POTC is not mine...
Espero que gostem desse!!!
Cap. 11
Ela sorriu quando ele ficou de costas. Ela sorriu pelo que ele tinha feito a ela, a amarrou para que ela fosse com ele. Ele não queria abandoná-la.
Não tinha dúvidas de que ele ainda nutria um sentimento especial por ela. Assim como ela por ele. Deveria estar brava por ele tê-la machucado quando ficou sentado em cima de sua cintura, mas isso foi dolorosamente tão gostoso de sentir que ela esqueceu toda a parte ruim da dor.
- "Lizzie Luv"! – ela pensou rindo. – "Desculpe, é que o colinho estava muito confortável amor"! Que homem sem vergonha meu Deus! – ela sempre soube disso, mas ele sempre a surpreendia.
Quando ele se virou notou que ela sorria, ela nem percebeu seu olhar, e ele foi logo perguntando:
- Qual a graça Lizzie Luv?! – ele disse com um largo sorriso.
- Nenhuma! – ela parou de sorrir. – Eu já disse para não me chamar de Lizzie Luv! – fingindo-se brava, continuou. – Estou de mal de você! Não me dirija a palavra!
- Mas... Isso está errado! O que eu te fiz?! – ele fez bico de vítima.
Ela não respondeu, estava fazendo charme, mas ele não percebeu, ou não queria perceber. Ele ficou sério.
- Então é isso! Não vai falar comigo? – ele esperou a reação dela e como ela sequer se mexeu. – Tudo bem! Mas saiba que eu não vou desistir de te levar comigo amanhã! – ele disse para provocá-la, mas ela apenas virou o rosto e fingiu não escutá-lo. A indiferença o deixou furioso. Ele saiu de perto dela e sumiu entre as árvores.
Ela sorriu novamente e se deitou na areia. Se ele pudesse saber o que se passava com ela veria que ela estava ansiosa para que ele a levasse dali, para onde ele quisesse, ela confiava sua alma nas mãos dele, ele tentaria tudo de ruim para qualquer pessoa, ele havia entregado Will a Davy Jones, menos ela, ele sempre a protegeu.
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Ele não entendia a relutância dela em partir, o mau humor com que ela o tratava, a mudança radical no jeito que ela falava com ele, se ela soubesse quanto bem ele lhe queria, se ela soubesse que ele sacrificaria seus maiores sonhos por ela. Ele continuou a andar pelo meio do mato, não percebeu a noite passar, só quando o céu começou a clarear ele se deu conta do tempo. Ele subiu em algumas árvores, colheu frutas que levaria consigo, tirou sua camisa e a encheu com elas. Ele estava muito contente por ter encontrado Elizabeth, por poder levá-la, por tudo até agora, ouvi-la xingar o deixava radiante.
Alcançou a orla da praia e foi andando na direção do barco, o sol estava nascendo quando ele parou embasbacado:
O mar ficou revolto, o barulho era ensurdecedor, a água o molhou, algo se ergueu na superfície, era ela!
Calypso! A Deusa! Com muitos siris em sua volta.
Ela parecia a mesma velha Tia Dalma, com seus dreadlocks e seu jeito faceiro de andar, mas agora ela parecia gigante e andava sobre as águas.
À medida que ela ia se aproximando dele, ia diminuindo, diminuindo, até ficar do mesmo tamanho que ele lembrava. Finalmente ficaram cara a cara.
- Olá Jack! – ela disse ronronando como uma gata. – Você continua lindo! – ela disse passando uma mão no peito nu dele.
- Você também está ótima Tia Calypso! – ele forçou um sorriso, mas toda a situação ainda o surpreendia.
- Tia Calypso?! – ela riu, e o riso pareceu ensurdecedor. – Tia Dalma Jack, por favor!
- O que a traz a mim?! Sentiu saudades?
- Não! Na verdade, sempre te vejo Jack, principalmente quando você está à deriva no mar.
- Ohw! – ele ficou de boca aberta.
- Ohw! – ela o imitou. – Vim aqui porque você me deve!
- Como?! – ele arregalou os olhos.
- Não lembra da promessa Jack?! Não lembra do que você me prometeu quando te dei a sua bússola? Aquela que lhe mostra o que você mais quer no mundo?!
- Desculpe, mas não lembro de promessa alguma! – ele disse se afastando e dando as costas para ela, ele lembrava sim, lembrava muito bem.
- Ora Jack! – ela ronronou. – Você está prestes a me pagar! Eu ainda quero o que você me prometeu! Mais cedo ou mais tarde vou pegar o que me pertence!
- Não sei do que você está falando, minha Deusa! – ele fez uma reverência.
- Eu quero o amor Jack!
- Procure Davy Jones, onde quer que ele esteja! Ele ainda deve te amar! – ele estava tentando escapar, mas ela ocupava todos os espaços. – Ou qualquer outro homem, você é linda minha cara, pode ter qualquer um.
- Menos você não é Jack! Nunca pude te ter por completo! Nenhuma mulher pôde, até você conhecê-la! Ela te enlouqueceu não foi?!
- De quem você está falando?! – ele fingiu não entender.
- Ora Jack! Pare de se fingir de bobo! Você sabe que não vai poder resistir! Você a ama! – ela arregalou os olhos a ele.
- De quem diabos você está falando?! – ele se exasperou.
- Elizabeth Swann! Quem mais poderia ser?!
- Eu não a amo!
- Ah não?! Então por que você a beijou daquela forma?! Tão romântico, tão excitado, tão apaixonado?! Hã, hã?! – ergueu as sobrancelhas. – E por que se desesperou e a amarrou quando ela disse que não iria com você?
- Eu só... Eu... – ele estava sem argumentos. – Eu sou homem, preciso de uma mulher para me... Você sabe! – ela assentiu com a cabeça. – E também, eu vou salvá-la, não a deixarei morrer aqui sozinha, com frio e com fome, no meio do nada!
- Só por isso?! – ela estreitou os olhos.
- É! E, além disso, ela é Rainha dos Piratas! E eu faço parte da corte, savvy?
- E isso explica tudo?
- Explica o quê?
- O fogo que ela acende em você, a paixão, a necessidade que você sente de tocá-la?!
- Eu já disse que sou homem!
- Isso não é desculpa Capitão Jack Sparrow!
- Onde você está querendo chegar Tia Dalma?
- Preciso dela!
- Como?! – ele arregalou os olhos.
- Assuma logo o que sente por ela, faça amor com ela, diga que a ama! Para depois eu levá-la comigo!
- Você o quê!?
- Sim Jack, eu quero levá-la comigo! Ela é brava como eu! Perigosa, assassina, violenta! Será uma ótima companhia para mim. E faz parte da promessa lembra?!
- Você não...
- Jack você prometeu a mim que em troca da bússola especial, você me daria o que você mais amasse nesse mundo além de sua própria vida, lembra?!
- Mas eu pensei que depois de todo esse tempo você não cobraria e...
- Oh Jack! Pobre pardalzinho! Você a ama mais que sua própria vida não é mesmo?! Nem o Pérola Negra você ama tanto assim! – ela sorriu e debochou dele. – Admita! – ela ordenou e de repente ficou alta e aterrorizante.
- Nunca! Eu nunca amei ninguém!
- Mentira! – ela gritou tão alto que ele caiu de joelhos, derrubando as frutas.
- Nunca! – ele gritou, lágrimas brotavam de seus olhos, ele estava sem fôlego.
- Mais cedo ou mais tarde você dirá bem alto que a ama! E quando você admitir, quando você disser olhando nos olhos dela o quanto você a ama e a deseja, eu virei cobrar a dívida! Sim! Porque promessa é dívida! E essa eu faço questão de cobrar! – ela estava incrivelmente segura de suas palavras.
- Ela não, por favor!
- Isso é com você! – ela ergueu uma sobrancelha. – Apenas uma palavra Jack! Amor! Quando você disser essa palavra com a emoção do verdadeiro amor, quando você admitir para si mesmo que você ama alguém além de si próprio, ah Jack! Aí você vai pagar tudo o que você fez para as pessoas! Aqui se faz aqui se paga!
- Eu sou um bom homem! Ela disse isso!
- Mas você já matou, já roubou, já destruiu muita gente por conta de suas traquinagens e trapalhadas! Você acha que sairia ileso de tudo isso?!
- Eu sempre consegui!
- Mas agora você não pode! Agora você me deve, e chegou a hora de você pagar! E eu não vou descansar enquanto não levá-la!
Ele ficou paralisado, de joelhos, olhando para ela, enorme, assustadoramente poderosa.
- Não faça isso comigo! – ele pediu com as mãos unidas como se estivesse rezando. – Eu faço o que você quiser!
- Você vai fazer o que quero! Pode ter certeza meu caro!
- Eu não a amo! – ele gritou com o que lhe restava de força e com as mãos no chão completou. – Você não vai levá-la de mim!
- Repita isso até se convencer meu pobre pardalzinho! – ela disse, soprou algo nos olhos dele e desapareceu.
Ele caiu desacordado.
