Espero que gostem, e comentem!!!

Jack, Lizzie, the Pearl, the Little Pearl is not mine...

Cap. 15

Sim! Era o Pérola Negra, o lindo e majestoso navio de Jack. Estavam no meio do mar ainda, não havia terra à vista e o Pérola parecia deslizar tranqüilamente sobre as águas.

Era inacreditável, mas era ele mesmo, Jack e Elizabeth tinham remado até o navio mais famoso dos Sete Mares, junto com o Holandês Voador.

- Eu não acredito nisso! É loucura! – Jack exclamou radiantemente contente. Puxou Elizabeth para um feliz e apertado abraço. Ela estava de olhos arregalados. Era sorte demais, estava tudo muito bom para ser verdade. Ela desconfiou que viriam problemas em breve. E seriam problemas grandes.

- Vamos subir Lizzie! – ele disse feliz, pegando os remos e posicionando o Perolinha para que eles pudessem subir a bordo.

- Espera Jack! – ela disse segurando o braço dele. – Pode ser perigoso! Pelo menos pra você, já que o Barbossa está aí...

- Está com medo que aquele zumbi renascido do inferno me machuque?! – ele franziu a testa e levantou uma sobrancelha. – Calma amor, ele não ousaria! – ele sorriu, ela estava preocupada com ele.

- Eu vou primeiro Jack! – ela disse saltando numa rede de cordas que pendia da amurada do navio. Jack nem teve tempo de segurá-la. Ela subiu rapidamente e ele foi atrás.

Quando Elizabeth subiu e chegou ao convés não viu ninguém. Em poucos segundos Jack também chegou, e ficou ao seu lado.

- Está tudo muito quieto não, Lizzie?! – ele sussurrou.

- Sim! – ela sussurrou de volta. – Quieto demais para o Pérola tripulado por todos os nossos amigos, não é?!

- Seus amigos meu bem! Se eles fossem meus, não roubariam meu precioso Pérola! – ele disse com as mãos na cintura.

- Está bem! – ela disse fazendo careta. – Vamos procurar alguém!

- Vá na frente para me proteger benzinho! – ele apontou para a cabine.

- Pode deixar Capitão, você está seguro ao lado do Rei Pirata! – ela sorriu e começou a caminhar.

Jack andava olhando para todos os lados, com certo receio.

Entraram na cabine como gatos, de uma vez só e nada. Nem sinal de Barbossa, nem de Jack, o macaco amaldiçoado.

Desceram aos aposentos debaixo do convés e nada de Pintel, Raguetti, Cotton, ou o papagaio.

Não havia ninguém a não ser Jack e Elizabeth. Isso era estranho.

- Parece que tiramos a sorte grande heim Lizzie?! – ele disse subindo até a escada, a mesma escada na qual eles flertaram e ele a pediu em casamento. Um pedido esdrúxulo e cheio de malícia, mas foi um pedido.

Ela chegou próxima a um degrau e se sentou. Ele voltou e se sentou com ela.

- Não é possível Jack! – ela disse séria, olhando para ele sentado ao seu lado.

- Realmente é intrigante amor. – ele disse pensativo e pôs o dedo indicador no queixo. – É muito estranho ter sumido todo mundo assim, sem deixar rastro.

- Jack, acho que algo de muito ruim está para acontecer!

- Porque você acha isso?! – ele perguntou, mas ele também sentia algo ruim no ar.

- Sinto um aperto no peito! Não sei... parece que algo conspira contra nós... – ela disse com uma tristeza que doeu nele.

- Lizzie. – ele ficou de frente para ela. – A Companhia das Índias Orientais não desistiu de matar todos os filhos-da-mãe que seguem a pirataria! Não importa o quanto nós fugimos, lutamos, ou nos escondemos, eles um dia conseguirão matar todos nós!

Ela ofegava, ele também.

- Pare de dizer isso! A pirataria nunca perecerá! – ela disse com fervor.

- Deus te ouça Lizzie, porque já enforcaram muitos de nossos irmãos, até crianças, velhos...

- Mas nós vamos lutar contra isso não é Jack?! – os olhos dela brilhavam pelo simples vislumbre de batalhas como nos velhos tempos.

- Claro, ou você acha que eles conseguiriam me pegar?! Eu sou o grande Capitão Jack Sparrow! Eles podem pegar qualquer pirata, mas eu não, sempre escapei ileso... quer dizer... quase! – ele sorriu.

Ela apenas olhou para ele maravilhada e sorriu. Ficaram se olhando por alguns segundos até que ela disse:

- Ninguém poderá com a gente! Rei, ou Rainha, Elizabeth Swann e Capitão Jack Sparrow, o terror dos mares! – ela sorriu. – Navegando livres, sem regras porque é isso que o Pérola é, Liberdade! Você me disse isso!

Ele sorriu e disse maroto:

- Mas eu pensei que o acordo era te deixar em Tortuga e... – ele estava a testando, ele queria que ela ficasse com ele, mas a escolha seria dela.

- E deixar você sozinho com o Pérola Negra?! Nem pensar! O navio não é só seu a partir de agora! – ela disse levantando.

- Como assim docinho?! – ele não entendeu e ergueu uma sobrancelha.

- Como Rei Pirata reclamo o Pérola Negra sob meu comando! – ela disse solene.

- O quê?!

- Você é surdo ou o quê?

- Mas... – ele levantou. – Nem vem com mais essa Sra. Elizabeth Swann... – ele sabia o que a próxima palavra causaria nela. – Turner.

Um misto de raiva e arrogância subiu nela.

- Eu ficarei com você no navio, pelo menos até que eu encontre outro que esteja à minha altura! E nem venha com conversa fiada... Jack – ela debochou dele.

- O navio é meu! – ele disse fingindo estar bravo, mas ele estava adorando, ela inventando desculpas para não se separar dele.

- Mas EU sou o Rei! E você deve cuidar de mim, me proteger e... me obedecer Capitão! – ela disse apreensiva do rumo da conversa.

- Vou pensar no seu caso... – ele disse fingindo seriedade e caminhou longe para logo depois girar nos calcanhares e voltar a ficar perto dela. – Não sei se posso te levar comigo, minha Rainha, ou Rei, tanto faz, às vezes nem sei se você é realmente mulher ou homem...

- O quê? – ela estava indignada.

- Você se disfarça tão bem de homem, que muitas vezes me confundo Lizzie! – ele fez aqueles gestos largos que costuma fazer quando fala.

- Ora! – foi o que ela conseguiu pronunciar.

- Mas... – ele disse a olhando nos olhos. – Voltando ao assunto de você ficar comigo no Pérola... – ele fez uma longa pausa para examinar a fisionomia dela.

- Sim! Fale logo! – ela disse agitada.

- Penso que terei problemas se você vier... Digo... Você sempre traz problemas...

Ela abriu a boca para questionar, mas ele a cortou.

- É melhor decidirmos isso em Tortuga, não acha?! Depois de uma bela, grande e merecida garrafa de rum e do banquete que te prometi, podemos resolver e discutir um novo acordo! Por enquanto, ficamos com o que fizemos, eu te salvei daquela ilha medonha, você remou até bater no Pérola,sem querer, eu sei, e acho que já estamos quites!

Ela estava ponderando cada palavra dele.

- Mas como eu sou um bom homem, te levarei até Tortuga e pensarei na sua proposta de ficar comigo! – ele sorriu.

- Mas eu sou o Rei, não esperarei até Tortuga, mas... pensando bem... – ela disse por entre os dentes. – Pode ser que até lá eu enjoe de sua cara! – ela disse com desdém.

- E eu da sua!

- Ótimo! Se eu não encontrar um navio que me sirva, ficarei com o Pérola! – ambos sabiam que nenhum navio serviria senão o Pérola, mas estavam dispostos a infernizar um ao outro. – Resolveremos isso depois.

- É! – ele estreitou os olhos.

Eles entreolharam-se.

- Com licença! – ela disse o empurrando. – Eu fico com a Cabine!

- Por mim tudo bem! Verei se aqueles miseráveis deixaram rum por aqui! – ele disse e foi para o interior do navio.

Ela entrou na cabine, estava tudo intacto, não havia sinais de briga ou coisa parecida, isso a intrigou. Como isso aconteceu, como todos desapareceram sem deixar rastros? Teriam sido mortos ou era outra maldição?

Elizabeth sentou-se na poltrona do capitão e ficou pensativa. Ela tremia, estava nervosa, mas não podia demonstrar que estava com medo, ela era uma pirata, muito mais que isso, ela era o Rei Pirata.

De repente ela ouviu passos e num segundo Jack, alegre, com duas garrafas de rum nas mãos.

- Olha o que eu achei amor! – ele disse e parecia já estar um pouco bêbado. – As duas últimas, quer dizer, tinham três, mas eu bebi uma sozinho, eu estava precisando sabe...

- Sei! – ela deu um pequeno sorriso. Ele estendeu uma garrafa para ela, e ela aceitou.

Em pouco tempo estavam rindo e relembrando as melhores partes de suas aventuras juntos.

Definitivamente a relação dos dois era incompreensível. Totalmente bipolar.

Eles estavam agora interrogando um ao outro, perguntando sobre o passado, sentimentos mal resolvidos, e logo viriam as perguntas que não queriam calar.

- Lizzie Swann... – ele começou. – Há tempos eu quero saber de uma coisa...

- Diga belo capitão! – disse ela com os olhos quase fechados pelo efeito da bebida.

- Porque você me beijou?! – ele tentou soar casual, mas tremia.

Pareceu que o efeito do rum passou quando Elizabeth ouviu isso.

- Para... para... – ela gaguejou, não sabia o que dizer.

Ele olhava interrogativo para ela.

Ela estava sem palavras.