Capítulo 8 tamo na metade, quase na final da fic, to triste mas...

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O que a lua esconde

Não era uma das melhores coisas que poderia aprender, mas porque não tentar? Pensou a moça enquanto descia do flet e então ela viu o rei ostentosamente parado observando seus preciosos arqueiros em treinamento, ela se aproximou e chamou, ele a viu e a cumprimentou formalmente.

- Com licença senhor.- ela disse se curvando- eu... eu gostaria de me juntar ao treino se o senhor não for contrário a isso.
- Ora, ficaríamos encantados em tê-la conosco.
- Mas devo confessar eu nunca atirei um flecha na minha vida. Não sou boa para isso, mas confesso que gostaria de aprender.
- Entendo...- ele ponderou por um momento- ser um arqueiro leva tempo, mas creio que por hoje você aprendera grandes lições.
- Muito obrigada senhor.
- Como queira- ele então assobiou chamando todos os arqueiros.- Por favor recebam a jovem princesa Arabella, ela se juntará a nós em nosso treino por hoje.- e então novamente disse a ela.- Posicione-se por favor.
- Bem preciso de um arco senhor.
- Isso não será um problema, não se preocupe.Tárin Legolas -ele chamou alto e ela olhou para trás aflita ele veio rápido carregando seu habitual arco de madeira acobreada, ele a viu e vacilou por um momento.
- Senhor?
- A senhorita Arabella treinará conosco por hoje, você esta encarregado de ensiná-la, por ser um tão renomado arqueiro.- ele a olhou, ela olha a tudo menos a ele. O rei novamente se dirigiu para ela.- ele lhe ensinará muito. Bom dia senhorita.
- Obrigada. –ela ficou com os olhos baixos por um tempo e então o olhou.- Então... eu não tenho ...um arco.
- Fique com este- ele disse apressado.
- Mas... ele é seu.
- Não tem problema, pode me devolver depois.
- Obrigada...- ela disse meio encabulada, então sem querer pedir mais nada ao loiro ela se posicionou e com extrema dificuldade ajeitou a flecha no arco, ela atirou então, mas para sua frustração a flecha caiu a cinco passos da onde ela se encontrava, ele se aproximou.
- Gostaria que eu a ajudasse?
- Claro, obrigada. – ele deslizou suas mãos para cima das dela, erguendo o punho que segurava a madeira do arco e puxando a mão que empunhava a flecha de ponta reluzente. Os corpos se tocaram e ele aproximou seus lábios sedosos do ouvido da moça.
- Deixe que a flecha lhe guie, segure-a firme e espere até o momento correto, espere até o momento... e então...atire-e ela soltou a flecha que cruzou o ar rápida como um trovão atingindo em cheio o círculo escarlate do alvo. Ela comemorou brevemente, mas depois de perceber que ele ainda a olhava mudou de idéia.

Eles treinaram por mais algumas horas até que ficasse tarde e o céu fosse coberto por nuvens em tons de laranja, roxo e rosa. Eram os últimos a ficarem por lá e retornaram ao flet para a ceia, Arabella, porém não conseguia dormir e aproximou-se da janela. Que lua mais linda brilhava no céu se não aquela que ela via, e não pode se conter colocou uma capa branca acima da camisola e da manta e desceu a escadaria do flet. E embora o flet fosse mais alto ela podia apreciar todo o esplendor da lua de lá de baixo, e a seguiu noite adentro, floresta adentro.
Foi quando encontrou um dos lagos que se mantinham de pequenos riachos do Celebrant e era ali que tudo era tão escondido que em pura molecagem e vontade ela tirou as roupas e mergulhou, ali não havia peixes, pois era um lago pequeno e sem limo para servir de alimento.
Ela molhou o corpo com vontade a noite não estava fria e ela não se preocuparia em ser interrompida. Mergulhou os cabelos e ficou a nadar, aquele era um ótimo lugar, dentro do lado havia pedras grandes enterradas na lama submersa e havia ainda algumas raízes de árvores que mergulhavam lago adentro, mas como ela poderia saber que já havia ali alguém.
Ele a olhou deslumbrado, e uma paixão ainda mais arrebatadora do que ele sentia lhe tomou, a pele branca e macia faria a lua curva-se em inveja á dela, os cabelos eram compridos e enrolados de cor tão negra quanto a mais negra noite que pudesse existir, os lábios rosados eram inquietantemente chamativos assim como os seus olhos, seus olhos, esse era seu maior charme eram como duas pedras âmbares brilhantes onde ele poderia se mirar pelo resto de sua eternidade e foi como se houvesse sido atingido por alguma arma que ele a observou, sofreu mais da alma do que da ferida. Manteve-se escondido atrás de uma grande pedra que havia, ela mergulhou e ele recolheu-se mais a pedra com medo de ser descoberto, ela não ficou lá muito tempo mais, porém o tempo que ficara parecia estar encantada pela grande Lua que era refletida tão gloriosamente pelo lago. E quando ela virou percebendo flores brancas brotando nas encostas ele pode deleitar-se ao ver-lhe que os cabelos agora ainda mais escuros prendiam-se ao colo descoberto pela noite. Ela saiu ao olhar de seu secreto admirador, sem notá-lo, e ele logo seguiu o mesmo rumo colocando as roupas e voltando ao flet. A única coisa que reluzia na escuridão da noite era seu broche em forma de folha verde.