Jack e Lizzie pertencem ao Mickey, pq se pertencessem a mim...

Cap. 5

Horas depois Elizabeth abriu os olhos, que estava vermelhos, e se viu agarrada ao Capitão Jack Sparrow!

Custava acreditar, mas lá estavam, debaixo da sombra de uma árvore, ele deitado de costas com seu braço direito servindo de travesseiro a ela e o esquerdo pousado em sua cintura, enquanto ela estava deitada de lado, com uma mão no peito dele e com uma perna em cima da dele. Pareciam um casal de amantes após uma doce noite de amor.

Essa não era a primeira vez que dormiram abraçados.

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Quando estavam na ilha em que foram abandonados para morrer por Barbossa, depois de dançarem em volta da fogueira cantando a canção que ela o ensinou, "A pirate's life for me" e de seduzirem um ao outro, ela havia embebedado Jack que caíra no sono e ficou observando –o por alguns instantes. Estava ligeiramente tonta, mas levantou-se e foi juntar as garrafas de rum para um sinal de fumaça que ela faria para chamar a atenção da Marinha Real. Depois que terminou de juntar o rum e qualquer outra coisa que poderia queimar era só esperar o amanhecer e explodir tudo.

Mas sentiu frio, nunca passara uma noite fora de casa e sem roupas decentes, e sem pensar muito se deitou ao lado de Jack, próxima à fogueira.

Durante o sono, ele a alcançou e passou uma perna por cima da dela e a abraçou, enterrando o rosto nos cabelos dela.

Ela não se esquivou, muito pelo contrário, até gostou. Nunca tinha ficado tão próxima de um homem antes, sentia-se magnificamente bem. Adormeceu tranqüila e por sorte acordou antes que ele e pôs seu plano em prática.

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Olhando agora para Jack, sentia um misto de alegria e espanto. Porque será que ele estava ali, na ilha que Will a deixara, com ela?

- Será que Will pediu para Jack cuidar de mim? – se perguntou. – Não. Will nem agradeceu a Jack por deixá-lo ser o Capitão do Holandês Voador ou se desculpou pela miserável traição! – arregalou os olhos – Então por que diabos Jack estava com ela? – pensou aflita. Não parava de pensar nisso.

Levantou-se cuidadosamente para não acordá-lo e caminhou à procura de frutas. Parecia que estava amanhecendo, não sabia quanto tempo dormiram.

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Quando Jack abriu os olhos, rapidamente se sentou e virou a cabeça em todas as direções à procura de Elizabeth e não a vendo, deitou-se novamente com um suspiro.

- Sonho lindo que se foi... – ele disse em voz baixa, quase um sussurro. Ficou profundamente irritado porque tudo não tinha passado de um sonho.

De repente, ouviu passos e quase teve um treco quando a viu chegar e sentar ao lado dele, lhe oferecendo uma fruta.

- Que bom que acordou Jack, agora coma isso! – ele tentou soar casual.

Ele ainda a admirava, mudo e embasbacado, quando ela falou novamente:

- Jack Sparrow, você me ouviu?

Saindo do transe em que se encontrava ele respondeu:

- Capitão Jack Sparrow, por favor! – ele sorriu. – Como tem passado Sra. Turner?

Ao som do nome Turner, o corpo todo de Elizabeth ficou rígido. Levantando-se ela falou em tom de deboche:

- Ah! Como vê, estou ótima! – ela disse mostrando as roupas. – Não é magnífica a minha ilha? – estava ficando nervosa. – Vivo sozinha aqui, sem casa, sem cama, sem roupas decentes! – ela fazia grandes gestos com os braços para dar ênfase às palavras. – Nem sequer um copo, ou prato, ou faca eu tenho, nem como fazer uma fogueira, Will não me deixou nada a não ser o maldito baú! – ela chorava agora. Jack estava abestalhado.

- Só o baú, Will só deixou o baú? Que miserável! – pensou ele furioso e se arrastou até ela.

- Não chore Elizabeth, por favor! – ele suplicou com as mãos como se estivesse rezando. – Eu estou aqui, não estou? Vamos encontrar um jeito de sair daqui! Afinal, eu sou o Capitão Jack Sparrow! – ele forçou um sorriso

- Como? – ela perguntou entre as lágrimas.

Mas quando ele abriu a boca para responder ela o interrompeu abruptamente.

- Onde está o Pérola? –ela perguntou.

Jack arregalou os olhos, abaixou a cabeça e disse com um sorriso envergonhado:

- Estou sem ele no momento. – meneou a cabeça para o lado. – Barbossa o pegou emprestado sem a minha permissão. – ele fez uma careta.

Agora foi a vez dela de arregalar os olhos.

- O quê? – ela gritou. – Você perdeu o Pérola Negra de novo Jack! Como isso aconteceu? – ela estava furiosa.

- Bem... – ele tentou se explicar. -... estávamos, Sr. Gibbs e eu, tomando umas e outras em Tortuga e...

- Tortuga! – ela fez cara de nojo. – Claro! Então você encontrou Scarlet e Gisele! –ela disse por entre os dentes.

- Como sabe? – ele estava visivelmente surpreso.

- Will me contou uma vez, que quando você vai à Tortuga encontra com elas e que elas são prostitutas. – ela disse debochada.

Ele poderia jurar que ela estava com ciúmes e odiou Will por dizer tais coisas para ela.

- Bom. – ele disse parecendo despreocupado. – Então não preciso contar o resto da história!

- Claro que não! Não sou mais criança. Sei o que acontece entre os homens e as prostitutas! – ela disse com uma raiva contida.

- Sabe mesmo amor? – ele perguntou malicioso, gostando do rumo da conversa.

- Claro! – ela exclamou. – Eles se beijam e se abraçam e... – ela parou envergonhada.

- E o quê benzinho? – ele estava se divertindo.

- E dormem juntos! – ela esbravejou.

- Só isso? – ele estreitou os olhos.

- É claro que não! Você pensa que não sei como se fazemos bebês Jack? Ou que acredito em histórias nas quais meninas saem de rosas e meninos de repolhos, ou que a cegonha traz os bebês até seus pais? – agora foi a vez dela de estreitar os olhos.

- Garota esperta! – ele disse rindo, mas por algum motivo ele tinha que perguntar mais sobre esse assunto a ela.

- Will te mostrou como se fazem os bebês não é mesmo, amor? – que pergunta imbecil, ele pensou.

Uma sombra passou pelo rosto de Elizabeth e Jack percebeu isso.

- Ele... Ele... – ela gaguejou triste. - Não é da sua conta! – ela resmungou irritada. Levantando-se, ela foi em direção ao mar.

Jack ficou parado, de boca aberta, não sabia o que dizer.