Ela detesta chorar, mas não conseguia parar. Ela larga a garrafa e olha para a janela de seu apartamento. Aproxima-se do parapeito e olha para o chão. Sem coragem, lava o rosto com água fria e resolve sair para espairecer. ver gente e tentar se esquecer um pouco de tudo e da sua tentativa frustrada de fazer com que grissom a olhe de outra forma.
Vários momentos gostosos ao lado de grissom vem a sua mente - mesmo quando trabalhavam em um caso havia troca de olhares - olhares que a faziam se sentir segura. Ela sorri contente, mas logo esse sorriso desaparece e lagrimas escorrem pelo seu rosto. Toda aquela sensação passou a ser uma simples ilusão, quando Grissom disse de forma tão séria que tratava todos da mesma forma.
"Eu me iludo sempre. Eu encaro os gestos e as palavras dele de outra forma, mas ao mesmo tempo eu não posso negar que ele me atrai... Desde o primeiro olhar... já tentei esquecer, gostar de outra pessoa, cheguei a namorar aquele paramédico, mas tudo o que eu queria era me atirar contra seus braços... Quando simulamos possíveis gestos nos casos alguma coisa em mim começa a crescer, meu coração dispara quando eu sinto a pele dele me tocando".
"seria mais fácil se não tivesse aceitado vir trabalhar em Las Vegas e tivesse ficado em São Francisco - disse ela em voz alta - Minha vida era monótona, mas antes monótona do que sem conseguir me desprender de uma ilusão que a cada dia me corroe ainda mais. Se ele não me quer não adianta ficar me torturando... Talvez seja melhor acabar com isso de vez".
"ninguém vai sentir a minha falta mesmo".
No laboratório, o telefone toca de repente.
"Laboratório de criminalística, boa tarde" diz a voz de uma moça.
"Alguém aí conhece uma moça chamada Sara Sidle? Estou com os documentos dela".
"Espere um minuto que eu vou passar a ligação para o chefe dela"
"Alô. Gil Grissom".
"oi, desculpa estar ligando. Você não me conhece, meu nome é Antonio e eu acabei de ver uma jovem ser atropelada, o nome é Sara Sidle".
"Onde ela está?"
"foi levada ao hospital central à cinco minutos".
"Ela está consciente?"
"Não sei. mas ela esta com vários hematomas"
"Dê-me o endereço do hospital".
Grissom anota tudo direitinho e sai correndo da sala. No caminho encontra greg que estranhando a atitude pergunta o que aconteceu. "sara sofreu um acidente" diz o chefe
"posso ir junto?" Pergunta Greg.
"é melhor eu ver como estão as coisas primeiro. tenta contatar os outros".
O rapaz então vai logo à procura de Catherine para lhe relatar o que aconteceu. A moça olhava algo muito interessante no microscópio e faz cara de brava ao ser interrompida.
"Catherine, Sara sofreu um acidente" disse ele.
"O que disse?"
"Sara sofreu um acidente" repete ele, respirando fundo
"Como assim? onde?"
"Não sei detalhes. Grissom só me disse isso".
"e ele disse quando ia falar mais detalhes?!"
"Ele só me pediu para comunicar aos outros".
"porque será que ele não consegue dar a informação inteira de uma só vez?"
Enquanto Catherine pensa isso, Greg encontra com o doutor Robbins no corredor e lhe conta o que aconteceu. Em seguida liga para o celular de nick e warrick que haviam saído para almoçar juntos.
"com licença, eu estou procurando por Sara sidle". Perguntou Grissom ao chegar no balcão.
"Ela deu entrada aqui quando?"
"não deve ter muito tempo, foi vitima de atrope... atropelamento" disse ele. (Nunca foi difícil para ele falar essa palavra, ate aquele momento!)
"Então ela está na emergência, ou na internação, ou no centro cirúrgico. Aguarde um pouco para eu confirmar aqui." falou a recepcionista.
"será que você não pode ver isso rápido!?"
A recepcionista não gostou nada atitude e perguntou rispidamente:
"Senhor, o senhor é marido, ou parente dela?"
Grissom pensa um pouco antes de responder, afinal não era nenhum dos dois. A recepcionista o olha de lado e repete a pergunta, desta vez em tom imperioso.
"eu sou um chefe... quer dizer amigo..."
"O senhor teria o telefone do marido dela, ou de alguém da família com o qual poderíamos nos comunicar?"
"Infelizmente não conheço ninguém e ela nunca mencionou nada... Tenho certeza que ela adoraria me ver, se pudesse responder"
"O máximo que eu posso fazer pelo senhor é chamar o médico que a está atendendo e o senhor deve ver com ele a respeito de qualquer informação sobre a moça".
"Mas vocês não deixaram que eu entrasse, mesmo trabalhando em um laboratório de criminalística?"
"O senhor não é marido e nem parente dela. Não sabe se ela tem parentes e nem se ela tem um marido, ou alguém que possa responder por ela. Nestes casos senhor, só o médico pode autorizar a sua entrada no quarto da paciente. Entenda por favor" disse a moça, levantando a voz.
Ele ficou quieto por uns segundo e vendo que não ia conseguir fazer a moça mudar de idéia, aceita os termos. As horas vão passando e ele vai ficando cada vez mais assustado e fica olhando através da janela da sala onde a jovem se encontra, cheia de aparelhos. As únicas respostas que obteve do medico é que a jovem esta instável, desacordada, mas ainda corre risco. A cada minuto sua aflição aumentava mais.
Desesperado, por ficar sem ter o que fazer, invade o quarto e começa a conversar com Sara desacordada.
"Se puder me ouvir" falou Grissom "saiba que estou aqui e que vou tentar te ajudar da melhor forma possível e que você não está sozinha. Não vou deixar que nada de mal te aconteça e já estamos procurando pelo culpado!" ele pega a mão dela e sente que ela mexe os dedos. "Será que é algo inconsciente ou ela esta respondendo? Sara, você está me ouvindo? Se estiver tente apertar a minha mão".
Os segundos seguintes parecem durar uma eternidade: ele olha para a mão dela e espera ansioso por um movimento, mas nada acontece! Ela não mexe um dedo! Ao ver o médico andando pelo corredor ele conta o que acontece. O médico acha que isso, naquele momento, não pode estar acontecendo e que ele provavelmente estava muito nervoso.
"O senhor está nervoso.".
"não! Você tem que acreditar em mim! eu senti!"
"Se ela acordar eu o chamarei... Por favor, vá para casa e durma um pouco"
TBC
