Cap. XI – Quando o Futuro Simplesmente Acontece...

Nice, França. Era primavera, e mais um ano letivo tinha início por toda a Europa. Entre as alunas da Ecole d'Art de Nice, se destacava uma mulher, não somente por sua beleza incontestável, mas também por sua fama: Anne Cambeaux, filha do presidente daquele país.

Ela sorria, estava feliz: Estudava o que amava, e a vida lhe parecia perfeita. "Talvez ter saído de Paris me tenha feito bem", pensava todos os dias.

Sua vida agora estava mudada. Ela não vivia mais com o pai em Paris, nem com Domenique, que tinha ficado em sua cidade natal. Agora a garota de vinte anos morava com uma amiga, também filha de político, que quis "mudar de ares". Dos cinco seguranças que a acompanhavam, agora somente um permanecia: Olivier, pessoa de sua total confiança e que, para cidade como Nice, estava ótimo.

As duas amigas estavam sentadas em frente a uma réplica da "Fontana di Trevi", enquanto tomavam um suco e conversavam sem pressa em meio a risadas. Sim, Anne havia se tornado novamente a garota que devia ser.

Havia um ano desde sua última ida a Grécia. Desde aquela despedida, na recepção do hotel, com Kamus a sua frente lhe pedindo pra ficar e ela se negando, ela não tinha voltado para sua segunda pátria.

"Anne, eu sei que perdi muita coisa, mas eu não quero perder mais nada...".

O toque de um celular despertou Anne de seus últimos pensamentos. Que por ironia do destino, pareciam sempre ser os mesmo.

- É o seu, Anne! – disse Amelie.

- Ahn? O meu? – disse abrindo a bolsa.

Olhou o número pelo visor e reconheceu como grego. Teve uma sensação ruim, como se fosse um mal pressentimento. Respirou fundo e logo atendeu:

- Alô?

- Alô, Anne?

Seu coração disparou, sua face ruborizou e a amiga logo percebeu que aquela não era uma ligação qualquer. A garota abriu logo um largo sorriso ao ouvir novamente aquela tão conhecida voz.

- É da Grécia? É Miro?

Anne havia contado sobre grande parte do que viveu em solo grego, até para argumentar o porquê da mudança de cidade. Para a amiga, certamente. Para o pai, usou como desculpa o fato de a faculdade de Nice estar com um maior conceito do que a qual estudava, em Paris.

- Mu? Tudo bem?

Amelie continuou atenta à cada palavra. Podia não ser o primo da amiga, o qual pensou que era, mas ainda assim vinha de lá.

- Não muito bem, e você?

- Eu to bem.

Ouviu-o hesitar pela primeira vez ao telefone, e Mu é o tipo de pessoa que nunca o faz. Se ele falava de tal forma, era porque algo realmente não estava bem, e aquela sensação ruim parecia somente aumentar dentro dela.

- O que aconteceu? – perguntou em bom grego, o que agora provocou a frustração da outra.

- Anne, eu preciso que você venha ao Santuário urgentemente. – disse calmo.

- Ahn? – se surpreendeu a garota, que em um ano inteiro não tinha recebido esse "convite". – Tudo bem, no final de semana eu vou e...

- Não! – interrompeu. – Preciso que venha hoje, se possível.

- O que? – se surpreendeu mais ainda. – Mas hoje ainda é quarta! Eu tenho aulas e... – parou um pouco, enquanto a amiga gesticulava para que ela falasse do que se tratava. – É grave assim?

- Se não for logo, você pode se arrepender depois...

Respirou fundo e olhou no relógio: eram pouco mais de sete horas da manhã.

- Assim que acabar minha aula, eu faço minhas malas e vou, pode ser?

- o mais rápido que puder. – respondeu mais aliviado do outro lado da linha. – Estarei a sua espera.

- No Santuário?

- Sim, em frente à Primeira Casa, como de costume.

- Tudo bem, então. Até mais, Mu.

- Estarei te esperando, Anne. Até breve.

Anne desligou o telefone, pensativa: "O que será que aconteceu? Será que tudo mudou tanto assim em um ano?". No fundo, bem no fundo, sabia que não iria por bons motivos, mas não adiantava criar ilusões.

- Anne?

- Ahn... Oi?

- Você vai pra Grécia? – perguntou Amelie.

- Sim... – sorriu de soslaio.

- Pensei que você ia me chamar pra ir à Grécia! – riu.

- Não dessa vez, Ame. Vamos nas férias, prometo. –levantou-se

- Olha que vou cobrar, hein? – riu divertida. O companheirismo das duas erainegável. - Quando você vai?

- Depois da aula.

E assim entraram na sala de aula, onde Anne não se concentrou um minuto sequer, uma de suas favoritas. Estava ficando irritada, porque não conseguiria estar em Athenas no mesmo dia, já que o vôo teria duração de cerca de sete horas. Ligou para Olivier, sentindo-se mal por pedir o que estaria prestes a pedir, mas o fez: que arrumasse uma pequena mala e pegasse seu passaporte, encontrando-a no aeroporto em pouco minutos. Iriam para a Grécia.

Olivier a acompanhou. Anne pediu ao rapaz e à amiga para que não contassem ao seu pai sobre a viagem, afinal tinha em mente voltar no outro dia, e talvez o pai quisesse lhe privar dela. O vôo partiu cerca de uma hora depois da ligação de Mu, mesmo o correto sendo embarcar 2 horas antes do vôo. Ninguém conseguia negar um pedido da filha do presidente, tão querido pelo país.

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Athenas, Grécia. Novamente o luxuoso hotel próximo ao Egeu era a morada de Anne em solo grego. A suíte presidencial dos Les Elysees estava a sua disposição, mais uma vez. Para Olivier, o quarto que muitas vezes foi ocupado por Domenique, o conectado, para alguma eventualidade. A garota não se dirigiu ao hotel, pediu apenas ao amigo que o fizesse, e também pediu para que ele informasse na recepção que não poderiam dizer que ela estava no país. Por alguns momentos Anne se sentiu uma fugitiva, mas depois se deu conta de que era melhor assim.

Rumou sozinha ao Santuário. Desde sua primeira ida ao local, prometeu que não levaria ninguém até lá. Desceu do carro, se despedindo do segurança, e lhe dizendo que voltaria ainda naquele dia, ouvindo seus protestos de que não poderia ir sozinha.

Era cinco e meia da tarde. O Sol já se preparava para se por, ao fundo do Santuário. Anne avistou Mu a entrada, na casa de Áries. Um largo sorriso se estampou em seu rosto, enquanto ela ia à direção ao dourado.

- Mu! – sorriu e lhe deu um abraço.

- Anne... – retribuiu de forma mais simples e menos empolgada.

- O que aconteceu? Vim o mais rápido que pude.

- E eu lhe sou muito grato. – fez um sinal para que ela entrasse.

Anne sorriu em retribuição. Adentrou novamente a Casa de Áries, como há um ano atrás; parecia que não tinha mudado muita coisa dentro daquela sala que lhe chamava tanta atenção. Tudo estava estranhamente calmo, tranqüilo e silencioso. Ela resolveu quebrar o silêncio:

- Mu, o que aconteceu? Por que você...

- Deseja beber algo? O calor lá fora está muito forte. – interrompeu.

- Ahn? – perguntou surpresa. – Sim, obrigada.

Mu entregou o copo com o suco, que ela bebeu rapidamente, enquanto ele, com seu copo em mãos, mal bebericou.

- Mu, é a última vez que vou te perguntar. – disse em tom sério. – O que aconteceu?

O dourado pegou o copo da mão dela, e pôs sobre a mesa de centro. Desviou o olhar e lhe disse se voltando para a saída a Casa de Touro.

- Talvez devamos ir a Escorpião...

- Aconteceu algo com Miro? – perguntou aflita.

- Não... Quero dizer, sim. Algo aconteceu a todos nós... – disse de forma triste.

- O que foi?

O ariano apenas se calou. Seguiram andando até Escorpião. Passaram por Touro, e Aldebaran apenas olhou Anne a baixou a cabeça. Seguiram por Gêmeos, Câncer e em Leão, Aioria sequer respondeu ao seu cumprimento. Ela se sentiu frustrada. Em Virgem Shaka apenas meditava, parecendo ser o único ali que estava "normal". Finalmente atravessaram Libra e chegaram a Escorpião. Anne sentiu uma sensação estranha, e de súbito olhou para trás; viu uma espécie de aura negra cobrindo o local, e novamente voltou-se para Escorpião, vendo tudo normal novamente. Ficou assustada.

- Tá tudo bem? – perguntou o ariano surpreso.

- Ahan, tá sim! – disse concordando com a cabeça de forma afobada.

Mais alguns degraus, e Anne finalmente avistou o primo.

- Miro! – subiu depressa, indo de encontro ao rapaz.

- Anne... – e abraçou a prima com tanta força que parecia que ia quebrá-la ao meio. – Mon petit

- Há quanto tempo não me chamava assim... – e se perdeu em lembranças.

O escorpiano a olhou, enternecido; parecia que não a via por anos.

- Como você tá? Como anda tudo na França?

- Andam bem. Sigo minha faculdade em Nice agora, com Amelie.

- Hum, que bom.

Silenciaram-se. Anne fitou o primo, enquanto Mu só observava.

- Neste mês que se passou, mal tive notícias suas, Miro, você mal me ligou... O que aconteceu, pra você sequer lembrar que eu existia?

- Isso não é verdade! Nunca me esqueci de você, Anne. – fez uma leve pausa e então olhou para o ariano, que balançou a cabeça negativamente; não tinha lhe contado nada. – Nesse mês que se passou, muita coisa aconteceu.

- Onde estão Carlo, Dido, Shura...?

Os dois dourados se entreolharam. Sabiam que aquela pergunta seria feita em breve, ainda mais sendo a pessoa em questão aquela garota tão curiosa.

- Hein? Onde estão eles? Muitas de suas casas estavam vazias!

- Eu vou te levar até eles.

Miro concluiu essas palavras com uma expressão séria. Anne se perguntou se ele ainda estaria bravo por tudo que aconteceu no ano que havia passado, e se perdeu em lembranças. Não que as quisesse, mas elas simplesmente fluíam.

O escorpiano tocou sua mão e puseram-se a subir as escadas restantes, seguidos por Mu. As casas de Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes ficaram para trás. A francesa tentou não pensar em nada e apenas seguir reto, como se nada daquilo realmente importasse, embora tudo aquilo realmente importasse.

Miro parou frente às escadas da Décima Terceira Casa. Respirou fundo e finalmente as primeiras palavras saíram de sua boca.

- Anne, muita coisa mudou desde sua última visita. Alguns surgiram, uns se revelaram e outros desapareceram. – disse enquanto indicava um caminho diagonal entre as Casas de Peixes e do Mestre. – Aquele que nós obedecemos por anos finalmente se revelou. Descobrimos não só sua face, mas como seu caráter também. O Mestre, na verdade, sempre foi...

- Saga. – respondeu a garota com naturalidade.

- Você sabia? – se voltou bruscamente.

- Sim. – respondeu assustada. – Ele me falou, então pensei que vocês soubessem.

- Isso já não importa mais... – abaixou a cabeça.

Adentraram então em um jardim, das mais coloridas flores. Anne se sentiu tranqüila e reconfortada, e sua vontade era de parar ali, mesmo que fosse por alguns instantes. Mas não parecia a vontade do primo, e por sua seriedade, resolveu apenas segui-lo.

- Batalhas foram travadas neste solo sagrado, Anne. Pessoas que, mesmo com a vitória, se sentiram derrotadas. Bravos guerreiros em buscas de seus ideais.

A garota escutava tudo, mas não entendia muito; não parecia ter nexo algum.

- Aioria finalmente dormiu em paz depois de anos rotulado como "irmão do traidor". O traidor na verdade era Saga, – nessa hora pôde observar uma careta por parte da garota. – e não Aioros. Foi Saga quem tentou matar Athena.

- O que? Isso é absurdo!

- É a mais pura verdade, infelizmente.

- Não, Saga não faria isso.

Anne começou a se lembrar da hospitalidade de Saga, o Mestre. Não, ele jamais cometeria tal atentado, mas Miro também não teria por que mentir. Anne estava confusa, para ela nada daquilo tinha nexo algum, ou algum sentido.

Quando Anne voltou a si, se viu na frente de uma grande construção. Ela parecia ser muito antiga, mas permanecia bem conservada, o que fazia com que ela aparentasse um tempo menor do que ela realmente teria, pensou a garota. Sabia que no Santuário nada era novo ou recém-construído, o que a deixava maravilhada com o lugar.

- Consegue ler o que tá escrito, Anne?

Ainda maravilhada, leu a inscrição, a única parte que indicava que muito tempo havia se passado desde que aquele templo fora construído. Uma leve brisa de primavera soprou enquanto a garota forçava os olhos para ler o que estava escrito, em vão.

- Não, - disse depois de pouco tempo. – está escrito em um grego muito antigo, não consigo entender.

- Quer dizer "Descanso dos Eternos". – sussurrou Mu em seu ouvido, fazendo assim sua primeira participação na conversa.

- Descanso dos... – disse Anne depois te ter olhado para o ariano, assustada. – Eternos?

- Sim, isso mesmo.

- Mas isso... – parou pensativa. – Não é uma alusão aos Campos Elíseos?

- Já ouviu falar dos Campos Elíseos? – perguntou Mu curioso.

- Óbvio que sim, a principal avenida de Paris tem esse nome. Além do mais, terminei meus estudos aqui na Grécia, ainda que em Delfos, e não em Athenas...

- Hum, interessante... Então sabe o que são os Campos Elíseos?

- Sim, e achei interessante este jardim junto ao "Descanso dos Eternos".

- Talvez, Anne... – suspirou Miro. – Talvez.

Miro continuou cabisbaixo. Anne olhou novamente a entrada, ansiosa pelo que encontraria atrás daquela grande porta, ao passo que Mu observava tudo calado.

- Não vai me levar até eles, Miro?

O dourado respirou fundo e os três subiram as escadarias. Um cosmo lilás se fazia cada vez mais presente, mas era como se ele nem estivesse ali. A francesa nem sabia de sua existência, e os cavaleiros não saiam do clima fúnebre que estavam. O escorpiano continuou:

- Aqui residem os mais bravos heróis, grandes guerreiros de várias gerações...

Anne sentiu um leve arrepio e teve a sensação de que iria desmaiar, como se alguma coisa estivesse tentando avisá-la o que estava por vir, mas ela logo voltou a si e os três novamente se puseram a caminhar pelo corredor.

- Pessoas que tiveram seus nomes escritos na história. – continuou Miro em uma sobriedade que não parecia ser sua. – Da melhor ou da pior forma possível...

- Miro, não tô entendendo...

- Cavaleiros, – continuou sem se importar. – amigos, inimigos, irmãos... Nem sei mais...

Pararam frente à última porta do lado esquerdo do corredor.

- É aqui que eles estão? – perguntou curiosa.

- Sim. – desabafou.

Anne olhou para a grande porta, reluzente como ouro, com várias inscrições e dizeres em um grego arcaico. Deu um passo à frente, para admirar tamanha beleza, e então pôde ver que aquela porta nada mais era do que o retrato do universo.

- Mas espera... – hesitou. – Várias gerações de cavaleiros, vários heróis, bravos guerreiros... Mortais não são eternos, como o próprio nome diz.

Os cavaleiros agora sentiam o peso do amargor e da tristeza. Ambos ficaram cabisbaixos e não falaram uma palavra sequer. Anne se voltou para eles e ficou entristecida só com o olhar deles, mas isso não a deixou que parasse seus dizeres:

- Que eu saiba, cavaleiros não são deuses, são pessoas escolhidas por eles. Então, – voltou-se novamente a porta. – se os rapazes estão aqui, se eles estão representando constelações do universo, isso quer dizer que...

- Abra a porta, Anne.

Ela voltou-se para Mu, que lhe havia dado tal ordem, como se quem perguntasse se podia mesmo. Miro sequer conseguia dizer algo. O ariano fez que sim com a cabeça, e então Anne empurrou a porta.

- Oh mon dieu!

Foi a última coisa que se ouviu antes de ela levar as mãos à boca, tentando conter a surpresa e o espanto de ver tal cena em um lugar tão belo e tranqüilo.

- Isso são lápides! Lápides! – disse chocada. – E se eles estão aqui...

Não conseguiu terminar o resto. Sua expressão havia passado de espanto para desespero. Ela se aproximou do pentágono que as lápides formavam e, em cima de cada uma delas, viu um signo zodiacal.

- Shura! Carlo! Dido! Saga! Kam.. Kam... Kamyu!

Ficou frente a frente com o local sagrado a Aquário, e então as lágrimas que já se faziam presentes se tornaram mais constantes e mais intensas, e agora vertiam copiosamente.

- Vocês... Não...

As palavras saiam de forma dolorosa até que a voz tornou-se falha. Estagnada, ela caiu de joelhos no chão, ainda em choque. Talvez ela nunca tivesse chorado tanto em sua vida, nem mesmo na morte da mãe.

- Por que...? Por que...? – repetia baixinho.

- A gente pensou muito antes de te ligar, Anne. Não queríamos vê-la nesse estado e... -

- Pensaram em me esconder? – voltou-se para os dois com ira.

- Não, tentamos esquecer... – desabafou Miro.

- Tem sido difícil para todos nós, Anne. Tente entender... – continuou Mu.

- Entender? Quer mesmo que eu entenda? – perguntou ainda brava. – Como entender essas mortes? Como entender que o próximo pode ser meu único primo? Como entender que, quando fico feliz de verdade em anos, a vida deve continuar como nada daquilo tivesse acontecido? Como entender que agora que fui bem aceita em um lugar onde as pessoas realmente gostam de mim, esse lugar não existe mais? – disparou chorosa. - Como entender que demorei cinco anos pra encontrar Kamyu e agora... Agora...

Desabou em lágrimas novamente. Chorou muito, e tanto, e mais até que seu corpo suportava. E novamente eles se entreolhavam, pesarosos, pensando que a reação da garota fosse a semelhante a que eles teriam se não fossem quem eram.

Aioria também chegou ao recinto, que não gostava muito de ir. Depois de descobrir toda a verdade sobre o que aconteceu há mais de uma década atrás, queria, mais que nunca, que o corpo do irmão estivesse ali, representando "Sagitário" de sua geração. Mas Aioros foi por anos o traidor, e por isso esquecido. Olhou para a garota, que permanecia próxima ao tumulo de Kamus, e sentiu nela a mesma dor que ele já havia sentido antes.

- Pelo visto ela já soube... – disse entristecido.

- Em partes... – respondeu Mu em um clima igualmente fúnebre.

Os dois então observaram o momento que Miro foi ao encontro da prima. Abaixou-se ante ela e a abraçou ternamente, enquanto ela ainda chorava como antes, mas agora estava reconfortada nos braços de quem tanto amava. O escorpiano afagava-lhe os cabelos, tentando acalmá-la, mas continuava a soluçar desesperadamente.

[Continua...

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N/A

Drama, drama e drama! Agora começa, gente!

Acho que ficou meio óbvio, né? Essa fic se passa antes da batalha do Santuário, e agora começam as revelações. Claro que o Miro não gostou de ser o porta voz do Apocalipse, mas alguém tinha que fazê-lo, né?

Bom, obrigada a todos que estão acompanhando essa história, que está chegando ao fim depois de quase 3 anos da idéia inicial!

Beijos!