Capitulo XII:
"Vamos fazer amor em um lugar que possamos ser descoberto..." (x)
(x)PDA (We Just Don't Care) – John Legend.
Tiago estava parado na Estação King's Cross, conversando com Sirius e Remus sobre as férias de Natal, quando avistou uma cabeleira ruiva atravessando a plataforma 9 ³/4 correndo em sua direção. Não disse nada aos amigos, apenas se afastou dele e também correu em direção a ela, carregando-a no colo quando se encontraram, beijando-a de forma saudosa.
- Graças a Merlin já é dia dois. – Tiago sussurrou em seu ouvido. – Não via a hora de te ver novamente...
- Nem me diga. Foi um martírio para mim, dormir sem você todos esses dias... – Lily sorriu alisando seu rosto e colocou a boca no seu ouvido. – Especialmente por saber que não iria ser sua a noite inteira, de não sentir você dentro de mim. Isso realmente me matou.
Ele desconhecia esse lado pervertido dela, achando até mesmo engraçado, além de muito excitante a ouvir dizer aquilo lascivamente, descendo a mão pelo seu pescoço. A laçou pela cintura, aproximando seus corpos em um aperto, beijando-lhe a boca com as mãos em sua cintura a acariciando. Precisava saciar todo aquele desejo rapidamente.
- Lily! – uma voz gritou atrás deles dois.
Lily virou-se rapidamente, reconhecendo aquele gritou, e avistou Megan parado no meio da plataforma, com seu malão aos pés. Largou Tiago lá, correndo em encontro da amiga que tanto sentiu saudade durante aqueles dias. Quando a abraçou forte, a única coisa que conseguiu dizer foi:
- Aconteceu!
Megan arregalou os olhos, esboçando um sorrindo nos lábios. Rapidamente a arrastou para dentro do trem, sem a deixar avisar a Tiago, e se trancaram na primeira cabine vazia que encontraram. Parecia mais animada com aquela noticia do que a própria Lily estava pra contar.
- Conte tudo, tudo mesmo. – disse sentando-se ao lado da amiga. – Como foi? Quando foi?
- Calma, Megan. – Lily disse rindo do desespero dela. – Foi no dia do Natal. Ele bem que tentou na véspera, mas eu não consegui, ainda estava nervosa. Ai no dia seguinte a gente conseguiu transar. Foi tudo tão lindo...
- Pula essa parte do lindo e maravilhoso, vamos logo ao que interessa. – Megan a interrompeu repentinamente. – É grande como todas falam pelos corredores?
- Ai Megan, eu não fiquei notando isso não. Foi a minha primeira vez, eu estava mais preocupada em não sentir dor do que ficar olhando o tamanho do... Do treco de Tiago.
- Do pau dele, você quer dizer? – disse fazendo Lily ruborizar escandalosamente, mas ela apenas riu. – Desculpa, mas você me conhece e eu fiquei curiosa para saber se ele fazia jus à fama que levava de "o gigante Potter!". Eu não falo mais nisso. Mas me conte como rolou, se você gostou...
- Não foi exatamente como eu imaginei, né? Mas mesmo assim eu gostei muito, ele foi tão paciente e carinhoso comigo, você nem imagina. – derreteu-se lembrando de tudo. – Doeu um pouco, nada fora do normal, mas ele ia devagar quando eu sentia mais dor, além de ter uma pegada que ninguém resiste...
- Isso me faz lembrar minha primeira vez... – Megan lembrou nostalgicamente. – O idiota do Brendon não foi nada delicado comigo e ainda por me largou três semanas depois, mas sem traumas. O importante é que você entrou para o clube das meninas que dão...
Lily repreendeu a amiga, lhe lançando um olhar de censura, mas as duas começaram a rir logo em seguida. Estava esperando o feriado terminar para poder contar a amiga tudo que tinha acontecido, compartilhar mais aquele segredo com ela. Somente Megan a entendia direito, sabia de todas as suas manias irritantes e de suas bobagens, sem recriminá-la nem chamá-la de dramática. A amizade delas dava tão certo que era inacreditável...
Tiago apareceu na cabine quase uma hora depois de o trem ter partido da estação, juntamente com Remus, Petter e Sirius, que se sentou ao lado de Megan sem falar nada. Os dois não se falaram as férias inteira, mas ninguém estranhou o fato de não se falarem quando se encontraram mesmo depois do affair que tiveram durante as aulas, eram estranhamente perfeitos um para o outro, mas só eles pareciam não terem notado isso.
- Você tem reunião agora? – Tiago perguntou para Lily enquanto os outros conversavam sobre os últimos acontecimentos no mundo dos bruxos.
- Infelizmente, tenho... Queria ficar mais com você. – ela respondeu beijando Tiago inúmeras vezes.
- Quem te viu quem te vê, Lily. – Tiago brincou enquanto acariciava o rosto dela. – Antigamente você achava reuniões a coisa mais prazerosa do mundo...
- Antigamente eu não conhecia coisas bem mais prazerosas para fazer, não é mesmo? – disse no ouvido dele de forma que ninguém escutasse.
Tiago deu um sorriso, a beijando delicadamente, acariciando seu rosto esquecendo que ainda existiam pessoas ao redor deles.
- Ei, arrumem uma cabine vazia. – Sirius disse fazendo todos rirem dos dois. – Não mereço ver vocês dois se agarrando não!
Lily, ao invés de ficar ruborizada como de costume, apenas deu um sorriso para todos e arrastou Tiago para fora da cabine, surpreendendo a todos.
- Ok, não vamos comentar a vida sexual dos dois. – Remus disse rapidamente quando Sirius fez menção de abrir a boca.
Tiago não conseguia controlar a felicidade de estar sendo arrastado pelos corredores por uma Lily apressada, olhando a todo o momento se uma das cabines estava vazia. Finalmente, quando já haviam percorrido todo o corredor, encontraram uma solitária cabine esperando ser deflorada por ambos. Lily o empurrou para dentro, trancando a porta com um feitiço poderoso o bastante para ninguém os incomodar enquanto estivessem ali.
- Eu não estava agüentando mais... – disse afrouxando a gravata e desabotoando a blusa do uniforme rapidamente.
- Lily Evans, é você mesmo? – Tiago perguntou rindo, sentando-se para observá-la se despir. – Aquela garota que tinha medo de transar?
- Você me transformou em uma viciada em sexo, Tiago Potter. A culpa é toda sua. – ela respondeu jogando a gravata no banco ao lado.
Ela avançou sobre ele, arrancando a blusa por completo e revelando um sutiã rendado preto. Montou em seu colo, em posição de galope. Não suportava mais ficar sem os beijos cálidos de Tiago, sem sentir a mão dele apertando-lhe a carne fria. Era verdade, havia se transformado em uma viciada em sexo. Sexo com ele, somente ele a invadindo como só ele sabia fazer.
A mão calejada pelo Quadribol invadiu-lhe a saia de prega, os lábios descendo pelo seu pescoço. Esqueceu até mesmo que estavam em um trem repleto de gente e de professores. Lily tirou a calcinha, também preta, enquanto ele desabotoava sua calça desesperado para estar ali, grudado com ela numa forma única, para sorver novamente da pele dela encostada a dele, escutar todos os barulhos produzidos por aquele momento proibido com ela.
- Eu te amo, Tiago Potter. – ela disse baixinho sentindo os dentes dele fechados em uma mordicada em seu pescoço.
Ele levantou o rosto para observá-la. Seu rosto estava vermelho, os lábios entreabertos e os cabelos meio bagunçados. Não conseguia tirar os olhos dela, da maneira selvagem que seu rosto se encontrava ao mesmo tempo em que mantinha a mesma doçura no olhar que o perseguiu por anos até ela finalmente se render a ele. Alisou seu rosto, sentindo de leve o pouco suor que ela emanava, e sorriu.
- Eu que te amo, Lily Evans. – disse fitando seus olhos esverdeados brilhando. – Em qualquer situação, especialmente essa, eu te amo!
Um beijo feroz selou aquelas declarações pré-cópula. Não tinha mais tempo a perder falando.
Incrivelmente, mas aquilo havia se tornado uma rotina para os dois em menos de um mês de volta a Hogwarts. Mas por que não dizer uma rotina prazerosa? Os encontros escondidos na madrugada, os beijos quentes entre uma aula e outra em alguma sala vazia, a válvula de escape quando os estudos estavam os estressando demasiadamente. De repente um simples ato se transformou na razão da relação dos dois. Não se resumia somente em sexo, era bem mais que isso. Era confiança expressa em toques antes vergonhosos, era cumplicidade na forma de um abraço apertada, púbis na púbis, o nirvana pelo simples fato de ver, sentir as secreções do outro em si. Tiago havia despertado a fera dentro de Lily, talvez sem saber de sua existência. A fera precisava ser alimentada duas, três vezes ao dia, não importava onde, se alguém os descobriria. Ela necessitava dele nela mesmo que em um local que alguém aparecesse. O proibido havia lhe sido mais prazeroso agora. Gostava de estar com ele em salas de um corredor movimentado, o atiçar em meio à sala comunal repleta de alunos, até mesmo nas aulas mais chatas durante o dia. Ele não precisava saber se ela estava no momento para tal atividade, Lily sentia desejo o dia inteiro o deixando intrigado. Seria Lily Evans uma ninfomaníaca incubada? Tiago não tinha do que reclamar...
Encontro por encontro, cada sensação nova era aceita com certa estranheza. Lily não estava acostumada a certas coisas que aconteciam com seu corpo, mesmo Tiago lhe dizendo que até então tudo era natural e esperando, mas ela não se dava por vencida e precisava sempre escutar a opinião de Megan, mais entendida no assunto. Estava acostumada a apenas sentir arrepios de beijá-lo, o nervosismo de estar sozinha com ele, mas agora seu corpo se manifestava de uma nova maneira. O que seriam os arrepios lhe cortando a espinha dorsal de uma maneira gelada e brusca? De repente a falta de ar lhe trazia uma sensação de satisfação plena, uma louca vontade de dormir logo em seguida. Era assustador para ela ouvir certos sons que produzia imperceptivelmente. Assustador como na primeira vez que ocorreu...
Lily tinha em seu poder a chave da sala de reuniões dos monitores. Poder garantido ao ser nomeada monitora-chefe naquele ano. Resolveu arriscar tudo aquilo por uma noite em paz com Tiago em algum lugar que não fossem incomodados ou repreendidos por alguém. Não o tinha dito nada, apenas o avisou para encontrá-la em frente ao local às 23:00, usando a capa de invisibilidade. Só precisava daquela hora ao lado dele para sua noite se transformar na melhor possível e poder esquecer o estresse causado pelo NIEM's.
Tiago chegou com alguns minutos de atraso ao local, causado por uma colega de time lhe fazendo perguntas o tempo inteiro sobre o jogo contra Corvinal. Precisou que Lupin, entendendo o que ele iria fazer, chamasse o garoto para conversar enquanto Tiago fugia pelo buraco do retrato. Bateu três vezes seguidas na porta, como haviam combinado, e escutou Lily lá de dentro lhe mandando entrar. Ainda embaixo da capa, assustou-se ao vê-la parada no meio da sala trajando nada além da sua sobretudo negro de lã aberta e as meias ¾ do uniforme. A capa deslizou do seu corpo sem ele fazer qualquer movimento, o queixo levemente caído ao vê-la daquele jeito tão... Fácil.
- Meu aniversário só é em Março... – comentou abobado com o andar dela em sua direção.
- Eu sei, bobinho. – ela respondeu o segurando pela gravata. – Só queria apimentar mais ainda nossa relação...
Tiago deu um largo sorriso enquanto era conduzido para o fundo da sala, onde havia um sofá velho. Não tinha mais como agradecer por ter uma namorada tão ambígua como Lily. Podia ser a mais responsável de todas, a mais delicada e dedicada nos estudos, mas também, quando queria e era preciso, se transformava na mais pervertida de todas, quiçá irresponsável. Podia arriscar todos os anos de responsabilidades com a monitoria e confiança dos professores para usar a sala de reuniões em um encontro sexual com o namorado, jogando todo sua seriedade para o ar estando nua naquele lugar, por exemplo.
Sentou-se no sofá meio empoeirado, a observando se despir da sobretudo, os longos cabelos ruivos caídos sobre os seios. Lily deu um sorriso lascivo, do jeito que ele mais gostava, colocando o pé na ponta do sofá, entre as pernas abertas dele.
- Não... Não tire as meias. – Tiago pediu a vendo pousar a mão sobre a meia direita. – Te deixa mais safada...
Foi a vez de Lily rir com seu comentário. Achava a coisas mais engraçada o jeito pervertido dele falar com ela quando estavam sozinhos, até mesmo a chamando de "gostosa" ao pé de ouvido durante as aulas, sem pudor algum. Antigamente poderia achar aquilo um absurdo, mas depois que Tiago lhe despertou esse lado "taradinha", como ele gostava de chamar, tudo era aceito com tanto que ninguém mais soubesse. Existe muita coisa em um casal que ninguém precisava ficar sabendo.
Ela gostava de ficar assim com ele: deitada sobre seu peito nu, sentindo suas mãos acariciando sua cintura desnuda, roçando o pé delicadamente em sua perna peluda, apenas escutando as batidas de seu coração, o cansaço de ambos se misturando no ar entre respiradas profundas e suspiros. Nem mesmo o chão gelado que estavam deitados parecia os incomodar. Tiago se sentia completo naquele momento, não tinha o que reclamar de sua relação, só tinha a agradecer a ela e sabia a melhor maneira de fazer.
- Sabia que você fica um tesão assim, sem roupa nenhuma? – ele disse beijando seu pescoço. – Eu simplesmente não consigo me controlar quando te vejo assim...
- A intenção é essa, iTiaguinho/i. – Lily comentou rindo.
Tiago não disse mais nada. Seus beijos foram descendo pela pele levemente suada de Lily, suas mãos desenhando seus contornos arrepiados. Ela fechou os olhos, gostava quando Tiago lhe beijava todo o corpo, mordicando sua pele em partes estrategicamente conhecidas por ele que a deixava louca, sem controle sobre todas as sensações do seu corpo. Dessa vez ele foi mais além. Nunca soube como tomar a iniciativa para aquilo, só sabia que talvez Lily gostasse muito do que estava prestes a fazer. Seus beijos aprofundaram-se mais em seu corpo, para total surpresa de Lily. Não saberia explicar o que sentia com aquela língua lhe penetrando a cavidade delicadamente, talvez cócegas internamente, um arrepio em seu quadril que ia e voltava no intervalo de segundos. Gostou daquela sensação, seu corpo parecia corresponder com sua respiração mais ofegante do que conhecia, seu coração acelerando aos poucos. A aceleração aumentava, seu coração estava em um movimente uniformemente acelerada digamos assim, já não controlava mais nada em seu corpo, suas mãos apertavam em uma forma de suplico os cabelos negros de Tiago, sua voz parecia brotar de sua garganta em um gemido tímido que repentinamente despertou alto, enquanto seu coração concluía a aceleração disparando de vez e um arrepio expandir por seu corpo, um tremor corporal que não era de frio. Em seguida seu corpo pediu misericórdia e caiu em estupor prazeroso.
- Lily, você está bem? – Tiago perguntou levantando o rosto em direção a ela. – O que aconteceu com você agora? Você tremeu, sei lá...
- Eu não sei... – ela respondeu molemente, ainda sem entender o que havia lhe acontecido. – Será que eu tive um ataque do coração? Meu Deus!
Ela sentou no sofá atrás deles, afundando as mãos nos cabelos bagunçados. Nunca havia sentido aquilo antes, mas a descrição parecia ser de um ataque fulminante no coração. O medo tomou conta dela, mesmo tendo gostando da sensação que aquilo causou em seu corpo. Tiago não parecia assustado, parecia mais intrigado para saber o que aquilo havia sido. Intimamente tinha uma idéia do que era...
- Lily, e se isso não foi um... – ele disse calmamente segurando a mão dela.
- Um o quê, Tiago? Eu vou morrer? – Lily perguntou nervosa.
- Não, sei lá... Pareceu-me um... Orgasmo. – ele concluiu sem graça.
- Orgasmo? – Lily indagou, desconcertada com o que ele disse.
- É... Se ligue. Quando eu gozo, eu sinto um arrepio pelo corpo, às vezes até emito uns sons, né? Você não sentiu isso também?
- Foi...
- Então. Só pode ter sido um orgasmo...
Lily ficou com aquilo na cabeça. Será que tinha tido um orgasmo e não soube distinguir? Que tipo de mulher ela era que nem saber diferenciar um orgasmo de um ataque do coração? E por que o sexo culminava em tantas outras coisas que ela não entendia a metade? Só uma pessoa poderia ajudá-la naquele momento...
- Eu preciso falar com a Megan... – ela finalmente disse levantando-se e pegando a sobretudo do chão.
- Agora? – ele perguntou indignado. – A gente estava fazendo coisa muito melhor...
- Eu sei, meu amor. Mas se eu realmente tive um orgasmo eu preciso saber, não é mesmo? – Lily disse prendendo o cabelo em um coque frouxo. – Assim, na próxima vez que isso ocorrer, eu já sei o que é.
- Tá certo...
- Te amo, ouviu? – ela disse o beijando. – E muito obrigada.
Tiago a observou sair da sala rapidamente, batendo a porta com força. Ficou com aquela imagem dela gemendo como nunca tinha feito, se retorcendo de prazer... Prazer causado por ele. Sentiu até mesmo orgulho dele naquele momento, nunca tinha feito nenhuma garota sentir aquilo antes, não pelo menos na sua presença.
- Eu sou demais, viu? – disse a si mesmo enquanto catava as roupas pelo chão, um sorriso nos lábios.
A sala comunal estava deserta, como era esperada já que passava da meia-noite naquele momento. Lily subiu as escadas delicadamente, sem fazer barulho algum, em direção a seu dormitório. Todas suas colegas dormiam inclusive Megan, mas ela precisava muito da ajuda da amiga naquele momento. Precisava escutar de suas experiências o que aquilo deveria ter sido.
- Megan? – sussurrou agachada ao lado da cama da amiga. – Acorda Megan!
- Só se eu correr risco de vida... – Megan disse ainda com os olhos fechados, virando-se para o outro lado. – Me deixa dormir, Lily...
- Megan, é importante. Eu... Eu acho que tive um orgasmo. – Lily disse baixinho.
Megan virou-se rapidamente para encarar a amiga. Lily tinha um sorriso nos lábios e, a julgar pela sua aparência vermelha, feliz e suada, alguma coisa realmente havia ocorrido com ela.
- É melhor que você não tenha sentido só cócegas, ouviu bem? – Megan disse saindo da cama.
As duas sentaram em um sofá em frente à lareira apagada. Lily não sabia como começar a contar como tudo tinha acontecido, estava com vergonha do que tinha feito, tinha vergonha de contar até mesmo para sua melhor amiga.
- Conta, Lily. – Megan disse nervosa com o silêncio dela.
- É que eu tenho vergonha de contar o que eu faço, você sabe disso... Mas é que aconteceu tão repentinamente que eu nem sei como falar...
- Começa dizendo: eu estava trepando com o Tiago quando blá-blá-blá... – Megan disse impaciente, mas parou ao ver a feição sem graça de Lily.
- Na verdade, a gente não estava transando propriamente dizendo... Ele estava fazendo...
- O quê?
- Oralmente. Meu Deus, que vergonha! – ela respondeu escondendo o rosto ruborizado nas mãos. – Eu não acredito que contei isso.
- E você sentiu o quê?
- Sei lá. Primeiro eu senti cócegas, mas ai começou um arrepio estranho em meu corpo e quando eu vi meu coração estava muito acelerado, minhas pernas tremeram de uma forma estranha, eu gemi mais alto do que eu costumo gemer, depois eu me senti cansada, mas ao mesmo tempo feliz. Eu realmente gostei do que aconteceu... O que aconteceu?
- Baby, você gozou. – Megan respondeu rindo. – Lily, você teve um orgasmo e pronto. Sem dramas nem mais nada. E parabéns.
- Eu tive um orgasmo? Foi isso? – Lily insistiu perguntar sem acreditar. – Mas assim, do nada?
- Lily, você queria aviso prévio ou algo do tipo? Uma coruja dizendo "Olha, amanhã você vai ter seu primeiro orgasmo, esteja preparada!"? O bom de ter um orgasmo é que ele vem de surpresa, quando a gente menos espera...
- Com você foi assim? – Lily perguntou sorrindo para amiga. – A gente nunca conversou sobre essa parte prazerosa antes...
- Posso te contar uma coisa? – Megan disse baixinho. – Eu só tive realmente um orgasmo com uma única pessoa.
- Quem?
- Senhor Sirius Black! – ela respondeu abrindo um sorriso de satisfação. – Antigamente eu fingia, mas ele realmente me mostrou o que é gozar de verdade... O melhor até hoje.
As duas estavam tão entretidas na conversa que nem perceberam o ranger do buraco do retrato se abrindo, indicando que Tiago estava entrando invisivelmente na sala. Ele não pode deixar de aproveitar a vantagem de não ser visto e escutou um pouco da conversa das duas, especialmente a revelação de Megan sobre Sirius. O amigo precisava saber daquilo...
- Almofadinha, acorda! Acorda, seu cão imundo. – ele sacudiu Sirius ao entrar no dormitório.
- O quê é, Pontas? – Sirius perguntou nervoso, empurrando o amigo.
- Eu escutei uma conversa entre a Megan e a Lily... Elas falaram sobre você!
- Eu lá to interessado na conversa delas... Me deixe voltar a dormir. – Sirius disse voltando a se enrolar com a coberta.
- A Megan disse que você foi o único. – Tiago continuou dizendo.
- Você está me acordando pra dizer que a Megan Shumman era virgem quando transou comigo? Conta outra!
- Não, seu trasgo. Ela disse a Lily que você foi o único que a fez ter um orgasmo. E ainda completou que você era o melhor da vasta lista dela.
Sirius olhou novamente para o amigo, maquinando alguma coisa em sua cabeça, e voltou a dormir. Fingiu não se interessar nem um pouco com o que o amigo havia lhe tido, mas no fundo ficou feliz de saber aquilo. Sentia algo diferente por Megan, ela não era como todas as outras meninas que tinha encontros casuais. Talvez fosse a amizade que os dois tinham que fizesse com que aquela relação não fosse somente sexual, havia um carinho estranho entre eles. Mais um orgulhoso naquela noite de revelações e surpresas.
Assim eram Lily e Tiago sexualmente ativos. Para eles não havia local muito menos pessoas que impedissem que aproveitassem a presença um do outro. Na havia nada que proibisse os dois de se amarem, se descobrirem, local algum era estranho para eles. Pouco a pouco o castelo foi sendo deflorado pelo desejo daquele casal inexperiente, mas doidos de vontade de descobrirem coisas novas todos os dias.
Gente que capítulo perva, não?...Jesus...abana
