Espero que gostem e espero reviews também! isso é tão bom para o meu ego
Pela vigésima quarta vez: POTC não me pertence...
Mas o Johnny um dia será meu, meu, meu, muámuámuá! XD
Cap. 24
Jack e Elizabeth custaram em acreditar que logo agora, atrapalharam seu momento de amor. Eles tinham brigado tanto, e quando fazem as pazes, e fazem algo mais, são interrompidos.
- Oh Bugger! – Jack resmungou terrivelmente chateado no ouvido de Elizabeth. – O que será agora?!
As batidas e gritos continuavam.
Ela olhou para ele com ar de desapontamento e franziu a testa.
- Eu abro a porta! – ela disse baixinho, praticamente choramingando enquanto ele saía de cima dela.
Jack suspirou chateado e foi se levantando quando Elizabeth o segurou e sussurrou:
- Deixe que eu abro! Fique debaixo do lençol e não saia daí! – ele disse séria.
- Aye. – ele suspirou desolado. – Como uma coisa dessas foi acontecer logo agora?! – Jack pensou triste.
Elizabeth vestiu a camisa de Jack – ela tinha feito o mesmo da primeira vez que eles passaram a noite juntos – e foi abrir a porta. Jack estava quietinho debaixo do lençol, mal respirava para que ninguém o notasse. Pois quando a porta abrisse, quem diabos estava batendo teria uma ampla visão da cama.
- Já vai! Já vai! Calma! – gritou Elizabeth em resposta aos gritos que vinham do outro lado da porta.
Finalmente abrindo, muitos piratas quase caíram dentro do quarto, pois estavam amontoados na porta, Elizabeth notou que Sr. Gibbs e os outros piratas estavam desesperados e completamente...
- Bêbados! – suspirou ela e com voz imperiosa falou: - Quem ousa atrapalhar o sono da Rainha Pirata?! Por algum acaso a Companhia das Índias Orientais estão nos atacando?!
- Não é ataque! Desculpe minha rainha e capitã! – disse Gibbs fazendo uma reverência desajeitada que quase o levou ao chão. – Estamos procurando o Jack!
Elizabeth ergueu uma sobrancelha e ficou boquiaberta vendo o estado de embriaguês dos piratas amontoados em sua porta procurando por Jack. Se eles soubessem...
- Jack não está aqui! Eu não sei onde aquele pirata idiota se meteu! – ela disse mal-humorada. – O que faz vocês pensarem que ele estaria aqui?!
Jack sorriu no seu esconderijo.
Todos ficaram calados. Elizabeth estreitou os olhos e todos tremeram de medo.
- É que... é... – gaguejou Gibbs e os outros foram saindo de fininho. – Estamos precisando de mais música! E o Jack levou a guitarra espanhola! E pensamos que ele poderia estar discutindo o curso de nossa viagem com a senhora, majestade, e...
- Ah, então é por isso?! – suspirou Elizabeth.
- Sim! Adivinho que não vamos mais partir ao amanhecer! – ele disse receoso.
- Não, não estou mais com pressa. – ela não pôde conter um sorriso malvado.
- Então... se ele não está, vamos procurá-lo noutro lugar... – Gibbs franziu a testa e fez careta.
- Ele deve estar com Scarlett ou Giselle... – Jack riu baixinho debaixo do lençol quando a ouviu dizer uma coisa dessas. – Ou com as duas! – Elizabeth disse desdenhado, mostrando os dentes com súbita raiva e Gibbs arregalou os olhos e se desculpou pelo incômodo e saiu sem dizer mais nada.
Elizabeth fechou a porta com raiva e Jack jogou o lençol de lado, gargalhando.
- Qual a graça?! – ela estreitou os olhos, tirando a camisa e deitando ao lado dele.
A cama era estreita, era impossível não ficarem colados um ao outro. Ele a abraçou e a aconchegou para que ela ficasse sentada no colo dele.
- Foi divertido não foi?! Eu pensei que Tortuga estava sendo atacada! – ele riu contente, pousando doces beijos no pescoço dela.
- Não vejo graça nisso! – ela disse fazendo bico de desapontamento.
- Vamos lá Lizzie! – ele disse e a deitou na cama novamente. Deitando em cima dela ele ficou sério. – Eu ainda não terminei com você! – ele disse sensualmente e a beijou.
Fizeram amor até próximo ao amanhecer, quando finalmente adormeceram, quietos, abraçados, como se os únicos seres a habitar a terra fossem eles.
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Na manhã seguinte...
Elizabeth acordou e ficou observando o sono de Jack. Ele era tão lindo, dormindo ele parecia tranqüilo, quase um anjo, um anjo daqueles bem malvados, mas ainda assim um anjo.
- Um anjo pirata! Meio anjo, meio demônio! – ela sorriu e se posicionou para que pudesse puxá-lo para que ele descansasse a cabeça em seu peito.
Ela sorriu, mas depois sentiu um aperto. O que ela estava fazendo era traição. Ela traiu Will novamente. E dessa vez não foi só um beijo roubado! Não! Dessa vez ela tinha ido mais longe do que planejou. É claro que sempre sonhou em ficar com Jack, mas tudo tinha dado errado, as circunstâncias a haviam feito tomar decisões que mudariam tudo, ela já não tinha muita inocência, e o pouco que lhe restara, foi arrancado depois que conseguiram resgatar Jack do fim do mundo!
De repente, Elizabeth ouviu tiros de canhão ao longe. Ela se sobressaltou e sentou-se. Jack gemeu e abriu lentamente os olhos.
- O que foi amor? – ele disse e voltou a fechar os olhos. – Venha rainha... – ele a puxou para que ela deitasse novamente. – ... venha me servir de travesseiro!
Jack abriu os olhos novamente, sorriu e foi pra cima dela.
- Eu ouvi tiros de canhão Jack! Juro! – ela disse preocupada, mas depois sorriu.
- Você deve estar sonhando! – ele a beijou.
- Ai! – ela gemeu. – Você é pesado! – ela disse sorrindo.
- Você não reclamou ontem à noite! Aliás, você não queria que eu saísse...
Uma bala de canhão atravessou as janelas do quarto e destruiu a parede, passando bem acima da cabeceira da cama. Jack apertou mais Elizabeth contra seu corpo para protegê-la dos destroços.
Jack perguntou:
- Você está bem amor?! – estava assustado.
- Acho que sim! Vamos Jack, levante-se! – ela disse apressada.
Quando Jack levantou, vestiu as calças e foi correndo olhar através do buraco que a bala fizera na parede. A visão que ele tinha era do lado leste da ilha.
Estava tudo tranqüilo, o Pérola podia ser visto longe do cais, flutuando em toda sua glória. Elizabeth procurava desesperadamente algo para vestir, pegou algumas roupas de baixo pertencentes à Scarlett e Giselle e não achando uma roupa que não fosse um vestido ou um maldito espartilho, agarrou a camisa de Jack novamente. Ele olhou para ela.
- Hei hei hei!Eu preciso da camisa!
- Sem chance Capitão! Preciso de algo que não seja de mulher! E aquelas duas levaram minhas roupas, as suas que eu peguei emprestado!
- Sem minha permissão!
- Você queria que eu ficasse nua no Pérola?! – ela disse indignada.
- Seria um prazer pra qualquer um! Pra mim, seria o paraíso! – Ela pulou em cima dele e deu um tapa. Ambos sorriram. – Vista qualquer outra coisa minha cara! Se eles virem que você usa minha camisa, vão desconfiar que... você sabe! – ele estreitou os olhos.
- Você é um pervertido! – ela riu e tirou a camisa dele. Jack sorriu examinando o corpo dela.
Agarrando um espartilho preto, ela pediu que ele ajudasse a vestir.
- Um espartilho?! – ele riu e franziu a testa.
- Tem algo melhor?! – ela estava ficando brava. Ele fez que não com a cabeça.
- Mas afinal, o que foi aquilo?! – ela ficou séria.
- Está tudo calmo daquele lado! – ele apontou para o leste.
Outro estrondo foi ouvido.
Eles correram para a janela e viram o lado oeste de Tortuga.
- Meu Deus! – disseram os dois ao mesmo tempo.
Tortuga estava sendo atacada. Mal tinha amanhecido e muita confusão e barulho de tiros de canhão se espalhava por toda a ilha. As pessoas corriam desesperadas, gritavam. Os piratas estavam desprevenidos, logo no Natal um ataque surpresa! Jack e Elizabeth pegaram seus pertences rapidamente e saíram do quarto. A estalagem estava se armando para o ataque. Muito barulho podia ser ouvido escada abaixo.
Desceram a escada juntos e os piratas ficaram boquiabertos.
- Onde você se meteu ontem à noite Jack?! – perguntou Gibbs, apesar de que agora saber com quem ele passara a noite. – Vejo que estavam discutindo o curso de nossa viagem não?! – completou ele olhando os trajes de Jack e Elizabeth.
- Sim Sr. Gibbs! – disse Jack por entre os dentes. – Mas o que diabos está acontecendo realmente?!
- Três navios de guerra foram vistos do lado oeste da ilha! Já estamos atirando com nossos canhões em terra! – disse um pirata amparando uma Doña Lili desesperada. – Mas pelo visto eles não vão ser derrotados tão fácil!
- Eu disse que esse dia chegaria não é Tomas?! – chorou Lili.
- Calma companheiros! – disse Jack subindo numa mesa. – O Pérola Negra está lá fora, vamos vencer!
- Quem está no Pérola?! – Elizabeth perguntou.
- Barbossa e muitos voluntários foram para lá assim que ouvimos os primeiros tiros! – disse Gibbs.
- Então temos que reunir todos os capitães que estiverem com seus navios em Tortuga! Temos que nos unir para vencer! – Elizabeth disse depois que subiu, ajudada por Jack, em cima da mesma mesa que ele.
- Aye!!! – todos gritaram com fervor.
- À pirataria! – Elizabeth gritou e levantou a espada que roubara da cintura de Jack minutos antes, sem que ele tivesse percebido o roubo, é claro.
- À rainha! – gritaram os piratas e saíram correndo como loucos pelas ruas, juntando mais e mais piratas para lutar.
Elizabeth depositou um saco de moedas nas mãos de Doña Lili, que estava sentada, sendo cuidada por suas criadas.
- Espero que cubra nossos custos e que a ajude a reparar os danos a sua bela estalagem! – ela disse sorrindo.
- Muito obrigada Rainha! – Lili sorriu de volta e depositou um beijo na bochecha de Elizabeth. – Cuide-se bem e não esqueça de se alimentar bem! Você vai precisar! – o tom de voz que Lili usou nessa frase desconsertou Elizabeth.
- Porque eu tenho que comer bem?! – Elizabeth ficou intrigada.
- Apenas faça isso, sim?! – Lili piscou um olho para ela e sorriu.
Elizabeth continuou olhando a velha dama com olhos interrogativos.
- Vamos Lizzie! – gritou Jack da porta da estalagem. Ele estivera esperando ela se despedir das mulheres do lado de fora de La Tortuga, como ele disse, isso era "coisa de menina".
Elizabeth saiu de seu devaneio e correu em direção a Jack.
- Porque disse para ela se alimentar direito senhora?! – disse Mena, uma das cozinheiras mais jovens.
- Daqui a alguns meses você saberá! – sorriu maliciosamente Lili, no mesmo instante que Scarlett e Giselle chegaram trazendo notícias da batalha.
Mena e as outras ficaram intrigadas.
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No lado oeste de Tortuga...
No mar, flutuava o Estrela Vespertina, um dos mais velozes navios da Marinha Real Britânica, mas ele não estava sozinho, tinham mais dois navios, o Victoria e o Maidstone, ambos com a bandeira da Companhia das Índias Orientais.
Os piratas estavam fazendo bons estragos nos navios inimigos, mas não era o suficiente. Havia muitos soldados reais a bordo, todos destemidos.
O Maidstone liderava o ataque, seu capitão, o belo Lord Henry Breckett, primo mais novo do falecido Lord Cutler Breckett, que estava disposto a se vingar de Jack Sparrow e de todos os piratas envolvidos na morte de seu parente. Assim navegaram até Tortuga a fim de destruir um dos mais famosos portos seguros dos bucaneiros e piratas.
O ataque foi feroz. Os inimigos posicionaram seus navios para que atirassem de uma só vez nas casas e tavernas de Tortuga. A destruição foi horrível. Muitos piratas caíram para jamais levantar.
Elizabeth e Jack correram em direção às docas do lado leste e viram o Pérola Negra acompanhado de mais sete navios piratas que estiveram ancorados ali se posicionarem para um ataque maciço aos inimigos.
- Aquele desgraçado do Barbossa vai levar todo o crédito pelo contra-ataque pirata! – exclamou Jack furioso. Elizabeth e os outros riram. Mas logo depois correram para os barquinhos, pois viram que os navios estavam chegando mais perto e navegando devagar, com certeza para poder apanhá-los para a batalha.
Finalmente abordo dos navios, começaram a organizar o ataque.
Jack olhou para Elizabeth, vestida só com as roupas de baixo e o espartilho preto, parecia uma cortesã parisiense. Mas ao olhar nos olhos dela, viu uma faísca de ódio e fúria que o fez ter medo dela. Ela estava com o mesmo olhar que ele vira no Mar de Sargaços.
Ela gritava furiosa, animando os piratas para a batalha.
Jack ajudava também, mas nada se comparava ao entusiasmo e alegria que ela transpirava.
- Há tempos não a via tão animada! – exclamou Pintel para Raguetti. – A boneca é realmente uma rainha digna!
- Aye! – Raguetti gritou e foi para a amurada.
- Barbossa! – gritou Jack. – Direto para detrás dos navios inimigos. Vamos atacá-los como eles merecem! De surpresa também!
- Aye! – gritou Hector extasiado com o sabor da aventura novamente.
Içando a bandeira pirata, o Pérola guiou os demais para o lado oeste.
Pareciam animais, gritando para amedrontar os invasores, os piratas se posicionaram atrás dos navios inimigos. O sol estava forte, estava uma manhã maravilhosa que infelizmente foi estragada por esse odioso ataque.
Os piratas se prepararam.
Quando avistou o Pérola Negra, Lord Henry estreitou os olhos e gritou para seus homens:
- É esse maldito navio que viemos deter e vejam só! Ele está bem aqui! Virem os navios! Esqueçam a ilha! Destruam o Pérola Negra e todos os desgraçados piratas! Raça miserável! Matem todos! Vamos!
Os soldados da Companhia sinalizaram uns para os outros e logo começou a preparação para o ataque.
Olhando em suas lunetas, os capitães de todos os navios avaliaram uns aos outros e esperaram.
Tudo ficou silencioso por alguns segundos, até que um grito invadiu o ambiente.
- Fogo! – Elizabeth gritou com todas as suas forças. Mas não ouviu nenhum tiro.
Ninguém se moveu. Todos olhavam na direção do norte. Ninguém acreditava no que via.
Jack pôs as mãos na cabeça e quase chorou. Elizabeth finalmente virou-se e quase caiu com a visão.
- Will! – ela suspirou desesperada.
Era o Holandês Voador.
