Isso é só para diversão heim gente!!!!

Mas bem que podia ser o roteiro do 4º filme...

Jack and Lizzie não são meus, são do Mickey...

Cap.3

Jack, desde que o Pérola havia sido roubado pela segunda vez por Barbossa – aquele maldito zumbi renascido do inferno – havia pego emprestado sem permissão um barquinho, com uma pequena vela, remos e rum, algumas maçãs verdes e uvas passas, tudo o que ele precisava, tinha até uma bandeira negra com uma caveira com dreads como os dele.

- Muito fofo. - pensou ele com uma careta de deboche. Nomeou o nobre barquinho de Perolinha, ele não era negro, mas valia a intenção.

Havia deixado Sr. Gibbs fazendo companhia a Scarlet e Gisele em Tortuga e partiu em busca da Fonte da Juventude.

Será que aquilo poderia lhe dar a imortalidade que tanto sonhava? Perguntava-se o tempo todo. Será que era isso mesmo que queria?

Roubara o mapa de Barbossa, ria ao lembrar disso e de imaginar a cara que aquele cão sarnento faria ao descobrir o fato. Mas mesmo assim, mesmo com o mapa, ele teimou olhar em sua "bússola especial", só para constatar que ela continuava louca.

Novamente não sabia o que queria ou relutava em pegar para si como a velha Tia Dalma disse? Ou talvez, como dizia o finado ex-comodoro James Norrington, ela devia estar quebrada. Quebrada, devia ser isso.

Tinha um mapa, garrafas de rum, seu Perolinha, o mar, o vento, o mundo.

Mas a única coisa que havia nesse mundo que ele desejou e não teve foi ela. Elizabeth Swann. A menina mais convencida e irritante que cruzara seu caminho e agora não saía de sua cabeça.

A única mulher que havia resistido a ele. Sim, ela resistiu o mais que pôde, mas resistiu. O máximo que ele teve dela foi um beijo. O beijo mais caro. Havia custado sua vida. Mas que beijo! Com um beijo daquele ele poderia morrer feliz. Ele sentiu todo o desejo e a paixão que emanavam dos lábios e da pele dela. Um cheiro doce, suave e limpo o enfeitiçou, junto com o olhar penetrante e hipnotizador que ela lhe lançou.

Pensava nela o tempo todo.


Passaram-se três dias desde que ele estava em alto mar, o rum tinha acabado, as maçãs apodreceram, as uvas ele comeu num dia só, e não havia nenhuma terra à vista. Até que se deu conta que estava à mercê da sorte. Novamente sem rumo.


Chegou às costas da Venezuela quase morto de fome e sede. Encontrou pessoas bondosas, a maioria ex-piratas que haviam se cansado dessa vida, que o alimentaram e o ajudaram em alguns reparos à vela do Perolinha.

- Devo estar muito longe da Fonte – pensou ele com preguiça.

"Zarpou" em direção ao Norte.

De ilha em ilha fazia e reencontrava amigos, inimigos e arrasava os corações das pobres damas que caíam de amores por ele. Arrasava, porque nem sequer beijar alguma delas ele conseguiu. Ele não conseguia encostar um dedo numa mulher desde que deixou Tortuga. Sim, havia flertado com Scarlet e Gisele, mas prometera a elas um pequeno passeio no Pérola e só. Não tinha as beijado, nem suas mãos haviam "passeado" pelos corpos das distintas damas como seria de praxe em outros tempos.

Desde o Beijo da Morte de sua querida Lizzie ele parecia diferente, mais sério, mais reservado, parecia que ela havia arrancado a melhor parte dele e levado consigo para Deus sabe onde.

- Oh Bugger!!! Para onde o traidor eunuco havia levado a sapeca Elizabeth Swann? – falava isso sempre em voz alta.

Muitas vezes ficava pensando em como seus sobrenomes eram engraçados, ele o Pardal e ela o Cisne. Entregava-se a devaneios muito loucos. Pensava se seria possível que um pequeno e pobre Pardal cortejasse um belo e majestoso Cisne. E se fosse, como seriam os bebês? Cisnes pescoçudos com penas pardas ou pardais pequenos e brancos que nadassem em lagos?

- Mas que pensamentos estranhos. – ria ele. Ria por horas e horas, um riso tímido e tristonho, mas ria e balançava a cabeça.

Continuava assim e nem via o tempo passar, muitas vezes esquecia qual direção deveria tomar.

Todos aqueles meses praticamente à deriva no Mar do Caribe estavam, por incrível que pareça, o aborrecendo.

Não havia mais aventuras sobrenaturais ou coisas do tipo, nem donzelas em perigo, nem sua donzela perigosa e assassina estava com ele para fazer seu sangue ferver.

Pensava também na maldita despedida.

Amaldiçoava-se por não ter a abraçado nem deixado ela se aproximar. Tinha uma platéia os assistindo, além disso, se ele encostasse nela e sentisse seu cheiro, ele sabia que não iria resistir e acabaria a agarrando e a levaria para sua cabine e Will e o resto do mundo que fosse pro inferno.

Além do mais, seria melhor que a despedida fosse rápida e menos dolorosa, sem beijos e abraços, fácil de esquecer. Mas isso tudo só fez com que ele lembrasse o ocorrido o tempo todo. Não havia um único dia que ele não lembrasse e logo começou a se xingar por ter sido tão infantil.

Ficava deitado no barquinho, deixando o vento o levar onde quisesse, nada importava mais, o louco e lendário Capitão Jack Sparrow não via mais graça em velejar, beber rum – coisa que ele não tinha há meses – e tudo o mais. Nem no Pérola Negra ele pensava mais. Como uma menina como ela, chata e arrogante, havia conseguido destruir o mundo dele e fazê-lo duvidar de suas convicções? Isso queimava em sua cabeça.

Perdido nesses pensamentos depressivos, Jack nem percebeu que uma tempestade das grandes se aproximava. Adormeceu e só se deu conta da tempestade quando a chuva começou a cair pesadamente e o vento arrancou a vela do pobre Perolinha.

- O que é agora Calypso? – gritou ele ao vento.

Ele sabia que ela estava brava com alguma coisa e desejava que não fosse com ele. Mas se fosse, o que ela poderia fazer? Matá-lo? Ele já havia morrido e não fora tão ruim depois do beijo de Lizzie. Mas Lizzie não estava ali para beijá-lo, então ele não queria morrer.

Mas por algum motivo ele ficou quieto, tranqüilo e não sabia o porquê.

Deitou-se e o vento levou seu barquinho onde a velha Tia Dalma quis.