Espero que gostem e comentem:-D
Cap. 18
Elizabeth se trancou na cabine, se jogou na cama e começou a chorar incontrolavelmente num misto de raiva, tristeza, decepção, ódio...
- Como aquele miserável teve coragem de me dizer tudo isso, depois da noite mais especial da minha vida?! – ela não se conformava não se convencia que ele a tinha usado apenas para desfrutar do prazer que o corpo dela podia lhe proporcionar.
Ela decidiu que não iria deixar isso barato, iria se vingar. Ela já havia admitido que o amava, não tinha como voltar atrás. Mas havia muitas formas de fazê-lo acreditar que ela havia se enganado. Ela decidiu que se alguma conversa deles chegassem a uma pergunta como essa, ela diria que foi tudo por pura carência.
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Jack continuava sem ação. Que completo cretino, patife, miserável, imbecil, desclassificado, canalha, cachorro que ele tinha sido. Mas ele precisava. Ele rezava baixinho para que aquelas palavras que ele tinha dito para Elizabeth tivessem passado despercebidas por Calypso.
Ele sentia um medo profundo de que a qualquer momento Calypso aparecesse com aqueles malditos siris para arrebatar-lhe sua Lizzie.
Só pensava nisso, e quanto mais pensava, mais se amaldiçoava por ser tão idiota.
Decidido a fazer algo para ocupar a mente, ele lembrou do Perolinha e quando olhou onde tinham deixado o barquinho, não o viu mais. Isso deixou Jack profundamente chateado.
Caminhando pelo Pérola Negra, ele notou que Elizabeth estava muito calada, a cabine estava num silêncio sepulcral.
- Elizabeth, está tudo bem aí?! – ele perguntou meio tímido.
Demorou um pouco e Elizabeth lhe respondeu.
- Cuide do navio, içar as velas marujo! Yo Ho! A todo vento até Tortuga! – ela disse numa alegria que ele não entendeu.
- Ela deve estar se embebedando com rum! – ele pensou com tristeza e decidiu fazer o que ela mandou.
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Foi sozinho içar as velas, guiar o navio pelas águas quentes do Caribe mas percebeu que não havia vento. Isso só podia significar uma coisa: Estavam no Mar dos Sargaços!
Isso também explicava o Pérola não ter se movimentado muito, mesmo sem guia ou controle de ninguém. A âncora estava no lugar, não havia sido baixada.
Olhando através da amurada viu o monte de algas que cercavam o navio.
- Mas como então o Perolinha havia sumido sem deixar rastros?! – ele se perguntou para logo depois responder para ele mesmo. – Calypso!
Logo começou a ficar nervoso, não sairiam dali nem tão cedo, acabariam por morrer de fome, ou ficariam loucos – lembrou-se das alucinações que teve no Locker e tremeu – isso não era uma coisa boa.
- Oh Bugger!
De repente ouviu a porta da cabine estalar, ela estava se abrindo e percebeu que era Elizabeth saindo de lá, mas uma Elizabeth diferente.
Ela estava vestida com roupas de homem, umas que Jack nem lembrava que ainda existiam no baú de velharias que ele guardava – relíquias do Capitão Jack Sparrow – ele havia aposentado as roupas porque ficaram apertadas. Ela também estava sorridente e havia cortado os cabelos!
Jack estava agora revoltado, os cabelos dela estavam tão longos, a deixavam parecendo uma princesa, com cachos nas pontas, tão lindos.
Ela havia cortado quase todo, estavam nos ombros agora, com pontas grandes, todo picotado na frente, Jack admitiu que ficou bonito também, mas ele não se conformava em não poder ver mais os cachos nas longas pontas de seu cabelo claro.
Sorrindo ela se aproximou e disse jovialmente:
- O que fazemos parados aqui Jack?! – parecia que nada tinha acontecido entre eles.
Ele ficou sem palavras.
Olhando as velas e o mar ela disse:
- Mar dos Sargaços! – ela suspirou. – Isso explica tudo, menos o desaparecimento da tripulação! – ela parecia sábia, poderosa e Jack sentiu medo, muito medo.
Ela caminhou até o porão e voltou com uma faca nas mãos.
- Ela vai me matar! – pensou Jack alarmado. – De novo!
Passando por ele ela disse:
- Pegue sua faca e venha comigo! – e saltou dentro d'água.
Ele entendeu e fez o mesmo. Abririam caminho no mar.
Logo eles estavam cortando as algas que empatavam o caminha do Pérola, era um serviço muito pesado mas ela parecia que tinha uma fonte de energia incrível dentro de si. Jack logo se cansou, mas ela continuava frenética, não trocavam palavras desnecessárias, somente alguns: "Mais rápido Sparrow!" ou "Anda logo pirata molenga!", e ele se limitava a responder um "Aye!" tímido e chocho.
Estava anoitecendo e eles tinham retirado muitas algas do caminho. Estavam mortalmente cansados, subiram a bordo do navio e sentaram no convés.
- Conseguimos abrir um belo caminho amor! – ele disse ofegando e sorrindo.
- Não me chame nunca mais de amor! – ela disse numa agressividade contida e se levantou. Ele ficou parado sem saber o que dizer – Vou ver o que posso fazer para movimentar esse navio.
- Como?! Aqui é o mar dos Sargaços, não há vento!
- Mas vai existir QUANDO EU MANDAR! – ela gritou o final da frase e imediatamente uma leve brisa balançou os cabelos de ambos.
Jack arregalou os olhos e ficou assustado quando ela disse isso. Definitivamente ela na estava normal. Ele ficou na frente dela e disse:
- O que está havendo com você Elizabeth Swann?! Você está estranha!
- Digamos que eu estou mais forte Jack Sparrow! – ela disse e subiu as escadas para guiar o navio e o deixou embasbacado.
Isso tinha alguma coisa a ver com Calypso, ele tinha certeza.
Arrumando as velas Jack sentiu o navio se mover, estavam navegando novamente. Ele olhou para Elizabeth e viu uma expressão indecifrável, ela parecia uma deusa, linda, imponente, intocável, e isso o encheu de assombro.
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Amanheceu e logo Jack acordou com gritos. Mas não eram os gritos de Elizabeth, eram gritos de homem.
Logo viu Elizabeth sorrindo feliz e acenando e quando levantou-se do convés e caminhou até a amurada, quase teve um treco.
Eram Pintel, Raguetti, Cotton, o papagaio e...
- Barbossa! – Jack disse decepcionado. – E seu maldito macaco Jack! – ele se lamentou com voz de falsete. – Isso está ficando cada vez melhor! Oh Bugger!
