Mais uma vez: Jack e Lizzie não são meus infelizmente...

Esse capítulo tem algumas coisas mais, digamos, "calientes" portanto, cuidado!!!

Ah!!!

"Sparrabeth 4ever, porque melhor que um príncipe num cavalo branco é um Pirata num Navio Negro!!!" frase by me e lema sparrabeth

Cap. 8

Elizabeth adormeceu rápido. Estava incrivelmente tranqüila, sentia-se protegida, intocável, aquecida e abraçada por Jack.

E Jack estava suspirando de alegria, há muito tempo ele não experimentava uma sensação de alegria tão inocente quanto essa. O simples fato de dormir abraçado a ela o tirava o sono. Não que ele estivesse com insônia, mas ele não se permitia dormir e deixar de observá-la. Ela era tão linda, apesar de estar maltratada e muito vermelha do sol. Seus cabelos estavam muito longos e bem mais claros do que ele se lembrava. E ela estava magra, muito magra, devia ser a fome a qual era obrigada a passar, só fruta não sustenta ninguém. Isso doeu nele. Mas ela era forte, ele admitiu orgulhoso, uma verdadeira pirata.

Sentia como se tudo o que ele realmente quis e que lhe importava na vida estava seguro em seus braços. E ele tremeu a essa percepção. Será que o que ele sentia era tão forte assim? Ele não podia se permitir amar alguém, isso seria a morte!

Ela se mexeu, ele se assustou umpouco e saiu de seus devaneios, aconchegou-se mais a ela, apesar de toda a condição dela, ela estava tão cheirosa, aquele mesmo cheiro doce que o enfeitiçou tempos atrás, ele estava muito excitado. Ele encontraria um jeito de sair da ilha com ela, ela poderia o ajudar a ter o Pérola Negra de volta, a encontrar a fonte, e... Ela poderia ficar com ele, pelo menos enquanto Will estivesse longe.

Jack poderia passar a eternidade navegando com ela. Durante o tempo em que ela viajou com ele no Pérola, antes do ataque do Kraken, eles tinham se divertido um às custas do outro, ela o deixava louco com os joguinhos de sedução que ela lhe aplicava e ele, mesmo não querendo, acabava caindo como um bobo.

Ela era muito madura para a idade dela, mas não deixava o jeito de menina sapeca e traquina que o deixava louco. Ele estava apaixonado por ela, ele admitiu. Ninguém jamais o fez de palhaço como ela, ninguém jamais havia descoberto o homem doce e bom que existia debaixo de toda a sua pose de pirata bravo, cheio de dreadlocks e quinquilharias na cabeça, que demonstrava que só se importava com si mesmo. Ela havia o deixado nu, em quase todos os sentidos, porque o sentido que ele mais queria que ela o despisse, eles não tiveram oportunidade e nem teriam, pois ela agora estava casada.

- Mas desde quando eu respeito casamento?! – ele riu baixinho. – E desde quando um casamento realizado por Barbossa, num navio que não era dele, sem a permissão do verdadeiro Capitão tinha algum valor?! – ele riu, mas parou. – Para Lizzie tinha valor. – ele fez uma careta. – Oh Bugger!

Quando o dia amanheceu, Jack ainda não tinha pregado os olhos. Lentamente ele começou a chamar Elizabeth. Ela abriu os olhos e sorriu, um sorriso tão sincero que ele se inclinou lentamente em cima dela, precisava fazer isso, e quando ia beijá-la, ela o afastou brutalmente com raiva:

- O que você pensa que está fazendo?! – ela estava com muita raiva. – Você prometeu não se aproveitar de mim! Que inferno Jack! – ela levantou e saiu de perto dele.

Ele ficou parado, em choque. Não era a intenção dele deixa-la tão brava.

- Hei Elizabeth, porque essa brutalidade toda amor? – ele falou alto para que ela ouvisse.

- Vá pro inferno Jack! – ela gritou com força.

- Eu só ia beijar você na bochecha, por algum acaso isso é crime agora?

- Sei, na bochecha! – ela desdenhou. – Até parece que você é homem de beijar uma mulher apenas na bochecha!

Ele chegou perto, segurou o braço dela e falou chateado:

- Que tipo de homem eu sou Lizzie? – estava mortalmente sério. – Que tipo de homem você acha que eu sou?

Ela ficou parada, hipnotizada pelos olhos dele.

- Do tipo que... – ela gaguejou. – Do tipo que... – ela engoliu em seco, tomou fôlego e disse:

- Do tipo que dorme com prostitutas. Um mulherengo nojento que deita com aquelas mulheres sem escrúpulos, só por prazer momentâneo e não dá a mínima para o amor.

Isso foi demais para ele.

- Quem é você para julgá-las? Você não sabe o que elas sofreram e sofrem na vida, nem qual o motivo para elas serem o que são! – ele estava ficando profundamente bravo com ela. – E eu não sou mulherengo, muito menos nojento. Se eu fosse nojento você teria encostado seus lindos e doces lábios nos meus? Você teria me imprensado no mastro do Pérola, você teria se arriscado a ir ao fim do mundo para me buscar? Você estaria tão louca por mim, querida donzela assassina?

- Eu não estou louca por você! – ela esbravejou.

- Ah! É mesmo?! – ele desdenhou.

- É mesmo! Você não passa de um maldito pirata sem moral e decência. E eu nunca sentiria algo além de pena e desprezo por um pirata como você!

- Prove! – ele ordenou e agarrou, arrastando-a para uma árvore e a empurrando contra seu tronco.

- Prove amor! – ele disse e encostou seu corpo no dela, de um modo que ela não podia se mexer, sentia cada pedaço do corpo dela naquelas roupas finas.

- Pare Jack, por favor! – ela suplicou ofegante.

- Eu já disse! Prove que não sente nada por mim! – ele ordenou e começou a beijar o pescoço dela. Ela tremeu.

- Você é um bom homem! Não faça isso comigo! – ela pediu.

- Ohw! – ele suspirou. – Agora eu sou um bom homem?! Há um minuto atrás eu era um maldito pirata nojento. – ele intensificou mais as carícias a ela.

- Por favor, pare! Eu só disse aquilo porque eu... eu... – ela não sabia mais o que dizer, não raciocinava mais.