Finalmente o fim dessa fic!
OMG!
Jack, Elizabeth e a galera de POTC não me pertencem!
Espero que gostem desse final e que preparem-se para a próxima fic dessa trilogia que estou criando!
Cap. 33
Elizabeth pensou que desmaiaria, era muito sofrimento. Não bastava o tempo que passara na ilha, sozinha se amaldiçoando, e quando pensou que viveria momentos e de felicidade ao lado de Jack... acontece isso!
Então existia mais de um Kraken! Isso era realmente assombroso.
Ela olhou para Will e seu olhar era mortalmente duro, frio e cheio de ódio.
Ele retribuiu o olhar e ordenou que recomeçassem a navegar.
- Vamos voltar homens!
- Pelo mesmo caminho capitão? – perguntou um jovem marujo.
- Sim, agora não temos tempo a perder! Quero chegar logo ao Caribe! Apesar de o Pacífico ser um oceano terrivelmente magnífico, temos que dar um fim de uma vez por todas num problema. – Will estava alegre e olhou duramente para Bootstrap. – Leve a para a cabine e mantenha as correntes!
Elizabeth foi arrastada para a cabine e trancada lá.
Sua tristeza estava a matando lentamente. Há mais de uma semana não comia, mal bebia água, estava fraca e desesperada. Logo começou a pensar na criança que crescia em seu ventre. Ela tinha certeza que estava grávida, suas regras atrasaram, ela vomitava sempre, mesmo sem comer nada.
- Meu Deus... – ela sussurrava baixinho. – É muita má sorte para uma pessoa só! Tenho que contar a Will que estou grávida, ele tem que seguir o código, ele não pode torturar-me! Nem me matar! Ele tem que me libertar! Oh Bugger! – ela gritou, do mesmo jeito que Jack faz quando pronuncia essa palavra.
Logo lágrimas frias começaram a molhar seu belo rosto, que estava lívido, pensava em Jack, no que Will estava fazendo, queria encontrar um meio de salvá-lo de si mesmo. Mas ela não estava conseguindo nem se salvar, como poderia salvá-lo?
Deitou-se no chão frio da cabine e chorou até adormecer.
Longe dali, numa ilha desconhecida por todos os mortais...
Calypso estava atormentada. Sentada nas pedras próximas ao mar inquietantemente azul, ela pensava, pensava e pensava...
Queria ajudar Jack, mas não podia, seria transformada em humana novamente, e dessa vez seria para sempre! Sua mãe foi bem clara quando a proibiu de se meter na vida dos mortais novamente.
Não podia falar com Jack por 100 anos, teria que deixar tudo acontecer sem poder ajudar os que já tinham a ajudado.
- Maldição! – gritou ela. – O que eu não faço por amor? Mesmo que não seja o meu? – ela sorriu tristonha. – Desculpe minha mãe!
Ela se jogou dentro da água e desapareceu no oceano.
No Pérola...
- Jesus Cristo! – gritou Jack e arregalou os olhos. – Oh Bugger!
Saiu correndo da cabine como louco, levava a bússola nas mãos e a virava de um lado para o outro no navio, a sacudia e balbuciava algo que eles não entenderam. Subia e descia as escadas, todos os outros tripulantes o olharam assombrados.
- O que diabo é isso Jack?! – gritou Barbossa sem paciência, estava a guiar o navio.
Mas Jack nem deu ouvidos, parecia desesperado.
Gibbs pegou Jack, quando este tropeçou num balde, pois iria bater com a cara na amurada.
- Me largue marujo, deixe-me! – gritou Jack furioso, seus olhos estavam vidrados na bússola.
- O que há com você homem?! – disse Gibbs e dessa vez o sacudiu pelos ombros até que seu olhar mudou.
- Ai! Bugger! Bugger! Bugger! Bugger! Bugger! Bugger! – disse Jack encolhendo os ombros e franzindo a testa. – Ela quebrou! – ele gritou como se fosse o dia do Juízo Final.
- Quem? – perguntaram todos, que agora estavam reunidos o redor de Gibbs e Jack no convés.
- A bússola!
- Ohhh! – disseram todos ao mesmo tempo, como um coral de igreja.
De fato, a bússola estava parada, seu ponteiro não se movia sozinho, estava solto se Jack a sacudia, ele mudava de lugar com o movimento brusco, mas não apontava para lugar algum, não funcionava mais.
Isso era terrivelmente ruim. Como encontraria Elizabeth agora?!
Ficou desolado.
- Não se preocupe idiota! – disse Barbossa debochado. – Ela não apontava para o norte mesmo!
- Mas ela apontava para o que você mais desejasse nesse mundo seu zumbi burro!
- Eu não sou ZUMBI! Eu já te disse isso seu miserável! – Barbossa foi para ele, mas de repente entendeu o que significava aquela maldita bússola. – É verdade mesmo que ela é mágica não é? Calypso te deu... ah sim... e agora?! – foi a vez dele se desesperar.
- Eu não sei, está bem?! – gritou Jack furioso. – Que maldita a minha sorte! Nunca iremos encontrar Elizabeth sem ajuda de Tia Calypso!
- Tia Calypso?! – os marujos estranharam.
- Sim, seus dementes! – disse Jack sem paciência alguma. – Entendam a piada, mistura de Tia Dalma com Calypso! Savvy?!
Todos o olharam, divertidos, mas logo a nuvem negra que os acompanhava pairou sobre eles novamente.
- Jack, vamos à ilha de Tia, pode ser que haja algo lá no meio daquelas bugigangas que possa nos ajudar, um amuleto, um mapa, qualquer coisa!
Jack franziu a testa e pensou durante alguns segundos.
- Temos que encontrar o coração daquele miserável! Para comandá-lo!
- Então, depois da ilha de Tia, iremos ao Mar dos Sargaços, é por lá que fica a ilha não é mesmo?! – disse Barbossa.
- Ah, é? Acho que é... talvez... pode ser! – disse Jack pela primeira vez com a voz um pouco animada.
Devia ser por lá que ficava a ilha, já que ele e Elizabeth remaram menos de um dia e logo encontraram o Pérola Negra preso nas algas. Mas, também poderia ter sido um truque de Tia, como ela mesma tinha dito que interferiu para que todos se reunissem outra vez no seu precioso navio negro.
A dúvida era cruel, mas ele decidiu seguir o conselho de Barbossa. Seria melhor do que não fazer nada a não ser beber e amaldiçoar sua sorte.
- Vamos para a ilha de Tia, pegaremos o que nos for útil, falaremos com aquele povo esquisito que vivia ao redor da bruxa e depois procuraremos a ilha amaldiçoada! Porque há fantasmas lá marujos! Vou logo avisando! – disse Jack alto e sério.
- Já acostumamos com isso Capitão! – disse Raguetti sorrindo para todos ao redor.
- Aye! – gritaram com alegria.
Somente Jack e Barbossa tinham noção do que os aguardava.
Jack estava guiando o navio, mas demorariam muito tempo até alcançar a ilha de Tia Dalma. Uma terrível tempestade tinha os tirado da rota, o que acabou por atrasá-los em mais ou menos três dias. Mas ele estava tão compenetrado em sua tarefa que parecia um fantasma, não comeu nada, nem bebeu rum, somente água ele não rejeitou.
Ele estava conseguindo manobrar bem o navio naquela escuridão toda, usava uma bússola normal, uma que apontava para o norte.
- Porque minha bússola mágica não funciona mais? – isso o tirava o juízo enquanto pensava. – Ela sempre tem que apontar para algo, se eu estivesse morto, ela apontaria para o meu corpo, mas o ponteiro solto já é demais! Será que tem algo a ver com Elizabeth?! – ele tremeu. – Aquele zumbi eunuco não faria mal a ela, ele a ama! – disse como nojo. – Mas não mais que eu! Eu a amo, a desejo, sou louco por ela e ela sente o mesmo! Ele não pode machucá-la! Ele não seria capaz!
Jack tentava raciocinar direito e acreditar que Will não faria mal algum a Elizabeth.
Mas ele nem desconfiava que Will iria levar Elizabeth para Styx, para que ela transformasse Elizabeth num tipo de morta-viva, que pudesse navegar com ele por toda a eternidade.
No Holandês Voador...
Will finalmente resolveu ceder aos pedidos de Bootstrap e permitiu que os marujos – somente os que não estivessem com escamas ou qualquer outra característica dos peixes muito visível – poderiam ir a uma ilha que ficava próxima à entrada do Estreito de Magalhães pegar comida para Elizabeth.
- William, por quanto tempo mais vai deixar a moça assim? – perguntou Bootstrap com amargura.
- Quanto tempo for necessário! Ela me traiu papai! Me traiu com o pior de todos, o pior pirata dos mares! Jack Sparrow! – disse Will furioso e baixinho para que não fosse ouvido pelos demais tripulantes. – Ela poderia me trair com qualquer outro, mas com o Jack não papai! Como o Jack NÃO! – gritou o final da frase.
- Você vai matá-la meu filho?! – perguntou Bootstrap Bill assustado, ele não sossegaria enquanto Will não lhe dissesse a verdade.
- Vou levá-la para Styx e dar uma nova vida a ela! Ela tem que ficar comigo, tem que me amar para todo o sempre, como eu prometi quando ficamos noivos!
- E ela, prometeu?! Te fez juras de amor eterno?!
Will vacilou e Bootstrap percebeu.
- Percebe Will, que essa moça nunca te amou verdadeiramente?! Não com a força e a intensidade que você sempre imaginou!
- Você está louco papai! – Will sacudiu a cabeça.
- Liberte-a, deixe que ela se vá com Jack, se ela o ama... – Bootstrap não chegou a terminar a frase, pois Will lhe encostou uma faca na garganta.
- Nunca mais diga um absurdo desses! – os marujos assistiram à cena em completo assombro. – Ou será ceifado de uma vez desse maldito navio! – Will transbordava ciúmes somente pelo vislumbre de Elizabeth com Jack.
Bootstrap o olhou e definitivamente percebeu que esse não era seu filho, era outro ser maldoso que ainda animava seu corpo – pelo menos era nisso que o velho pirata queria acreditar.
- Me solte William Turner! – disse Bill Turner.
Will piscou várias vezes os olhos antes de soltar Bootstrap.
- Pai, me perdoe... – pediu ternamente. – Não sei o que deu em mim! Perdão!
Mas o velho não disse nada, o olhou com severidade e saiu do convés.
Desceu as escadas e foi para o porão. Iria dar um fim nessa história toda, mesmo que seu próprio filho o matasse de uma vez
- Norrington! – gritou ele.
- O que foi Bill?! – James se exaltou, temia que Will tivesse feito algo de ruim com Elizabeth.
- Vou libertar você para que leve a moça para terra firme! Ele vai matá-la James!
- O quê? – James não acreditou no que Bootstrap estava dizendo.
- Ele disse que vai levá-la e dar uma nova vida a ela! Vai levá-la para aquela ninfa! E se você soubesse de metade das histórias que contam sobre ela, você molharia suas calças! Sem contar que Styx está há milhas e milhas de profundidade!
- Então me tire daqui de uma vez homem! – James disse veementente.
- Não agora James! – Bill o repreendeu. – Calma homem! Tenho que encontrar um jeito de distrair Will para eu poder te soltar e soltar a moça.
- Soltá-la?!
- Sim. Will a mantém acorrentada pelo pescoço, assim como você, só que presa a uma bola de ferro.
- Maldito seja aquele miserável! – disse James indignado.
- Tenho que ir agora! – Bootstrap apenas sacudiu a cabeça e saiu.
Na cabine do Holandês...
Elizabeth estava dedilhando notas no órgão, irritada. Estava entediada e louca para sair daquele maldito lugar. Queria barulho, gritos de alegria e festa, como não tinha nada disso ali, resolveu fazer sua própria música, para quebrar o silêncio perturbador que a envolvia. Suas roupas estavam apertadas, na verdade, não eram nem roupas, ainda estava com o maldito espartilho preto e as roupas de baixo, mas era melhor isso do que ficar nua. Devia agradar a Will vê-la assim, coisa que nunca acontecera antes. Ela riu malvadamente – somente Jack a tinha visto daquele jeito, aliás, ele a tinha visto com bem menos roupa que isso.
De repente um barulho úmido a fez sair de seus devaneios. Era Will que entrava na cabine com uma bandeja cheia de comida – frutas e carnes – e uma garrafa de vinho debaixo do braço.
- Até que enfim você me traz comida de verdade Will. – disse com severidade. Estava brava e descontaria tudo em cima dele, aquele sofrimento ela não estava agüentando mais.
- Coma e se alegre, pois hoje temos que conversar minha querida Lizzie! – ele disse só para infernizá-la.
- Não me chame de Lizzie! – ela esbravejou. – Você não tem esse direito! – levantou-se e arrastou com dificuldades a bola de ferro para perto de Will.
Ele riu e a olhou com luxúria.
- Veremos meu amor! – ele saiu e fechou a porta. – Dessa noite não passa Elizabeth! – pensou com malícia.
Ainda estavam muito distantes do Caribe. Em aguns dias chegariam à Fonte e Will realizaria o – agora – mais profundo desejo que tinha, mas não no coração, já que ele não o tinha mais.
No Pérola...
Finalmente, depois de quatro dias e meio, chegaram à ilha onde Tia Dalma vivera. Ansioso, Jack foi o primeiro a pular no bote que os levaria pelo rio até a cabana da bruxa.
Apenas Barbossa e Gibbs o acompanharam.
Na Ilha de Tia...
Estava tudo do mesmo jeito, mas parecia que as pessoas já os aguardavam. Muitas mulheres estavam reunidas em ambas as margens do rio.
Um menininho nadou até o barco e disse:
- Adentrem senhores! Vieram atrás de respostas para suas perguntas e as terão!
Os homens no barquinho o olharam intrigados e logo o moleque nadou para longe.
- O que diabos foi isso?! – perguntou Barbossa.
- Eu sei lá! – exclamou Jack, que não parava de olhar para a direção na qual o menino desaparecia.
- Será que é um sinal de boa ou de má sorte? – Gibbs disse fazendo o sinal-da-cruz.
Os outros rodaram os olhos – Gibbs sempre supersticioso.
Amarraram o barquinho no pequeno píer e abriram a porta da cabana. Pararam em frente à porta, ninguém queria ser o primeiro.
- Vai você na frente Jack, já que é o mais interessado aqui! – disse Barbossa.
- Eu não, vai você primeiro! – replicou Jack sério.
- Vai logo seu borra botas! – exclamou Barbossa dando um pequeno empurrão em Jack, que tropeçou para dentro da cabana.
Os outros o seguiram.
Estava um pouco escuro, mas havia velas iluminando precariamente o local.
Passando pelos vasos com pedaços de corpos e inúmeras cobras que pendiam do teto, os três piratas tiveram uma das visões mais perturbadoras de suas vidas.
Alguém estava sentado na poltrona em que Tia Dalma era sempre vista, mas seu rosto estava oculto por sombras.
- Olá. – se arriscou Jack. – Viemos aqui e... pensávamos que estaria vazia a... a cabana, pois... – não parava de gaguejar. -... pois pertence a Tia Dalma, não é?!
- Aye. – respondeu essa pessoa finalmente levantando da poltrona e dando alguns passos na direção dos três medrosos à sua frente.
Os piratas deram um passo para trás e quase caíram duros no chão quando reconheceram quem era.
Era Tia Dalma.
Ficaram a olhá-la com assombro. Ela sorria ternamente para eles. Então, passado um momento, Jack explodiu num abraço a ela.
- Tia querida! – ele riu alto, coisa que ele não tinha feito nos últimos dias por causa da dor que sentia por Elizabeth. – Você não tem noção que como é fantasticamente maravilhoso vê-la!
- Imagino Jack! – ela sorriu e olhou todos. – Não vão me cumprimentar marujos?!
- Aye! Como vai senhora?! – disse Gibbs fazendo-lhe uma reverencia nervosa. – Digo... minha Deusa!
Ela lhe sorriu e voltando-se para Barbossa, o olhou com malícia.
- Não fala mais comigo Hector?!
- Oi Calypso, é bom vê-la novamente! – ele disse sem jeito. Ela sorriu abertamente, gostava muito de Barbossa também.
- Mas chega de confraternização e vamos ao que interessa! – Jack interrompeu qualquer coisa a mais que Barbossa quisesse dizer.
- Will levou Elizabeth de mim! – disse Jack com amargura.
- Eu vi... aqui em meus búzios.. mas... – ela disse tristonha. – Eu disse a você que era para levá-la para terra firme Jack! – ela explodiu.
- Eu sei! – ele falou exasperado. – Estávamos indo para Nassau, pois conheço umas pessoas lá que me ajudariam, mas quando passamos de Eleuthera, aquele zumbi eunuco dos infernos apareceu! Ele quase nos matou!
- Por Deus Jack! – exclamou Gibbs. – Porque não conta toda essa história de uma vez? Estou farto de tantos segredos!
Todos o olharam surpresos. Ele se encolheu.
- Não temos tempo para isso! – disse Tia apressada. – Mas vou falar o que tenho que falar na frente de todos vocês!
- Sim sim, fale logo! – disse Jack ansioso.
- Estou terminantemente proibida de interferir em assuntos mortais sob pena de ser aprisionada na minha forma humana por toda a eternidade! – ela despejou de uma vez assustando os piratas a sua frente.
- Mas... – começou Jack e ela o interrompeu.
- Ainda não acabei! – disse irritada.
- Desculpe, desculpe! – Jack fez uma careta e arregalou os olhos. – Continue minha querida! – suplicou com as mãos unidas.
- Eu também fiquei proibida de falar com você Jack Sparrow por um tempo! – ela quase gritou.
- Mas você está falando comigo agora! – ele esboçou um sorriso ingênuo. – Esse tempo foram esses dias nos quais você não apareceu?!
- Não! – ela disse enfurecida. – O tempo que fiquei proibida de falar com você são 100 ANOS!
- O quê?! – todos exclamaram de boca aberta.
- E novamente cometo crimes e passo por cima de regras por você Jack e por seu amor a Elizabeth! E chega de esconder, pelo menos Joshamee e Hector precisam da verdade!
Jack a olhava paralisado.
- Para vocês que não sabem, vou dizer apenas o extremamente necessário! – ela segurou no braço de Jack e o mostrou para os outros como se ele fosse uma atração de circo. – Esse pirata malandro aqui, se apaixonou por Elizabeth, mas mal sabia o que isso traria à vida de todos! Ele estava fadado servir a Davy Jones como havia prometido, mas para livrá-lo desse castigo eu o levei até Port Royal para conhecer Will e ficar amigo dele e assim recuperar o Pérola Negra para lutar contra Davy Jones caso este quisesse cobrar a dívida! Mas o que me acontece? Jack – que tinha prometido a mim e a si mesmo nunca amar uma mulher – acabou por cruzar com a moça que viria a ser noiva de seu amigo, e se apaixonou por ela e ela por ele, mal sabendo ele que ela era a mesma moça que estava fadada desde que nasceu a ser o próximo Capitão do Holandês Voador como estava escrito nas teias do destino!
Os queixos de Barbossa e Gibbs foram ao chão. Não conseguiram dizer nada e Tia continuou:
- E como eu sabia de tudo sobre Jack, quis interferir para livrar todos desse maldito destino, mas deu tudo errado e as coisas ficaram cada vez piores! Jack foi engolido pelo Kraken depois de ganhar um beijo loucamente e desesperadamente apaixonado da bela dama... – Barbossa e Gibbs olharam para um Jack cada vez mais encolhido pela vergonha de ter todos os seus segredos revelados a eles. –... e foi enviado ao locker de Davy para que ficasse por lá até que este decidisse o que fazer com Jack! E eu, tive que ajudar depois de ver Elizabeth se desmanchando em lágrimas por Jack! Mas não pensem que foi fácil interferir tanto no destino de todos, por causa do livre arbítrio, e então, como vêem, as coisas ficaram muito mais sérias e saíram do meu controle. Na batalha final, depois de conseguirmos trazer Jack de volta, me aparece aquele talzinho de Beckett só para atrapalhar e tentar matar Jack mais uma vez, não é Jack? – essa parte da história dele ela não contaria. – Então, como já ficou chato, as coisas mudaram de rumo e o resto vocês sabem.
- Mas... – começou Barbossa. – Como ficam as coisas depois de Jack ter consumado o casamento que não era dele?
- Cale a boca desgraçado! – gritou Jack avançando para Barbossa, mas Gibbs o segurou.
- Que história é essa Jack? – perguntou Gibbs, lívido.
Tia tomou a frente e disse:
- Jack fez amor com ela e... – até Tia Dalma gaguejou pensando nas próximas palavras que diria, era muito delicado esse assunto em especial. – Ela ainda era virgem!
- Jesus Maria José! – disse Gibbs botando as mãos na cabeça em sinal de desespero. – Eu sabia que vocês eram loucos, principalmente um pelo outro, mas... isso Jack?! Minha Nossa Senhora dos Navegantes! E Will?!
Jack o olhou com vergonha, tinha sido um safado.
- Will agora é nosso maior problema.
- O que ele quer? – perguntou Gibbs.
Tia olhou para Jack e Barbossa, depois deu as costas e falou olhando um pedaço de papel em cima de uma mesa.
- Ele fez um trato com Styx! - os piratas tremeram. – E... com certeza Will vai matá-la!
- Como assim Tia, pelo amor de Deus, explique-se! – rogou Jack.
- Ele tem que levá-la até a Fonte, e não há outra forma senão afogá-la, já que ela não jurou servir no Holandês e a fonte está submersa. Ou, então, ele vai fazê-la jurar!
- Isso não! – gritou Jack. – Não podemos permitir isso! Ele não pode matá-la Tia!
- Ele não tem mais coração Jack! E me parece que é isso que está o fazendo agir desse modo! Segundo eu soube de uns amigos, alguns deles seres marinhos, os sentimentos ruins afloram com mais facilidade num ser sem coração.
- Oh Bugger! – Jack estava nervoso e andava naquele andar rebolado por toda a cabana, deixando os demais tontos. – Bugger! Bugger! Bugger! Bugger!
- JACK SPARROW! – gritou Tia sem paciência. – Sente-se por tudo que há de mais sagrado! Você está me agoniando o juízo!
- Desculpe Tia, mas eu não vou ficar aqui mais nem um minuto sabendo que aquele miserável vai matar Lizzie!
- Como sempre, você só pensa em você!
- Como assim?!
- Lembra do que eu disse no início?! De que fui proibida e tal?
- Oh Bugger! – ele parou e lembrou, arregalando os olhos. – E agora?!
- E agora?! – ela perguntou brava. – Temos que ir até a Fonte! Temos que impedí-lo de levar Elizabeth para o fundo! Antes que me tirem todos os poderes!
- Aye! – Gibbs e Barbossa levantaram e falaram ao mesmo tempo.
Jack puxou Tia a um canto e cochichou:
- Porquê contou-lhes a história toda?!
- Quem disse que eu contei a história toda? – ela ronronou. – Eu nem lhes falei do bebê!
Jack arregalou os olhos.
- Então é verdade mesmo?! – ele arriscou.
- Ela já começou a vomitar huh?! – Tia ergueu uma sobrancelha.
- Oh Bugger! – ele disse e a puxou. – Vamos logo!
Saíram da cabana, mas não antes de Tia recolher um monte de tralhas que, segundo ela, ajudariam na hora certa.
Enquanto navegavam até o Pérola Negra, Tia sorriu e disse:
- Lembra-se disso Jack?! – ela lhe mostrou um anel.
- Eu não acredito que você ainda o tem! – ele exclamou contente.
Era um anel de prata, com caveirinhas piratas ao redor e com uma pérola negra no topo.
- Lembra-se que eu disse para você usá-lo e você se recusou, pois parecia coisa de mulher? – Tia riu.
- Como eu poderia esquecer? Esse anel eu mandei fazer logo que consegui o Pérola Negra. Mas o joalheiro o fez muito delicado e pensei que ficaria melhor com você! Alem do mais, eu era franzino naquela época... – ele riu. –... agora não cabe mais!
Tia puxou a mão dele e depositou o anel.
- Para você dar a ela se conseguirmos salvá-la!
Ele a olhou, sério, e segurou o anel com força em sua mão fechada.
Jack Sparrow estava profundamente preocupado.
No Holandês...
Elizabeth estava deitada na cama ouvindo a melodia da caixinha de música que pertencera a Davy Jones – esse era seu passatempo naquela cabine, além de fazer barulho ao tentar tocar algo no órgão e principalmente – pensar em Jack.
Já era noite e o Estreito de Magalhães já tinha ficado para trás há muito tempo. Estavam no Caribe e se dirigiam para o nordeste.
Will entrou na cabine rapidamente e fechou a porta com força. Olhou Elizabeth deitada e suspirou.
Ela o viu e nem se moveu – estava ignorando-o.
Ele começou a subir na cama, então ela se sentou e se encolheu perto da cabeceira.
- Elizabeth... – ele disse carinhoso. – Eu sei que fiz algumas coisas ruins e... – ele foi mais para perto e a agarrou.
- Me solte Will! – ela gritou e tentou levantar, mas ele puxou a corrente que estava presa ao colar no pescoço dela. Elizabeth gemeu em dor e caiu pesadamente na cama.
- Você não vai escapar! Antes de irmos cumprir o que prometi, por você e por mim, devo desposá-la! – ele subiu em cima dela.
- Como é que é?! – ela disse aos berros. – Saia de cima de mim William Turner! Você está me machucando!
- Somos casados Elizabeth, e não imagina o quanto esperei por esse momento! Arrependo-me de não ter feito isso antes de te abandonar naquela ilha! – ele disse enquanto cortava com um punhal os fios que prendiam o espartilho.
- Não Will! Por Deus, não faça isso! – ela continuava a gritar.
Os marujos estavam todos no porão como Will ordenou, mal ouviam Elizabeth gritar, mas o que ouviam os enchia de medo.
- Ele está machucando a menina! – disse o velho grudado na madeira apodrecida do navio. – Ele ficou como Davy Jones! Maldito sejam os capitães do Holandês Voador! Todos eles!
Os outros o olharam e abaixaram a cabeça.
- Logo vai terminar meu amor. É só você ficar quietinha que eu faço o serviço, você não pode morrer virgem! – ele a olhou com o fogo do desejo estampado em seu rosto.
- Eu não sou virgem! – ela gritou e Will a olhou assustado.
Ela lhe devolveu o mesmo olhar que ele lhe lançava e parou com o punhal nas mãos.
- O que... que foi que você disse Elizabeth?! – ele murmurou baixinho. – Acho que não ouvi direito!
- Sim, você ouviu Will! – ela disse por entre os dentes ainda deitada e totalmente subjugada a ele. – Eu não sou virgem, não mais.
- Que está acontecendo Elizabeth? Porquê mente para mim?! – ele estava quebrando, tamanho o susto.
- Deixe-me em paz Will! – ela não estava com coragem de dizer tudo a ele, não agora com ele em cima dela e segurando um punhal.
- Não agora que cheguei tão longe!
- Deixe-me Will! Não me toque! – ela gritava.
- Veremos se você não é mais virgem! – ele disse arrancando o espartilho de pousando beijos no colo dela. Ela tentava bater nele, arranhá-lo, mas de nada adiantava.
- NÃO! – ela gritou com muita força quando ele começou a tatear suas roupas de baixo.
- Fique quieta Elizabeth, maldição! – ele disse bravo e procurou os lábios dela.
Ela não agüentaria mais nem um minuto naquela situação e gritou na cara dele:
- Fiz amor com Jack! – despejou tudo de uma vez antes que fraquejasse.
Will a olhou cheio de assombro e saiu rapidamente de cima dela.
- Você fez amor com Jack? – ele disse abalado. – Diga-me que mente! Diga-me! – ele a segurou pelos ombros e a sacudiu.
- Eu me entreguei a ele de corpo e alma! – ela disse de queixo erguido. – Ele me fez mulher!
Will não agüentou a verdade e a esbofeteou. Ela caiu na cama e ele subiu mais uma vez em cima dela.
- Diga que é mentira! – ele gritava. – Diga, diga que é mentira Elizabeth!
- É verdade! – ela disse, dessa vez aos prantos. – Eu não queria te magoar Will, eu adoro você! Mas eu não te amo mais! Me perdoe Will! Mas eu não posso mentir para você, não mais!
- Você não me ama como homem? – Will perguntou ofegante.
Elizabeth sacudiu a cabeça em sinal de não, seus soluços a impediam de pronunciar qualquer palavra.
Will cravou o punhal na cama, próximo à cabeça de Elizabeth.
Ela tremia assustada. Mas ele não saiu de cima dela.
- Já que você não é mais virgem... – ele disse com frieza. –... vou fazer amor com você assim mesmo!
- Não Will! – ela suspirou próximo ao ouvido dele, pois ele estava beijando fervorosamente seu pescoço. – Eu estou grávida! – essa foi a gota d'água e ele não agüentou, a olhou e viu verdade e medo nos olhos dela.
- Traidora desgraçada! – ele gritou por fim, mas não bateu nela. Levantou e ordenou que ela se cobrisse. Ela soluçava, estava sem forças.
- O que devo fazer com você? – ele disse inconformado.
- Você deve seguir o código. – ela disse baixinho, estava rouca de tanto gritar.
- Eu não sou um maldito pirata!
- Mas você não pode manter em cárcere uma mulher grávida!
- E quem me garante que você esteja realmente grávida?
- Eu não mentiria sobre uma coisa dessas! – ela respirava com dificuldades e cobriu seus seios, que estavam à mostra, com os restos do espartilho.
- Você mentiu sobre coisas piores. – ele disse com nojo.
- É uma vida que cresce dentro de mim William! É meu filho!
- Com Jack! – ele esbravejou.
- Sim!
- O que você supõe que eu faça agora?! Te leve até o Pérola Negra de te entregue de bandeja àquele maldito pirata?
- Sim Will.
- NUNCA!
- Por tudo que há de mais sagrado nesse mundo Will, você tem que me libertar, de tudo, da promessa, do casamento e deixar que eu viva minha vida!
- Para você viver com Jack! Viver? E ainda mais com Jack!
- Will eu vou ter um filho dele, eu o amo e...
- Eu não quero mais ouvir suas declarações de amor àquele desgraçado!
Ela o olhou arrasada, ele sabia que era tudo verdade, ela o traiu novamente e dessa vez foi da pior forma possível. Mas ele não deixava de desejá-la, de sentir uma verdadeira obsessão por Elizabeth.
- Eu te levaria até Styx para que te transformasse numa semimorta como eu. Para que pudéssemos ficar juntos para sempre! Mas mesmo assim, se não tivesse acordo com Styx... – ele a olhou com fúria. – Eu poderia matar você aqui e agora! – agarrou os cabelos dela e os cortou com o punhal. – Quer saber porquê? – segurava as mechas dos cabelos loiros dela. – De um jeito ou de outro você ficará comigo! Pois você teme a morte!
Ela abaixou a cabeça. Sabia que logo desmaiaria.
- Não vou renunciar você Elizabeth! Se eu te afogar e te transformar numa semimorta, seu filhinho querido nem chegará a nascer! – ele riu.
- Por favor Will! Me liberte!
- Eu já disse que NUNCA! E sabe do que mais? Matarei a Jack de uma vez por todas! Já que tenho um novo monstro sob meu comando, o enviarei para que arrase o Pérola!
- Não Will! Eu faço qualquer coisa, mas não machuque Jack! – ela suplicou.
Somente o vislumbre de algo de ruim acontecendo com Jack a matava por dentro.
- Se desfaça desse filho! – ele estava irredutível.
- NUNCA! – foi a vez dela de gritar. – Eu vou ter meu bebê!
- Só se eu o permitir! Esquece-se que está em meu poder? Você me pertence!
Ela suspirou e decidiu se arriscar por Jack e por seu filho.
- Façamos um acordo. – ela arriscou.
- Penso que você não está em condições de barganhar nada comigo. – ele desdenhou.
Tomando coragem ela levantou o queixo em desafio.
- Mesmo que você mate Jack, ou o meu bebê, prefiro a morte com sofrimento a me submeter a você, senhor Capitão do Holandês Voador! Prefiro a morte a ficar com você por toda a eternidade!
- Ah, você vai se submeter a mim sim! Se quiser poupar a vida de seu amante e de seu filho! – Will pensou que não era justo matar bebês, faria algo que esperava não se arrepender depois.
Elizabeth o olhou e engoliu em seco.
- Façamos um pacto! Você e eu! – ele ficou sério, sua expressão era indecifrável.
- Que pacto? – para ela, valia tudo para sair dali, ver Jack outra vez e ter seu filho.
- Você fica livre de mim até parir a criança!
Os olhos dela brilharam.
- Eu posso ir onde eu quiser?
- Sim, e ficar com quem quiser, até mesmo com seu amado Jack! – ele disse com nojo. – Mas...
- Mas...?
- Daqui há um ano você terá que estar próxima ao mar para que eu possa te buscar, pois não desisti de meus planos para você!
- Mas Will... – ela recomeçou a chorar.
- É isso ou nada! E alegre-se, pois estou sendo muito condescendente em deixá-la ter seu filho com outro homem! Um bastardo!
Ela tinha que aceitar.
Desolada ela estendeu a mão para que selassem o acordo, mas ele não retribuiu o gesto.
Mostrando as mechas do cabelo dela que ele tinha cortado ele falou.
- Uma pequena lembrança de nossa "quase" noite de núpcias! Daqui há um ano ouviu bem?
- Sim!
- E nenhuma palavra do que aconteceu aqui nem a Jack nem a ninguém! De acordo?
Ela sussurrou um "sim" quase inaudível.
- Pois bem, vou encontrar o Pérola e entregar-lhe ao seu amante! – ele saiu e fechou a porta com força.
Elizabeth rezava para que ele estivesse dizendo a verdade e cumprisse sua parte no acordo.
Um ano, pensava ela, só me resta um ano de vida!
Pôs-se a chorar na cama.
No Pérola...
O navio navegava a todo pano para o local que Tia Dalma os guiava. Jack tinha lhe falado de sua bússola especial que havia parado de funcionar, mas isso era um mistério até para ela – pelo menos por enquanto.
Passaram-se dias até que um estranho nevoeiro os apanhou, logo depois da ilha de Andros.
- Fantasma à vista! Fantasma à vista! – gritava o papagaio de Cotton.
Os outros marujos se assombraram ao notar o navio que ser via ao longe. O macaco Jack se agarrou ao pescoço de Barbossa e não soltou nem um segundo.
- Capitão! Capitão! – gritou Gibbs e Jack saiu correndo da cabine.
Logo todos, menos Tia Dalma, se reuniram no convés e esperaram o pior.
Os Holandês Voador parou próximo ao Pérola Negra. Nenhum tripulante do navio fantasma foi visto.
Jack e os outros respiraram fundo, mas nada aconteceu. Nenhum tiro, nenhuma luta, absolutamente nada.
Ficaram assim por alguns minutos que pareceram horas, até que uma figura foi vista andando pelo convés do Holandês.
Jack agarrou sua pistola, mas a deixou cair quando Will apareceu com Elizabeth em seus braços.
A estendeu no convés do Pérola e desapareceu na escuridão que o nevoeiro proporcionava.
Jack correu imediatamente para pegar Elizabeth. Ela estava envolta apenas num lençol sujo e rasgado, tremia, mas estava viva. O coração de Jack se encheu de alegria ao vê-la abrir os olhos e lhe sorrir.
- Amor! – ele disse a abraçando ternamente.
- Fiz tudo por você! – ela murmurou. – Me leve para a cabine.
Ele a levantou nos braços e passou pelos marujos que a olhavam intrigados, mas felizes por vê-la novamente, coisa que eles pensaram que jamais aconteceria.
Tia Dalma estava no porão em transe – ela sabia que não estava nada bem – ela queria poder ver o que acontecera com Elizabeth – mas não conseguiu nada além de visões disformes de algumas imagens.
Na cabine...
Jack estava retirando o lençol sujo de Elizabeth e a limpando.
Ela havia adormecido – com certeza cansada depois dos acontecimentos. Perguntava-se por que estava nua por debaixo do lençol.
- Lizzie, meu amor, acorde! – ele disse carinhoso enquanto pegava algumas uvas que pretendia fazer com que ela comesse. Estava sentado numa cadeira.
Ela gemeu e lentamente abriu os olhos.
- Jack! – ela disse por entre as lágrimas. Levantou da cama com um pouco de dificuldade e pulando no colo dele, o abraçou forte. Ele a abraçou mais forte ainda. Segurando o rosto pálido dela entre suas mãos, a beijou profunda e apaixonadamente.
Sem mais perguntas eles fizeram amor ali mesmo. Jack beijava cada pedaço do corpo dela.
Os dias de afastamento quase os matou, mas eles trataram logo de matar o desejo que os consumia.
Jack a levou para a cama e entre os gemidos que emitiam, Elizabeth sussurrava ao ouvido dele:
- Eu te amo Jack! – lágrimas molhavam seu belo rosto que estava recuperando a cor. – Aconteça o que acontecer, nunca se esqueça: te amo para sempre!
Jack a olhou intrigado enquanto ela chorava. Imaginou o que Will teria feito a ela no Holandês e tremeu a esse pensamento. Pensativo, ele iria se retirar dela, mas ela o agarrou com suas pernas e braços.
- Me ame Jack! – ela pediu com paixão.
- Eu já te amo! – ele disse simplesmente e continuou a fazer amor com ela. – Te amo muito muito muito, savvy?!
Horas depois, os tripulantes estavam no convés, na coberta e no porão do Pérola trabalhando, Tia Dalma contou uma história para eles, na verdade, contou o que acontecia entre Jack e Elizabeth e todos se alegraram por saber que finalmente o capitão mais louco tinha encontrado um amor – um amor de verdade – ainda que com ele viessem riscos e maldiçoes. Por um amor daqueles, valia a pena qualquer sacrifício.
Na cabine Jack e Elizabeth não paravam de olhar um ao outro. Satisfeitos, Jack lhe lambia os dedos com humor. Ela ria – tinha decidido não pensar no que acontecera com ela nos últimos dias e sim aproveitar a companhia de Jack.
- Você tem um gosto bom Lizzie! – ele disse sorrindo.
Subindo nele e lhe lambendo a tatuagem que ele tinha feito em sua homenagem, Elizabeth riu.
- Você também! – gargalhou e completou. – Futuro papai!
Ele tremeu debaixo dela e a segurou pelos ombros.
- Como Elizabeth?
- Estou grávida e agora é com certeza!
- Ohw. – ele franziu a testa com preocupação. Ele queria falar para ela de seus temores e angústias quanto ao assombroso assunto do Capitão Jack Sparrow ser pai, mas ela o cortou com uma inesperada pergunta:
- Quer menino ou menina Jack?! – ela perguntou sapeca, deitando no peito dele e mexendo nos cabelos negros dele e ele nos dela. – Por sorte ele não percebeu que Will tirou mechas do meu cabelo! – pensou ela com medo.
- Eu não sei Lizzie. – ele disse sem jeito. – Nunca pensei numa coisa dessas!
- Pois eu sim! Quero um menino, depois uma menina!
- Você já quer demais! – ele riu, se ela não queria falar sobre Will, melhor ainda, ele sabia que ela estava bem e muito, mas muito disposta, pensou com malícia.
- Se for menino se chamará Edward!
- Edward?! – ele fez uma careta divertida.
- Sim, sempre achei esse nome lindo, imponente e será digno de um filho de reis!
- Reis?! – ele riu. – Que reis?!
- Eu e você ora! – ela olhou para ele e pousou um doce beijo em seus lábios. – Eu sou o Rei Pirata e... – pensou na careta que ele faria e continuou a rir. – você é a Rainha!
- O quê? – ele fingiu-se indignado.
- O que foi? Não gostou da piada?! – ela estreitou os olhos.
- Não foi isso! Mas o nome do moleque! Edward Lizzie?! Só isso?!
- Como assim só isso? Você tem um nome melhor que, por acaso, não seja Jack Sparrow? – ela debochou.
- Claro! Porquê não John?! – ele aventurou envergonhado.
- John?! Porquê John?! – ela estranhou.
- Por que é o meu nome de batismo!
- Seu nome de batismo?! Você tem nome de batismo! Você é batizado? – ela disse surpresa.
- Sim, mas ninguém nunca me chamou assim, porque meus pais queriam Jack, mas o padre disse que Jack não era nome de gente e também ele só batizava as crianças que tivessem nomes santos no meio, e como John era um apóstolo...
- Que lindo! – ela exclamou extasiada. – Será John Edward então!
Jack abriu um largo sorriso.
- Podemos chamá-lo de Johnny ou Edynho! – Elizabeth parecia realmente contente com aquela conversa e Jack se alegrava ao vê-la assim.
- E se for menina, como vamos chamá-la, amor? – ele disse sério.
- Eu nem pensei nisso! – ela sorriu.
- Que tal Pérola?! – ele disse só pra ver a reação dela.
- Ah, Jack, pelo amor de Deus, Pérola?! Nome de navio!
Ele se pos a rir.
- Que tal Esmeralda?! Se é pra ser nome de jóia, que tal esse?
- Esmeralda não! – ele arregalou os olhos. – Nome de navio!
- Que navio?! – ela perguntou curiosa.
- O antigo navio de meu pai... – lembrou-se de Iramaia e sacudiu a cabeça. – Não quero falar sobre isso Savvy?!
- Está bem, se você quer assim! – ela deu de ombros, não iria interrogá-lo sobre seu passado agora. – Que tal Ruby, Saphira, Ágata, Turmalina...
- Chega de nome de jóias! – ele a interrompeu com um dedo nos lábios dela.
- Está bem, está bem! – ela fez bico. – Creio que encontrei um nome lindo para ela!
- Qual?! – ele perguntou ansioso.
- Jackeline!
- Jackeline? Não Lizzie, é sério isso mesmo que você está falando?!
- Claro Capitão, é um nome francês, e é muito bonito não acha?! Ainda combina com seu nome!
- Jackeline... – ele ficou repetindo para ouvir a sonoridade do nome pronunciado. – Bonito nome, eu gostei! – sorriu com todos aqueles lindos dentes de ouro.
- Gostou mesmo?! – ela retribuiu o sorriso.
- Mas falta uma coisa!
- O quê? – ela disse séria.
- Se for menina, o nome perfeito será Lizzie Jackeline!
- Mas...
- Não discuta! Ficou lindo não foi? Pronuncie o nome que você vai ver como fica lindo! – ele falou alto e contente, a puxando para um longo beijo.
Ela quebrou o beijo e riu.
- Lizzie Jackeline... gostei... mas vamos chamá-la de Jackie!
- Mas...
- Não discuta! – ela o imitou e o puxou para cima dela.
FIM
Sobre o Cap. 33
Big nota da autora:
Peas in a pod
Muitíssimo obrigada por lerem minha primeira fanfiction!
Estou realmente emocionada e feliz pela paciência que tiveram e pelos elogios que vocês enviaram para mim por meio desse meio de comunicação sem o qual não consigo viver mais – a internet!
Também não consigo viver muito tempo sem essa comunidade tão adorável que temos!
Estou muito contente por ter terminado essa fic, se eu tivesse postado tudo o que me veio em mente nesse universo que criei em meio à mitologia de Piratas do Caribe, 100 capítulos seria pouco!
Por isso resolvi fazer uma trilogia!
E espero que vocês leiam também: Tragada Pelo Mar e a 3ª que ainda não tem nome.
Como puderam perceber, meu jeito de escrever evoluiu muito desde os primórdios da fic.
O início é meio fraquinho, mas o Johnny me inspira tanto que sai cada coisa mirabolante dessa cabecinha aqui que até o diabo duvida!
Quero esclarecer umas coisinhas aqui:
1# Eu nunca li nenhum dos livros, ou romances ou sei lá, de Piratas do Caribe, nem os quadrinhos eu li – só os vi em fotos – mas não tenho como comprar! XDD
2# Desde o início eu planejei essa história do Jack prometer não amar alguém e se caso viesse a amar, Tia Dalma viria buscar, pois ele prometeu dar seu verdadeiro amor em troca da bússola que mostrava o que mais desejasse no mundo – no momento.
3# Também nunca assisti todos os filmes comentados, nem todos os extras – porque ainda tenho que comprar esses DVDs!
4# O passado dos personagens, assim como as ninfas e toda a mitologia grega que uso aqui foi idéia minha – porque a pobre aqui não tem grana pra comprar os livros, nem paciência de ler online!
5# Tentei preencher todos os buracos que AWE deixou na trama e em nossos corações, mas foram tantos buracos que o cimento acabou e terei que criar coragem pra assistí-lo novamente para que as próximas fics sejam melhores do que essa primeira fic.
6# Quando eu falar por aí OMPDDC, é abreviatura do nome de O Mais Profundo Desejo do Coração porque o nome dessa fic é grande demais!
Muitíssimo obrigada pela paciência e pela leitura, queridas amigas, companheiras, marujas e fãs! Porque a Comu Jack Sparrow S2 Elizabeth Swann é como no teatro:
TODO MUNDO É LOUCO – LOUCO UM PELO OUTRO
P.S.
Aceito ajuda para traduzi-la para o inglês para postá-la aqui! XDDD
