Poder
Death Note não me pertence!
YAOI. LEMON. Raito x L ou o contrário.
Leia por sua conta e risco. Reviews, onegai!
Dedicado a duas grandes amigas minhas: Uchiha Taki-chan (1273844) e Mayumii. (1216770).
Finalmente, o último capítulo! TEM SPOILER DO ANIME. Ééé, do anime mesmo, porque eu me baseei numa cena que não tem no mangá e tal.
Não sei ainda, mas acho que vou colocar um capítulo extra com considerações finais.
Capítulo III - Pois Não Vivo Sem Você
(Centro de Investigação do Caso Kira - Heliporto)
Kira! Estavam tão perto, o plano já estava feito... Sendo executado.
- Suba no helicóptero, Yagami-kun. Hoje nós pegaremos Kira.
- Sem dúvida! - respondeu Raito, entrando no veículo aéreo - Você que vai dirigir isso, Ryuuzaki?
- Sim.
O detetive subiu no helicóptero, seguido por Watari.
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(Ryuuzaki - L)
Quando acordamos aquele dia... Ele não me disse uma palavra.
Yagami-kun já estava algemado a mim de novo, e ambos vestidos... Meu sono foi tão pesado assim que eu nem percebi?
...Ou foi um sonho?
...Deus, por favor, que tenha sido real.
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(Helicóptero)
- Não sabia que você era piloto de helicóptero, Ryuuzaki. - comentou Raito.
- É bem simples.
Watari pegava armas e as carregava, enquanto os outros dois prestavam atenção no caminho. Yagami olhou para o mapa GPS e exclamou:
- Higuchi não está indo para a Sakura TV, mas na direção inversa!
- A julgar pelo caminho, parece se dirigir ao escritório da Yotsuba. - respondeu o piloto.
Não houve necessidade de mais diálogo: logo começaram a seguí-lo na nova rota.
L contactou-se com Wedy a respeito das gravações que estavam na Yotsuba; a ladra, pelo microfone, afirmou que o trabalho já estava feito.
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(Raito)
Falta pouco!
O momento de tensão começa agora... Kira, você será pego!
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(Helicóptero)
- Higuchi já percebeu o que fizemos com as fitas. - afirmou L.
Raito concordou com a cabeça e dialogou brevemente com seu pai, que estava na Sakura Tv:
- Pai, Higuchi está agora indo à Sakura TV. Chegará nos próximos 15 minutos. Tudo bem?
- "Não queria que meu filho se preocupasse com isso... Mas tudo bem, Raito!"
Como as preparações já estavam concluídas... Só restava esperar.
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(Raito)
Ryuuzaki... Espero que não aconteça nada de ruim com você por causa de Kira.
Vamos prendê-lo...!
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(Helicóptero)
Ouviu-se a voz de Mogi.
- "Higuchi está armado e o chefe foi baleado! Ele está fugindo!"
E logo após, a de Soichiro:
- "Estou bem... se o perseguirmos agora, ainda podemos pegá-lo, Ryuuzaki! Vamos!"
- Droga, ele escapou da Sakura TV! - Exclamou Raito; a irritação percorria todos os seus nervos; tanto ele quanto o detetive estavam agitados.
- É inevitável... Teremos de perseguí-los nós mesmos. - Ryuuzaki afirmou. - Watari, tudo pronto?
- Sim. - O outro respondeu, já apontando uma espingarda para fora do helicóptero.
- Yagami, use isto, por favor. - E estendeu-lhe uma arma - Afinal, trata-se de Kira.
- ...Não, isso não é permitido no Japão.
O detetive sorriu para si.
- Tenho certeza que o sr. Yagami diria o mesmo...
- É. - Raito respondeu ao sorriso.
Olharam para fora; Higuchi estava sendo cercado por carros de polícia.
- Como é possível? Não informamos a polícia. - comentou Watari.
- Só pode ser obra de... - O universitário começou, sendo interrompido pelo piloto.
- Exatamente. Aizawa.
Ligou-se o farol do helicóptero sobre o porsche vermelho. Watari mirava. O minuto definitivo... Iam conseguir capturar Kira!?
Uma falha; Higuchi achou saída e acelerou.
- É seu limite! - bradou o atirador, acertando uma das rodas do carro, que girou e bateu em um dos muros da ponte.
A polícia brevemente encurralou-o. Mas o motorista apontou a arma para sua própria cabeça:
- EU SOU KIRA! NÃO SE APROXIMEM! - E apertou o gatilho; mas foi detido por Watari de novo.
O helicóptero pousou; Era o clímax.
- É o fim, não é? - comentou Raito.
- Tem razão. - o detetive respondeu.
Higuchi ofegava, dentro do carro; não tinha mais saída.
- "Ryuuzaki, deixe-me ir." - Soichiro pediu.
- "Chefe, eu vou com o senhor" - foi a vez de Mogi, que abria a porta e colocava o capacete.
- Entendido. - disse L. - Lidamos com Kira. Portanto, levem-no em custódia sem revelar suas faces. - encerrou o contato. - Watari, se Higuchi fizer qualquer movimento estranho...
- Sim - respondeu o atirador. - Eu o tenho na mira.
Os dois policiais aproximavam-se levantemente do porsche; passaram por um carro.
- Aizawa, tem algo para cobrir o rosto? - Perguntou o pai de Raito.
- Sim. - E fez uma saudação.
- Dê-nos cobertura.
- Sim! Obrigado, chefe!
A polícia se aproximava de Higuchi, que estava sem forças, suando, passando calor devido à luz dos faróis.
- Higuchi! Saia do carro lentamente! - Ordenou o chefe.
Kira se rendia. Obedeceu e levou as mãos ao alto.
Rapidamente, foi algemado e vendado.
- "Higuchi está detido." - Soichiro informou.
- Senhor Mogi! - Raito chamou - Coloque a escuta nele.
- "Certo!"
Finalmente, a conversa, o confronto final que todos ansiavam desde o começo... L versus Kira.
- Higuchi, como executou os assassinatos? Diga-me.
O suspeito manteve-se em silêncio; Ryuuzaki enchia uma xícara de café.
- Ou usarei os métodos necessários para fazê-lo falar.
- "...Com o caderno."
- Caderno?
- "É inacreditável, mas é um caderno que mata a pessoa cujo nome for escrito nele, se seu rosto for conhecido pelo escritor."
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(Ryuuzaki - L)
Caderno...
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(Helicóptero)
- Yagami-san!
- "Sim, está na maleta de Higuchi. Realmente, há nomes escritos. Mas isso não parece nada de extraordinário." - Olhou para frente... - "AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!"
L assustou-se brevemente e tirou os olhos de seu café:
- Hn? O que foi, Yagami-san?
- "U-UM MONSTRO!" - Procurou por sua arma, sem sucesso.
- Acalme-se, por favor. Está, no momento, desarmado, Yagami-san.
- "Ah, sim... É verdade." - E mirava o monstro.
- "Está tudo bem, chefe?"
- "M-Mogi... Não está vendo?"
- "Chefe, o senhor deve estar cansado." - E pegou o caderno que havia caído no chão. Olhou para frente. - "...UWAAAAAAAAH!"
- O que houve, Mogi-san!? - Perguntou Raito.
- "P-parece que... Somente aqueles que tocam o caderno podem ver..." - respondeu Soichiro. - "É um monstro!"
- Por favor, tragam o caderno ao helicóptero. - Proferiu L.
- "Certo!"
Mogi correu ao helicópeto, com o caderno em mãos.
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(Remu)
Então, o que vai fazer agora, Yagami Raito?
Ao tocar o Death Note, as memórias de tudo o que fez no passado retornarão.
Mas...
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(Helicóptero)
Chegou no veículo aéreo e estendeu o objeto ao detetive, que segurou-o e olhou para frente.
- ...Shinigami!? Eles... Realmente... Existem...
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(Ryuuzaki - L)
Yagami Raito... Cadernos, trocar cadernos em Aoyama...
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(Helicóptero)
- Ryuuzaki, dê-me este caderno! - bradou Raito, indo ao encontro das mãos de L.
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(Ryuuzaki - L)
Kira... Segundo Kira...
DUAS CÓPIAS!
Existem pelo menos duas cópias do caderno. Ainda não acabou...
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(Helicóptero)
- Hn!? - Ryuuzaki percebeu a ausência do caderno, e olhou para Raito.
O grito de Yagami foi sinistro, parecia surreal. Lembrava-se de tudo...
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(Raito - Kira)
...Eu sou kira.
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(Helicóptero)
Raito ofegava, e virou-se de costas.
- T-Tudo bem? - Perguntou o detetive. - Qualquer um se aterrorizaria vendo aquele monstro.
- Ryuuzaki...
- Sim?
- Agora precisamos verificar se os nomes escritos aqui batem com os das vítimas. - E começou a digitar no laptop.
- Ahn? ...Sim... E-estou de acordo.
O universitário sorria. Sorria psicoticamente.
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(Raito - Kira)
Eu venci.
Como planejado...
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(Helicóptero)
Passaram-se longos quarenta segundos. Higuchi caiu no chão, morto.
Raito sentia uma vontade avassaladora de rir. Rir como nunca; como um Deus sádico, que acabara de concluir sua armadilha para os pobres e mortais humanos.
Os policiais se assustaram com a queda do recém-preso, mas confirmaram seu falecimento. O detetive mostrou-se discretamente confuso.
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(Centro de Investigação do Caso Kira - Terraço)
L admirava a tempestade e sequer percebia o fato de estar completamente molhado.
O recém-memorizado estudante universitário chegou no local e logo indagou para o amigo o que ele estava fazendo alí. Fazendo sinal de que não ouvia, o detetive obrigou Raito a ir até ele, na chuva.
Houve um breve diálogo, e os dois foram secar-se.
- Sabe, Ryuuzaki.
- Hm?
- Eu descobri coisas sobre sua vida pessoal que eu não queria saber.
- Para essa audácia toda, deve ter descoberto meu nome também... Certo, Yagami-kun?
- É. E por isso mesmo... Sinto que você pode morrer a qualquer momento.
- Admite, então, que é Kira?
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(Raito - Kira)
Claro que admito!
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(Centro de Investigação do Caso Kira - Terraço)
Raito pegou o Death Note, que estava em suas mãos misteriosamente - talvez tivesse pedido emprestado para analisar alguma coisa aleatória.
- Sou. E estou escrevendo seu nome agora mesmo.
L Lawl... E ele parou de escrever.
- Posso até ser Kira. Mas não posso te matar.
- Como assim? - Se você morresse... Eu não teria motivos para ser o Deus do Novo mundo... Porque não há sentido em ter esse poder sem a pessoa que eu realmente amo. Não que eu tenha um coração, mas a vida não seria tão divertida assim.
- Você me ama, é?
- É, talvez.
Yagami Raito foi a única coisa que o portador do nome conseguiu escrever.
- Essa será minha punição. O mundo sem Kira estará de volta na podridão, mas... É a única coisa que eu posso fazer para tentar ser desculpado.
40 segundos.
Kira caiu no chão, morto.
- Nem deixou eu falar que... Além de um grande amigo, eu também te amava.
L pegou o Death Note. L Lawl...iet. Completara seu nome - e daqui menos de um minuto estaria no mesmo estado de Raito. Morto.
- Se não podemos resolver esse assunto nos mundos terrenos, que façamos isso em outro plano. Afinal... Eu pertenço a você, Yagami-kun. Queria saber, não queria? Eu não vivo sem você... Quero continuar pertencendo à sua pessoa. Você tinha poder sobre mim... Desde o começo.
39...
- Aishiteru, Raito-kun. Zutto.
E o corpo de L tombava em cima do outro, ambos sem vida.
As folhas do caderno assassino iam ficando levemente molhadas, se dissolvendo devagar.
O tempo parava, o cenário ia sumindo. E os dois estavam juntos. O assassino e o detetive. Unidos por algo que talvez fosse amor...
Ninguém nunca saberia.
Naqueles garranchos do Death Note, os dois nomes na mesma página.
Naqueles garranchos do Death Note, os dois corações no mesmo lugar.
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SIM, esse é o final.
Eu pulei um monte de coisa e terminei porcamente, mas eu gostei... Sei lá, me matem.
Próximo "capítulo" são as considerações finais.
Obrigada por lerem, aceito reviews.
