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Jack e Lizzie, um dia os comprarei...

Cap. 20

Barbossa ficou chocado com o que viu. Não entrava em sua cabeça que Jack e Elizabeth tinham um caso. Ele percebia a atração forte entre os dois, mas ela era uma mulher casada e sempre pareceu que amava Will.

Jack largou a garrafa de rum que se partiu em mil pedaços no chão da cabine. Ele respirava com dificuldade e com medo. Sim, Jack Sparrow estava com medo! Medo das conseqüências de suas loucuras.

- Você fez amor com ela Jack?! – perguntou Hector ainda aturdido com os fatos.

Jack estava afundando na poltrona e sem fôlego como uma criança que é pega em flagrante fazendo traquinagens. Hector se aproximou e quase esfregou o lençol na cara assustada de Jack. – Responda Jack Sparrow!

A essas alturas os gritos de Barbossa eram ouvidos no convés, mas os marujos não conseguiam entender nenhuma palavra, só gritos abafados. Elizabeth não ouvia, entretida com o timão e a direção que tinha que guiar o navio.

Jack engoliu em seco e respondeu:

- Eu... eu... –sacudiu a cabeça e levantou-se para ver se as palavras saíam. – Nós... eu... eu e ela tínhamos bebido e... ela me adora e...

-E você aproveitou a oportunidade! Jack, ela ainda era virgem! – exclamou Hector furioso.

- Olha, eu não sabia disso!

- Oh, bravo Jack! Além de ela ser uma mulher casada com o Capitão do navio mais temido dos sete mares, ela ainda era virgem e você fez o favor de consumar um casamento que não é seu!

- Eu não sabia que ela era virgem, SAVVY?! Só descobri isso na manhã seguinte!

- Mas o erro começou quando você foi para cama com ela!

- Quem é você para me dar lição de moral Hector Barbossa?! Um ladrão traidor! Um maldito zumbi que renasceu do inferno para me atormentar!

- Eu nem vou me chatear com esse seu último comentário! – disse Hector irritado. – Jack, você e Will são amigos! E... Ahhhh! Você sempre faz tudo errado!

- É! Eu sempre faço besteira! Mas eu preciso de ajuda agora, e não de bronca, savvy?! – pediu Jack com as mãos como se estivesse rezando. E bem que ele também precisava da ajuda divina agora.

- Como assim de ajuda?! – Hector estava ficando cada vez mais surpreso com toda a situação.

- Eu prometi umas coisas à Tia Dalma e... – Jack travou.

- E...?!

Jack continuava travado e com medo.

- Fala logo Jack Sparrow! – Barbossa com impaciência sacudindo Jack pelos braços.

- Eu prometi umas coisas, como eu disse e... – vendo a cara furiosa de Barbossa Jack tratou de completar logo a frase. - ... Calypso quer levar a Lizzie com ela!

- Levar quem?!

- Lizzie! Elizabeth Swann!

- Ela quer o quê? – Barbossa soltou Jack, e este caiu no chão. – Acho que não entendi! O que tem a ver suas promessas com Elizabeth?! E afinal de contas, o que diabos você prometeu?!

- Tem a ver que... – Jack parou, ele não iria admitir para Hector que tinha prometido o amor, quando ele achava que nunca amaria ninguém a não ser ele mesmo. – Essa é a historia! Tia Dalma, ou Calypso, como queira, quer levar Elizabeth porque ela quer companhia e a Lizzie é brava e terrível como ela mesma! – disse Jack ainda no chão.

- Que história mais maluca é essa?! Você espera que eu acredite nisso?!

- Você tem que acreditar em mim! Pois acredite que acreditando em mim você salvará a Rainha dos Piratas! – Jack levantou.

- Que história mais idiota! Meu poupe de suas loucuras Jack! – Hector estava ficando cada vez mais confuso. – Mas você pensa em tentar enganar Calypso?!

- É! – Jack disse com fervor.

- Esqueça! Você é muito idiota mesmo não é?! Nesse exato momento ela pode estar nos vendo! Nos ouvindo! Você tenta tramar contra ela, mas o feitiço vira contra o feiticeiro! Só conheço uma pessoa nesse mundo que sabe os mais profundos segredos de Calypso!

- Quem?! – disse Jack esperançoso.

- Uma velha grega! Uma bruxa. Da ilha de Ikaria, no mar Egeu!

- No Egeu?! Está longe demais! – disse Jack tristonho. – E como assim segredos?!

Em voz baixa no ouvido de Jack, Hector sussurrou:

- Dizem que a velha bruxa é parente de Calypso, algo assim! Dizem que é uma ninfa! Uma ninfa imortal!

Jack arregalou os olhos. E Barbossa continuou.

- É você quem sabe! Mas se essa baboseira que você me contou for verdade, teremos que lutar contra Calypso mais uma vez.

- Como assim mais uma vez?!

- Você estava muito longe de ser o que é hoje Jack! Isso foi há mais de 40 anos. Eu era um moleque, você devia estar no berço, ou quem sabe na barriga de sua mãe. Lembro que meu pai, o grande Capitão Simon Barbossa junto com seu grande navio Lilith e a velha bruxa grega da qual falei, reuniram todos os piratas mais famosos para que tomassem uma decisão sobre o que fazer, pois Calypso estava atormentando e brincando com os homens como se eles estivessem em barquinhos de papel numa bacia com água. Até seu pai estava lá. Então os navios piratas se reuniram perto dos Açores, e foi escolhido o pirata mais belo para poder seduzir a Deusa. Uma coisa ridícula para piratas, mas necessária. E como eu tinha pouco mais de 15 anos, e era, modéstia aparte, um belo rapaz, fui abandonado numa ilha entre as Bermudas. Vaguei sozinho pela ilha por dias, até que lembrei da prece à Calypso que a bruxa me ensinou. Assim Calypso veio. Gostou de mim, que apesar de jovem, já parecia um homem feito e ela ficou encantada com as belas coisas que eu lhe dei, perfumes, espelhos, retratos e jóias. Quando de repente: apareceram a bruxa e os piratas, a velha tomou umas moedas, tudo o que eles tinham nas mãos naquele momento e fez um encanto para amansar a Deusa. E deu certo! Calypso de grande e imponente como era quando estava brava passou a ser uma mulher pequena e quase indefesa. – Hector falava como se isso fosse poético. – Aparentemente.

Jack agora estava entendendo o porque de seu pai ter lhe dado aquelas quinquilharias para pendurar nos cabelos quando Jack apareceu como pirata assumido, depois de conseguir o Pérola Negra.

- Continuando... – disse Hector capturando mais uma vez a total atenção de Jack. – E foi assim que Calypso passou a ser chamada de Tia Dalma pelos índios e os nativos das ilhas próximas a dela, que significa "tia da alma", a que deveria ajudar as pobres almas dos homens que recorriam a seus poderes, que ainda permaneciam, apesar de mais fracos, mas ela nunca os perdeu por completo.

- Wow! Isso daria um livro! Então a única que pode deter a ira de Calypso é a velha bruxa?!

- É óbvio! Mas como você disse, é muito longe e...

- Só vamos parar em Tortuga para abastecer o navio com provisões!

- Precisamos falar com a Capitã!

- Eu sou o Capitão!

- Você quer discutir com o Rei?! Quero dizer Rainha?!

- Ai! – disse Jack atordoado, ele estava nervoso. Não queria nem olhar para Elizabeth. Estava com vergonha.

- Vou respirar um pouco. A escolha é sua! – disse Hector num tom estranho. – Jack!

- Oi!

- Você não, o macaco! Venha com o papai! – e assim que Hector disse isso o macaco Jack saltou da cama para os braços do dono, onde havia ficado brincando de pular nos travesseiros.

Quando Barbossa saiu da cabine Jack pulou na cama, enterrou a cabeça nos travesseiros e se pôs a pensar, até que a angústia e o cansaço o derrubaram num sono inquieto.

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No convés...

Cotton estava a guiar o navio. Já anoitecera e Pintel e Raguetti estavam sentados na proa, jogando conversa fora.

Barbossa chegou perto deles e perguntou:

- Ouviram algo na cabine?!

- É claro! Sou cego de um olho, mas não surdo! – disse Raguetti.

- E o que ouviram?! – disse Barbossa em tom agressivo.

- Nada, nada! Só vozes exaltadas e... – disse Pintel assustado. - ...E só isso, não deu para entender nada!

- Bom! Muito bom! – Barbossa já ia saindo quando voltou e perguntou. – Onde está a Sra. Turner?

- Ela foi para o porão! Estava com a cara triste, cansada... não foi Pintel?! – disse Raguetti parecendo preocupado.

- Sim, sim! Parece que ela tem sofrido muito! Ela está bem mais magra do que nos lembrávamos! Mas continua a mesma boneca linda de sempre!

- Vou procurá-la! – Barbossa saiu e desceu as escadas que davam para o porão.

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No porão...

Estava tudo muito escuro, apesar da tímida luz das velas que iluminavam precariamente o local.

Chegando às redes onde os marujos dormiam, ele viu a silhueta de uma mulher deitada numa dessas redes, se balançando.

- Olá Elizabeth!

- Oi Barbossa!

- Hector, por favor! – ele sorriu e sentou em outra rede.

- Hector! – disse ela sorrindo de volta.

- Então... – ele começou. – Como tem passado?!

- Péssima como pode notar! Mas já estou melhorando!

- E os tempos na ilha?! Jack me contou umas poucas coisas!

- Na ilha foi só solidão! Quase fiquei louca, mas como disse, estou melhorando! Aliás, eu tinha esquecido! Porque vocês abandonaram o Pérola, antes de Jack e eu chegarmos?

- Estávamos no Mar dos Sargaços! O Pérola preso nas algas, nenhum vento, pensamos que íamos morrer e por isso tentamos fugir! Mas algo nos trouxe de volta!

- Entendo!

- E... – ele estava sem jeito. – Como foram as coisas entre você e Jack?!

- Como assim?! – ela se sentou ereta, estava assustada.

- Como ele te tratou, como ele te salvou, e como vocês lidaram com o fato de você tê-lo deixado morrer! Anos atrás, eu sei da história toda!

- Na verdade ele me tratou como sempre. – ela estava constrangida. – E nós não esclarecemos tudo, ainda...

- Ainda... – ele balançou a cabeça afirmativamente. – Espero que esclareçam logo. Na verdade, não fique preocupada! Jack tem uma alma nobre, perdoa fácil, ele até me pediu ajuda para encontrar a fonte da juventude!

- Nossa! Em pensar que há alguns anos, eu era sua prisioneira, você queria me matar, matar Will, Jack... – Elizabeth sorriu tímida. – E hoje somos amigos, companheiros de aventuras!

- É! O perdão é a coisa mais maluca do mundo! E muito boa também.

- Aye! – ela disse.

- É melhor você ir para a cabine, aqui faz frio!

- Quero ficar aqui! – ela mostrou uma garrafa de rum e ele sorriu entendendo. – Vá render Cotton na tarefa de guiar o navio. À toda vela para Tortuga, Savvy!

- Aye Capitã! – disse Hector e saiu sacudindo a cabeça. Até as gírias de Jack ela havia aprendido.

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Horas se passaram. Cada um teve seu turno no timão, até Jack, que havia sido acordado aos gritos por Barbossa, para a diversão dos marujos.

Somente Elizabeth ainda dormia, nas redes do porão.

Ao amanhecer ela foi gentilmente despertada por Jack, o macaco, e o papagaio de Cotton que gritava:

- Terra à vista! Terra à vista! – sem parar.

Ela se levantou e correu para o convés.

- Tortuga!- ela exclamou entusiasmada. – Finalmente!

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Ancoraram o Pérola e viram a agitação nas docas. Cotton ficou vigiando o navio.

Tortuga, sempre alegre e barulhenta, abarrotada de piratas e bandidos bêbados, prostitutas e toda sorte de gente estranha.

Com o barquinho chegaram ao cais. E foram se dividindo, os marujos comprariam as provisões.

Barbossa foi logo para a taverna mais próxima, e Jack foi junto. Mas não antes de perguntar:

- Elizabeth, você vem?!

- Depois, vou comprar as frutas com Pintel e Raguetti! Depois eu vou, pois preciso de um bom banho!

- Não vá se perder! – ele disse num tom preocupado.

- Tentarei! – ela disse e saiu correndo para alcançar os outros dois piratas.

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Na taverna...

Barbossa e Jack entraram e foram logo recebidos por Marty, o anão. Ele estava bêbado e cantarolando "A pirate's life for me".

- Sejam bem vindos capitães! – ele disse alegremente. – É muito bom ver vocês!

- Bom ver você também Marty! – disse Barbossa.

Jack estava procurando algo. Virou os olhos em todas as direções e finalmente gritou contente:

- Sr. Gibbs! – e saiu correndo naquele rebolado todo especial que só ele tem.

- Jesus, Maria e José! – exclamou Gibbs. – É você mesmo homem?!

- Sou! – Jack sorriu alegre. – Em carne, osso, dreadlocks e dentes de ouro!

Caíram na gargalhada.

- O que o traz a Tortuga?! – disse Gibbs cambaleando de tão bêbado. – Veio me buscar?! – Jack o segurou e sorrindo respondeu:

- Digamos que sim!

Foram andando ao encontro de Barbossa e Marty que colocavam o papo em dia.

Ficaram a tratar de assuntos piratas: zarpar, pilhar, pegar tudo o que encontrassem, chegar à fonte, e, como Jack disse a eles:

- Primeiro vamos ao Egeu! E isso é para ontem!

- Como assim?! – perguntaram os outros ao mesmo tempo.

- Não discutam! É para o bem de Elizabeth!

- Como assim?! – perguntou Gibbs parecendo um pouco mais sóbrio.

- Eu contarei a história! – disse Barbossa. – Pode confiar em mim Jack!

Jack fez que sim com a cabeça e levantou.

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Na rua...

Era pouco mais de meio-dia e o sol estava forte, era um dia lindo. Jack andou pelas ruas até achar uma casa, nela morava uma velha cigana, conhecida dele há tempos.

Entrou e viu a velha vestida de roxo sentada num tapete. Ela sabia quem era e foi logo perguntando:

- Quer que eu leia sua mão Sparrow?!

- Na verdade, queria que você lesse meus pensamentos e me desse uma explicação do que diabos estou fazendo com minha vida Sandra!

- É o amor Jack! Isso não se explica! – a velha disse mansamente.

- Eu não posso! – ele sentou e disse tristemente.

- Me dê sua mão. – ela pediu e ele lhe estendeu a mão. – Da última vez que você veio aqui saiu brigado comigo só porque eu disse que você estava apaixonado por uma moça bem novinha! – ela riu. – Acertei não foi?!

- É que...

- Sem ressentimentos, está bem?

- Aye!

- Agora deixe-me ver... você está respirando diferente... disso eu já sabia! O amor enche nosso peito de vida! Hahaha!

- Vamos ao que interessa! – ele disse puxando a mão. – Aqui estão algumas moedas de ouro! Preciso de uma informação.

- Pode custar caro! – ela riu.

- Eu sei! – ele disse suspirando. – O negocio é o seguinte: você acertou quando falou da tal moça! Não duvido dos seus predicados, mas é que...

- Você foi longe demais com a moça?! A desonrou? Ela era comprometida? O pai dela mandou te matar, ou o obrigou a casar?

- Não! – ele disse alto para que a cigana se calasse. – Digo... você acertou três coisas!

- Hummm.

- Hummm... o quê?! – ele disse debochando.

- Onde ela está?!

- Como assim?

- A menina. Ela está com você?!

- Não importa! Voltando à informação: foi a primeira vez dela! Isso importa muito para as mulheres não é?

- Jack Sparrow e seus mistérios... Então você foi longe demais com ela heim?! – a velha riu. – Safadinho você huh?!

- Desembuche mulher!

- Sim, sim, mas depende da mulher, e do homem também. Se vocês fizeram apenas sexo, só por prazer, pode ter significado apenas a perda do estigma de virgem que ela carregava e prazer para ambos, mas... – a velha parou ponderando bem as próximas palavras que soltaria em cima dele.

- Mas... o quê?! – ele estava ansioso.

- Se vocês fizeram amor, se houve reciprocidade, se você disse que a amava, não apenas pelo calor do momento, mas porque é a verdade e ela disse o mesmo, com convicção, se vocês uniram seus corações para que pulsassem no mesmo ritmo, assim como a vibração de suas respirações, hummm... aí a coisa complica, e muito!

Jack estava assustado, respirava com dificuldade.

- Calma Sparrow! – sorriu a velha. – Isso só significa que você esta louco por ela, ela por você, que vocês devem se amar, sem medo... porque é amor verdadeiro!

- Como?! Ela é casada com meu melhor amigo!

- O quê?! – Sandra quase desmaiou.

- Entende agora a encrenca na qual estou?!

- Esse seu amigo... oh... ele não consumou o casamento?!

- Pelo visto não!

- Isso é que é amigo! Ele gosta tanto de você que casa e dá a esposa para que você consume o casamento! – Sandra riu.

- Não brinque com isso! Ele não sabe... estamos brigados e... ele morreu...

- Então ela é viúva, não há problemas! Faça um favor ao seu falecido amigo: cuide dela!

- Você não entende...

- Você e seus mistérios, como vou entender?!

- Oh bugger! Tenho que ir... zarparemos logo.

- Escute Jack! Não importa o que aconteça, reprimir e rejeitar sentimentos nobres como o amor é muito ruim para a alma! Seja verdadeiro, sempre! E ame a moça do jeito que ela merece! Porque tem que ser uma moça muito boa mesmo para deixar você assim...

- Assim como?!

- Bobo... sem ação... perdido!

- Ah! – ele disse sem paciência. – Vou embora! Adeus! – foi saindo.

- Espero te ver vivo de novo! E da próxima vez traga a moça para eu conhecer!

Jack saiu pisando duro. Como a cigana era petulante e sábia também.

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De volta à taverna não encontrou ninguém! Os seus amigos haviam deixado o local. Encontrou o velho dono do lugar e perguntou por eles.

- Uma bela jovem vestida como homem apareceu e levou todos eles com ela!

- Aye! Mas para onde?!

- Se você não sabe onde seus amigos foram, que vai saber?! – e caiu na risada.

- Ah! – disse Jack chateado e bravo. – Obrigada amigo! – e saiu correndo.

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Na rua...

Jack estava andando sem rumo, cansado de procurar de taverna em taverna e não encontrar nada.

Sentou num banco e quase teve um ataque quando viu Raguetti limpo, bem vestido e penteado.

- Pensei que tinha caído bêbado em alguma esquina!

- Olha a ousadia! – Jack disse furioso.

- Vim chamá-lo porque a Capitã e Rainha nos reuniu numa estalagem. Vamos jantar e dormir lá. Ela me comprou até um olho de vidro! Olha! – disse ele mostrando o olho.

- Com que dinheiro ela conseguiu fazer isso?!

- Ela disse que achou no seu bolso!

- Oh bugger! Minhas economias! – Jack suspirou. – Piratas!

E logo saíram em direção à estalagem. No caminho, brigas, tiros, bêbados, mulheres e Scarlet e Gisele! Quando as viu Jack se escondeu atrás de Raguetti e saiu de fininho, mal sabia ele que as moças já tinham plena ciência de sua presença em Tortuga!