"Je t'ame mon cher!" (cap.3)

No cap. Anterior:

-Vamos! – Diz Milo saindo do quarto.

-Sim! –Diz Kamus, que pareceu falar para as paredes, já que Milo já se encontrava na porta da enfermaria, e não esperava pelo outro cavaleiro.

-Eu já dei algumas instruções ao Kamus... o Mú já foi... disse que tinha que resolver alguns problemas! Mas ficou encarregado de passar amanhã em sua casa, para ver se esta tudo bem com você, e depois me avisar! – Diz o médico a Milo que esperava na porta da enfermaria sem se virar para olhá-lo nos olhos.

-Certo! – Respondeu ele voltando a andar. – "Mú seu maldito! Você não tinha nada pra fazer, não é mesmo? Só queria me deixar sozinho com o Kamus o mais cedo possível!!" -Pensou o rapaz .

Logo Kamus estava ao seu lado.

No cap. de hoje:

A noite caia calmamente e Milo já se encontrava confortavelmente recostado em sua cama de casal com uma bolsa de gelo eterno, feita pelo próprio Kamus.

-"Pelo menos assim não fica te molhando." – Informou o cavaleiro da 11º casa, ao entregar a pedrinha de gelo a Milo, que era um pouco maior que uma bola de bilhar.

O rapaz estava sonolento devido ao remédio que tinha tomado alguns minutos antes para que não voltasse a sentir dores de cabeça, contudo se encontrava extremamente faminto e impaciente! Atena já havia sido avisada do ocorrido e decidido que ele não participaria dos treinos ate se recuperar, nem ele, nem Kamus! Arrg. O que ele podia fazer quanto a isso? Não agüentava mais ficar deitado naquela maldita cama! Era sexta-feira... todos os seus amigos iriam sair para beber e paquerar!

Paquerar... ele estava mesmo precisando disso. Ter Kamus ao seu lado o tempo todo, extremamente preocupado com seu bem estar e não poder beijá-lo era de mais para o pobre Milo!

Kamus passara a tarde toda na casa de escorpião, o que seria algo normal se eles não estivessem brigados! Há... aquela maldita briga... Milo ainda não se esquecera do que ouvira Kamus gritar para ele naquela noite! Doía mais por saber que não era costume de Kamus gritar, era horrível saber que fora o causador de tanta raiva. Irritar Kamus era um costume sim... mas deixá-lo do jeito que ele estava: furioso, era raríssimo! Parecia que tinha acontecido há semanas... pareciam estar distantes um do outro a dias! Porém ainda não se passara nem vinte e quatro horas!

O jovem cavaleiro da 8º casa sabia que tinha errado em não se preocupar com as conseqüências de seus infames comentários, ou de seu comportamento diante da mais alta classe de toda Atenas, mas isso não era motivo suficiente para que Kamus fala-se tais coisas a ele!

Depois de muito pensar sobre seus erros e os de Kamus, ele acabou percebendo que as suas falhas pesavam muito mais que as de Kamus, já que ele vinha as cometendo desde sempre... e mesmo recebendo os puxões de orelhas de Kamus ele não mudava! Já o cavaleiro da 11º casa era completamente o oposto dele... Kamus era perfeito, nunca fizera Milo passar vergonha, ou magoara os outros, mesmo que fosse sem querer! Ate porque ele tinha o costume de fazer mentalmente os seus passos e as conseqüências deles antes de executá-los. Pensando bem, Milo começava a achar que Kamus tinha razão em ficar esgotado daquele irresponsável rapaz!

-" Droga Milo! O que você está pensando? Kamus também errou! Você não é único que comete erros nessa relação! Kamus não era perfeito não... Para de colocar caraminholas na cabeça, você é grego, mas não é a Medusa, idiota! Tudo bem que ele tem lindos olhos... cabelos mais lindos ainda e um corpo que parece ter sido esculpido pela própria Afrodite... para as minhas noites de luxúria... Arrg. DROGA MILO! Pare de pensar nele!" – Dizia o rapaz para si mesmo, balançando a cabeça de leve para afastar aqueles pensamentos.

Nesse momento Kamus entrou no quarto carregando uma bandeja com o jantar de Milo.

-Algum problema Miluch... digo... Milo?! – Questionava ele se repreendendo mentalmente por quase ter chamado Milo pelo apelido carinhoso que sempre usava.

Kamus estava mesmo muito preocupado com o rapaz! Não parou de pensar em como ele se sentia a tarde toda... não ficou no quarto ao seu lado, achou que seria um abuso de sua parte, já que não estavam mais juntos... Além do mais, não sabia se iria se contentar em passar a tarde com Milo, no mesmo ambiente que ele, sem poder tocá-lo com carinho... sem poder beijá-lo, como queria muito, desde a noite passada, quando o rapaz o deixou na casa de aquário!

- Do que você ia me chamar? – Milo não perdoou, sabia muito bem do que era. Mas não podia perder a chance de ver Kamus constrangido... talvez fosse ate uma forma de vingança por tudo o que o mestre 'do e de gelo' o havia feito, tanto na noite anterior como durante a manha de treino.

Kamus não respondeu, sem graça olhou para baixo apenas, Milo reparando no que acabara de fazer se envergonhou, um ligeiro tom avermelhado se espalhou por suas bochechas morenas.

Era inevitável o clima constrangedor que se apoderou do ambiente.

Kamus que havia colocado a bandeja em cima da cama foi ate Milo para ajudá-lo com os travesseiros. Seus olhos se encontraram...

É realmente impressionante como é a atração, a aproximação dos rostos e corpos; os olhos que se fecham... os lábios que se colam.

Era tão bom! Mas nem tudo é 'um mar de rosas' como diria o cavaleiro de peixes.

Kamus parou o beijo, empurrou Milo gentilmente e afastou seus lábios.

Sem demoras Kamus se recompôs, Milo não evitou ficar de cara fechada... não tentou esconder que estava doido pra agarrar aquele cavaleiro!

Mesmo querendo aquilo, Aquário não pode deixar de ficar confuso... e como ele odiava perder o controle de seus sentimentos!

Ele se sentia acima de tudo, culpado pelo que aconteceu a Milo. Não se achava merecedor... e mais parecia que ele estava ali, cuidando do rapaz, para se aproveitar da situação... e ele não queria isso... Ele amava Milo!

Por isso não fez nada, se dirigiu a saída sem dizer uma palavra, fez Milo pensar que realmente não queria mais nada com ele.

Porém, quando Kamus chegou a porta; sem olha para trás disse murmurante algo que Milo compreendeu perfeitamente:

- Não quero que pense que estou me aproveitando da situação!

Aquário falou bem baixinho já na porta... antes de fechá-la, apenas o suficiente para Milo ouvir, o que acabou resultando em um Escorpião que deixara escapar sorrisos de alivio e pensamentos de: "ele não muda! Ainda bem!"

E apesar de Kamus querer colocar seu impulsivo Escorpião nos braços e aconchegá-lo, ele apenas se designou a sair do quarto. Ele não iria para casa, sabia que Milo tinha sua serva mas prometera cuidar dele, vai que Milo precisa-se de sua ajuda. Também não iria ao quarto de hospede, ele não pedira permissão a Milo e não era nem um pouco do feitio de Kamus fazer algo assim... mesmo tendo morado naquela casa! Naquela noite ele dormiu no sofá da 8º casa zodiacal.

Na manha seguinte:

Milo acordou e se sentou na cama, olhou para os lados: estava sozinho. Kamus não estaria ali, não importava o quanto se iludisse. Provavelmente ele tomaria café na 11º casa antes de descer, Milo se xingou mentalmente por não ter convidado Aquário para dormi na 8º casa. Pensou no que acontecera na noite anterior... "Ah Kamyu, como me dói estar brigado com você... É Milo, acorda pra cuspi; não da pra chorar o leite derramado agora. Mas uma coisa eu garanto: 'Ele ainda volta a ser meu, meu Kamyu, meu geladinho... ou eu não me chamo Milo!' Por hora... é melhor eu ir tomar um banho, não da pra esperar que o pingüim faça tudo! Se bem que... seria tãooo bom ter o Kamus me banhando... hehehe. Milo, pare de pensar nessas coisas ou você não vai sair dessa cama hoje! Ai..." Com um suspiro e em meio a seus devaneios o teimoso Escorpião se levantou e seguiu em direção ao banheiro, se sentia muito bem, estava melhor e podia muito bem tomar um simples banho sozinho, não era nenhum incapaz! Era bom apenas que fosse rápido... logo Kamus chegaria para lhe aplicar os remédios no nariz e sinceramente, o devasso Escorpião não acreditava nem um pouco em seu curto autocontrole, se fosse encontrado pelo seu objeto de desejo dentro da banheira!

O banho transcorreu normalmente com Milo imaginando cenas eróticas que envolviam ele, um Aquáriano francês e uma banheira. Quando se deu por satisfeito levantou-se sem se importar em se enxugar e seguiu em direção ao quarto, estava um calor horrendo que só uma manha Grega podia oferecer; e ele gostava da sensação da água fria escorrendo por seu corpo.

No quarto Milo se dirigiu ao guarda-roupas e começou a escolher algo confortável, para dizer a verdade ele enfiou a mão em um emaranhado de roupas no canto direito tirando de lá uma camiseta gasta e tateou o chão do armário em busca de uma calça também surrada. Ele não ia sair mesmo, o frio do Ártico em forma de homem não ia deixar... tava pouco se importando com sua vida social. Equilibrou a pilha que ameaçou cair tremendo perigosamente e socou a que desmoronou em cima dele de volta no armário, fechando a porta com um tanto de dificuldade e jurando que doaria metade daquele castigo.

Se abaixou e pegou na gaveta uma boxe preta. A estava vestindo quando sentiu-se observado, se virou e viu Kamus admirando aquele espécime perfeito de homem que sabia que era, secando seu corpo com uma expressão que... DEUSES!

- Ô... você está ai... nem tinha percebido! - Falou Milo despreocupado, continuando o que estava fazendo com naturalidade. Agiu normalmente vestindo a roupa com calma e esboçando sua marca registrada, seu sorriso. Nem tentou se tampar, pra que?

Mas se surpreendeu ao ouvi o outro cavaleiro se desculpar fazendo menção de sair:

- Me desculpe ter entrado sem bater... pensei que ainda estivesse dormindo! Você nunca acorda sozinho e ainda é bem cedo... eu pensei... - Falou Kamus virando o rosto, desprendendo os olhos das costas do ex- namorado. Colocou a bandeja na cômodo ao lado da porta e foi se retirando. - Me desculpe! Nessa hora o espírito travesso desceu no cavaleiro e ele não pode conter seu veneno, Kamus já havia alcançado o quadro da porta quando Milo deu a alfinetada:

- Não sei pra que tudo isso! – Disse ainda de costas. - Não tem nada aqui que você já não tenha visto! - Falou Milo, finalmente se virando para encarar Kamus, apenas de cueca boxe preta e com aquele sorriso... aquele sorriso que era a perdição do outro cavaleiro... o sorriso estiloMilo em seu rosto bonito.

Kamus não conseguiu responder, sua boca se abria mais só saiam resmungos, ele apenas gaguejava... se imaginava patético! Mas o que poderia fazer, mentir? Não, amava demais aquele parasita irritante que cismava em constrange-lo a todo instante! Seu rubor deveria divertir muito o Escorpiano.

Ele bem que tentou rebater, devolver a Milo o ataque... mas não conseguiu, gaguejou. Era verdade o que o rapaz tinha falado, por isso resolveu desistir; se voltou para sair, iria embora. Escorpião parecia estar muito bem, não parecia necessitar dele ali, mas foi nessa hora que passou um filminho ligeiro de tudo o que eles viveram em sua cabeça!

Ouviu Milo lhe chamar e se voltou para olhá-lo vendo-o abaixar a cabeça e sussurrar:

- Desculpa!

Kamus empacou na hora. Não acreditou no que tinha acabado de ouvir! MILO PEDINDO DESCULPAS! O Escorpião orgulhoso acabara de lhe pedir desculpas!

- Pelo que? Pela sua piadinha!? – Falou Kamus ansioso e aparentemente irritado, seu coração acelerado... sabia que não era por aquilo que Milo estava pedindo desculpas.

- Não... por... - Milo engoliu em seco todo o seu orgulho e resolve falar. - Por tudo... - Falou ainda sem olhar para o outro.

Kamus desistiu de abandonar o quarto. Encarou o rapaz só de cueca boxe, sem se importar com esse detalhe.

- O que aconteceu conosco? Qual o problema? O que exatamente mudou?

- Não... não sei... parece que ... - Falou com pesar. - Não nos amamos mais! - Disse ele buscando os olhos do outro cavaleiro. – Quero dizer, geralmente brigamos e tudo fica bem logo em seguida, e dessa vez... estamos nos alfinetando e atacando e... – Seu olhar era tristeza liquida em toda a sua total pureza. - Até parece que não vivemos juntos tempo o suficiente para conhecer os defeitos um do outro e aceita-los!

Kamus deu um sorriso cansado, Milo estava louco... só podia ser isso! Jamais deixaria de amá-lo! Jamais!

- Por quê? Você não me ama mais? - Perguntou Kamus.

- Kamus... eu... - Falou o outro tentando passar por cima de seu orgulho, mas era difícil!

- Milo... eu... você... você não me ama mais?! Responda! - Disse Kamus apreensivamente, sustentando o olhar do rapaz.

Milo ri, não... gargalha! Em seguida fala: - É lógico que te amo! - Seus olhos marejados - ...eu te amo desde o primeiro dia em que coloquei meus olhos em você! Só você que não percebeu ainda... isso porque é um idiota!

Escorpião da um longo suspiro, respira fundo e continua: - Sou infantil mesmo, imaturo, um caso perdido... mas te amo! Só que você quer um Milo perfeito, com modos perfeitos que se igualem aos seus! Eu apronto, sei que apronto... não vou mudar, é o meu jeito! Desculpa, não posso fazer isso Kamus!

Kamus respirou aliviado... agora dando vagarosos passos na direção de Milo.

O próprio sem notar a mudança e aproximação do outro continuou: - Eu sou assim... nasci numa vila humilde e é impossível para mim mudar, por mais que eu queira agradá-lo! Tem que compreender... – Falou em um fio de voz, sem ao menos dar uma pausa; queria jogar tudo que sentia e pensava de uma vez e tinha medo da reação de Kamus, falaria tudo agora porque talvez não houvesse um mais tarde. - Sou simplório sim, entenda! Você tem que decidir de qual Milo você ama!

Kamus se aproximou com um sorriso calmo nos lábios... - Milucho...

Ah, como era bom dizer aquela palavra novamente... como era bom ouvi-la novamente. - Amo esse Milo que esta aqui agora... sempre o amei! ...fui um idiota completo em tentar mudá-lo! Me perdoa? - Falou Kamus levantando levemente o queixo de Milo para que o rapaz o encarasse. Era um alívio para Kamus ouvir tudo aquilo de seu Milucho, e sem duvida para Milo também o era!

Milo levantou a cabeça e encarou Kamus... foi um alivio para ele colocar para fora! Sem notar fez um gesto instintivo, um tanto bruto. Secou as lagrimas esfregando o braço no rosto ao invés de levar as mãos aos olhos como Kamus faria... acenou furiosamente que sim com a cabeça a resposta de Aquário. Parecia uma criança que havia sido repreendida e agora chorava de arrependimento prometendo não cometer o mesmo erro de novo. Milo era inocente em sua sensualidade, e isto fascinava Kamus; neste momento Escorpião estava mais lindo que nunca e Kamus não pode evitar de sorrir.

Milo o olhou confuso, como quem dizia: "que foi?"

Kamus continuou sorrindo e comentou: - Esse é o meu Milucho, o original...o que amo... amo muito! – Seus olhos brilhavam intensamente.

Ele aproximou seu rosto, Milo sabia o que aconteceria a seguir e ficou nervoso... até parecia que era a primeira vez que seria beijado por Kamus. Quando seus lábios estavam separados por um dedo apenas ouviu Kamus sussurrar seu nome. Não resistiu ao impulso de dizer que o amava e sorriu surpreso ao notar que falaram o mesmo ao mesmo tempo. Seu rosto estava corado e molhado devido as lágrimas, agora não se continha mais; seu coração acelerado não cabia em si de tanta felicidade por tanto que ansiou ter esse momento novamente, acabar com a saudade cruel que o torturava, sentia-se sufocar na expectativa.

Sentiu os quentes lábios de Kamus em sua bochecha , beijando suas lágrimas.

-Não chore mais...meu 'eterno' menininho! –Sussurrava Kamus lambendo as lágrimas de Milo , o que para o rapaz era extremamente sensual.

O escorpiano concordou com a cabeça , um gesto leve , para não interromper o contato com a língua de Kamus. Ansiava por aquilo como alguém perdido anseia por água no deserto.

Os lábios do 'seu geladinho' desciam por seu rosto, chegando ao seu pescoço, lambendo todo o percurso. Milo suspirou fundo. Há...como era bom aquilo...como era bom tê-lo ali outra vez! Kamus sussurrava em seus ouvidos coisas sem nexo, que só o faziam perder mais rápido o controle. Já estava desesperado. Quando Kamus beijaria sua boca?! Estava gostando de torturá-lo?!

-Kamus... –Disse Milo em tom de suplica.

O aquáriano sorriu satisfeito. Conhecia Milo, por completo. Todos os seus pontos fracos...um a um. E essa manhã...estava determinado a fazer o rapaz implorar , como a muito não fazia.

-Sim Milucho?! –Dizia ele agora 'brincando' com o corpo do rapaz. Suas mãos se aventurando por suas costas nuas e molhadas , algumas vezes indo a nuca e dando leves puxões em seus cabelos macios, outras, descendo até sua bunda durinha e arrebitada, que era a loucura do homem da 11º casa.

-Você... –Fala Milo com dificuldade entre gemidos.

-Eu... – Continua o mestre do gelo , agora levantando sua perna, posicionada entre as pernas do outro cavaleiro, tocando levemente seu membro.

Milo pareceu perder a capacidade de falar.A fina textura da cueca fazia com que cada mínimo contato fosse sentido quase como se não houvesse nada vestindo-o. Ele fechou os olhos e pareceu desistir de protestar temporariamente, apenas sentindo o corpo de Kamus a sua frente, o provocando , o deixando doido. Mas Kamus não sabia o perigo que corria...Milo era uma criança. E quando crianças são contrariadas...elas são capazes de tudo! Se tornam verdadeiros 'pestinhas'!

Kamus começou a dar pequenos passos para frente , levando Milo consigo. Este por sua vez, entrou no jogo do namorado , que agora já tinha seus minutos de glória contados. Antes de perceber que já estava próximo a cama, Milo sentiu a parte de trás de seus joelhos entrarem em contato com o fim da cama, e acabou perdendo o equilíbrio. Travesso e ágil , ele tratou de segurar a camisa regata de Kamus e o puxou para si, caindo na cama , com seu objeto de luxúria sobre si.

Ficou mais excitado ao sentir a ereção do 'geladinho' em sua coxa. E sorriu maroto ao perceber que Kamus não agüentaria muito mais tempo de provocação – como ele próprio. Já estava na hora de virar o jogo. Kamus já se divertira de mais a suas custas.Jogou o corpo do rapaz para o lado e subiu em cima dele, sentando em seus quadris, exatamente sobre seu membro pulsante, preso a calça.

-Chega! –Diz Milo parecendo irritado. Não gostava de ser seduzido, gostava de seduzir. Principalmente quando esse 'seduzir' se referia ao cavaleiro de aquário.

Kamus sorriu. Milo era tão previsível para ele. Sabia que o rapaz não o deixaria se divertir por mais tempo. Sentiu aquele toque já conhecido...leve , quente , sensual por dentro de sua camisa, arranhando seu peito, seu abdômen , o enlouquecendo.Antes que pudesse perceber , Milo já havia tirado sua camisa, e agora trilhava um caminho de beijos do umbigo e subindo , enquanto sua mão fazia o caminho inverso , tocando seu membro já rígido sobre a calça. Toques primeiramente leves, que o faziam ansiar pelos conhecidos apertões de Milo , mas desta vez, o rapaz parecia não estar disposto a satisfazer as vontades do aquáriano e continuou a afagar levemente o membro sobre a calça.

-Milo... –Chamou Kamus em tom de advertência.

-Sim Kamyu... –Fala Milo se lembrando da resposta que recebera do namorado alguns minutos atrás.

Mas Milo não queria que Kamus continuasse a falar. Queria o aquáriano sem fala, como ele ficara, e sabia exatamente 'como' fazer isso. Sua boca voraz foi em direção ao volume da calça. Milo continuava a perguntar sobre o que Kamus pretendia falar, mas o outro cavaleiro pareceu notar a aproximação da boca de Milo naquela região e não soube mais o que ia dizer.Seus olhos pregados no escorpiano , esperando seu próximo passo. Sorrindo safado Milo mordeu levemente o membro de Kamus ainda por cima da calça, e com prazer o viu fechar os olhos e arquear as costas.

-Era isso que queria!? –Questionou Milo , se sentando sobre o membro e pressionando com seu corpo, ainda não satisfeito.

Viu Kamus abrir os olhos com um brilho diferente. Algo que chegava a ser maligno. Não eram claros como sempre, estavam escurecidos de desejo. Milo se surpreendeu , mas as surpresas não acabaram por ai.Sentiu a mão forte de Kamus em seu membro por cima da cueca boxe e se sobressaltou ao ouvir a voz rouca do outro.

-Chega de enrrolação! –Disse Kamus já sem paciência jogando Milo para o lado que o rapaz se encontrava deitado antes.

Com agilidade Kamus puxou a cueca de Milo , mas o viu protestar.

-Qual o problema Milucho?!

-Você... ainda está completamente "vestido" ! –Fala Milo fazendo cara de desolado.

Kamus olhou para seu próprio corpo, deitado de lado , ao lado do escorpiano e constatou que era verdade. Como pretendia fazer algo com Milo se estava vestido ainda?!

-Não seja por isso... –Diz Kamus se sentando, levantando os braços , em um convite mudo ao cavaleiro da 8º casa.

Milo não se fez de desentendido e tratou de tirar a camisa regata do rapaz. Mas não ficou só ai, queria fazer logo o serviço completo. Deitou Kamus mais uma vez, e tirou suas sandálias, e logo em seguida sua calça , e cueca.

-Agora sim... –Fala Milo satisfeito se deitando sobre Kamus, que descendo a mão pelo corpo do outro, em uma leve carícia , leva junto a cueca do rapaz.Logo depois Milo voltou a posição de antes, se sentando sobre os quadris do outro.

Kamus pegou o membro de Milo e com olhar malicioso começou a fazer movimentos de vai e vem ritmados, vendo com prazer o rapaz sobre si, arquear as costas e olhar para o teto com ar de pura luxúria.

Mas em pouco tempo Milo segurou sua mão, o fazendo parar.

-Apressadinho... –Brincou ele descendo até ficar sentado no joelho de Kamus. Olhou para cima com ar de esperto e brincalhão. Ar de criança travessa.

Baixou os lábios e beijou o membro de Kamus que pareceu parar de respirar com o contato. Satisfeito , ele pegou o membro do amado e o pós na boca. Kamus por si, não conseguiu segurar o gemido, que veio alto ao sentir o contato quente e molhado da boca do rapaz brincalhão e sensual que estava sobre si. Milo ia e vinha com o membro dele na boca, o enlouquecendo cada vez mais, estava maravilhoso! Cada vez melhor, chegaria logo ao clímax...mas então...Milo parou! Tão subitamente ele parara com o 'carinho' , que Kamus abriu os olhos chocado ,encarando aqueles lindos olhos azuis com um olhar interrogativo.

-Não quero que chegue ao orgasmo agora... –Fala Milo como se lê-se os pensamentos do namorado. – Quero que faça isso dentro de mim.

Kamus, lhe oferece um sorriso malicioso em resposta e chama Miro com o dedo.

Escorpião também sorri e engatinha para cima de Kamus. Tendo Miro tão próximo, Aquário novamente muda as posições colocando o outro por baixo de sim. O encarou e viu a expectativa, não resistiu aos lábios do escorpiano e acabou se vendo contornando-os com o dedo indicador, logo teve seu dedo lambido e chupado com malicia e sensualidade.

Kamus retirou seu dedo da boca de Miro e sem separar seus olhares o dirigiu a entrada estreita do mesmo observando a nuvem embaçada que se tornara os brilhantes olhos azuis escorpianos. Com um sorriso de canto forçou passagem vendo Milo morde o lábio inferior.

Lentamente girava seu dedo dentro daquela cavidade quente e apertada, ouvindo Milo gemer. Logo que sentiu o cavaleiro relaxar acrescentou um segundo dedo a cena. Observou Milo perder a compostura, gemendo e se contraindo.

Sorriu enquanto girava os dedos e os enterrava fundo, porem com delicadeza.

- Ka...ah...mos, por...favor...ah – choramingava um desesperado escorpião.

- Ora, Milucho. Você parece tenso. – comentou cínico. – Se quer alguma coisa peça! – Seu olhar brilhava, estava se divertindo muito. Mas nem por isso agüentaria muito tempo, Miro tinha que se render logo. Quanto ao escorpião, não conseguiria rebater com Kamus nesse momento, logo resolveu dar-se por vencido.

- Eu quero... quero você... dentro... de mim... AGORA – Milo estava a perigo, seu grito saiu um tanto desesperando, deliciando Aquário.

Encantado com seu feito, Kamus retirou o dedo do interior do escorpiano se encaixando melhor entre suas pernas abertas e flexionadas.

Miro estava em expectativa, uniu seu olhar ao de Kamus enquanto sentia ser penetrado lentamente. Não pode deixar de franzir a testa com o ligeiro incomodo ao ser totalmente empalado, se contraiu ao redor do falo.

Era maravilhoso sentir escorpião lhe apertar entre suas paredes internas daquela forma.

Parou para dar-lhe tempo de se adaptar, mas logo sentiu Milo movendo os quadris em direção ao seu. Resolveu corresponder aos movimentos, começou lentamente; acelerando de acordo com os gemidos de escorpião.

Entrelaçando as mãos de Milo, se impulsionou e foi mais fundo. Atingindo a próstata do parceiro e o ouviu gritar em êxtase enquanto se arqueava como um gato.

'Ótimo, achei' – pensou Kamus sorrindo.

Agora sim, não tinha mas jeito. Começara o ritmo ligeiramente cadenciado onde aquário atingia o ponto maximo de escorpião a cada estocada. Seu abdômen roçando gostosamente no membro do outro. Movimentos acelerados, gemidos incompreensíveis, sussurros ao ouvido, gritos de prazer! Entraram em um ponto sem volta, onde o prazer era a única razão para tudo, e o mundo se resumia naquele quarto onde os dois se amavam.

Em meio a espasmos e um grito primal, Milo teve seu clímax liberando-se entre seus corpos suados.

Kamus prosseguiu por mais alguns minutos, investindo com estocadas rápidas e fundas até alcançar seu próprio orgasmo libertando sua semente no interior de escorpião.

Logo em seguida caindo exausto sobre o corpo de Milo, que deixara escapar um ligeiro suspiro abafado.

Ficaram em silencio por algum tempo apenas ouvindo seus corações voltando ao ritmo normal e suas respirações que também se normalizava aos poucos.

Foi quando Milo começou a rir histericamente enchendo o quarto com sua risada alegre. Kamus não entendeu nada. Ergueu uma sobrancelha e perguntou:

- O que foi? O que é tão engraçado?

- Ai Kamyu... Nos somos dois idiotas! Precisamos brigar feio assim e nos separarmos para perceber que somos importantes um para o outro... isso quando já sabemos, pois é obvio! Nos amamos. EU o amo mais do que poderia compreender! Olha, me perdoe se sou meio impossível... Saiba que você é tudo para mim e que não posso viver sem você! Não importa o que meu pai diga... – Finalizou o escorpiano com um sorriso de orelha a orelha enquanto olhava Kamus nos olhos.

Aquário sorriu.

- Oh Miluxo... você tem razão, fomos dois tolos. Como podemos deixar algo tão pequeno nos separar quando nosso amor é tão importante!? Eu te amo pelo que você é, e saiba que você também é tudo para mim! Agora eu vejo que me viciei em você... Je t'ame mon cher! Como nunca amei ninguém em toda minha vida!

Os dois recomeçaram os beijos e caricias... Pelo visto aquela noite seria bem longa e interessante.

Na sexta casa zodiacal duas figuras um tanto exóticas conversavam enquanto tomavam seu chá da tarde...

- Eu não disse que não precisávamos nos meter Mu? Sabia que eles iam se entender... Eles se amam. Se amam como nos! – Comentou o loiro sorrindo.

- Sim, você tem razão... aliás, você sempre tem razão meu querido! – Retribuindo o sorriso, o ariano de cabelos lavanda procurou a mão do virginiano com a sua.

-- Fim! --

Bom Genteee... chegamos ao fim dessa pequena fic que foi uma parceria mais que maravilhosa entre eu e a minha tão querida Ká-chan!!XD

Espero que tenham gostado... e podem esperar que com certeza viram mais histórias sobre nossos douradinhos ... pois eu os amo...

bjinhos

Izayoi Taysho

(Keith-chan)