Hello everyone!
Once again, thanks for your comments! And sorry for our delay, we still trying to keep a posting routine, so... whatever.
mkerkau, we are planning to translate it, but we can't do it right now and no time close. Maybe the next semester the firsts chapters are translated if you want to wait... For now, what we're doing it's pay double attention while writing and editing to make it easy for Google to make a more accurate translation.
So, let's go.
—Jan Di… sobre aquela noite eu… Me perdoa, eu não sabia que…
—Mas eu sim.
—Hã?
—Eu percebi que era você que estava comigo, e não o Ji Hoo.
—Yah! E por que não disse nada, mulher?
Ela sorriu travessa, e ficou a pouco mais que dois passos de distância dele.
—Por que agora eu sei quem eu amo, Gu Jun Pyo.
—Yah, Jan Di! O que você está dizendo? Você bebeu de novo? Ei, Você é a namorada do Ji Hoo!
—Não… eu sou a namorada do Jun Pyo.
—D-de quem?
—Gu Jun Pyo. Gu Jun Pyo…
Ela se aproximou ainda mais, puxando o colarinho de Jun Pyo em sua direção. Seus lábios estavam separados por poucos centímetros, e ela diminuía cada vez mais a distância enquanto sussurrava o nome dele.
—Gu Jun Pyo… Gu Jun Pyo…
—GU JUN PYO! Yah, Gu Jun Pyo!
—Jun Py-ah! Acorda, brother, nós vamos chegar muito atrasados!
Jun Pyo abriu os olhos devagar, encontrando um belo par de olhos castanhos. Não os de Jan Di, é claro, os de Woo Bin, que o sacudia pelo colarinho do pijama.
—Yah, Jun Pyo, você fez biquinho? O sonho estava bom, é?
Era… só outro sonho…
—Aishhh! —E se escondeu embaixo das cobertas.
—Você não sabe que o sonho não volta se a gente voltar a dormir? Aliás, se a Jan Di souber que a gente se atrasou por sua culpa, você vai viver um pesadelo! —Yi Jung tocou no ponto fraco, e começou silenciosamente a contagem de 5 segundos nos dedos. —Você lembra, não é? Jan Di vai competir hoje, pela vaga nas nacionais!
Jun Pyo arregalou os olhos, acordando de imediato.
—Aish! Me acordaram tão cedo pra isso?—Disse, se espreguiçando e fingindo um bocejo.
—Então você não vai, não é? Digo que você mandou lembranças então…—O ruivo virou de costas e saiu em direção à porta.
—Yah! Não é assim… agora eu já perdi o sono! Que horas começa o tal campeonato?
—Em quinze minutos.
—O QUE? Por quê não me acordou antes?!
Jun Pyo pulou da cama, enquanto Yi Jung e Woo Bin deitaram nela, rolando em gargalhadas. Antes que eles pudessem se recuperar, ele voltou (quase) completamente vestido e perfeitamente (des)penteado.
—Vamos rápido, já estamos atrasados! —Disse o herdeiro, já pulando degraus abaixo.
~x~
—Aishhh, que horas isso vai começar?
—Em quinze minutos.
—Vocês estão dizendo isso há uma hora.
—Bem… é que normalmente você demora mais de uma hora pra se aprontar, então nós tivemos que te apressar um pouquinho… Foi realmente tocante… o grande Gu Jun Pyo se arrumou em menos de 5 minutos. Mas foi bom que a gente chegou cedo… deu tempo de você colocar a blusa do lado certo e terminar de amarrar os sapatos. O cabelo continua ruim, mas ninguém é perfeito...
—Song Woo Bin!
—Mianhe. Mas agora é sério, já vai começar.
—Como você sabe?
Woo Bin apontou com a cabeça, Jan Di caminhava em direção à piscina junto com os outros nadadores. Yi Jung e Ga Eul se juntaram a eles no mezzanino, que havia sido reservado exclusivamente para os F4.
Os olhos de Jun Pyo se fixaram nela, que ouvia os últimos conselhos do técnico. Ele ainda achava que ela parecia uma mosca com aqueles óculos, mas se ela estava usando aqueles que ele a havia dado no leilão, bastava para que Jun Pyo ficasse feliz.
O Herdeiro de ShinHwa já havia decorado o procedimento,mas ainda assim observava atento: ela afirmava com a cabeça para o treinador, e recebia um tapa nas costas. Ia para a borda da piscina, se batendo com força.
—Atenção Nadadoras! Pela Universidade de Seoul, Park Min Young, na raia 1. Pelo Instituto Yosan, Kim Eun Ah, na raia 2. Pela Universidade ShinHwa, Geum Jan Di, na raia 3…
Jan Di não via nada nem ninguém, só a borda oposta. Jun Pyo só via Jan Di, parecendo estar mais nervoso que ela. O silêncio dominava a arena enquanto as competidoras tomavam posição.
—Preparar…
Tiro.
Jan Di não ouvia nada além de suas batidas na água. Jan Di não pensava em nada além de dar uma braçada atrás da outra. Ela conseguia nadar em linha reta, mesmo de olhos fechados, e assim estava como que num mundo à parte. Sentindo o fim da piscina, abriu os olhos apenas para fazer a virada, e continuou em seu próprio universo.
Ga Eul e os meninos já estavam roucos de tanto gritar. Ela havia ganhado a liderança depois da virada, mas a competidora da raia 7 tinha conseguido alcançá-la. Elas disputavam braçada a braçada os últimos metros da piscina, as demais nadadoras alguns segundos atrás. Jan Di abriu os olhos novamente, dessa vez para bater na placa. Enquanto recuperava o fôlego, levantou os óculos olhou em direção à área VIP, mas nenhum de seus amigos olhavam pra ela. Eles focavam o telão acima, que exibia o resultado da competição.
Ela não pode conter o riso ao escutar de lá de baixo a comemoração de seus amigos, antes de ela mesma ver o placar. Por três milésimos de segundo, ela havia ficado em segundo lugar. Subitamente ela se sentiu imensamente triste. O tempo foi um pouco maior do que o treino, ainda mais se comparado às marcações de 2 meses antes. Mas ver a comemoração de seus amigos a fez lembrar de que ela atingiu seu objetivo maior: se classificar para a final, com todas as escolas do país, dali a quase dois meses.
Eles olharam pra ela então, que acenou com a touca. Cumprimentou as vizinhas de raia e, ainda ofegante, fez seu caminho para fora da piscina.
~x~
—Jura que você não podia ter chegado em primeiro?
—Yah, Gu Jun Pyo!
—É sério! Três míseros milênios…
—Milésimos, troço. E você acha que não cheguei porque eu quis? Aconteceu e pronto!
—Mas foi por tão…
—Cala a boca! —Jan Di gritou.
Outra vez ela sentiu a tristeza a engolindo. Dessa vez, ela teve que lutar para não deixar as lágrimas caírem. De todas as pessoas, Jun Pyo era o último a quem ela queria decepcionar. Se ela ainda nadava, era por causa dele. Jan Di preferiu se concentrar no caminho à sua frente.
Eles estavam indo ao quartel general do F4, onde comemorariam a classificação. Woo Bin tinha ido na frente preparar as coisas, Ga Eul estava indo com Yi Jung e Jan Di no carro de Jun Pyo. Houve um pequeno momento de silêncio
—Lavadeira… Meus esforços não foram desperdiçados. Eu quero dizer… parabéns.—Jun Pyo espiou a reação de Jan di pelo canto do olho, mas ela já estava cochilando no banco do carona. Não era um sono tranquilo, era um sono pesado, de quem não descansa há muito tempo. Ele sabia que ela estava exausta, e não só da natação. Nesses momentos Jun Pyo se ressentia de tê-la incentivado a continuar nadando e ter feito todos os arranjos necessários para que ela conseguisse a bolsa.
"Ela estava lá, sentada na borda da piscina. Às vezes suspirava, outras fechava os olhos com força, jogava a cabeça para trás, soltava um gritinho angustiado, respirava fundo enquanto fazia uma careta e tornava a olhar a piscina. Ji Hoo havia partido há uma semana. Jun Pyo forçou uma risadinha sobre o estado da menina. Era engraçado, de fato, mas o seu peito doía por ela estar nesse estado por causa de Ji Hoo. Ele disse para si mesmo que era tocante, e só. Não que ele sentisse alguma coisa por ela e estivesse triste porque ela estava sentindo saudade de outro enquanto ele estava ali cheio de amor pra dar. Não era por isso, de maneira nenhuma. E então ele foi consolá-la… claro, porque estava tocado. E só!
—Aigoo, que tristeza, não? —Ele disse brincalhão, sacudindo a franja dela.
—Gu Jun Pyo, eu não estou com paciência pra isso agora. Me deixa quieta, por favor.
Jun Pyo engoliu seco, perdendo totalmente a graça. Ela estava pior do que ele imaginava, quase implorando para ser deixada em paz. Ele apertou o osso entre os olhos, respirou fundo e sentou ao lado dela.
—Hey...você está bem?
—Pelo jeito não. Até você está com pena de mim…
—Não é pena, Jan Di… É… preocupação.
O silêncio reinou entre os dois. Quando Jan Di inalou o ar para suspirar outra vez, Jun Pyo não pode mais se conter.
—Você não sabe o que fazer, certo?
Ela concordou com a cabeça.
Levou ainda alguns segundos até que ela tivesse força para perguntar:
—Gu Jun Pyo… Se...se você tivesse que escolher entre duas coisas que você ama muito, mas forma diferente...como você decidiria?
—Como assim?
—É como… entre um grande amor e uma amizade de longa data. Se você tivesse que escolher um… qual seria?
Jan Di se virou em direção a Jun Pyo. Ele olhou fundo nos olhos dela antes de responder firmemente.
—Ambos. Desistir não está no meu vocabulário. —Parecia que seus olhos estavam presos um no outro. Eles ficaram assim por algum tempo, até Gu Jun Pyo arregalar seus olhos em surpresa e dizer exasperado:
—Peraí, a Ga Eul se apaixonou pelo Ji Hoo?
—Hã-Hein? —Jan Di saiu do leve torpor enquanto tentava entender como ele podia ter concluído isso —Ahh, não Jun Pyo! —E gargalhou levemente.
Jun Pyo ficou mais inquieto e curioso ainda: —Então, quer dizer que você não está assim por causa do Ji Hoo?
—Não, não! Definitivamente não! — Jan di o assegurou, ainda rindo. Dessa vez, Jun Pyo riu também, murmurando um "Que alívio".
"eu disse isso em voz alta?"
—Hein, alív…—"Aish, disse!"
—O que é te perturba então? —Jun Pyo cortou Jan Di, para distraí-la antes que ele precisasse se explicar.
—Promete que não vai rir?
—Você vai contar alguma piada?
Eles se olharam mais uma vez, e ela decidiu confiar nele daquela vez. E contou o que se passava em sua mente.
Jan Di aprendeu a nadar antes de aprender a andar. Literalmente… A mãe dela deixou o carrinho perto da piscina do clube, num dos raros momentos de lazer da família. Em um momento de distração, um grupo de garotos passou correndo, e acabou derrubando o carrinho dentro da água. Quando os pais dela viram, ela estava nadando em direção à superfície. Embora não tivesse forças para subir a cabeça para respirar, ela acabou chegando perto da borda, o suficiente para ser pega sem que o Sr. Geum precisasse entrar na piscina. Na verdade foi um reflexo instintivo, mas seus pais pensaram que ela era um prodígio da natação, e fizeram um grande esforço para colocá-la na escolinha de natação. Quando a sua mãe ficou grávida de Kang San, a despesa não era mais possível. Na que seria sua última competição, ofereceram uma bolsa de estudos para que Jan Di nadasse representando a escola. E tem sido assim desde então. A piscina afogaria suas dores, a natação levaria embora seus maus pensamentos, como uma boa amiga.
Por outro lado, cuidar das pessoas enchia o seu peito de satisfação, a fazia sentir viva e querer dar vida e cura. Tratando daqueles pacientes, Jan Di se sentia envolvida, esquecia completamente de si mesma. Mesmo em seus piores momentos, ela podia sorrir, brincar e confortar os outros. Ela era a heroína das crianças, a Mulher Maravilha, principalmente quando fazia desenhos nos gessos e curativos, tirava doces das orelhas deles e os distraia enquanto cuidava dos ferimentos, de forma que eles quase não percebessem a dor. Dos idosos também, por aliviar a dor e a solidão, às vezes só por ouvir o que eles tinham a dizer.
E das grávidas… por apoiá-las, não só no avançar da gestação, também no parto. Jan Di diria palavras de incentivo e as asseguraria que elas iriam conseguir. A jovem não demonstrava cansaço ou fraqueza até que o primeiro choro do bebê enchesse a sala. Era o som favorito de Jan Di, chamado por ela de Som da Vida. Desde a primeira vez que ela ouviu esse som, foi amor.
—Se eu decidir nadar, vou ter que me dedicar exclusivamente à isso para chegar nas olímpiadas, não ia ter tempo nem cabeça pra continuar estudando. Quando eu me aposentar, já vai ser muito tarde para estudar medicina. Se eu for fazer faculdade, vou ter que estudar que nem louca esse ano para, talvez, conseguir entrar na faculdade no concurso do ano que vem. Você sabe, eu não sou a primeira da classe, mesmo assim minhas notas não são ruins. Mas para conseguir a bolsa não é o suficiente, eu precisaria trabalhar em tempo integral para conseguir pagar o cursinho. Eu só queria poder continuar competindo na natação, nadando por um objetivo, mas as duas coisas se excluem! Não é como se eu pudesse continuar com os dois, entende?
Jun Pyo pensou um pouco antes de responder…
—Na verdade, você pode!"
Jun Pyo não fez nada ilegal, nem que tirasse os méritos de Jan Di. Ele só a contactou com investidores que, vendo a quantidade de prêmios que ela já havia ganhado, tiveram prazer em patrocinar sua bolsa de estudos. Assim, ela pode entrar na faculdade logo após terminar o ensino médio e continuar competindo pela Shinhwa, agora como universidade.
O que nunca poderia passar por sua cabeça cacheada é que a maluca da gângster fosse, além de estudar e nadar pela bolsa, trabalhar em dois empregos e ainda fazer trabalho voluntário, além é claro de, no tempo "livre", reger a lavanderia da família, que estava saudável e crescendo sob seus cuidados, mesmo que boa parte das despesas ainda fossem para pagar as dívidas de seu pai.
Isso antes de começar a fazer residência, quando as coisas ficaram ainda piores. Jan Di já havia tido estafa mais de uma vez, e ele não se conformava com isso. Mais de uma vez ele foi na enfermaria da Shinhwa, para encontrá-la desacordada e com sangramento nasal. Todos no F4 já haviam se oferecido para pagar a bolsa dela na Universidade ou ajudar com a despesa da família... mas… Geum Jan di é Geum Jan Di. Jun Pyo achava que alguém precisava convencê-la a abrir mão de alguma coisa, antes que ela desmaiasse e não conseguisse mais acordar.
—Jan Di… Jan Di-baht… acorda, nós chegamos. Geum Jan Di…—Ele acariciou de leve suas bochechas e sentiu que não queria acordá-la. Primeiro, porque ele sabia que ela estava realmente cansada, e queria que ela tivesse algum descanso antes de reiniciar a rotina puxada no dia seguinte. Segundo, ela estava incrivelmente linda, parecia tão inocente e frágil dormindo daquele jeito. Passeando os olhos pela sua boca e então à palpebra, Jun Pyo não pode evitar se perguntar se foi assim que ela dormiu em seus braços naquela noite. Com outro carinho, ela lentamente despertou.
—Hã? Já chegamos? —Ela perguntou, ainda sonolenta, olhando nos olhos do rapaz ao seu lado.
—Hum. — Jun Pyo respondeu, derretido. Pigarreou e retomou a postura de bad boy— Vamos, rápido. — Bateu a porta do carro e entrou.
A nadadora piscou algumas vezes antes de acordar de vez e o seguir para dentro da casa. Ela já conhecia bem o espaço, mas ainda assim era estranho andar por ali com as luzes apagadas. Woo Bin já devia ter chegado há pelo menos quarenta minutos e Jun Pyo havia acabado de entrar, porém não tinha nenhum sinal de vida.
—Jun- Jun Pyo? Woo Bin Sunbae? Tem alguém aí?
Ela se dirigiu a sala de estar, ainda hesitante.
—Alô… Pesso-AHHHH!
—PARABÉNS, Jan Di! —Gritaram em uníssono.
Uma chuva de confetes e o barulhos de cornetas a atingiu em cheio. Quando deu por si, Jan Di estava sendo carregada por Jun Pyo e Woo Bin, que a balançavam pela casa enquanto Yi Jung e Ga Eul continuavam jogando confetes e pétalas de rosa.
—Jan Di é uma boa companheira, Jan Di é uma boa companheira, Jan Di é boa companheira, ninguém pode negar!
Os meninos a sentaram numa cadeira, numa sala à parte do QG, que estava decorada com balões e um letreiro dizendo "Parabéns, Jan Di". Antes que ela percebesse, estava em lágrimas, quem não puderam ser contidas dessa vez.
—Oww, Jan Di — Ga Eul a abraçou forte, balançando a amiga de um lado para outro numa dança esquisita que fez Jan Di rir, mas as lágrimas não pararam.
—Pessoal, muito obrigada. Você não sabem o quanto o carinho de vocês significa pra mim, eu não sei o que faria sem o seu apoio! —Jun Pyo apenas observou, se sentindo orgulhoso de Jan Di. Era sempre assim que ele se sentia quando ela alcançava seus objetivos. E era por isso que ele revirava o mundo para estar lá com ela.
—Jan Di, hoje é um dia feliz! Nada de chorar! —O oleiro pontuou.
—Desculpa, Sunbae. As últimas semanas foram muito cansativas, estou chorando mais por alívio de estresse...
—Também, pudera, claro que vai ser estressante! Residência, natação, faculdade, clínica do vovô, lavanderia e ainda tem a loja de mingau nos fins de semana. Geum Jan Di, você sabe que "Mulher Maravilha" é só um apelido, não é? Não precisa se matar pra tentar se provar aos outros.
—Agradeço a preocupação, Jun Pyo, mas eu realmente não preciso provar nada a ninguém. O que faço é porque gosto ou porque preciso, só.
—Precisa? Você tem idéia do quão absurdo é, de todas as pessoas da Coréia, você precisar de alguma coisa?
—Jun Pyo, é melhor não entrar nesse assunto… —Woo Bin tentou acalmar Jun Pyo, mas já era tarde demais. Ele era uma panela de pressão que estava no fogo há muito tempo, e agora estava determinado a explodir.
O rapaz já estava incomodado com a vida ocupada de Jan Di, mas ficou ainda mais perturbado quando ela teve a primeira estafa, e resolveu pressionar Ji Hoo a apoiar Jan Di financeiramente, por ser o namorado dela. Ji Hoo havia respondido que Jan Di não queria nenhuma ajuda financeira, e que se essa era a sua vontade ele iria respeitar. Jun Pyo perguntou se ele não faria nada se ela quisesse se matar, só porque essa era sua vontade. Ji Hoo retrucou, questionando por que Jun Pyo estava se importando com isso. Jun Pyo (Já de pé, falando entredentes) respondeu dizendo que nem ele era capaz de ignorar alguém que estava definhando de tanto trabalhar. Ji Hoo respondeu, calmo, lendo um livro qualquer, que já que Jun Pyo se compadecia tanto de Jan Di, que fizesse caridade à ela. Jun Pyo gritou em resposta, que com certeza faria se ela fosse sua namorada. Ji Hoo disse, num tom baixo e sarcástico, "O que te impede? Fica com ela, então.". Jun Pyo urrou, partindo em direção à Ji Hoo, já com os punhos fechados. Ele acertou alguns socos no maxilar do amigo, antes que Yi Jung e Woo Bin conseguissem reagir e apartar a briga. Dois anos depois da discussão, Gu Jun Pyo estava impressionado em como Jan Di havia sobrevivido, embora ainda muito preocupado com ela. Se Ji Hoo dissesse aquelas palavras novamente, ele não conseguiria mais se controlar, por isso o assunto nunca veio à tona novamente. Entretanto, tudo o que Jun Pyo menos queria agora era se controlar.
—Hey, lavadeira, você é a protegida do F4. A amadinha do ex-presidente. A NAMORADA DE YOON JI HOO, um dos caras mais ricos desse país! Não faz sentido você precisar de alguma coisa!
—Eu não quero, nem posso aceitar, que o Ji Hoo gaste seu dinheiro comigo dessa forma. Então eu cuido da minha vida, ele cuida dele, e funciona muito bem.
—Muito bem? Você parece um panda de tanta olheiras! E você não quer aceitar o dinheiro? Jan Di, o que ele dá de esmola é o suficiente para pagar sua mensalidade e ainda sobra pra fazer umas compras. Pra gente como eu e o Ji Hoo, isso não é sequer considerado dinheiro!
—Exatamente, Jun Pyo. Eu sou a namorada dele, não uma mendiga qualquer a quem ele deve dar esmolas.
—Ahh, é verdade, perdão me enganei. Até um mendigo tem mais atenção dele do que você.
—YAH, GU JUN PYO! —Jan Di levantou, apontando o dedo para o moreno. Mas de repente, surgiu um outro Jun Pyo ao lado dele, a obrigando a mudar o dedo de posição
.
—YAH! GU Jun… Gu Jun… —Surgiram mais dois Jun Pyo's, um de cada lado, a obrigando a corrigir a direção do dedo novamente. Ela já se sentia confusa, não sabia mais qual o verdadeiro. A médica sentiu a testa esfriando, e as pernas fracas, o seu nome sendo chamado bem distante. Quando olhou pra frente outra vez, tinham um seis Jun Pyo's vindo na direção dela. Antes que eles chegassem, tudo ficou branco.
~x~
—Jan Di? Geum Jan Di! SEGURANÇAS!.
—Geum Jan…
—Yah, por que a gritaria?
—YAH! Onde você estava?
—Xixi.
—Ahh...Ei, você ficou desacordada por mais de seis horas! Não pode sair por aí andando como se nada tivesse acontecido! E se você desmaia de novo sem ninguém por perto? Vem cá! —Jun Pyo saiu puxando uma Jan Di um tanto constrangida, a fez deitar na cama do hospital e a cobriu. Ele pegou um embrulho e sentou na beira da cama.
—Abra a boca.
—Hein?
—Já faz muito tempo que você comeu. Pode ficar fraca de novo, então eu pedi essa sopa. Vou alimentar você, abra a boca.
—Yah! Eu não estou com fome.
—Não mesmo?
Dessa vez o estômago de Jan Di respondeu por ela, reagindo com um sonoro ronco ao cheiro da comida.
—Tá bom, então.
Jun Pyo já tinha aprendido a técnica em Nova Caledônia. Ele pegou os colher, abriu o pote e começou a comer vagarosamente na frente da menina, fazendo "hmm" enquanto mastigava. Jan Di estava salivando.
—Yah! Você trouxe a comida pra mim, não é? Como pode comer assim?
—Ué, você disse que não quer! Não vou jogar fora, ainda mais que está uma delícia!
—Se você trouxe pra mim, é meu! Me dá!
—Não!
—Dá isso aqui! —Jan Di tentou pegar a colher da mão dele, que foi mais rápido.
—Abra a boca, então…
—Nem morta!
—Humm, está muito bom… —Jun Pyo provocou Jan Di, tomando mais uma colherada de olhos fechados.
—Hmm, está mesmo!
—YAH! —Jan Di estava tomando a sopa direto da cumbuca, aproveitando o momento de distração do rapaz. Ele estava desnorteado, mas seu objetivo havia sido atingido. Com um grande arroto, Jan di indicou que havia acabado a sopa.
—Não te deram educação, não? Aish, arrotando assim nem parece uma garota.
—Você não sabia que arrotar é sinal de gratidão na China?
—OMO! A gente foi parar na China e eu nem percebi?
…
—Mas você está melhor?
—Sim... O que aconteceu?
—Você foi brigar comigo, mas acabou desmaiando. Nós te trouxemos pro hospital mais próximo. Eu queria te transferir para o Shinhwa, mas disseram que não era grave, que você só estava dormindo profundamente, então o resto dos meninos foi embora. —Jun Pyo tirou a vasilha do colo de Jan Di, colocou numa mesa ao lado e envolveu as mãos dela com as suas.
—Jan Di, por favor, não é a primeira vez que você desmaia de cansaço. Me deixa cuidar de você, eu-
—Sunbae! Eu soube que você estava aqui fiz questão de cuidar de você pessoalmente e… Ah! Esse é o seu namorado?
—Yah! Park Bong Jun!
Jun Pyo retirou as mãos rapidamente, mas não disse nada.
—Ah, sunbae está vermelhinha! Jan Di sunbae, você não sabe como fez falta pra mim!
—Claro que devo ter feito, era eu quem te salvava das suas besteiras. Espero que você tenha tomado jeito, ou você pode acabar me matando.— Jan Di era a responsável por Bong Jun quando ainda atuava como clínico geral. Ele era ainda mais atrapalhado que ela.
—Que matar que nada! Vim só trazer seu exame e te dar alta. Aqui… tríglicerídeos bons, boa quantidade de plaquetas… —O residente começou a ler os resultados em voz alta— Beta HCG... Beta… Sunbae! Você está grávida!
—Estou o quê?
Jun Pyo ficou pálido, de olhos arregalados e nem se mexia. Jan Di ficou vermelha, desesperada e, com as mãos trêmulas, pegou o exame das mãos do jovem doutor para ler com os próprios olhos. Depois de alguns instante, se levantou e começou e a bater no médico.
—Yah! Meu nome é Geum San Ri, é? Eu estou com uma barriga de oito meses, por um acaso, seu idiota?! ê. . . .desse, hein? —Ela disse soletrando, dando um tapa a cada palavra— Aigoo, quer me deixar doida?
Quando Jun Pyo entendeu a situação, soltou o ar que não sabia que estava prendendo, e pode sentir o sangue voltando ao seu rosto enquanto um arrepio descia sua espinha. O doutor pegou o exame das mãos dela e o leu de novo.
—Ahh, é verdade! Ufa, que alívio! Mas pera aí… se a sunbae ficou tão nervosa… quer dizer que tem chances, né?
—YAHHH! VOCÊ QUER MORRER? —Jan Di gritou de volta, ainda mais vermelha.—
Quer saber? Chega! Eu me dou alta!
Jan Di saiu como uma tempestade em direção ao banheiro. Jun Pyo ainda estava tentando fazer suas pernas pararem de tremer. Bong Jun achou melhor sair do quarto o mais rápido possível.
~x~
O caminho em direção à casa de Jan Di foi em total silêncio. O nervosismo restante e a tensão entre o dois era óbvia, não havia sequer algo que se pudesse falar. Depois de minutos que pareciam anos, o Mercedes parou em frente à lavanderia e o motorista abriu a porta para Jan Di.
—Obrigada por ficar comigo hoje e pela carona. Estou indo. —Antes que ela pusesse os dois pés para fora do carro, Jun Pyo a segurou levemente pelo cotovelo.
—Lava...Jan Di…
—Hum?
—Você… aquilo que o médico disse… há... alguma chance?
Jan Di soltou uma risada fraca: —Hey, Jun Pyo! Eu sou quase uma obstetra! Sou eu quem diz às mulheres se elas estão grávidas ou não, acha que, se eu estivesse, não teria percebido? Fica tranquilo, não há com o que se preocupar. Boa noite.
~x~
"Jan Di! O que você está pensando? Não tem chance!
Claro que tem, idiota! Você mesma diz, se rolou, tem chance!
Mas não é beeem assim… Tem chance se foi no período fértil, e eu não estava fértil naquele dia. Foi uma vez só ainda por cima, é quase impossível!
Ah, é? E o que explica as tonturas e enjoos, mocinha? E a fome absurda que você tem sentido, hein? E, principalmente, porque você você não está menstruando?"
—Estresse!
—Isso, Senhorita Geum, estresse é um outro fator!
Jan Di franziu o cenho. Ela não estava sequer prestando atenção na aula e não ideia sobre o que professor falava.
—Como eu ia dizendo, um grande estresse ou um susto muito forte pode causar uma grande descarga de adrenalina no corpo, o que desestabiliza a quantidade de estrógeno e progesterona na circulação e pode provocar uma ovulação fora de época. Então, respondendo à sua pergunta, senhorita Kang, sim, uma mulher pode engravidar fora do período fértil previsto.
"Descobrir que dormiu com o cara errado será susto o suficiente?"
~x~
Jan Di tentou pela milésima vez prestar realmente atenção na aula, e aproveitou para beber um gole de água enquanto o professor foi atender a porta.
—Sim, senhor, eu entendo. —O professor se voltou à sala: —Senhorita Geum Jan Di, este senhor diz que tem assuntos à tratar em urgência com a senhorita. Pegue suas coisas e queira acompanhá-lo.
—Secretário Jung?
Jan Di paçocou os livros e estojo na mochila enquanto corria para fora da sala. Sem nenhuma surpresa encontrou Jun Pyo andando de um lado pro outro na porta da sala.
—Yah, o que acon-
Antes que ela terminasse a frase, Jun Pyo pegou em sua mão e começou a arrastá-la pelos corredores, sem dizer nada. Ela tentou gritar algumas palavras em protesto, mas ele logo parou quando chegaram ao banheiro feminino.
—Saiam todas daqui, agora!
A maior parte das mulheres saiu, assustadas com o tom do rapaz. Apenas uma ousou desafiá-lo:
—Ei, senhor! Você não pode nos expulsar do banheiro assim!
O líder do F4 se curvou, ficando na altura dos olhos da mulher, e usando seu olhar e voz mais assustador disse: —Posso. Assim como posso te expulsar dessa escola. —A mulher sumiu como poeira no vento.
—Yah, Gu Jun Pyo, quer fazer o favor de me explicar o que está acontecendo?
—Toma.
Jun Pyo estendeu uma bolsa de plástico para Jan Di, que ela nem tinha percebido que ele estava segurando. Seu coração pulou uma batida quando ela viu que eram testes de gravidez. Pelo menos vinte deles.
—Ei, eu já não disse que…
—Eu sei, eu sei. É só para eu ficar tranquilo.
Jan Di revirou os olhos, jogou o conteúdo da bolsa na bancada da pia, catou um teste que parecia ser mais legal, e entrou na cabine mais próxima. Sentou no vaso, mas não tinha a menor vontade de fazer xixi.
—Gu Jun Pyo, quer parar com isso?
—Hã, isso o que?
—Eu não consigo me concentrar com você andando de um lado pro outro!
—Você não está jogando xadrez, é só fazer xixi!
—Espera lá fora.
—Ei, não!
—GU JUN PYO!
—Tá, tá, tô saindo! Aish!
Jun Pyo ligou duas torneiras antes de andar tomando o cuidado de fazer bastante barulho, abrir a porta e a bater, mas sem sair do banheiro. Pé ante pé, silenciosamente ficou na parede do lado da porta, oposta aos banheiros, mas onde Jan Di não o veria facilmente. Ele ouviu o barulho da descarga, e a viu abrindo a porta com o teste em mãos. Ela olhou no relógio e colocou o teste em cima da pia enquanto lavava as mãos.
—Qual é o resultado?
— AhH, quer me matar! — Jan Di respirou algumas vezes para se recuperar do susto —Provavelmente, negativo. Só falta dar o tempo do teste para que você tenha total certeza disso.
Pela expressão anterior em seu rosto, ele sabia que aquela confiança era pura fachada. Realmente havia chances de que ela carregasse um filho seu.
—Quanto tempo falta?
—Uns dois minutos.
…
—E agora?
—Vinte segundos à menos.
…
—E agora?
—Olha só, você está me deixando nervosa!
—E não era pra estar?
...
—E agora, quanto tempo falta?
—Gu Jun Pyo!
…
—E ag-
—Vou olhar, já deu o tempo.— Jun Pyo correu para mais perto de Jan Di enquanto ela pegava o teste. —Como eu já disse eu não estou… —Jan Di parou para realmente ler o teste — Grávida.
Ela precisou se apoiar na mesa, enquanto Jun Pyo apressadamente pegava o teste de suas mãos trementes e frias. Ele não era muito inteligente pra essas coisas, mas as palavras "Grávida 3+" não deixavam muito espaço para dúvida. Ele olhou para Jan Di novamente, mas ela não o respondia. Ela estava muito pálida, seu corpo inteiro tremia. Seu olhar estava fixo e não demorou muito para que ela perdesse as forças que a mantinham de pé.
