Esse cap. pode ser classificado com M!!!!
AVISO AOS NAVEGANTES: Contém cenas HOTs, portanto, cuidado ao ler!!!
Cap. 16
Ela continuava a gaguejar e ele a tremer. Essa não era uma boa pergunta para se fazer naquela situação, mas ele precisava saber, isso queimava dentro dele desde que tinha acontecido e ele não tivera tempo de perguntar. Vendo que a tinha abalado, Jack resolveu ajudá-la e arrastou sua cadeira para perto da escrivaninha da cabine onde Elizabeth estava sentada. Nem parecia que tinha bebido, estava terrivelmente sóbrio.
- Deixe-me reformular a pergunta amor! – ele disse sério a olhando nos olhos e se debruçando na mesa.
Ela respirou fundo.
- Falo da primeira vez que isso aconteceu! Porque você me beijou?! – ele estava com o coração aos pulos.
- Para... – ela respirou fundo mais uma vez. – Para nos... Ora Jack! Essa é uma pergunta infeliz sabia?!
- Por quê? – ele disse olhando nos olhos dela.
- Por que... Porque você já sabe a resposta! – ela disse tentando fugir do assunto e desviando o olhar.
- Não Elizabeth! – ele disse com uma voz tão séria que captou a atenção dela no mesmo instante. – Eu não sei a resposta! Se eu soubesse não estaria perguntando savvy! – ele pendeu a cabeça para um lado e disse quase desesperado:
- Me responda amor?!
O clima estava pesado, o ar na cabine estava abafado, quase sufocante. As velas produziam uma luz fraca que bruxuleava com o vento salgado que entrava pela janela junto com a pálida luz da lua.
Sem saber o que responder, Elizabeth começou a tremer como Jack. Se ela respondesse, esta seria a resposta:
"Te beijei porque não agüentava mais ficar perto de você e não poder voar nos seus braços e te dizer que eu te amo desde a maldita vez que pus meus olhos em você, seu pirata sujo, ignorante, lindo, sensual, que deixa louca! Nem eu nem você morreríamos sem fazer isso!".
Mas ela não poderia fazer isso!
- Acho que esquecemos de içar o Perolinha! – ela disse mais uma vez tentando fugir. Ela se levantou rápido para sair da cabine.
Quando ela estava passando ele segurou o braço dela e disse:
- Que se dane aquela jangada! – ele disse com fogo nos olhos e depois amenizou a expressão. – Responda Lizzie! Por favor! – ele a puxou para perto dele e ainda sentado a abraçou e encostou a cabeça no ventre dela. Ele não estava resistindo a ela.
Elizabeth estava se desesperando, se continuassem nesse clima, as coisas não acabariam bem, mas ela não o afastou. Ela pôs as mãos na cabeça dele e o abraçou forte. Ficaram assim por vários minutos, perecia que o tempo havia parado.
Elizabeth poderia ficar assim pro resto da vida. Com o coração quase saindo pela boca ela disse:
- Eu nunca vou te responder essa pergunta!
Ele retirou a cabeça do ventre dela, olhou para ela e disse quase num sussurro:
- Nunca diga nunca! – e a puxou para que ela sentasse em seu colo. Ela não protestou, ele parecia um mago a enfeitiçando.
Quando ela sentou, ele começou a acariciar e a beijar as mãos dela, Elizabeth fechou os olhos. Ele foi subindo pelos braços, até começar a beijar seu pescoço, a puxava mais e mais apertada contra seu corpo.
Ela não lutou como deveria, apenas se deixou ser guiada por ele. Sentia o coração dele acelerado. Ela sabia onde isso iria terminar, mas não se moveu.
Ele continuava acariciando todo o corpo dela e logo ela começou a fazer o mesmo a ele. Jack iria enlouquecer! Era desejo e paixão demais para ele agüentar.
Ele começou a levantar o fino vestido que ela usava, e a tocava cada vez mais intensamente. Ambos gemiam de prazer.
Ela ficou sentada de frente para ele, retirou a camisa dele, o ajudou a retirar seu vestido, sentia cada cicatriz nas costas dele. Quando acariciou o peito dele Elizabeth perguntou numa voz quieta:
- Que tatuagem é essa Jack?! – apontando para uma ave perto do coração dele.
- É você! – ele pegou a mão dela e a pressionou mais contra seu peito. Ela ficou emocionada e sorriu. – É meu pequeno cisne... – ele fez uma pausa olhando profundamente nos olhos dela. – Você tem certeza amor?! – desta vez ele se referia ao que eles ainda podiam evitar.
Ela ofegante fez que sim com a cabeça. Ele não esperou mais, a beijou tão docemente na boca que ela estremeceu. Logo depois os beijos dele foram se intensificando cada vez mais, eles não paravam as carícias um ao outro. Ela estava nua, em todos os sentidos, não lutaria mais contra o desejo, o amor, a loucura, a necessidade de ser completamente dele.
Ele quebrou o beijo e a olhou como se perguntasse silenciosamente: - Tem certeza Lizzie?". Ela entendeu e disse num sussurro:
- Sim!
Ele se levantou com ela nos braços. As pernas dela estavam em volta da cintura dele e os braços agarrados ao pescoço dele.
Ele a levou até sua cama e a deitou, ficou a olhando intensamente, ela era tão linda, melhor que os melhores sonhos que ele já teve com ela. Ela estendeu os braços o chamando, ele deitou e foi tirando o que restavam de suas roupas numa pressa terrível.
Ela somente o observava e brincava com o cabelo dele, sorrindo com o súbito desespero que o acometia.
Finalmente ele se livrou das roupas e se acomodou cuidadosamente em cima dela, quando ela suspirou, ele imaginou que era muito pesado para ela, mas Elizabeth olhou nos olhos dele e sorriu. Se encaixavam perfeitamente.
Ele a beijou e o momento inevitável estava próximo.
Elizabeth o abraçou forte sentindo o corpo dele totalmente diferente, o dela também estava, ela suspirava, e logo começou a chorar.
Jack se assustou e disse:
- Te machuquei amor?! – ele estava ofegante.
Ela sacudiu a cabeça e disse:
- Me faça mulher Jack Sparrow! – e o puxando, com os lábios quase tocando os dele completou chorando. – Me faça mulher porque eu te amo!
Aquilo bateu fundo na alma dele.
Ele segurou o rosto dela em suas mãos e disse:
- Você me mata Elizabeth Swann! – sua voz estava rouca, ele engoliu em seco e sussurrou no ouvido dela. – Isso pode doer amor!
E sem mais demora atendeu ao pedido dela olhando fixamente em seus olhos. O mar ficou tranqüilo, quase sem ondas, para depois estremecer quando Elizabeth deu um pequeno grito e fechou os olhos. O mar estremeceu como quando ela caiu junto com o colar amaldiçoado tempos atrás.
Ela cravou as unhas nas costas de Jack e tremeu, nem percebeu que ele chorava. Jack chorava, soluçava e tremia como uma criança que sabia que estava fazendo algo que teria conseqüências graves, mas não resistiu à tentação.
Eles nem perceberam o abalo que o mar causou ao navio, ou não deram importância.
Extasiado ele olhou para ela, com os olhos ainda marejados e disse:
- Eu te amo... Elizabeth! – e a beijou desesperadamente.
O mar se abalou novamente, tudo estremeceu. Ainda estava dentro dela. Continuariam assim o resto da noite. Finalmente realizaram o mais profundo desejo de seus corações, mas não imaginavam o que estava por vir.
Seus destinos haviam sido selados.
