Mais um cap. Espero q gostem... Deixem uma review galera!!!!

Jack e Lizzie são do Mickey!!!

Cap. 9

Elizabeth não pensava em mais nada a não ser ceder às carícias de Jack. Ele parecia furioso e carinhoso ao mesmo tempo, a abraçava tão forte que ela quase não respirava, escapar do aperto dele lhe parecia impossível. Ela nunca tinha imaginado quão forte ele era. Ela tentou empurrá-lo, chutá-lo, mas algo a paralisava, talvez a paixão e o desejo reprimidos em seu coração. As mãos dele passeavam pelo seu corpo, desde os ombros até a cintura e mais abaixo, ela estava a ponto de enlouquecer. Mas quando finalmente o rosto dele se ergueu de seu pescoço e a boca dele procurou a dela.

- Não! – ela pediu num sussurro.

- Porque não amor? – ele perguntou ofegante.

- Todos os homens que eu beijo morrem! Eu não quero que aconteça de novo Jack! – ela choramingava.

- Se eu não te beijar agora Lizzie, eu morro! – ele disse olhando intensamente nos olhos dela.

- Não faça isso! – ela gritou, juntando o que lhe restava de força.

Ele ignorou o grito e a beijou como um louco. E ela finalmente cedeu, abriu a boca para que ele pudesse aprofundar o beijo. Ela batia as mãos nos ombros dele, cravava as unhas em suas costas, ele só a prensava mais contra o tronco da árvore. Havia desejo, paixão, luxúria, necessidade, fome, angústia, ternura, tesão, todos esses sentimentos misturados da loucura que era a relação entre os dois.

Jack estava frenético. Havia esperado tanto por esse momento, por poder beijá-la como ela merecia, como ele havia sonhado desde que pôs os olhos naquela pirralha. Ele não pensava em mais nada a não ser em poder deitá-la naquela areia e satisfazer o mais profundo desejo de seu coração. Mas algo o assustou e ele parou abruptamente.

Ela não entendeu.

Ficaram se olhando por segundos que pareceram uma eternidade. Ele parecia transtornado, ela se assustou. Mas ele a abraçou forte e disse:

- Perdão Elizabeth! Você agora é uma mulher casada, me perdoe por minha falta de senso de moral e decência! – ele certamente não quis dizer isso, pois seus olhos ainda tinham as faíscas do desejo que queimava dentro dele e ele parecia abalado com algo.

- Será que ele tinha lembrado de Will e do coração? – ela pensou triste. – Maldição! – ela estava visivelmente desapontada.

Ele a libertou do aperto. Ela respirou fundo, não tinha coragem de olhar para ele, pois se tivesse, veria a expressão de pesar que se instalara nele.

Ela caiu de joelhos na areia, se encostou à árvore mais uma vez, engoliu o choro e ficou quieta, esperando que ele falasse algo.

Ele estava de costas para ela agora, em pé, olhando o mar.

Ele estava pensando no que ele havia feito em sua vida até agora, das mulheres que teve, dos roubos, assassinatos, mulheres... Ah, as mulheres, de todas que ele teve, de todas as que ele tinha usado, nenhuma se comparava a ela. Ela havia roubado a melhor parte dele, havia destruído o mundo perfeito que ele criou para se tornar inatingível. Ela pôs abaixo toda a pose dele, quando ele ficava com ela, às vezes não sabia o que dizer, o que fazer, dava um branco tão grande que ele tinha que procurar algo para distraí-lo ou enlouqueceria.

Mas ele havia feito várias promessas, muitas ele não pagou, muitas ele quebrou, muitas ainda estavam valendo, ou não.

- Será que ela depois de ser liberta, pode cobrar isso de mim?! – ele pensou com angústia. – Não! Ela não faria isso comigo! Eu nunca a tratei mal, ela era uma bruxa, eu precisei dela e sempre dava algo em troca, muitas vezes eu mesmo.

Elizabeth o tirou de seus devaneios quando o chamou:

- Jack, vou ver se encontro algumas frutas e vou subir o monte para pegar água, você deve estar com sede. – ela disse de repente como se nada tivesse acontecido, minutos antes eles estavam a ponto de devorar um ao outro. Ele olhou para ela:

- Aye. – foi só o que ele conseguiu responder.

Ela se levantou e sumiu entre as árvores.

Ele decidiu que iria ver o Perolinha e prepará-lo para partir. Agora ele estava pensando se a deixava esperando por Will ou se a levava consigo.

- Oh Bugger! Por quê tudo na minha vida tem que acontecer da maneira mais complicada? Se eu deixá-la vou pensar nela e na situação miserável na qual ela se encontra pelo resto de meus dias. Se eu levá-la comigo, eu provavelmente não resistirei. – ele pensou desolado. – Mas é paixão, estou apenas apaixonado por ela, só isso... – agora ele falava em voz alta. – Savvy?! Não é amor, é só desejo! – falava como se tivesse que provar isso para alguém que não estava lá.

Chegando ao Perolinha ele viu que os remos estavam intactos, havia esperança, mas teria que remar muito. Ela viria com ele, com certeza, ela havia dito na noite anterior que ela não pretendia ficar dez anos sentada nessa areia.

De repente a viu chegar com frutas e uma garrafa de água e de repente percebeu que estava com sede, não havia bebido nada desde que chegou, nem rum, pois o rum havia acabado. Ela o tirava o juízo, ele admitiu, ela o absorvia de tal forma que ele nem se importava com o que acontecia no mundo, desde que não os colocasse em perigo.

- Aqui está a água Jack. – ela deu a garrafa a ele. – Demorei porque não te encontrei lá e porque é difícil a subida até a cascata.

- Você não demorou Elizabeth! – ele forçou um sorriso. Mas olhou em volta e percebeu que já estava escurecendo.

- Partirei amanhã. – ele disse sério.

Ela simplesmente sorriu tímida.

Ele ficou esperando uma resposta, como ela não falou nada ele disse:

- Teremos que nos revezar remando, porque a vela se foi.

- Eu não vou Jack. – ela falou triste.

- O quê?! – ele ficou boquiaberto.