Jack e Elizabeth não são meus heim!!!
Isso eh só pra diversão...
Cap. 6
Ele continuou parado. Não sabia o que dizer nem o que fazer. O sagaz Capitão Jack Sparrow não sabia o que dizer? Isso era grave. Alguma coisa o abalou.
- Então Will não consumou o casamento! Eu sabia que ele era eunuco! – Jack pensou, mas depois pensou em outra possibilidade. – Será então que a noite, ou dia, de núpcias tinha sido de alguma forma dolorosa para ela? Claro, ela estava se despedindo dele, mas... – ele franziu a testa – Ou será que aquele traidor havia a machucado, ou não a tratou corretamente? – a mente de Jack era um turbilhão de pensamentos.
Ele decidiu que perguntaria isso a ela. Ele queria detalhes, ele precisava desesperadamente saber.
- Mas saber, o que adiantaria? Será que havia uma chance de que... – foi interrompido por um grito.
Era Elizabeth, que voltava correndo, passou por ele e apenas resmungou:
- Não vai me ver, não vai nos ver! Nunca vêem! – ela parecia transtornada.
Ele olhou para o mar e viu um grande navio, arregalou seus dois olhos negros.
- Não é possível! Mal cheguei aqui! – ele disse, mas reparou que Elizabeth tinha desaparecido.
Assustado ele gritou:
- Elizabeth?! Cadê você? – chamou várias vezes, não obteve resposta. Andou de um lado pro outro e gritou mais alto. - Elizabeth Swann Turner! Apareça aqui já!
Nada.
Decidiu entrar na mata e procurá-la. Andou um pouco e próximo a um circulo de palmeiras a encontrou. Estava sentada na areia bebendo rum. Ele riu. Passou a mão na cabeça e sentou-se perto dela.
- O navio se foi, amor. – ele disse quieto. Olhou o buraco próximo a ela e arregalou os olhos ao ver todos os barris vazios.
- Você bebeu tudo isso, benzinho? – ele disse e bateu com seu ombro no dela, que estava próximo.
- Eu já encontrei aberto. – ela disse sem olhar para ele, estava chateada.
- Mas você bebeu muito heim? – ele brincou.
- Todos os dias. – ela admitiu e olhou para ele.
- Todos os dias?! - ele parecia não acreditar.
- Sim, todos os dias, ou o todo o dia, ou o dia todo, como você preferir!
- Bem, isso não importa. O navio não vai nos ver, ele está muito longe. – ele mudou de assunto porque se continuassem a falar de rum eles provavelmente brigariam. – Portanto...
- Espere! – ela o interrompeu. – Como você chegou aqui?
Ele arregalou os olhos.
- Tartarugas amarradas... – ele começou.
- Pare! Me conte a verdade! Você não veio nadando porque isso seria loucura! – ela disse por entre os dentes.
- Venha que eu te mostro. – ele levantou e estendeu a mão a ela. Ela aceitou.
Começaram a caminhada calados. Andaram por horas. Jack olhava mais para ela que para o caminho no qual seguiam. Ela parecia estar em outro mundo. Ela estava realmente mudada. Isso doeu nele.
O dia estava acabando. Eles nem prestaram atenção no lindo pôr-do-sol que estava diante deles.
Finalmente chegaram ao local onde jazia o Perolinha. Elizabeth apontou com deboche, quase rindo:
- Você veio nisso?
- Qual o problema com meu barco?! – ele franziu a testa.
- Isso é alguma piada? – ela riu. – Como você conseguiu chegar aqui nisso?
- Meu bem, esse barco navegou toda a América Espanhola, e não era a minha intenção chegar nessa sua adorável ilha! – ele disse desdenhando dela.
Ela ficou calada. Ele esperou uma resposta mal criada dela, mas ela olhou para ele e disse:
- Vou embora.
- Vai embora para onde? – ele estranhou.
- Gosto mais do outro lado da ilha. – ela falou simplesmente. – Aqui eu ouço vozes estranhas, como se o mar suspirasse algo numa língua ininteligível. Isso me dá medo, muito medo!
- Não precisa ter medo, amor, eu estou aqui, vou te proteger. – ele sorriu.
- Você é sinônimo de problemas, mortes e dor Jack. – ela disse visivelmente triste.
- Eu?! – Jack se exasperou. – Depois que salvei você, fui preso, quase morri, quase fui enforcado, quase morri de novo, minha bússola parou de funcionar e... – ele parou, não era para falar sobre a bússola.
Elizabeth arregalou os olhos.
