Disclaimer: Saint Seiya non me pertence, pois se fosse o caso, seria um anime, digamos "yaoizado" (mas já não é?:P), escrevi essa fic só por diversão, pois mesmo se tentasse não ia ganhar muita coisa com essa porcaria!

Aviso: Contém yaoi. Você foi avisado, se não gostar aperte o "X" no canto de sua tela, se quiser leia, mas é por sua conta e risco

De qualquer forma

Boa Leitura!


Capítulo 6: Vida, louca vida.

"A vida é louca... Alguém alguma vez me disse algo exatamente igual, na época eu não entendi muito bem, mas agora, sei perfeitamente o que significa. A vida dá muitas e muitas voltas. Em um momento, você é mais um riquinho de família, com uma vida vazia e fria, e no outro, você se apaixona e decide seguir o destino que lhe agrada, construir seu futuro, e não viver um que já foi detalhadamente planejado. Volto a me perguntar, que mal há nisso? Será que o mundo em que vivemos é tão sórdido que o fato de perpetuar velhas empresas se torna mais forte que os laços familiares? Que o amor que um pai dedica ao filho desde seu nascimento?

Os Deuses nos fizeram livres para escolher, nos deram mente para pensar. Então, Porque recriminar o próprio filho se ele fez uma escolha que só o faz feliz?Porque chegar ao extremo de agredir aquele que foi gerado a partir de você?Porque não podemos ser felizes sem ter que prestar explicações, sem ter que enfrentar a todos por uma decisão que é tomada por si próprio, temos pernas, e o trabalho dos pais, e nos ensinar a andar, para que um dia possamos andar sozinhos, sem apoio, porque nem os pais são eternos.O que fiz eu de mal para não poder amar?Será que devo me tornar um ser vazio, que só pensar em coisas fúteis? Não... Mesmo que seja o mais fácil, não seguirei; nem sempre o caminho que se mostra mais fácil é melhor do que aquele que se mostra tempestuoso. Posso sofrer, chorar, mas sei que nunca vou desistir, é um caso de honra, é uma prova.Uma prova de que não são deuses, entidades, demônios, enfim, de que sou eu mesmo o detentor da minhaverdade, de que sou eu mesmo quem traça o meu destino, e cabe a mim decidir o que fazer com meus sentimentos..."


Afrodite se remexeu em meio aos travesseiros que estava, abriu os olhos, fechando-os novamente, extremamente incomodado com a claridade que lhe agredia a visão, esperou mais um pouco, e tornou a abrir os olhos azuis, dessa vez, mantendo-os abertos, não sabia onde estava, tentou se lembrar do que fez ontem, e as cenas da tragédia voltaram com fúria a sua mente, porém, a ultima coisa de que se lembrava, era de estar abraçado a Carlo, que lhe fazia carinhos delicados nos cabelos, após isso, não sabia mais de nada, ergueu-se na cama, sentando e se apoiando na cabeceira de madeira desta, sentiu um gosto estranho na boca, gosto de remédio, seu pescoço ainda doía um pouco por conta da forma violenta como foi chacoalhado pelo colarinho, ele ia se levantar, mas antes mesmo de abandonar a proteção quentinha e confortável dos lençóis, a porta se abriu.

-Ainda bem que você acordou, já estava ficando preocupado! –Carlo adentrou o quarto com uma bandeja de café da manhã

- "preocupado..." -A palavra soou doce aos ouvidos de Afrodite que sorriu.

-Deixe-me ver sua boca, estava com um corte horrível...

-Certamente já está melhor, que remédio ruim que você colocou...Eca

-Perdão, mas foi à única coisa que encontrei –Disse ele sentando na cama.

-Obrigada...Sinto-me bem melhor com você aqui...-Afrodite tocou de leve a face de Carlo, que sorriu.

-Desculpe também pelo café, você não deve estar acostumado com esse tipo de comida, mas foi o que eu consegui improvisar...

-Não me peça desculpas...Sabe, ninguém nunca me levou o café na cama, mas o que é isto? –Afrodite apontou para algo no prato

-Isto são panquecas, minha especialidade...-Carlo começou a cortar a panqueca –Tome, experimente...-Disse levantando um garfo na direção da boca de Afrodite, que sorriu após engolir.

-Nossa Carlo! Isso é muito bom!Muito melhor que o meu café habitual!

-Afrodite, não precisa inventar mentiras...

-É sério! Por mim eu comia isso no café pro resto da minha vida! Mas é claro, só se fosse preparado por você!-Carlo enrubesceu um pouco, mas mudou de assunto

-Suas irmãs estão ai faz um tempo, peço a elas para entrar?

-Por favor. –Afrodite sorriu, e Carlo fechou a porta. – "Carlo, Carlo... Vou querer suas panquecas pro resto da minha vida..." -Suas irmãs adentraram o quarto, um tanto preocupadas, Ártemis, que acabara de chegar de viagem, adentrou o quarto como um furacão, abraçando Afrodite assim que pode.

-Ahh! Irmão!Desculpe por não estar aqui quando você mais precisou de apoio...

-Agradeço porque você está aqui, estava com saudades!-Afrodite envolveu Ártemis em seu abraço, logo depois Hera veio olhar sua boca

-Está bem feia, mas logo deve sarar...Que bom que não conseguimos te segurar, ou uma tragédia poderia acontecer...-Afrodite baixou os olhos-Perdão...Não queria te fazer lembrar do incidente, mas...

-Não tem problema...-Afrodite sorriu gentilmente e continuou -Não posso simplesmente esperar que as coisas sumam da minha mente tão subitamente...

-Afrodite, você pretende ficar aqui?-Réia perguntou baixinho

-Por enquanto sim irmã querida, não quero ver a cara de nosso pai nem tão cedo...Sei que ele é meu pai, mas mesmo assim, não desejo ser um robô manipulado por ele, quero lutar por meus interesses, e não será papai que me impedirá. –Afrodite fechou os olhos, mas os abriu de novo, focalizando em Athena, que parecia estar se culpando de algo –Athena, não fique assim, nada do que aconteceu foi culpa sua...Você bem sabe disso...

-Sinto que podia ter feito algo para que as coisas não chegassem a essas proporções...Acima de tudo, não queria vê-lo sofrer...Você estava tão feliz, tão vívido...-Ela parou sentindo os olhos se umedecerem, Afrodite levantou-se e a abraçou

-Athena...Você sabe que mais cedo ou mais tarde isto ia acontecer, você me conhece o suficiente para saber que eu não desistiria de amar... Não me arrependo de nada...Estou muito feliz, apesar de tudo, e não quero que vocês fiquem com essas caras de enterro, afinal, ninguém morreu não é mesmo?Então vamos lá, quero ver os sorrisos se abrirem nesses rostos lindos que tanto amo...

-Afrodite...Fico admirada com a grandeza do seu amadurecimento...-Hera falou sorrindo de um jeito emocionado, Afrodite apenas retribuiu, sorrindo docemente, e recomeçando a falar

–Porque nenhuma de vocês sorriu? –Ele perguntou fingindo-se de ofendido, e suas irmãs, finalmente, riram.


-Leve isto para mamãe, por favor, Athena...-Afrodite entregou um ramalhete de flores com um pequeno cartão para sua irmã que apenas sorriu

-Claro que entregarei, mamãe vai ficar aliviada...-Athena sorriu docemente, beijando a bochecha de Afrodite, Carlo assistia a cena da porta do salão, quando se virou, Afrodite se deparou com o olhar triste de Carlo, e apenas suspirou.

-Você também! Porque será que ninguém entende que eu não morri? –Afrodite colocou as mãos na cintura, e Carlo continuou olhando-o até que abaixou a cabeça, olhando o chão, até sentir uma mão suave em seu queixo fazendo uma suave pressão para que se levantasse –Carlo...-Ele disse preocupado ao moreno que sustentava um olhar de desespero

-Eu não queria...Te trazer problemas...-Uma lágrima escorreu pelo rosto moreno

-Ora, mas que droga! Já disse que não me arrependo! Você não deve se culpar, afinal, se chegou a este ponto, foi por minha culpa, pois a decisão de dançar e ajudá-los foi minha, e de mais ninguém!Carlo...Não me trate como se fosse um adolescente trouxa e facilmente convencível, não sou mais uma criança que necessita de cuidados...Lisonjeia-me a atenção, mas acho-me grande e capacitado o suficiente para julgar o que desejo e quero seguir...-Os olhos de Carlo se arregalaram, admirado com tamanha maturidade, vinda de um "garoto" –E não fique me olhando como se eu fosse um super dotado! –Afrodite sorriu vendo que finalmente conseguia arrancar um sorriso do moreno

-Você...Você...-Afrodite o abraçou

-Quero ficar com você...Agora...E pra sempre...-Ele afundou o rosto do pescoço moreno, sentindo o aroma daquele com quem gostaria de viver sua vida inteira, Carlo a inicio se surpreendeu, mas retribuiu o abraço, apertando o corpo esguio em seus braços...


-Mamãe a senhora tem certeza de que vai ficar neste chalé aqui?

-Demeter...Entenda, seu pai cometeu atrocidade tamanha sobre seu próprio filho, eu pude ouvir a discussão toda, e senti na voz de Afrodite o amor que ele nutre por aquele homem de quem falou, meu filhinho finalmente cresceu, e se tornou dono de uma maturidade incrível...

-Mas mamãe! O Afrodite está apaixonado por um homem!

-Você ainda é muito imatura para entender os segredos do coração...Um dia certamente você dará conta do julgamento errado que esta fazendo...

-Mamãe! Afrodite não pode! Ele deve se casar e ter filhos!Porque você age assim!? Temos que fazer com que ele caia em si e perceba o tamanho da burrada que está fazendo!

-Demeter! Não fale mais nada! Antes que eu me recuse a falar com você!

-Mas mamãe!

-Cale-se! Isso só em traz vergonha!

-Isso o que?

-Esse seu preconceito! Seu irmão está feliz! Ele ama aquele homem! Isso não é suficiente?

-Seria, mas isso não é normal...Quero dizer...

-Saia...

-Quê?

-Saia daqui Demeter...

-Mas porque?

-Enquanto você tiver esse preconceito todo em seu coração eu não desejo falar com você, vamos saia!

-Mas...

-Agora! –A Sra. Anne elevou sua voz, visivelmente irritada, Demeter finalmente saiu, dando de cara com Athena, que lhe perguntou o que ouve

-Céus Demeter, que cara é essa?

-A mamãe resolveu aceitar que nosso irmão é um viado!

-Não fale assim dele! Você é não sabe o que diz!

-Mas é verdade! Aposto que você também aceitou! Pois bem! Eu não vou ter uma biba como irmão! Ele é repugnante! O Afrodite morreu para mim! –Um barulho de tapa ecoou na entrada do pequeno chalé, as flores antes seguradas por Athena, agora estavam no chão, Demeter agora tinha sua mão no rosto, tentando em vão abafar a dor...

-Porque fez isso!?-Demeter perguntou quase gritando

-Você ainda me pergunta? Como ousa xingar aquele que tantas vezes lhe confortou com palavras doces, que tantas vezes te ajudou, que tantas vezes brincou com você...A única repugnante aqui é você...

-TE ODEIO! –Demeter saiu correndo, Athena ainda ficou se perguntando se era a coisa certa, quando Anne veio à porta, preocupada perguntou o que aconteceu

-Céus, mas o que houve aqui?

-Desculpe mamãe, me descontrolei, eu...Eu...Bati em Demeter

-Athena!

-Não pude me controlar, ela falou do Afrodite de um jeito, eu só quis defendê-lo, droga...Não pude defendê-lo na hora certa e fico fazendo burradas em nome de sua defesa...Que tipo de irmã eu sou?-Anne abraçou a filha

-Não se culpe minha querida...Talvez por ainda não termos nos acostumado com a idéia de que Afrodite cresceu ficamos com uma ânsia de lhe fornecer proteção...Passando por cima de nossos próprios princípios...Apesar de tudo, sua atitude foi nobre de defender seu irmão...Pergunto-me para onde Demeter pode ter ido...Provavelmente para o chalé do pai -Athena soltou-se dos braços de sua mãe e logo se lembrou de algo

-Céus! Ela está indo para onde Afrodite está!Ele está arrumando suas coisas!

Afrodite carregava nas mãos uma caixa com objetos pessoais e roupas, aproveitara a ausência de seu pai para poder pegar logo suas coisas, já que agora não dependia mais do pai, iria seguir seu caminho e ser feliz, estava prestes a abrir a porta quando esta se abriu e por ela entrou Demeter que esbarrou com tudo em Afrodite, caindo no chão e jogando-o no chão junto com a caixa

-Céus Demeter, o que aconteceu com você?-Afrodite falou tentando juntar as coisas que caiam da caixa

-É tudo culpa sua!

-Culpa minha?Culpa de que?

-A nossa família está em pedaços por sua causa!

-Não entendo?

-Ahh! Não entende?!Você! Você sua biba idiota desfez a nossa família! Você!

-Demeter...Por Favor, não me trate assim –Afrodite tentou tocá-la e ela recuou

-Não toque em mim! Seu sujo! Não quero me sujar! Não suporto a sua presença!

-Demeter...Por favor...-Afrodite suplicava aproximando-se mais

-Não chegue perto! Sua bicha nojenta! Não tenho nenhum irmão! Esqueça que eu existo! Eu me envergonho de você!Eu enojo você! TE ODEIO! –Demeter gritou correndo e subindo novamente as escadas, a caixa continuou no chão e dessa vez quem foi até ele foi Afrodite, que caiu de joelhos, deixando as lágrimas correrem livres por seu rosto, perguntando-se o porque de tamanho sofrimento, logo Athena adentrou o chalé, encontrando-o no chão, e logo o abraçando com força, Afrodite abraçou a irmã de volta, necessitava de apoio mais que nunca e na irmã o buscou, Athena afagava os cabelos de Afrodite enquanto este chorava e se acalmava até que ele perguntou baixinho

-Diga-me Athena...Eu realmente dividi nossa família?-Athena não falou nada e continuou afagando os cabelos de Afrodite, que sorriu de forma melancólica –Entendo...Então o que Demeter disse é mesmo verdade...Eu não passo de uma biba idiota, um fardo, que todos vocês tem que carregar...-Afrodite soltou-se bruscamente dos braços da irmã e saiu correndo,Athena, não que conseguiu alcançá-lo, ficou desesperada e foi correndo buscar a ajuda de Carlo

-Carlo! –Athena chamou-o desesperada

-Nossa Athena, o que aconteceu?Algo com Afrodite?-Carlo logo se mostrou preocupado

-Exatamente...Demeter falou coisas horríveis a ele e eu quando fui consolar...-Athena levou a mão ao olho, limpando a lágrima que começou a cair por seu rosto.

-Calma...O que aconteceu?

-Ele saiu correndo...E eu...Não consegui alcançá-lo...Ajude-me a encontrá-lo...Por fa...-Athena nem terminou sua frase, Carlo já havia saído do salão atrás de Afrodite, agora chovia lá fora e Carlo foi sem se preocupar se iria se molhar, enquanto isso no chalé alugado pela família alguém batia na porta, Demeter veio atender com a cara pior-humorada do mundo

-Boa Tarde eu gostaria de trocar umas palavrinhas com o senhor Gustavus...-Uma moça de cabelos esverdeados abriu um sorriso gentil

-Ele não deseja falar com ninguém, por favor, volte em um momento mais propicio –Demeter ia fechando a porta quando a moça recomeçou a falar.

-Mesmo se for para falar sobre seu filho, Afrodite?-Demeter fez uma cara feia ao ouvir o nome de Afrodite, mas a voz de seu pai atrás se si fez ela abrir a porta toda

-Deixe-a entrar...Como é seu nome mesmo minha jovem?

-Oh desculpe, esqueci de apresentar-me, meu nome é Shaina...


A chuva apertava molhando ainda mais o corpo moreno, Carlo corria chamando por Afrodite, tinha uma vaga idéia de onde podia estar, porém não o encontrava, já estava ficando desesperado, quando ouviu um barulho de choro em meio a forte chuva, andou devagar em busca do som, encontrando seu dono, encostado em uma grande árvore, os joelhos flexionados, o rosto escondido entre eles, o corpo tremia com os soluços, Carlo ajoelhou-se em sua frente, afagando seus cabelos de leve, Afrodite se mexeu, levantando os olhos em lágrimas, o cabelo escorrido por conta da chuva, jogou-se nos braços do moreno, que caiu sentado, o outro chorava desesperadamente, Carlo continuou afagando seus cabelos, até que o outro começou a falar

-Será que sou tão imprestável assim?Que mereço tanto sofrimento?Porque?-Carlo o apertou mais ainda em seu abraço –Só sirvo para fazer os outros sofrerem...Veja você...Agora tem que ficar por ai, atrás de uma biba nojenta como eu...

-Pare de falar essas coisas...Você sabe que não é verdade...

-Eu dividi minha família...E ainda te causei problemas...Que tipo de pessoa que sou?

-Shhh...Pare de falar besteiras...Você reaqueceu meu coração, fez derreter o gelo que dele havia se apossado...Se você é uma biba nojenta, eu sou muito pior, porque eu, num momento de fraqueza acabei com meu próprio pai...Você mudou a minha vida, a minha e a de Penny, o que seria de nós sem você...Vamos voltar, todos que amam você estão preocupados...-Afrodite se desfez do abraço, olhando para Carlo, que limpou suas lágrimas com um dedo, sorrindo e beijando a testa branca de Afrodite em seguida levantando e estendendo sua mão direita ao outro que aceitou


-Acalme-se querida...Carlo o trará de volta...Pode não parecer, mas ele amo muito seu irmão...

-Droga...Meu irmão sempre foi tão bom, não merecia sofrer...

-Nem sempre o caminho mais fácil é melhor que o da dor...Isso vai fortalecer ele...Será uma boa lição... –Nesse momento Afrodite e Carlo chegaram, ainda de mãos dadas, Athena sorriu aliviada

-Afrodite! Maninho! –Athena abraçou Afrodite, que devolveu o abraço, Carlo sorriu com a cena, Penny sorriu de leve

-Afrodite...É melhor tomar um bom banho quente...Ou pode pegar uma gripe, eu fiquei menos tempo na chuva, posso agüentar mais um pouco...Levo a roupa para você...-Afrodite sorriu e agradeceu dando um pequeno selinho em Carlo e indo para seu banho, o moreno ficou surpreso, o que arrancou risadas de Penny.Athena sorriu de um modo materno e foi em direção a Carlo o abraçando em seguida

-Obrigada...Por trazer meu irmão de volta...Não sabe o bem que está fazendo a ele...Não sei o que seria dele se não tivesse seu apoio nesse hora...

-Não se preocupe...Do que depender de mim...Afrodite não mais sofrerá...-Carlo sorriu para Athena, que lhe devolveu o mesmo sorriso, agora aliviada e mais calma, continuaram assim, um de frente para o outro, até que um grito se fez ouvir

-Carlo! Eu terminei!-Afrodite gritou do banheiro

-Ó Céus! Esqueci-me de sua roupa!-Carlo falou um pouco vermelho e Penny se dirigiu a Athena

-Fique conosco para o jantar...Não é muito, mas não custa colocar mais um à mesa...-Penny sorriu de modo gentil

-Não quero dar trabalho!

-Imagine...Talvez seja uma forma de retribuir uma parte mínima do que seu irmão fez por mim...Sabe, às vezes me pergunto se ele não é um anjo...

-Ele não é um anjo... É um humano, mas apesar disso, tem o coração tão puro quanto o de um lindo anjo com asas brancas...

-De que anjo vocês estão falando?-Afrodite adentrou a sala secando os cabelos

-De um anjo sem asas...Sem aureola, e sem os tão lindos cachinhos loiros...

-Oras! Então não é um anjo! Um anjo sem asas?

-Sua irmã vai ficar para jantar conosco!-Penny disse feliz

-Isso é ótimo! Assim você poderá conhecer todos!

-Como assim todos?

-É porque não jantamos sozinhos...Milo, Camus, Mu e Aioria vêm sempre aqui...São muito agradáveis, vai adorá-los!- Vozes se fizeram ouvir, e Afrodite declarou feliz

-Camus e Milo já estão chegando!

-Milo será que você não consegue fazer um maldito cabelo sem jogar charme para uma mulherzinha da décima categoria!

-Camus deixa de ser paranóico! Você está vendo chifre na cabeça de cavalo!

-Na verdade eu estou vendo chifres na minha cabeça! –Pararam ao ouvir as risadas de Athena, Penny e Afrodite, Camus e Milo se olharam preocupados, mas Afrodite se adiantou

-Camus, Milo, esta é minha irmã mais velha, Athena...Não se preocupem, não fará que possa ofendê-los, na verdade...

-Afrodite meu irmão, entendo que queira ser gentil, mas preciso explicar algo a esses dois cavaleiros...Se estão preocupados quanto a minha visão da relação de vocês, não se preocupem, não sou o tipo de pessoa que descrimina outras por aqueles com quem elas vivem...Talvez esteja sendo intrometida, porém acho que não há uma demonstração de amor mais convincente que a de vocês...-Athena sorriu de modo doce enquanto Camus enrubesceu e Milo abriu um largo sorriso, logo mais duas pessoas adentraram o salão, completamente encharcadas, um de longos cabelos cor lilases e o outro com cabelos curtos de tom marrom, o primeiro apoiado no outro, aparentemente com algum problema no pé.

-Mu tropeçou no caminho e ta sentindo dor...Tem gelo ai?-Perguntou Aioria completamente embarcado

-Vocês estão muito molhados, Penny pega uma toalha para eles, Milo vamos secar o cabelo do Mu, Afrodite vê um gelo...

-Obrigada por me carregar Aioria...-Mu sorriu encabulado

-De nada amorzinho...Foi o peso mais doce que alguém poderia ter carregado...E eu fiz as honras...-Aioria sorriu de um jeito maroto vendo Mu enrubescer, Athena novamente sorriu feliz

-Ah! Mu e Aioria essa aqui é Athena irmã do Afrodite...-Penny disse dando uma toalha para Aioria junto com roupas secas

-Muito prazer! –Aioria sorriu contente, Afrodite voltou trazendo o gelo e o moreno pegou colocando mais ou menos no tornozelo de Mu, que torceu o nariz

-Tá gelado!

-Temos que colocar gelo, se não pode inchar!Afrodite faz um favor, cuida desse gelo aqui enquanto vou trocar de roupa ok?Já sei, Mu vem logo trocar roupa, vem que eu te ajudo! –Mu corou violentamente

-Tá-tá cer-cer-certo!

-Tome Mu, sua roupa e toalha! –Penny entregou contente as roupas secas

-Ai droga! Deixei o fogo aceso!-Penny lembrou-se

-Eu apaguei! –Disse Afrodite sorrindo

-Ufa! Que susto...Bem agora temos que esperar todos para podermos comer!

-Eu já cheguei! –Carlo declarou chegando na sala, com a toalha ainda sobre os cabelos rebeldes

-Ótimo, me ajude a colocar a mesa! –Penny pediu e Carlo foi ajudar, quando Aioria saiu junto de Mu do quarto onde estavam trocando de roupa

-Ah! Carlo! O Senhor Adolphus deseja falar com você

-Comigo?

-É! Ele pediu que você fosse na sala dele...

-Droga vou atrasar o jantar!

-Não tem problema nós te esperamos!

-Fale por você Afrodite! Pois estou morrendo de foaiiiiiiiii!-Milo gemeu de dor quando Camus puxou sua orelha

-Non se preocupe, nós esperamos...Quanto a você Milo, trate de se comportar!

-Tá...Agente espera! –Carlo deixou o local e ele recomeçou a falar -Poxa...Não precisava ter puxado tanto...Doeu

-Dá próxima vez eu te chuto em um lugar bem pior que esse! Para aprender a ter bons modos!-Passou-se um tempo, até que Carlo voltasse do escritório do senhor Adolphus, com uma cara meio triste, mas quando foi perguntado sobre o que lhe foi falado, apenas disse "Nada demais", afinal, também estava com fome, eles se sentaram à mesa, e como sempre, tiveram um agradável jantar, repleto de risadas e de confusões, logo após Athena despediu-se pois ia para o chalé onde estava com a mãe, lhe fazer companhia, Camus e Milo não demoraram muito a se despedir, afinal, também tiveram um dia duro de trabalho, Mu e Aioria ficaram até um pouco mais tarde, porém se recolheram depois de um tempo, Mu acabou indo junto com Aioria, com a justificativa de que ele tinha um bom remédio para sua dor no pé, Penny foi para seu quarto, e Misty foi para cama repleto de dor de cabeça, ficaram apenas Carlo e Afrodite na sala, vendo um filme entediante, os dois estavam abraçados...

-Sua irmã é uma ótima pessoa, Afrodite...

-Eu sei...Ela é a melhor pessoa desse mundo...É como uma segunda mãe para mim...

-Fico feliz que ela te apóia...-Afrodite abaixou a cabeça -Desculpe! Não queria te fazer lembrar disso! Mas que idiota que eu sou...

-Não!Não se preocupe...Só acho triste o que aconteceu...Não queria que as coisas fossem desse jeito...Só isso...-Uma lágrima escorreu pela pele pálida do garoto e Carlo o apertou ainda mais em seus braços –Estou tão cansado...Queria que tudo fosse tão diferente...Agora, acima de tudo, não quero te perder...

-E não vai...-Carlo começou a afagar os cabelos de Afrodite, que acabou pegando no sono, o moreno olhou para a face pálida e delicada do garoto, desvencilhou-se dele levemente, tomando um cuidado extremo para não acordá-lo, ia na direção de seu quarto, quando se deparou com Penny, que lhe dirigiu um olhar sério e logo falou.

-Pode me contar agora o que o Senhor Adolphus te disse...Sei que não foi nada bom...Você não consegue disfarçar muito bem as coisas...Ainda mais de mim...Aposto que o Afrodite também percebeu...Mas não mencionou nada para não te constranger, ele é muito gentil...-Disse Penny olhando para face adormecida de Afrodite

-Droga...Não consigo esconder nada mesmo de você não é?

-Não...Trate de me contar logo! Estou ficando preocupada!

-Venha comigo...Não quero que Afrodite escute...Seria terrível...-Carlo puxou a loira para a cozinha


Acordou com os raios do sol incômodos batendo em seu rosto, espreguiçou-se demoradamente e arriscou a se mexer, abraçando um dos fofos travesseiros que tinham na cama, afundou a cara nele, os cachos azuis espalhados de modo desordenado pela luxuosa cama, havia algo errado, levantou-se, esfregando os olhos, tentando despertar, os olhos finalmente ficaram abertos, pois antes se fechavam contra sua vontade, olhou em volta, não se lembrava de estar em um quarto tão luxuoso, na verdade, sua ultima lembrança era de que estava sentado no sofá com Carlo, quando este o abraçou e o fez se deitar, depois, acabara pegando no sono, mas onde estaria agora?Levantou-se e trocou-se, reparando que suas roupas estavam no armário que o quarto continha, ia sair do quarto quando a porta se abriu e ele deu de cara com Réia.

-Finalmente você acordou!-Disse ela sorrindo

-O que aconteceu?Porque estou aqui?

-Bem... É que Carlo te trouxe aqui de manhã e...-Ela tapou sua boca, esquecendo-se do que prometera, mas já havia falado de mais, Afrodite já atravessava o portão da entrada, desesperado, queria encontrar Carlo, a todo custo, chegou rapidamente no salão de dança, a porta estava trancada, olhou-o em seu interior, não havia nada de Carlo, Misty ou Penny, sentiu o chão ceder, teriam ido embora?Será que Carlo nada mais fizera além de brincar com seus sentimentos?Não.Não podia ser, depois de tudo, o moreno não podia sumir assim, caiu de joelhos, até ouvir um ronco de motor, não pensou muito, disparou a correr na direção do ronco, alcançando rapidamente o carro do qual esse saia, parou ofegante, Penny estava se despedindo de Mu e Carlo e Misty estavam aparentemente no carro, Carlo dirigia, já ligara o motor, Penny virou-se vendo assustada a imagem de Afrodite, no entanto o moreno não o viu, perguntando a loira porque do espanto.

-Vamos logo Penny!Não queremos que o Afrodite nos veja!

-Então é assim!?Vocês brincam comigo e depois vão embora?!-Afrodite gritou, sendo consumido por uma raiva incontrolável, Carlo finalmente percebeu a presença do outro, não esboçava a mínima cara de choro, mas sim de raiva -Pois pode ir embora!Posso viver muito bem sem você!-Disse gritando enraivecido e logo saiu correndo

-Droga!-Carlo abriu a porta do carro e saiu em disparada atrás de Afrodite, Penny ficou paralisada com o sentimento de culpa no peito, Carlo corria, vendo apenas a silhueta do outro em disparada, apressou-se mais, forçando a perna mais do que podia, para conseguir alcançá-lo, quando chegou perto agarrou o pulso de Afrodite fazendo ele se virar, e vendo que mais uma vez ele tinha lágrimas nos olhos, não conteve em abraçá-lo, Afrodite se debateu, tentando se livrar dos braços que o envolviam, mas no fim, se rendeu, como uma fera acuada e encurralada.

-Me largue! Vá embora! Eu não preciso de você!-Afrodite voltara a se debater tentando se livrar dos braços fortes de Carlo

-Você entendeu tudo errado...

-Ohh! Agora vai me dizer que estava indo para um piquenique!Você não estava indo embora! Pois então! Pode seguir seu caminho! Não perca seu tempo comigo!Você nem mesmo queria se despedir! Pode ir! Não o culpo!Fui idiota demais!Não percebi que se aproximou de mim apenas para brincar e me usar, e depois, me jogar fora, como um objeto sem valor...

-Pare de falar besteira!-Carlo elevou seu tom de voz- Quer me ouvir?!

-Pra que?!Para você inventar uma desculpa qualquer e eu fingir que acredito!Me desculpe mas não me interesso por suas explicações!Agora vá! Não precisa se despedir!

-É verdade...-Carlo falou e Afrodite se mostrou surpreso, parando por um momento de se debater -Talvez, eu tenha tido sim a intenção de partir sem lhe dizer nada...Talvez eu tenha tido a intenção de fazer você me esquecer, por ser fraco...

-Que?Pare!Você está tentando me comover!

-Sei que é difícil...Mas tente me ouvir, depois se quiser, pode me excluir de sua vida...Só preciso desse tempo para lhe dizer o que desejo...-Carlo afrouxou os braços em torno de Afrodite e o outro empurrou seus braços bruscamente, recomeçando a falar, ainda com muita raiva nas palavras

-Porque não me deixa em paz! Se não me deseja mais!Vá embora! Já que brincou comigo!Porque ainda me faz sofrer?!Eu te ajudei!Porque?!-Carlo sentindo cada palavra doer em seu coração pegou o rosto de Afrodite com uma das mãos e com um gesto suave o beijou, de inicio o outro até retribuiu seu beijou repleto de carinho e amor, mas logo o empurrou olhando para ele de forma intensa –Porque fez isso?-Disse um Afrodite extremamente perturbado

-Porque eu te amo...Olhe, você pode achar que minto, que sou doido, mas eu decidi que vou te falar toda a verdade, que devia ter dito desde o inicio...

-Ótimo!Acho até que um pouco tarde!

-Eu fui demitido...

-O que?Como? Quando

-Exatamente isso...Ontem quando sai do salão para falar com o senhor Adolphus...Ele me demitiu...Eu te esperei dormir para contar a Penny, nós tentamos partir sem que você soubesse, eu não queria te ver sofrendo novamente...Eu...-Calou-se, Afrodite sentiu-se a pior das criaturas, então estavam apenas tentando poupá-lo?Que injustiça cometera, não sabia por onde começar, e sem saber porque, novas lágrimas desceram por seu rosto

-Eu...Não sei o que dizer...Céus...Como fui injusto e egoísta...Pensei apenas em mim mesmo e quando fui me dar conta, você só estava tentando me proteger...Desculpe-me...Perdão por duvidar do seu amor...Perdão por ter feito o que eu fiz...

-Não o culpo...De certa forma...Sabia que isso podia acontecer...-Afrodite o abraçou

-Será que mereço seu perdão?-Ele sussurrou baixinho no ouvido do moreno

-Te amo demais para não cedê-lo a você...

-Não quero que vá...

-Nem eu quero ir...Mas nada posso fazer...

-Não há nada mesmo a ser feito?

-Sinto dizer que nós não podemos fazer nada...

-Te amo demais...Por favor, nunca se esqueça disso...

-O que quer dizer com isso?

-Mesmo se você não voltar nunca mais, meu coração para sempre lhe pertence...

-Mas é claro que vou voltar!Não vou ficar longe de você por muito tempo...Assim que me estabilizar, eu voltarei e te levarei comigo para vivermos juntos...

-Promete?

-Prometo...Mesmo que eu esteja longe, eu estarei com você...

-Por favor...Não demore...Ou melhor...Volte...

-Pode ter certeza de que voltarei...Tome...-Carlo tirou do pescoço um cordão dourado, com uma medalhinha em forma de cruz pendurada e colocou nas mãos de Afrodite

-O que é isto?

-É para você ter a certeza de que voltarei...Isso é um cordão que ganhei de presente do meu pai... É meu maior tesouro, cuide dele...E então quando eu voltar, você poderá me devolver...-Carlo sorriu e Afrodite devolveu o sorriso, os dois deram as mãos e começaram a caminhar de volta ao local onde o carro de Carlo se encontrava, Penny continuava com as mesmas feições aflitas, mas se aliviou ao ver Afrodite e Carlo voltando juntos, não se conteve e correu em direção a Afrodite, se jogando nos braços deste e se despedindo, Misty os lembrou que não deviam tomar muito tempo, pois deveriam procurar outro lugar, e então Penny entrou no carro, Carlo e Afrodite ficaram se olhando, e se abraçaram, um desejando não largar mais o outro, porém Carlo soltou Afrodite, e entrou no carro, ligando os motores em seguida, Mu e Afrodite ficaram fazendo acenos, até perderem o carro de vista, Mu falou que ia deixar Afrodite sozinho, pois tinha muito a fazer, vendo-se sozinho, Afrodite caiu de joelhos, parecia que tinham arrancado-lhe o coração, sentiu finalmente o vazio quando o carro sumiu totalmente de vista, e agora?O que iria fazer sem a pessoa que mais amava?Olhou o cordão...Desejando ardentemente à volta daquele que acabara de partir...


N/A:Well I'm Back Again! \o\

Bem…Eu esperava sinceramente que este capítulo fosse o último, mas enfim, acabou não sendo, porque, talvez eu queria matar vocês de curiosidade (máa), mentira, eu não faria uma coisa dessas...Eu parei por aqui mesmo porque eu achei que se continuasse o capítulo ia ficar meio maçante, coisa que eu não quero.Wow! Que emoção! A primeira fic que eu faço que tem mais que seis capítulos! Nossa, estou com a impressão de que rompi a maior barreira do mundo, mas fugindo disso, espero que o capítulo não tenha ficado dramático de mais, novamente, peço perdão se deixei algum erro grotesco de português para trás, talvez seja porque não tenho uma beta, mas eu faço o possível, bem vamos aos créditos de novo...

O Nome Carloé criação da Pipe

Bom, já deixei os queridos créditos enton...Fico por aqui!Aguardem o próximo capítulo, será o ultimo? xD

KissuS