disclaimers: estes personagens não me pertencem e sim a CBS.
A/N: espero que estejam gostando
Grissom olha para dentro do quarto e sara esta de olho fechado. Ele entra no quarto correndo e acaricia seu rosto para ver se nada de grave aconteceu. Greg entra no quarto, seguido de Nick e Warrick e Grissom então se afasta e tenta disfarçar a aflição que estava sentindo naquele momento.
Depois que os companheiros saíram do quarto, todos resolveram ir para casa. Incluindo Grissom que achou melhor voltar para casa para não dar pistas do seu envolvimento e aproveitar que Sara apenas esta dormindo.
Em casa ele anda de um lado para outro e mesmo que tente deitar na cama não consegue - esta impaciente e preocupado. "O que eu vou fazer agora?" se pergunta. "Como eu vou resolver tudo isso? como chegou a esse ponto...? Sara, porque?! Porque fez isso?!"
No dia seguinte, todos voltam ao trabalho. Saber que sara esta bem, mesmo que ainda no hospital já foi um alivio muito grande. A manhã passou e chegou o horário de almoço. Grissom saiu do laboratório sem que os outros percebesse e foi ate o hospital para ver Sara.
Logo que ele chega a enfermeira diz que ela não para de chorar por um minuto e que não comeu nada ate aquele momento.
"Sara, sou eu. O que aconteceu realmente naquele dia?"
"Eu não sei..." respondeu ela virando o rosto para o outro lado.
"Sei que voltou a beber... e que se debruçou sobre sua janela..."
"Eu precisava esfriar a cabeça"
"Porque? O que eu fiz para você agir desse jeito?"
"Você não fez nada".
"E o não fazer nada foi o problema?"
"só parte dele"
"eu não entendo"
"Eu estava pensando no rumo que minha vida tem tomado desde a adolescência. Um rumo que eu não esperava e que não esta saído da forma como eu queria."
"Você não é feliz?"
"Às vezes parece que a felicidade não cabe se você for olhar o quadro geral".
"Que quadro geral?" Perguntou ele quase chegando onde queria.
"O medico disse que eu fui atropelada" disse ela desconversando.
"Sim, perto da sua casa. Você não se lembra?"
"A ultima coisa que eu lembro e estar olhando pela janela do meu apartamento".
"Parece que depois disso você desceu, caminhou pela rua e quando foi atravessar não viu o sinal vermelho para pedestre".
"Hum. E há quanto tempo faz isso?"
"Mais de vinte quatro horas" respondeu Grissom "mas o medico disse que vai ficar bem. Teve muita sorte! O resgate chegou logo e eles conseguiram parar o sangramento e as hemorragias internas a tempo".
"Porque não esta trabalhando?"
"Não posso! Não com você aqui!"
"Mas eles precisam de você!"Exclamou ela.
"Se eles precisarem de algo Catherine vai poder ajudar".
"Catherine... Ela deve estar furiosa! Eu disse muitas coisas há ela..."
"Tenho certeza que não disse por mal".
"Muita coisa era verdade!" revelou ela "Às vezes eu não entendo o que ela tem contra mim, sempre reclama de alguma coisa. Se alguém tinha que se sentir ameaçada pela presença da outra, deveria ser eu". (Demorou alguns minutos para que Sara percebesse o que havia dito).
"Ameaçada?!"
"Uma relação melhor que a sua com ela não tem!"
"Todo mundo tem uma relação boa comigo!" Comentou ele.
"Todos se subordinam a ela, quando você não está" disse ela ignorando o comentário "Não sei porque ela age assim!"
"Porque você diz que ela tem uma relação melhor comigo se eu trato todos sempre da mesma forma?"
"Se fosse realmente verdade Nick, Warrick e eu não precisaríamos sempre ficar provando para você que conseguimos fazer o trabalho".
"Não é preciso que vocês provem nada para mim. Se não fossem competentes não estariam trabalhando no laboratório."
"Todo mundo tenta ser o melhor para não decepciona-lo".
"Eu nunca me decepcionei! E você ainda não respondeu a minha pergunta".
"Qual delas?"
"Porque você fez isso?!"
Ela virou o rosto para olhar pela janela e ficou quieta. Grissom tentou pegar na mão dela, mas ela não deixou.
"Você estava tão bem e de repente começa a brigar com todo mundo e tenta se matar... Isso não é normal. O que foi?"
"Eu estava sufocada" responde finalmente "Trabalhar o tempo todo no laboratório estava me deixando doida, minha vida amorosa é horrível, ninguém liga, não tenho família e só quero me envolver com homens que não querem envolvimento. Como você acha que é viver desse jeito?!" esbravejou ela.
Quando parou de falar sentiu uma pontada muito forte na cabeça e a apertou com as duas mãos.
"Acho que é melhor você ir" disse a enfermeira ao entrar no quarto.
Sara não sabia se pedia para ele ficar ou se nunca mais olhava para a cara dele. Parte do que sentia, se não quase tudo esta ligada a ele. Ao sentimento que ela não conseguia fazer desaparecer: amor. Sem querer ela se apaixonou!
"conversaremos uma outra hora" disse grissom
"Talvez" diz ela. "
Grissom sai do hospital e chega novamente ao laboratório. Dá uma resposta rápida para cada um que pergunta sobre Sara e se dirige ao seu escritório onde senta na cadeira, de costas para a porta, e fica observando um estatua pequena de borboleta, feita de vidro.
"A Sara é como uma pequena borboleta, se eu a apertar ela se fere, mas se eu a soltar ela foge de mim para sempre" pensa ele. "queria que as coisas pudessem ser mais fáceis".
Warrick entra na sala e pergunta do que é que ele esta falando.
"A entomologia é uma ciência tão difícil quanto interessante Warrick".
"Será que você pode nos ajudar em um novo caso?" Pergunta ele não entendendo o sentido da frase que o chefe havia falado.
"Eu já vou" responde Grissom.
Depois de alguns minutos, ele se dirige a sala de reunião onde todos os outros estavam conversando e Nick explica tudo sobre o caso. Eles então se dividem para obter todas as informações necessária: Grissom e Nick vão na parte de Vestígios e os outros vão descobrir de quem são as digitais que foram encontradas e se algum deles tinha ficha na policia.
"Como esta Sara?" Pergunta Nick.
"Viva."
Nick queria fazer outras perguntas, mas Grissom começou a analisar as evidências e o rapaz notou que aquela não era a melhor hora para conversar sobre o assunto.
Naquela tarde Grissom não voltou ao hospital. Quem foi visitar a moça foi Warrick.
"Ola garota... Como esta?"
"Oi. as coisas estão caminhando. Muitos casos complicados?" Perguntou ela.
"nem tanto. Recebemos mais um hoje, assassinato, mas já resolvemos a maior parte das coisas. (Sara apenas sorriu). Quando vai poder sair daqui?"
"amanhã no final da tarde".
"você não parece feliz"
"A verdade é que não sei se vale a pena".
"Como assim?! Você tem seus amigos, seu trabalho..."
"Amigos" disse ela num suspiro
"Ei, não fala assim! Todos nós somos seus amigos, não só companheiros de trabalho. Talvez devesse sair mais, curtir a vida"
"talvez tenha razão" respondeu ela "Sair para esquecer dos problemas e das desilusões". Pensou.
"bom, vou indo".
"Obrigado por ter vindo fazer uma visita".
"Não foi nada. Eu realmente quero que você fique bem de novo".
O rapaz saiu do quarto e a enfermeira entrou trazendo o jantar. Um jantar nada gostoso, mas não se podia esperar muito de um hospital.
"posso perguntar uma coisa?" Falou a enfermeira "Aquele moço mais velho, ele é o que seu? Eu pergunto pois ele estava bastante preocupado e quase não saiu de perto".
"Ele é meu chefe".
"Muito carinhoso ele".
"Às vezes" respondeu ela.
"Você gosta dele?"
"porque acha isso?"
"Sei que não é da minha conta, mas eu notei o jeito que fica quando ele esta junto. Sempre sorri quando ele aparece, fica tímida, mas de um momento para o outro fica nervosa, desconfortável... Eu diria que esta apaixonada, mas não tem coragem de assumir".
"Ele não quer nada comigo!" Respondeu Sara.
"Talvez ele prefira não notar, afinal é seu chefe".
"Sei lá. Não posso chegar e falar afinal sempre nos encontramos em ambiente de trabalho e quando eu quero sei lá, sair para comer alguma coisa, mesmo como amigo, ele nunca quer".
"Uma pena isso " comentou a enfermeira.
"Sim. Não é justo amar alguém que não te ama."
Grissom havia chegado ao hospital pouco antes delas terminarem de conversar e ouvira a ultima parte do assunto.
"Sabe qual é o pior" disse Sara depois de alguns minutos. A enfermeira olhou para ela não entendendo "Eu não procurei por isso, ele simplesmente cresceu dentro de mim e esse é o sentimento mais difícil de tirar!"
"é verdade! Eu não sei o que faria se meu namorado não quisesse nada comigo."
Assim que sara terminou de comer a enfermeira saiu do quarto. Grissom estava sentado no corredor quando ela passou por ele e o cumprimentou. Ele apenas sorriu e continuou onde estava.
"Eu nunca dei sinais para que ela sentisse isso... " pensou ele " E no entanto ela esta desse jeito. O que eu faço agora? Demiti-la?... talvez fosse a solução mesmo, mas eu não quero perder uma pessoa tão competente. Fingir que nada aconteceu?... Pode piorar as coisas. Ela parece conformada com o fato de que eu não correspondo, mas por outro lado ela não esta, senão não teria tentando se suicidar..."
Eram tantas perguntas que vinham na cabeça que Grissom não teve coragem para entrar no quarto. Grissom nunca assumiu que coisas o incomodavam, sempre deixou transparecer que sua vida era só o trabalho e que nada mais importava. Somente Brass sabia de algumas coisas, mas nem a metade da historia. Ele voltou para o laboratório e ficou por lá, mesmo sabendo que todo mundo já tinha ido embora.
TBC
