Como já foi dito, Jack & Lizzie não são meus infelizmente...
Espero que gostem e por favor, deixem seus comentários e reviews!
Cap. 17
O amanhecer chegou e o sol projetou sua luz em dois amantes adormecidos, cansados, satisfeitos depois de uma noite inesquecível e que mudaria suas vidas para todo o sempre.
A luz que entrou pela janela do Pérola aos poucos fez com que Jack despertasse.
Ele abriu os olhos e lá estava ela, sua querida Lizzie, abraçada a ele. Jack riu, riu tão forte que acabou por acordá-la também.
- Oi! – ela disse tímida olhando para ele e depois desviando o olhar.
- Oi amor! – ele sorriu novamente e se aconchegou mais a ela. – Não precisa ter medo de mim Lizzie! Muito menos vergonha!
Ela olhou novamente para Jack e subiu em cima dele, lhe dando um beijo muito apaixonado. Ele se surpreendeu. Quebrando o beijo ela disse:
- Não tenho vergonha de você! Muito menos medo! O único medo que eu tenho é que tudo isso que estamos vivendo seja apenas um lindo sonho de minhas bebedeiras!
- Garanto amor, você não está bêbada! Mas... deixe-me ver de novo! – ele disse a puxando para mais um ardente beijo. – É... – ele disse degustando o sabor dela em sua boca. – Não senti gosto de rum em sua boca! Você não está bêbada!
Ela riu e bateu nele brincando, ele também riu! Caíram na risada quando ela percebeu que ele examinava seu corpo e com certeza estava lembrando da noite anterior.
- Pára Lizzie! – ele disse divertido.
-Parar o quê?! – ela riu, mas não entendeu.
- Você fica me provocando! – ele disse fazendo cócegas nela. Começaram a rir de novo.
- Agora é a sua vez de parar! – ela disse com dificuldades enquanto ria e tentava se livrar das brincadeiras dele.
Ele parou e deitou outra vez. Ela fez o mesmo.
- Ainda estou com sono Jack!
- Realmente, eu te cansei não é amor?! – ele perguntou brincalhão. – Sou um homem ardente não é mesmo?!
- Esse deve ser o seu normal! Eu gostei! – ambos sorriram. – E estou realmente cansada, parece que meu corpo está adormecido... deve ser sono! – ela sorriu olhando pra ele.
- Então durma! – ele beijou os olhos dela.
Quando Elizabeth adormeceu, Jack se levantou e quando estava vestindo suas calças notou algo no lençol da cama. Ele teve que sentar ou desmaiaria.
- Ela era virgem! – ele pôs as mãos na cabeça. – Meu Deus! O que foi que eu fiz?! – ele estava falando alto agora. Elizabeth acordou imediatamente sobressaltada.
- O que foi Jack?!
Respirando com dificuldade ele apenas sacudiu a cabeça e saiu apressado da cabine.
Ela ficou sem entender e imediatamente levantou e vestiu a camisa dele.
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Ele estava agora no convés, próximo à amurada, tonto, realmente abalado. O sol estava forte, era uma linda manhã.
- Will não consumou o casamento! E agora eu fiz isso, eu fiz amor com ela! Eu sou o... eu sou um miserável! – ele estava muito nervoso.
Ele nem percebeu quando Elizabeth se aproximou cautelosa.
- O que foi Jack?! Algo errado?! – ela estava intrigada pelo jeito como ele saiu da cabine, minutos antes eles tinham brincado alegremente.
Ele engoliu em seco, virou-se para ficar de frente para ela e disse:
- Por quê não me contou Elizabeth?!
- Não contei o quê?!
- Que você era... era... – ele estava com dificuldades de falar, as palavras não saíam.
- Que eu era o quê Jack?! – ela tentou abraçá-lo, mas ele a afastou e suspirou tomando coragem para falar.
- Virgem! – ele explodiu e ela se assustou. – Porquê você deixou acontecer?!
Ela o olhou em descrença. Ele estava bravo por ela ser virgem! Definitivamente não entendeu o porquê.
- Eu deixei acontecer por que eu quis Jack Sparrow!
- Isso está errado! O que fizemos foi errado!
- Isso importa tanto Jack?!
- É claro! Você é uma mulher casada! Ou você esqueceu do William?! – ele falou bravo.
- Eu não esqueci o William! – ela disse chateada, isso não era hora de lembrar desse fato. – Você devia estar orgulhoso seu pirata imbecil! Você é o meu... – ele ficou brava. – E desde quando você se importa com casamentos?! – ela disse brava.
- Desde que... – ele lembrou de Calypso e arregalou os olhos. Agora a coisa ia ficar feia.
- Eu sou um bom homem lembra?! – ele estava ficando triste.
- É claro! – ela amenizou a expressão e se jogou nos braços dele.
- Elizabeth! É tudo uma grande loucura não vê?! – ele disse enquanto a abraçava forte.
- Tudo sempre foi uma grande loucura entre nós! – ela sussurrou.
- Mas isso é errado!
- Jack! – ela disse captando o olhar dele. – Podemos concertar isso!
- Não podemos Lizzie... O que está feito está feito!
- Eu posso devolver o coração do Will!
- Como assim devolver?! – ele quase teve um ataque.
- Eu amo o Will! Sempre vou amar, ele se sacrificou por mim, salvou minha vida!
Jack estava se chateando com as declarações do amor dela para o eunuco.
- Mas... – ela parou envergonhada.
- Mas...?!
- Mas... como eu te disse ontem à noite... antes de nós... você sabe... – ela estava gaguejando nervosa.
Ele não disse nada esperando ela terminar o que iria dizer. Elizabeth respirou fundo.
- Eu... – ela não disse tudo o que queria por medo. – Não quero mais ficar casada e presa a Will! – isso o afetou mais do que ele esperava. – E... – ela continuou. – E mesmo que... que... você não me queira com você como mulher e... eu...
- Pare de gaguejar Lizzie, pelo amor de Deus! Você está me deixando louco!
- Eu quero ser livre outra vez, e liberdade de verdade eu só tenho com você e...
- Pelo amor de...
- Eu quero navegar com você! Não me deixe em Tortuga Jack! – ela o abraçou forte novamente.
Isso iria ficar cada vez mais complicado.
Ficaram assim por um tempo e finalmente ele olhou para ela e disse:
- Eu não posso te prometer nada além de um navio, rum e...
- E amor?!
- Não!
- Você ontem à noite disse que me amava! – ela disse esperançosa.
Ele respirou fundo e disse uma das maiores idiotices de sua vida.
- Todos "naquela hora' dizem bobagens, inclusive "Eu te amo"!
Ela o largou e arregalou os olhos, o encarou como se não o reconhecesse.
- Eu não estava mentindo Jack Sparrow! – ela se virou para correr mas parou e voltou. Com um dedo no peito dele como se quisesse o empurrar ela completou. – Essa foi a primeira vez que não menti para ninguém, principalmente para mim mesma! – e saiu correndo para a cabine.
Ele ficou sem ação no convés.
