Jack & Lizzie não são meus...

Espero que gostem:-D

Cap. 12

Quando Jack acordou o sol parecia já ter nascido há muito tempo, ele se levantou assustado, estava na beira da praia.

- Oh Bugger! Que sensação horrível! – pôs a mão no peito como se segurasse seu coração, olhou em volta e estranhou. Estava sem a camisa, frutas espalhadas pela areia e quando se virou para o mar e caiu de susto.

- Calypso! – ele disse com os olhos arregalados. – Então foi real! Não pode ser! – ele disse choroso. Era possível ver muitos siris em toda a praia. Ele começou a ficar com dificuldade de respirar. De repente lembrou que já devia passar do meio-dia e Elizabeth estava amarrada e sozinha na praia.

- Ela deve estar com fome! Seu imbecil! – ele bateu na própria cabeça e levantou. Recolheu as frutas que estavam espalhadas no chão, as pôs na camisa e saiu correndo o mais rápido que o susto permitia.

No caminho ele ia brigando consigo mesmo, uma parte sua dizia que tudo não passara de um sonho, mas a outra dizia que tudo tinha sido muito real. Ele não sabia o que fazer!

Chegou à praia quase sem fôlego e não viu Elizabeth no lugar onde ele tinha deixado. Assustou-se.

- Elizabeth?! – ele chamou, mas ninguém respondeu. – Elizabeth?! Por Deus, me responda amor! – a voz dele estava desesperada.

De repente ele ouviu uma voz que fez seu coração se acalmar.

- Só vou te responder por que você me assustou seu pirata idiota! Onde você estava esse tempo todo?! – ela disse calmamente, tinha se arrastado para longe da água por causa da maré que subiu à noite.

E foi aí que percebeu que ele estava sem camisa. Era a primeira vez que o via totalmente sem camisa e ela gostou muito da visão.

- Estava pegando algumas frutas para a viagem e... – ele parou e olhou o céu.

– Oh Bugger!

- O que é tão "bugger"?! – ela disse debochando.

- Já está muito tarde para zarparmos!

- Zarparmos?! – ela caiu na risada. – Onde está o navio para que possamos zarpar?! – ela olhou o barquinho. – Ali?!

- Escute aqui meu bem, não desdenhe de meu Perolinha savvy?! Ele vai nos tirar daqui, vou te mostrar! – ele disse com as mãos na cintura e ia se virar quando se lembrou de algo. – A propósito, não está mais de mal de mim?!

- Estou! Só vou falar o extremamente necessário! – ela disse e se deitou. – Vá pegar água pra mim, pois estou com sede! – ela ordenou.

- Como?!

- Você deve pegar água pra mim e pra viagem, esqueceu?! Ou vamos morrer de sede no meio do mar?! – ela disse ainda deitada e amarrada.

- Ohw! – ele disse como se fosse o mais idiota dos seres. – Seu desejo é uma ordem minha linda Rainha! – ele fez uma reverência e saiu naquele andar rebolado para pegar garrafas e enchê-las na cascata.

Ela riu sozinha, tinha notado muitas tatuagens nas costas dele, muito intrigantes, mas a que a deixou mais curiosa foi uma ave no peito, perto do coração. Ele havia mostrado o peito para que ela pudesse ver as manchas negras nele tempos atrás, mas ela não havia notado nenhuma tatuagem.

- Essa deve ser nova! – ela pensou e decidiu que iria perguntar sobre ela.

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Ele demorou a tarde toda. Ir até onde estavam as garrafas vazias de rum, pegá-las, subir até a cascata, enchê-las e depois voltar ao outro lado da ilha onde estavam Elizabeth e o Perolinha era um serviço pesado sob o sol escaldante do Caribe.

Ele voltou no final da tarde, cheio de garrafas nos braços, xingando e resmungando sozinho. Ainda estava sem camisa.

- Jack, preciso de água, por favor! – Elizabeth implorou.

- Ohw! – ele disse e rapidamente pôs uma garrafa nos lábios dela e a virou para que ela bebesse.

- Eu consigo Jack! – ela disse pegando a garrafa das mãos dele. – Minhas mãos estão amarradas, mas eu consigo! – ele estava virando muito a garrafa de modo que derramava água nas roupas finas que ela usava e as deixava transparente e ele percebeu isso e nem deu ouvidos a ela. – Cof, cof, cof! – ela tossiu. – Você quer me afogar Jack?! – ela disse tomando a garrafa das mãos dele.

- Desculpe Lizzie, é que eu... eu... – ele gaguejou, mas não tirou os olhos da roupa molhada dela.

- Você o quê?! – ela disse e percebeu o que estava chamando tanto a atenção dele. – Saia daqui Jack! – ela largou a garrafa na areia e o empurrou.

- Desculpe Lizzie! Eu só... é que... – ele ainda estava desnorteado pela visão da pele dela sob as roupas.

- Você se aproveita de tudo não é?! – ela fingiu não ter gostado dele a espiando, mas ela apreciou muito, se sentiu bela e desejável outra vez.

- Eu não estava me aproveitando queridinha! – ele disse tentando recuperar a compostura. – Só estava notando com você está magra savvy?!

- Magra?! – ela se exasperou. – Como você queria que eu estivesse?! Gorda?! Comendo só frutas e bebendo rum?!

- Hei! Calminha amor! – ele disse rindo. – Resolveremos isso rapidinho! Quando chegarmos a Tortuga prometo um banquete digno da realeza! Você vai comer até estourar! – caiu na gargalhada.

- Tortuga?! – ela arregalou os olhos. – Ah! Como se eu não soubesse o porquê!

- Lá tem rum, tem comida, confusão, piratas, tudo o que precisamos! – ele abriu um largo sorriso.

- E Scarlet e Gisele, não é?! – ela disse visivelmente chateada.

- É! – ele estava disposto a testá-la. – Eu preciso de mulheres Lizzie, eu já te disse, sou um homem ardente. – sorriu mostrando os dentes de ouro.

- Claro. – ela disse com nojo.

- Por algum acaso está com ciúmes de mim?! Esse pirata sujo e ignorante?!

- É claro que não! Eu nunca sentiria ciúmes de você. Você faz o que quiser de sua vida. – ela não estava disposta a cooperar com o joguinho dele. – Além do mais, quando chegarmos a Tortuga, se chegarmos nessa canoa que você chama de Perolinha, você vai seguir seu caminho e eu seguirei o meu!

- Por mim não faz diferença docinho! – ele ficou sem graça. – O que me importa é te tirar daqui pra depois não dizerem que te deixei morrer no meio do nada, savvy?!

Ela assentiu com a cabeça. Depois de alguns minutos a barriga dela roncou, estava com fome.

- Me dá comida Jack! Estou com fome, não comi nada o dia todo!

- Espere um pouco. – ele disse e saiu correndo. Voltou com uma manga nas mãos e se sentou.

- Me dá logo. – ela estendeu as mãos.

- Espere! – ele franziu a testa. – Deixe-me descascá-la!

- Não precisa! Eu como com casca e tudo! É mais gostosa assim!

- Não é não!

- Escute aqui! – ela estava perdendo a paciência. – Quando você vai acabar com essa idiotice e me soltar?!

- Quando estivermos em alto-mar, muito longe daqui, aí eu te solto! – ele sorriu.

Ela ficou calada de novo.

- O que acha?! – ele disse sorrindo. Mas ela havia fechado a cara e não queria mais conversa. – De mal de novo?! Oh Bugger!

Ele estendeu um pedaço da manga. Ela comeu rápido e estendeu a mão pedindo mais. E ele deu. Ao todo foram cinco mangas.

- Você estava realmente faminta heim amor?! – ele estava feliz por ela depender dele até para comer, um sentimento simples e bobo, mas o encheu de alegria. Se ele pudesse, não a soltaria nunca mais.

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Havia anoitecido. Ele não fez fogo, estava com preguiça. Estava chateado porque a relação entre eles era tão instável. Num segundo estavam trocando insultos e xingamentos, no outro, estavam rindo e brincando, ou se beijando, como havia acontecido poucas horas atrás. O desejo ainda queimava nele e então ele se lembrou do sonho com Calypso. Ele não sabia o que devia fazer. Estava apaixonado por ela, sim, paixão, que podia muito bem ser passageira, mas ele sabia que não era. Mas amor?! Amor era muito forte e era uma coisa que ele só sentiu por si mesmo até conhecê-la. O mundo dele ficou de cabeça pra baixo depois de retirar aquele espartilho que a sufocava! Mas ele não podia admitir! Isso era terrível!

- Capitão Jack Sparrow não pode se prender a nada nem ninguém! – ele disse baixinho para si mesmo. – Eu não vou fazer a sua vontade Tia Dalma!

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Elizabeth dormia. Ele percebeu e se arrastou furtivamente até ela, se deitando ao seu lado.

- Eu não posso amá-la, mas Tia não disse nada sobre dormir abraçadinho a ela. – ele riu malicioso. Estava mais alegre por tirar os pensamentos ruins de sua mente.

Ele se aconchegou a ela e enterrou o rosto nos cabelos dela. Elizabeth estava desconfortável toda amarrada, então ele sentou de costas para uma árvore, pegou os braços dela e os colocou em volta de seu pescoço.

- Fique assim amor. – ele disse a puxando para encostar a cabeça dela perto de seu coração. Ela gemeu ainda de olhos fechados. Isso deu um prazer imenso nele. Por nada nesse mundo ela sairia daquela posição. O tecido amarrado em seus pulsos não a deixava escorregar do contato com ele.

- Meu pulso dói! – ela gemeu novamente.

- Logo vai parar de doer Lizzie Luv, eu prometo! Agora durma! – ele gemeu em resposta no ouvido dela. Pareceu uma ordem, pois ela caiu num sono profundo.

Ele também adormeceu.