N/A: Finalmente terminei o segundo capítulo! Me desculpem, de verdade, pela demora. Não imaginei que fosse demorar tanto para eu ter uma idéia decente. Espero não desapontar!


Capítulo Dois: A Águia dos campos

A época era dos reis, do ouro e da caça às bruxas. Por conta dessa última característica, os Ravenclaw se viram obrigados a juntar suas riquezas e rumar para o norte, onde pequenas comunidades de bruxos estavam sendo criadas, para a proteção da raça e do segredo da magia. Fora um grande choque para o Rei ver um de seus ministros de confiança partir sem explicação.

O Duque Henry Ravenclaw era um nobre muito influente, conselheiro pessoal do Rei e bruxo talentosíssimo. Sua família era composta por sua esposa, Jocelyn Ravenclaw, uma mulher muito fechada e severa e suas duas preciosas filhas, a primogênita Eileen e a caçula Rowena. A adaptação fora muito difícil, principalmente para Eileen, que mantinha relacionamentos estreitos com muitas pessoas da corte e estava quase prometida em casamento para um jovem príncipe. Eileen era o que sua mãe chamava de "a filha perfeita". Quase um reflexo que sua mãe, Eileen era muito bonita, arrogante e valorizava demais o status e os títulos das pessoas com quem convivia, abominando as atitudes "plebéias" de sua jovem irmã. Rowena, como o pai, era uma jovem doce e muito inteligente, com poderes que sua mãe e irmã jamais sonhariam em ter, além de um jeito agradável de tratar as pessoas.

Durante muitos dias, Rowena não saiu da propriedade e já estava ficando entediada. Explorara cada canto do pequeno castelo onde estavam instalados e agora, queria conhecer seu exterior, mas sua mãe não a deixava.

- O inverno aqui é mais rigoroso Rowena – dizia sua mãe, toda vez que a garota tentava argumentar. – Não vai querer que sua pele resseque, não é? E se ficar doente, seu pai enlouqueceria! Lembre-se, sua desmiolada, da ultima vez em que ficou de cama! Tenha ao menos um pouco de consideração por sua família!

Rowena ouvia tudo isso todos os dias desde que chegara ali. Não era novidade que sua saúde tornara-se frágil desde a ultima vez que caíra de cama, mas não era para tanto também. Só queria sair de dentro daquelas paredes, respirar ar puro e levar sua águia de estimação para passear.


Foi numa manhã daquele triste inverno, que ela teve sua chance. O pai e a mãe estavam fora, comprando algo que ela não fazia questão de saber o que era, e a irmã continuava trancada em seu quarto na torre mais alta, escrevendo para as amigas do reino, reclamando de sua má sorte. Rowena se embrulhou em sua capa mais grossa, ajeitou os cabelos como mais gostava e deixou o castelo às escondidas. Não havia ultrapassado metade da estrada quando algumas criadas vieram correndo atrás dela, aos berros, mas a garota fingiu não ouvir e continuou, aumentando um pouco o passo, até se tornar uma breve corrida, soltando a águia para que esta a acompanhasse na liberdade do campo.

Rowena ria, enquanto os criados tentavam a todo custo alcança-la. Seus olhos estavam grudados na paisagem e só o que ela queria é que eles parassem de gritar para ela poder apreciar. Árvores, montanhas, um lago congelado e muita neve... Parecia até com aquelas telas que ela via na casa das pessoas que visitara com seus pais.

- Senhorita!! Senhorita!! Por favor... sua mãe vai mandar nos prender nas masmorras se a senhorita não estiver em casa – dizia uma das criadas, ofegando, à beira das lagrimas.

- Fique calma – respondia Rowena. – Eu só queria dar uma volta. Sinto-me mais prisioneira naquele castelo que todas vocês. Por favor... só mais alguns minutos – dizia, num tom suave e encantador.

As criadas não sabiam o que fazer. Dizer não, partiria o coração da jovem senhorita. Dizer sim, significaria morrer de frio nas masmorras. A mais velha delas se aproximou de Rowena e lhe disse, bondosamente:

- Não a vimos sair – e deu as costas, carregando consigo o resto das criadas.

Rowena sorriu-lhe e continuou sua fuga alucinada até a margem daquele lago. Estaria perdida se sua mãe a apanhasse ali. Mas valia o risco. Athena, sua águia pousou na luva de couro em seu braço, no momento em que sua atenção foi desviada para a outra margem.


Salazar parecia em transe. Godric tocou-lhe o ombro levemente, tentando desperta-lo, mas parecia impossível.

- Hei... Slytherin – chamou. – Vamos, ficar olhando pra ela não vai fazer você descobrir seu nome – brincou o loiro, puxando o amigo pelo braço em direção à jovem donzela.

- Ahh... Não... Gryffindor pára! – resmungava Salazar, enquanto Godric o arrastava pela neve. Não que o jovem Slytherin fosse tímido, nem nada o tipo, mas não sabia o que dizer quando chegasse lá, e não queria parecer um perfeito idiota na frente da desconhecida.

Tarde demais.

- Bom dia! – saudou Godric, do seu jeito cavalheiresco, sorrindo. – Eu e meu nobre amigo aqui gostaríamos se saber o nome da bela donzela.

Salazar lançou um olhar fulminante a Godric, soltando-se do mesmo e fazendo uma reverencia educada à garota. Rowena os mediu, de um jeito um tanto arrogante, procurando esconder o medo que sentia dos desconhecidos.

- Que eu saiba, a boa educação diz que vocês deveriam se apresentar antes de perguntar o nome de alguém – rebateu ela, de um jeito um pouco mais presunçoso do que pretendera ser.

- Certo. Perdão senhorita – disse Gryffindor, sem perder o sorriso, enquanto Slytherin corava furiosamente. E para Salazar Slytherin corar, era preciso muita coisa, uma vez que seu rosto sempre fora extremamente pálido. – Sou Godric A. Gryffindor, filho de Gregory Gryffindor II, o criador de cavalos do Norte – apresentou-se, com toda pompa. – E esse rapaz aqui ao meu lado...

- Cala a boca Gryffindor – rosnou Salazar. – Não preciso que fale como se fosse meu porta-voz. Perdoe a indiscrição do meu colega, ele costuma ser um tanto... Intempestivo. Sou Salazar Slytherin, e é um prazer conhecê-la senhorita.

Rowena não podia acreditar. Estava realmente impressionada e ao mesmo tempo, realmente envergonhada por tê-los tratado com desprezo. Conhecia suas famílias e há muito gostaria de conhecê-los também. Os famosos Gryffindor, cavaleiros notáveis, criadores dos melhores animais de todo o reino, conhecidos também pela notável beleza dos membros da família, e que agora possuíam um único herdeiro legítimo depois do acidente com a Sra. Gryffindor. Os Slytherin também não ficavam atrás. Eram uma família incrivelmente rica e poderosa, com negócios diversos em vários cantos do reino, desde extração de pedras preciosas até criação de animais de grande e pequeno porte.

- Eu que peço perdão senhores – disse ela, tornando-se mais gentil e amigável agora que sabia de quem se tratava. – Sou Rowena Ravenclaw, e desculpem-me pelo modo arredio como os tratei. Acabei de me mudar para o vilarejo e ainda não conheço ninguém como... os senhores sabem. Ninguém como nós. Fico imensamente satisfeita pela sorte com a qual acabo de ser agraciada – e fez uma leve reverência.

- Não precisa se desculpar Srta. Ravenclaw – disse Godric, que em momento nenhum se abalara. – Sei que posso ser assustador às vezes, mamãe sempre diz isso. E o prazer é totalmente nosso.

Rowena enfim sorriu. Salazar sentiu seus olhos presos nela como se ela tivesse sido enfeitiçada de alguma forma realmente poderosa. Godric meramente balançou a cabeça, rindo.

Naquele momento eles ouviram o som da neve sendo amassada por cascos de cavalos e lá vinham alguns homens montados. O do meio, de vestes carmim e cabelos castanhos levemente dourados era o Lord Gregory Gryffindor, montado em seu belo cavalo cor de champagne, a espada presa ao cinto, os cabelos muito longos presos e caindo ligeiramente sobre o ombro direito. À sua esquerda, de vestes negras e sóbrias, os cabelos e barbas muito negras ligeiramente despenteados pelo vento frio, vinha Edward Slytherin. À direita de Gryffindor, com um sorriso gentil, cabelos curtos e castanhos e um bigode engraçado, vestido de negro também mas com uma capa amarelo mostarda jogada sobre os ombros, vinha Antonin Hufflepuff, tio de Godric, irmão mais velho de sua mãe. E finalmente, à esquerda de Slytherin, trajando belas vestes, azul marinho, vinha Henry Ravenclaw, pai de Rowena. Os quatro vinham ainda acompanhados por uma escolta de cavaleiros ligados à família Gryffindor.

Lord Gregory acenou para os garotos, mas antes que pudesse se aproximar mais para dizer qualquer coisa, uma pequena figurinha de vestido amarelo-claro e capa branca surgiu do meio das patas dos cavalos e se atirou nas costas de Godric, o rosto pálido e sardento estampado com um lindo sorriso.

- Senti saudades primo! – disse ela, sorrindo para os demais.

- Também senti – respondeu Godric, sorrindo de volta para ela. – Como foi a viagem?


N/A: Agradeço a todos os reviews do capitula anterior (mesmo eu tento praticamente coagido a maioria de vcs a comentar! xD)... Me digam o que acharam desse capitulo e o que eu preciso melhorar, por favor!! Acho que é isso...

Ahh! Respondendo ao review da srta. V. Lovett (que foi a única pra quem eu não implorei que lesse a minha fic :D)... Bom, não pretendo fazer o Godric e o Salazar brigarem pela Rowena, uma vez que todas as fics que eu já li são assim... eu pretendo fazer algo diferente! Prefiro o God livre, leve e solto para todas nós xP...

No final desse capítulo aparece quem estava faltando e agora, quarteto está praticamente formada. Exceto por alguns desentendimentos no próximo capitulo (que eu pretendo não demorar tanto quanto esse para postar ;D)...

Obrigada novamente pelo apoio pessoal!!