Capítulo classificado como M, ou seja, HOT, super HOT mas não explícito ok!
Isso é só para diversão, como digo sempre... Jack, Lizzie & Cia. não são meus... Mas o Johnny será!!! XD
Espero que gostem e deixem reviews!
Cap. 23
Elizabeth e Lili continuavam a dançar e os homens babando. Jack errou várias notas da canção, olhando hipnotizado para Elizabeth que também o olhava, visivelmente e descaradamente o provocando. O capitão estava fervendo, o pior é que ele teria que fazer de tudo para se segurar, várias coisas passavam pela cabeça dele naquele momento.
- Eu não posso! Não posso! Não posso! – ele dizia pra si mesmo, pendia a cabeça para o lado e pensava. – Você não pode Jack Sparrow! – e nesse instante ele lembrou de Calypso!
Parou de tocar. Arregalou os olhos. Todos o olharam, impressionados e assustados com o fim brusco da canção. Jack olhou para todos eles, franziu a testa e saiu sem dizer nada. Levou a guitarra.
Elizabeth também estranhou, abraçou Doña Lili, agradeceu aos piratas, acenou para a tripulação do Pérola e desceu da mesa a fim de ir atrás do Jack.
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Na rua...
Estava escuro e frio. Jack estava sentado na calçada próximo à porta dos fundos da estalagem, tinha uma bela vista do mar, mas estava travando uma verdadeira batalha interna.
Pensava em Elizabeth, Calypso, no Pérola, no que dizer a tripulação, e em Will. Era tudo muito estranho, Calypso prometera que viria buscar Elizabeth, por causa da promessa que ele fez anos atrás, mas até agora nem sinal dela, apenas o jeito estranho de Elizabeth agir no Mar dos Sargaços.
Como ele iria dizer à tripulação que eles precisavam confiar nele e embarcar numa aventura cujo tesouro só ele poderia desfrutar, ou não?! Já que havia Will Turner no meio de tudo.
Será que de alguma forma a "traição" que Jack e Elizabeth cometeram quando fizeram amor poderia afetar de alguma forma o Capitão do Holandês Voador, como ocorrera com Davy Jones e Calypso?! Já que Calypso supostamente traiu Davy e ele se tornou um monstro.
Era tudo mundo esquisito!
- Eu não posso ficar com ela! Porquê eu não apunhalei aquele maldito coração?! Se ela me odiasse por ser egoísta e ter deixado o William morrer de uma vez por todas seria bem mais fácil esquecê-la?! Seria?! – ele resmungou num misto de raiva e desolação enquanto tacava uma melodia triste.
- Eu sabia que você era doido... – Elizabeth disse chegando perto dele e o assustando. –... mas falar sozinho já é um pouco demais não, Jack?!
- Eu estava cantando meu bem! – ele disse sem olhar para ela e estranhou o jeito manso com o qual ela lhe falou.
- Porquê você saiu correndo da sala como diabo foge da cruz?! Todo mundo estranhou, eu estava indo muito bem! – ela disse sorrindo. Pondo uma mão no ombro dele e sentando do lado ela falou. – E você toca divinamente Jack! Eu adorei!
Ele estava estranhando o tom de voz calmo e amistoso dela, o jeito de agir, tudo.
- Será que é um truque de Calypso?! – ele não parava de pensar nisso, estava assustado, mas continuou a dedilhar a guitarra. Ele se arrepiou e parou de tocar quando ela começou a beijar seu pescoço, abraçá-lo e o acariciar. Finalmente olhou para ela, largou a guitarra num canto e disse:
- O que é agora Elizabeth?! Você estava brava comigo e agora me beija e me abraça?! – ele disse sério, mas os olhos dela brilhavam com malícia e ternura, o que o assustou.
- Eu sei, bem aqui... – Elizabeth puxou a mão dele e pôs em cima do coração dela. – ... eu sei que você não queria dizer aquelas besteiras que você me disse no convés! Eu sinto Jack! Quando você olha pra mim, quando você fala comigo, por mais bruto e grosso que você queira parecer, você sempre transpira amor! Amor Jack! – ela estava sem ar. Ele também.
- Eu não me arrependo de nenhuma palavra que eu disse no convés! – ele tentou parecer forte e sério.
- Nem eu! – ela fechou a cara e disse séria olhando nos olhos dele, depois desviou o olhar para o mar.
Ambos ficaram em silêncio por alguns minutos. Tudo parecia calmo. O som do salão mal chegava até eles. Só o som do mar preenchia o ambiente.
- Lizzie... – ele tentou começar, mas ela o silenciou com um dedo nos lábios dele e o olhou docemente.
- Você me ama Jack! Mesmo que você negue, eu nunca vou acreditar que você não me ama! Nunca! Eu desfaço a promessa que fiz a Will! Ele vai entender! Ele é tão bom quanto você! Ele vai entende que eu... – ela estava com os olhos cheios de lágrima.
Ela praticamente admitiu que não queria estar casada com o eunuco e que amava Jack! Mesmo assim, Jack ainda não acreditava que Elizabeth tinha mudado de atitude com ele, de repente. Talvez fosse tudo parte de algum plano de Calypso, para arrebatar sua Lizzie. Ela estava tentando ele a dizer que amava Elizabeth. Mas ele não cairia! Ele tinha que resistir!
- Resistir?! – pensou ele desolado. – Como, se ela está sendo tão fofa e sensual?! – ele acordou dos devaneios quando ela se levantou e o puxou pela mão. Ele continuou sentado.
- Venha! – ela pediu com os olhos brilhando e esboçando um sorriso malvado. Ele adorou, mas não demonstrou. Ficando mortalmente sério, ele disse estreitando os olhos:
- O que você está planejando linda donzela assassina?!
Ela riu, adorava quando ele fazia questão de deixar claro que ela era assassina, ele ficava tão sexy! Isso era um elogio e tanto para uma pirata.
Abaixando e ficando ajoelhada de frente para ele, ela chegou seus lábios próximos ao ouvido dele, fazendo – o tremer e disse:
- Eu planejo fazer amor com você Capitão Jack... – ele tomou um susto, ela beijou a orelha dele e sorriu percebendo que ele tremia a cada palavra. – Sparrow! – ela disse sensualmente e riu olhando-o nos olhos. Ele continuou parado, a olhando como se tudo fosse um sonho.
Jack estava travado. Ele iria enlouquecer, já estava pegando fogo! Era tudo bom demais para ser verdade! Ele não podia cair nessa. Pensava na promessa, em Calypso, na situação toda e em como ele era louco por aquela menina! Que agora estava linda, num vestido vermelho como o pecado que eles cometeram e queriam cometer sempre, com os lábios o chamando de uma forma irresistível, para qualquer homem! Ela era uma mulher agora, ele a fizera mulher! A mulher dele, não de Will! Dele, Jack Sparrow!
Vendo que ele estava transtornado e suspirando, ela puxou a mão dele novamente, dessa vez com mais força e disse:
- Nem pense em me negar fogo Capitão!
Esse foi o estopim, ele não relutou mais.
- Que se dane Calypso, Will, qualquer um que se interpor entre nós! – ele disse para si mesmo, a mente não raciocinava mais, seu único desejo era fazer a vontade dela!
Ele agarrou a guitarra e a seguiu. Ela pegou a guitarra das mãos dele e ia arranhando notas indefinidas enquanto ele a abraçava por trás, beijando o pescoço dela, acariciando-a de forma que ela gemia para ele:
- Calma, Jack! Podem nos ver!
- Oops! – ele sorriu. – Escondido é mais gostoso não é, Lizzie?!
- Claro!
Alcançaram a escada e foram subindo. Ela parou de tocar a guitarra e o levou para o quarto de Scarlett e Giselle.
- Aqui não Lizzie! – ele franziu a testa.
- Aqui sim Jack! – ela pôs a guitarra numa das camas. – Vai ser aqui! Ou você prefere o corredor?! – ela riu maliciosamente e começou a tentar desabotoar o vestido, silenciosamente pedindo para ele a ajudar.
- Poderíamos ir para outro lugar... – ele disse desabotoando o vestido e beijando as costas dela. – Porquê não na praia?!
Ela parou para considerar a sugestão dele e virou de frente para ele sorrindo:
- Safadinho você heim?! – e riu.
Virando-a de costas ara terminar de desabotoar o vestido ele disse:
- Você é louca! Uma mulher casada, me seduzindo descaradamente, numa estalagem cheia de piratas, na noite de Natal! – ele disse com voz séria.
- Eu sou seu presente! – ela riu, ele terminou de desabotoar e já estava quase tirando o vestido dela quando ela arregalou os olhos e disse abruptamente:
- Espere!
Ele se assustou, pensou que ela tinha desistido de tudo, logo agora! Mas ela correu para a porta e a trancou com chave.
- Pra ninguém nos interromper! – ela piscou um olho para ele e sorriu tirando completamente o vestido. Ele teve que sentar. Era tudo como um sonho bom, ele estava no paraíso.
Ela chegou perto da cama, e começou a retirar a roupa dele, com uma paciência que o deixava nervoso. Elizabeth não deixava um centímetro da pele dele escapar de seus beijos. Não o deixava tocá-la, cada tentativa rendia uma pequena mordida no pescoço dele.
Ele estava quase desmaiando de desejo quando ela o deitou na cama, deitando em cima dele, e o beijou na boca. Finalmente ela deixou-o livre para fazer o que ele desejasse.
Ele saiu de debaixo dela e inverteu as posições. Agora ele era o predador. Ele a beijou e intensificou cada vez mais as carícias a ela. Elizabeth correspondia com a mesma intensidade. Eram loucos um pelo outro, negar só trazia mais desejo.
- Você é louca! – ele disse num suspiro.
- Somos! Eu e você! – gemeu e o segurou mais forte.
Novamente um se entregou ao outro.
Mas minutos depois vieram batidas fortes na porta e muita gritaria.
