolar por seu rosto
Jan Di a encarou por alguns instantes e pôs a mão no ombro da menina a consolando.
Alguns segundos depois, assumiu novamente o tom médico, perguntando:
—Quando foi sua última menstruação?
—Bom,eu.. acho que foi há ...7 semanas…—Ela cruzou as mãos com força.
—Sente mais algum sintoma?
—Algumas tonturas e enjôos matinais.
—E o seu...companheiro, ele veio hoje com você?
Jan Di receou um pouco ao fazer essa pergunta. Mas era de praxe perguntar, embora ela já imaginasse a resposta.
Ji An recomeçou a chorar.
Jan di colocou novamente a mão sobre seu ombro para tentar transmitir confiança. Ela já havia visto muitas vezes o Dr. Park fazer isso para ajudar pacientes que ainda estavam com medo.
—Meu…meu...namorado...bom, depois que eu mostrei o teste de gravidez de farmácia...que eu havia feito...ele...bom...ele...me deixou —ela falou tentando controlar as lágrimas que caiam convulsivamente.
Jan Di queria abraçá-la naquela hora. Ela sabia como ninguém como era estar sozinha em uma situação difícil.
—Se acalme senhora, tudo vai ficar bem. Vou pedir a enfermeira para tirar o seu sangue para o exame. Quando estiver com o resultado volte a minha sala.
Jan Di fez algumas ultrassonografias e atendeu mais alguns pacientes e cerca de uma hora depois, Ji An voltou com o exame nas mãos.
Jan Di olhou e já obteve a constatação na hora, embora já soubesse a resposta.
—Parabéns, senhorita Oh Ji An! A senhorita está grávida!
Sua expressão se tornou grave e ela levou a mão a barriga, lágrimas correram seu rosto.
—Não...O que eu vou fazer?
Jan Di sentiu muita pena da moça.
—Senhora,se acalme,tudo vai dar certo.
Oh Ji An agora soluçava.
—Eu não posso...não...ele...não..não...
Jan Di se levantou e ajoelhou perto de Ji An.
—Olha, primeiro se acalme. Eu compreendo a sua situação, mesmo não tendo ideia do que você está sentindo.
—Eu não posso, eu não posso…
—Mesmo assim, eu já vi muitas situações parecidas com a sua. Agora, no meio das coisas, é difícil visualizar uma saída, não é?
—Mas ainda assim… Você precisa se acalmar, para não tomar nenhuma decisão precipitada, que você vá se arrepender depois. Ainda falta muito tempo para o seu filho nascer, você vai conseguir preparar tudo com calma para a chegada dele. E, uma vez que seu bebê estiver em seus braços, nada do que você passou agora vai importar e ele vai te dar forças pra seguir em diante. —Jan Di deu a volta na mesa e se agachou ao lado de Ji An e colocou a mão em sua barriga— Ele confia em você. Confie nele também.
~x~
—Shi Jin,que horas são?
—13:00.
—Yahhhh! Estou atrasada! Diga ao Doutor que eu terminei meu turno e depois você pode ir também! Annyeong!
~x~
"Respira,Nada,Respira,Nada! Cheguei na borda!
20,72 segundos?!
Aish! Preciso ser mais rápida!"
Era tudo em que Jan Di pensava no momento. Com a competição estadual se aproximando, ela estava mais nervosa ainda. Significava muito para ela ganhar aquela competição, significava que todo o esforço feito estava valendo a pena. Mas os tempos dela não estavam excelentes. E isso a deixava frustrada. Ela tirou o óculos de natação, se apoiou na borda e subiu.
Uma vertigem súbita a atingiu, fazendo Jan Di cambalear. Ela achou melhor se sentar na borda da piscina para descansar um pouco, e em instantes começou a pensar em Ji hoo e em sua indiferença ao acidente. Sim...novamente aquele acidente voltava em sua cabeça.
"Ele me disse que nem ficou chateado por causa daquilo."
Ela realmente entendia o fato de que ele compreendia que eles eram vítimas da situação. Porém, justo quando eles estavam prontos para dar um passo a mais na relação, quando ela finalmente sentia que Ji Hoo estaria com ela pra sempre… graças ao que aconteceu entre ela e Jun Pyo, os planos foram interrompidos e ele parecia não ligar.
E ela se viu novamente sozinha com todas as suas dores e dúvidas.
Ela ficou uns bons minutos pensando nisso, até que decidiu voltar a nadar e pelo menos por alguns segundos, esquecer tudo a sua volta.
~x~
Já era quase noite e estava frio, Jan di esfregava as mãos para se aquecer enquanto caminhava até o campus de medicina da Shinhwa.
O dia havia sido intenso e ela estava extremamente cansada, mas ainda estava longe de terminar. Na sala, ela assistia a aula entre cochilos. Jan Di amava a medicina e era sempre interessada nas aulas. Porém nessas últimas semanas, ela escutava como se o professor estivesse falando grego. E acabava dormindo.
—Geum Jan Di!
Ela escutou seu nome ao longe.
—Geum Jan Di!
Acordou assustada.
—Sim, professor!
—A senhorita estava dormindo na minha aula. Espero não vê-la fazendo isso novamente.
Jan Di se levantou e inclinou totalmente o corpo em um pedido de desculpas.
—Mianamnida!
—Está desculpada, senhorita. Volte a seu lugar.
Jan Di se sentou e franziu o cenho.
Ela havia tomado uma latinha de café antes de ir para faculdade, mas isso não a impedia de estar tão cansada. Ela dormia apenas 3:30 por dia, mas isso nunca a havia deixado tão cansada e enjoada. Ela sabia que devia estar desgastando demais o seu corpo e isso deveria estar deixando-na assim.
Antes que pudesse pensar mais sobre isso, o sinal tocou a aula havia acabado.
~x~
—Vovô, cheguei! —Jan Di disse ao chegar à pequena clínica. Já era bem tarde, mas ainda havia pacientes adoentados aguardando atendimento.
Jan Di entregou água e chá quente a todos os pacientes e limpou o chão pacientemente. Auxiliou uma senhora a entrar na sala do vovô, conversou com um senhorzinho e cuidou de uma pequena menininha para que a mãe pudesse se consultar. No fim a sala estava vazia e o consultório fechado. Ela entregou chá quente ao avô de Ji Hoo e sentou ao lado dele.
—O senhor...hm...o senhor tem tido notícias de Ji Hoo?
Ele a encarou sério.
—Você é a namorada dele e pergunta se eu tenho notícias? Você tem tido notícias dele?
Jan Di sorriu envergonhada. Não sabia se ele sabia do acidente na viagem. Na verdade, não sabia até onde o vovô sabia sobre todo o relacionamento deles dois.
—Bom, não temos tido muito tempo desde a viagem...
De repente, teve vontade de chorar. Sentiu falta de Ji Hoo. Sentiu falta de ter alguém a apoiando. Por que ele não estava ali com ela, quando ela mais precisava dele?
—Meu neto é um homem muito ocupado. Você o conhece. Ele daria a vida por aquela pesquisa. Tenha paciência. Ele te ama muito.
Ela sabia disso. Mas isso não tornava a vida dela menos difícil.
Ela sorriu para esconder a tristeza. Uma lágrima vacilante escorreu por seu rosto. Ela encostou onde a lágrima caia e olhou para seus dedos molhados.
Ela sorriu novamente e se levantou.
—Eu já vou indo, vovô. Não esqueça de tomar seus remédios. Amanhã volto. Annyeong!
Chegou em casa e foi direto para o chuveiro. Tomou um belo banho depois do dia tão difícil. Secou o cabelo e vestiu o pijama. De repente, um enjoo forte a atingiu.
Ela se segurou na pia tentando recuperar as forças. Olhou para o espelho. Estava bem pálida.
Foi para o quarto com cuidado. Deitou na cama e pegou um livro para tentar estudar. Porém não adiantou. Antes de abrir a primeira página, o cansaço a venceu e dormiu na posição que estava.
4:30. O relógio despertou novamente.
Um novo dia começara.
