Mais um capítulo!!!

Obrigada pela review!!!!

Espero que goste...

Os personagens pertencem à Disney...

Cap. 4

A violência das ondas virou o Perolinha, jogando Jack na água. Ele tremeu, estava terrivelmente fria. Ele se agarrou com o barco até que ficou próximo da praia. Quando a onda quebrou, ele arrastou o barco, mas antes que ele percebesse, um dos remos bateu em sua cabeça quando uma outra onda enorme o alcançou.

- Bugger! – ele gritou com raiva. Tirou finalmente o barco da água e correu para salvar os remos, já que o Perolinha estava sem velas.

Amanhecia na ilha e a chuva cessara. Não estava cansado, já que não lutou contra a tempestade e resolveu andar pela praia para ver se encontrava algo para comer.

Andou horas pela orla da ilha, que era grande, mas só havia um monte, bem grande, no centro dela.

O sol estava nascendo quando ele quase caiu duro no chão.

Notou um corpo caído na areia, e ele tinha cabelos claros como o sol. Parou chocado.

- Não pode ser! Isso é loucura! – ele fez uma careta assustada.

Tomou fôlego e saiu correndo em direção ao corpo só para cair de joelhos diante dele.

- Oh meu Deus! Elizabeth! Que maldição é essa? – ele se perguntou, a pegou em seus braços e começou a sacudi-la, parecia que estava morta.

Morta? Ele sentiu um aperto forte no peito.

Ela começou a se mexer, o que o aliviou profundamente.

Ela acordou e se viu nos braços de ninguém menos, ninguém mais que Jack Sparrow. Custou a acreditar no que seus olhos viam.

- Jack? – ela gaguejou.

- Oi Elizabeth! – ele respondeu com um largo sorriso, mostrando seus dentes de ouro.

Ela ainda não acreditava, deitada nos braços dele, ordenou:

- Suma daqui maldita alucinação! – ela se levantou. Estava tonta.

- O quê Elizabeth? – ele respondeu surpreso. – Sou eu, Jack Sparrow! – ele arregalou os olhos e levantou.

Vendo que ela estava um pouco tonta, perguntou:

– Você bebeu? - Alcançou o braço dela e a puxou a fim de sentir sua respiração. Sim. Ela estava bêbada.

Olhando pra ele, tonta, ela disse choramingando:

– Vá embora! Você não passa de uma alucinação, loucura da minha cabeça! – e nesse mesmo instante começou a bater na própria cabeça com muita força e Jack, assustado, segurou-lhe os braços e disse:

- O que há com você Lizzie? - ao ouvir o apelido carinhoso que ele lhe deu, ela começou a chorar incontrolavelmente.

Ele não sabia o que fazer, vê-la em desespero o deixava desesperado.

Então, por impulso, ele a abraçou forte e ela o abraçou de volta. Ficaram assim por alguns minutos, ele abismado por tê-la encontrado desse jeito, e ela ainda chorava. Ajoelharam-se, ainda abraçados e Elizabeth desmaiou.

Jack a pegou no colo e a levou para a sombra de uma árvore e a deitou. Ficou a observando por um bom tempo.

Agora era a vez dele de não acreditar. Era ela. Ele havia a encontrado novamente, coisa que desejou, mas não esperava que fosse acontecer.

E aqui estava ela, magra, em trapos, parecia doente e havia bebido rum. Sim. Rum foi o que ele sentiu na respiração dela. Ele sorriu. Ela havia enchido a cara de rum. Pensando nele?

- Não. Pensando no marido eunuco dela! – ele pensou e fez uma careta de nojo.

Ela havia escolhido Will Turner. Isso o deixava doente.

- O que aquele moleque tem que eu não tenho? – ele se perguntou. – Juventude? Não! Pareço muito mais jovem do que realmente sou. Beleza? Nunca! Meus dreads, meus olhos e meus dentes são lindos! – ele desistiu de pensar nisso. Era uma coisa inexplicável.

Voltou a fitá-la e percebeu que ela tremia muito vestida só naqueles trapos. Ele retirou seu casaco e colocou em cima dela. Ela continuou a tremer. Realmente soprava um vento frio apesar do tímido sol que aparecia entre as nuvens.

Vendo-a tremer daquele jeito, ele que também estava cansado agora e com frio, deitou-se perto dela, a envolveu com seus braços e ela, no sono, o abraçou também, pondo a cabeça em contato com o pescoço dele.

Ele adormeceu contente, com um sorriso no rosto.