Disclaimer: personagens e lugares pertencem a JK Rowling, bla,bla,bla, ...
...
Narcisa agarrou a mão do filho. Uma madeixa do seu cabelo loiro caiu-lhe para a testa e um sorriso doce, mas amedrontado, surgiu nos seus lábios vermelhos.
- Ora conta-me lá essa história que eu ainda não entendi nada do que me estás a dizer!
Os seus olhos azuis pareciam convidativos e pareceu a Draco que a mãe lhe aparecia agora numa nova luz: a da confiança. Tinha a impressão que Narcisa seria diferente de Leigh, não iria convencê-lo a esquecer-se de Hermione para sempre sob pena de revelar a verdade a Lucius. Não! A mãe era alguém em quem ele podia confiar!
- A mãe lembra-se daquele dia, há quase uma semana atrás, quando o pai teve outro ataque daqueles e eu saí? Eu fui tomar uns copos e voltei bastante tarde...os tios ainda não tinham chegado.
Narcisa acenou afirmativamente com a cabeça.
- Bom, eu conheci uma mulher no bar onde fui. Uma muito bonita e acabei por me meter com ela. Estava já um pouco bêbado, confesso, e provavelmente foi a essa a razão por o ter feito, mas a verdade é que eu não consegui esquecê- la! Não consegui, por muito mais que tentasse!
- Filho, –sussurrou Narcisa –tu não és obrigado a namorar a tua prima Leigh! É verdade que o teu pai ia adorar, mas não penses que é uma obrigação! Tu és livre de gostares de quem quiseres!
- O problema não é esse! Eu não posso gostar dela...
- Porquê? Não me digas que ela era um fantasma...
Draco olhou-a, desesperado. Queria contar-lhe tudo, tudo aquilo que lhe chegara ao coração desde aquele dia. Mas as palavras enrolavam-se na sua língua e voltavam para trás, saindo apenas sílabas soltas. Ao ver o estado do filho, Narcisa abriu os olhos e o rapaz teve a impressão de ver a mulher amedrontada. Será que era sensato contar-lhe? Por muito que tivesse medo, lá no fundo ele acreditava que sim.
- Mãe, era ela, a rapariga... –e apontou para a revisa abandonada em cima da mesa, ainda aberta na reportagem com o Potter e os amigos. Aquele sorriso radioso...
Narcisa olhou para o "Semanário das Bruxas" e viu-a. Sim, ela sabia bem quem era Hermione Granger! Já por várias vezes que Draco falara dela, já por várias vezes a vira, quando acompanhava o marido e o filho a um evento importante como um jogo de Quidditch ou o lançamento de um livro. Também sabia que ela fora a melhor aluna de Hogwarts e trabalhava actualmente no Ministério da Magia (em que departamento é que ela não sabia) –apesar de ser novinha, era muito inteligente –bem como que era uma das melhores amigas de Harry Potter e nascera no seio de uma família Muggle. Achava que ela era bonita; não tão bonita como outras raparigas, como Leigh Maloney, mas era bonita o suficiente para o filho olhar para ela de outro modo diferente.
Suspirou profundamente. Draco olhou-a, receoso com aquilo que ela iria dizer em seguida. Narcisa devolveu-lhe o olhar e, calmamente, perguntou- lhe:
- Foi a primeira vez que sentiste isso por ela?
- O que é que quer dizer com isso?
- Ora, Draco, não nos apaixonamos por uma pessoa que dizemos odiar assim sem mais nem menos, num piscar de olhos! Ou achaste que era tempo de te apaixonares a sério e escolheste a primeira mulher bonita que te surgiu à frente?
Não, ele sabia que não fora isso. Mas também não sabia explicar porque é que tal acontecera! Apenas se lembrava de se sentir tonto, a tremer, com o coração aos saltos dentro de si assim que a via, desde aquele dia.
- Sabes, uma coisa que eu sempre achei muita graça, apesar de nunca o ter confessado ao teu pai ou até mesmo a ti, foi a maneira como te referias a essa rapariga! –progrediu ela, sorrindo docemente –Dizias que a odiavas com uma força incrível, mas quando estavas de férias era só "A Granger agora arma-se por ser a melhor amiga do testa de cicatriz", "A Granger tirou as melhores notas da escola", "A Granger isto...", "A Granger aquilo..."! Comecei a perguntar-me se não estarias a tornar-te fanático ou qualquer coisa assim!
Draco franziu as sobrancelhas, mostrando à mãe que não estava a entender onde é que ela queria chegar com aquela conversa.
- Lembras-te de daquele Baile de Natal, quando estavas no quarto ano de Hogwarts? Tu mandaste-me uma carta sobre isso...disseste que gostaste muito dele e assim, mas também me contaste como a tinhas visto com o Krum, o jogador búlgaro que saía em todas as revistas! Parecias tão diferente naquela carta...
- Foi a primeira vez que a vi daquela maneira! Ela estava...bom, para a Granger dentuça e cabeluda que era, até estava bastante bonita...
- Confessa a verdade, Draco: tu sempre tiveste um fraquinho por ela, por mais pequeno que ele fosse! Isso sim foi o que aconteceu! Mas com medo daquilo que te podia acontecer, nunca o quiseste demonstrar a ninguém, nem mesmo à tua própria pessoa! Hoje, esse fraquinho tornou-se mais forte que nunca e tu deixaste de ter armas para o combater.
As mãos da senhora estavam unidas ás do jovem. O seu olhar transmitia segurança e parecia a Draco que ela tinha alguma razão naquilo que dizia. Mas era difícil de acreditar; como é que pudera estar apaixonado durante tanto tempo por alguém e nunca ter percebido tal?
- Não pode ser, mãe! –murmurou ele, baixando a sua cabeça loira –Desde que a conheço que a trato mal, de uma maneira totalmente humilhante! Eu magoava- a sempre que tinha oportunidade...
- Porque tu próprio estavas magoado! Sei bem como é que tu és! Só estás feliz quando aqueles que te magoam ficam magoados contigo de alguma maneira! E provavelmente foi o que aconteceu aqui!
Será? Poderia haver alguma verdade naquilo que Narcisa lhe confessava? Será que vivera enganado durante todos aqueles anos, vivendo apaixonado por quem pensava odiar? Será que vivera uma vida apaixonado, pensando que o amor era uma coisa que não existia para ele? E fora a mãe que descobrira...ela sabia- o e nunca lhe contara nada! Ao ver a descontracção nos olhos dele, ganhou coragem para contar o resto da história que tinha para contar:
- Ela foi a primeira pessoa com quem me preocupei de verdade! Hermione teve uns problemas...o namorado traiu-a e vi-a a chorar por causa disso. Quando a vi naquele estado, só me apeteceu correr para a abraçar e consolar. Mas ela não deixou...fugiu de mim, eu bem vi o medo no olhar dela quando se afastou de mim naquela noite.
Na revista em cima da mesa, Hermione continuava a sorrir e a dizer adeus para a câmara.
- Ontem convidei-a para um encontro no bar, para lhe confessar tudo aquilo que sentia por ela. E fi-lo! Mas ela não acreditou naquilo que lhe disse, apenas fugiu tal como tinha feito antes. No entanto, quando viemos para a rua, no meio da neve, eu...eu acabei por beijá-la! Mãe, por favor, o que é se passa comigo?
- Simplesmente, apaixonaste-te!
- Ora, eu já me apaixonei antes e não era nada parecido com isto que sinto agora!
- Não, filho, tu pensas que te apaixonaste! Existe uma diferença nesses termos! Achas que se estivesses apaixonado de verdade, abandonavas as tuas pobres namoradas no dia seguinte a começarem o namoro? Isso não é amor, Draco... Só agora é que o conheces realmente e daí que não o saibas distinguir.
Lá fora, a neve continuava a cair com força, mas o fogo da lareira aquecia o ambiente no Salão. Ali sozinhos, mãe e filho não largavam as mãos um do outro. Narcisa estava feliz por aquele momento: desde sempre que Draco preferia fechar-se a revelar a alguém aquilo que o atormentava e, ao ver que o filho tinha confiança nela e lhe contara aquilo que se passava, sentia-se feliz.
- Estava muito preocupada contigo, ultimamente! –contou ela, como quem revela um segredo –Pensei que fosse algo muito grave!
- Mas isto é grave!
- Draco, lá porque o teu pai tem aquela mania das grandezas, não quer dizer que sejam todos iguais a ele! O sangue que vos corre nas veias é igual: vermelho e mágico –tu por família, ela por destino. E mesmo que ela fosse uma simples Muggle, o que interessa é aquilo que vos une e não o que vocês são!
- Se o pai a ouvisse...
- Lucius tem de aprender que as coisas mudam e os outros não são menos que nós! Ele quis-te passar essa imagem e olha o que aconteceu: passaste metade da tua vida enganado nos teus sentimentos. Querias seguir os ensinamentos dele e foste obrigado a matar o que sentias. É tempo de mudar!
Sorriu e, inesperadamente, teve a recompensa por aquele conforto: Draco passou os braços á volta do seu pescoço e assim ficaram durante uns minutos, num abraço apertado. Algures na mansão, bateram as onze horas da noite.
- Bem, acho que me vou deitar! –disse ele, assim que largou a mãe –Obrigada por me ouvir. E por favor, nem uma palavra ao pai!
- Não te preocupes, se ele vier a descobrir, será apenas através de ti!
- «Espero bem que sim!» –pensou Draco, relembrando as palavras de Leigh.
Virou costas e preparava-se para abandonar o salão quando Narcisa o interrompeu:
- Draco! –o rapaz olhou para ela –Que pensas tu fazer em relação a essa rapariga?
- Não sei –suspirou ele, desviando o olhar –Depende daquilo que ela quiser. Mas com aquilo que conheço sobre ela...duvido muito que tenha qualquer hipótese com ela!
Despediu-se novamente, tendo ainda presente na memória a face triste da mãe perante a última frase que ele dissera. Sabia bem que o único desejo dela era ver o seu rebento feliz, não importava com quem –bruxa ou Muggle, rica ou pobre, era tudo igual. Pois ela sabia bem o inferno que era viver um casamento sem amor...
Draco subiu a escadaria em direcção ao seu quarto. Lucius permanecia trancado no escritório, a sua divisão preferida, sem fazer barulho nenhum. Com sorte, talvez ele estivesse já a dormir e não acordasse durante a noite. Logo a seguir, passou frente ao quarto de Leigh, mas nem sequer parou. Estava zangado por ela ter coragem de lhe fazer aquela chantagem! Como podia ela ser tão insensível? A resposta era clara: quem sai aos seus...
E assim Draco prosseguiu o seu caminho, sem fazer a mínima ideia que, naquele exacto momento, Narcisa Malfoy permanecia sentada no sofá, de olhos fechados, com as mãos cruzadas. E enquanto abanava o corpo, três palavras saíam da sua boca no mesmo ritmo:
- Ele tinha razão! Ele tinha razão! Ele tinha razão!...
A neve continuava a cair naquela noite. Bem a conseguia ver através da janela da divisão. Á luz fraca da varinha, seguia com os seus olhos azuis o traço negro no pedaço de pergaminho à sua frente: um verdadeiro mapa do Reino Unido! Apenas com um simples feitiço, poderia encontrar quem quer que fosse que vivesse na ilha; um objecto importante e muito útil também, resultado da ganância de tantas mentes brilhantes que povoavam o mundo.
O coração batia aceleradamente contra o seu peito á medida que o traço percorria o papel. Parecia que a paciência já se estava a gastar, mas, daí a pouco tempo, acabou por conseguir o que queria: a morada dela. Anotou-a num papel que ali tinha perto e, ao ver o sinal no pergaminho, não resistiu a deixar escapar um sorriso irónico.
- Bingo!
Continua...
N/A: obrigados especiais a:
Slayer Malfoy: órfã? Oh, espero bem que não fiques, uahaha !! Vou esforçar- me muito para não levar muito tempo, mas agora vem lá uma época difícil...espero que continues a ler sempre que possível. =D
??????????: cada vez me admiro mais com a tua capacidade de arranjar nomes! Uahahahaha...meu apoio moral, espero que continues por aqui a ajudar-me, não é? Jinhos... e obrigada.
JanePotter: vixi, tu adoras a Leigh, não é? Sim...quem sabe que fará o Draco...espero que continues a ler a fic e a deixar reviews. Aqui a Belinha agradece.
BabyAngel: espero que tenhas também gostado deste capítulo e que estejas á espera do próximo. Eheh... obrigada pela mensagem, jinhos sempre!
Pandora: andavas desaparecida, nina!! Ah, desculpa desiludir-te neste capítulo, mas espera um pouco mais que logo verás o que acontece ao nosso pobre Draco! Obrigada e aparece sempre!!
Desculpem ser rápida, mas não tenho mesmo quase tempo nenhum. Estes capítulos andam assim meio secantes, ah, só espero que os achem mais "activos" para a frente! Obrigada a todos e espero que continuem a acompanhar os próximos capítulos.
Próximo capítulo: quais os planos de Leigh para conseguir aquilo que quer?
...
Narcisa agarrou a mão do filho. Uma madeixa do seu cabelo loiro caiu-lhe para a testa e um sorriso doce, mas amedrontado, surgiu nos seus lábios vermelhos.
- Ora conta-me lá essa história que eu ainda não entendi nada do que me estás a dizer!
Os seus olhos azuis pareciam convidativos e pareceu a Draco que a mãe lhe aparecia agora numa nova luz: a da confiança. Tinha a impressão que Narcisa seria diferente de Leigh, não iria convencê-lo a esquecer-se de Hermione para sempre sob pena de revelar a verdade a Lucius. Não! A mãe era alguém em quem ele podia confiar!
- A mãe lembra-se daquele dia, há quase uma semana atrás, quando o pai teve outro ataque daqueles e eu saí? Eu fui tomar uns copos e voltei bastante tarde...os tios ainda não tinham chegado.
Narcisa acenou afirmativamente com a cabeça.
- Bom, eu conheci uma mulher no bar onde fui. Uma muito bonita e acabei por me meter com ela. Estava já um pouco bêbado, confesso, e provavelmente foi a essa a razão por o ter feito, mas a verdade é que eu não consegui esquecê- la! Não consegui, por muito mais que tentasse!
- Filho, –sussurrou Narcisa –tu não és obrigado a namorar a tua prima Leigh! É verdade que o teu pai ia adorar, mas não penses que é uma obrigação! Tu és livre de gostares de quem quiseres!
- O problema não é esse! Eu não posso gostar dela...
- Porquê? Não me digas que ela era um fantasma...
Draco olhou-a, desesperado. Queria contar-lhe tudo, tudo aquilo que lhe chegara ao coração desde aquele dia. Mas as palavras enrolavam-se na sua língua e voltavam para trás, saindo apenas sílabas soltas. Ao ver o estado do filho, Narcisa abriu os olhos e o rapaz teve a impressão de ver a mulher amedrontada. Será que era sensato contar-lhe? Por muito que tivesse medo, lá no fundo ele acreditava que sim.
- Mãe, era ela, a rapariga... –e apontou para a revisa abandonada em cima da mesa, ainda aberta na reportagem com o Potter e os amigos. Aquele sorriso radioso...
Narcisa olhou para o "Semanário das Bruxas" e viu-a. Sim, ela sabia bem quem era Hermione Granger! Já por várias vezes que Draco falara dela, já por várias vezes a vira, quando acompanhava o marido e o filho a um evento importante como um jogo de Quidditch ou o lançamento de um livro. Também sabia que ela fora a melhor aluna de Hogwarts e trabalhava actualmente no Ministério da Magia (em que departamento é que ela não sabia) –apesar de ser novinha, era muito inteligente –bem como que era uma das melhores amigas de Harry Potter e nascera no seio de uma família Muggle. Achava que ela era bonita; não tão bonita como outras raparigas, como Leigh Maloney, mas era bonita o suficiente para o filho olhar para ela de outro modo diferente.
Suspirou profundamente. Draco olhou-a, receoso com aquilo que ela iria dizer em seguida. Narcisa devolveu-lhe o olhar e, calmamente, perguntou- lhe:
- Foi a primeira vez que sentiste isso por ela?
- O que é que quer dizer com isso?
- Ora, Draco, não nos apaixonamos por uma pessoa que dizemos odiar assim sem mais nem menos, num piscar de olhos! Ou achaste que era tempo de te apaixonares a sério e escolheste a primeira mulher bonita que te surgiu à frente?
Não, ele sabia que não fora isso. Mas também não sabia explicar porque é que tal acontecera! Apenas se lembrava de se sentir tonto, a tremer, com o coração aos saltos dentro de si assim que a via, desde aquele dia.
- Sabes, uma coisa que eu sempre achei muita graça, apesar de nunca o ter confessado ao teu pai ou até mesmo a ti, foi a maneira como te referias a essa rapariga! –progrediu ela, sorrindo docemente –Dizias que a odiavas com uma força incrível, mas quando estavas de férias era só "A Granger agora arma-se por ser a melhor amiga do testa de cicatriz", "A Granger tirou as melhores notas da escola", "A Granger isto...", "A Granger aquilo..."! Comecei a perguntar-me se não estarias a tornar-te fanático ou qualquer coisa assim!
Draco franziu as sobrancelhas, mostrando à mãe que não estava a entender onde é que ela queria chegar com aquela conversa.
- Lembras-te de daquele Baile de Natal, quando estavas no quarto ano de Hogwarts? Tu mandaste-me uma carta sobre isso...disseste que gostaste muito dele e assim, mas também me contaste como a tinhas visto com o Krum, o jogador búlgaro que saía em todas as revistas! Parecias tão diferente naquela carta...
- Foi a primeira vez que a vi daquela maneira! Ela estava...bom, para a Granger dentuça e cabeluda que era, até estava bastante bonita...
- Confessa a verdade, Draco: tu sempre tiveste um fraquinho por ela, por mais pequeno que ele fosse! Isso sim foi o que aconteceu! Mas com medo daquilo que te podia acontecer, nunca o quiseste demonstrar a ninguém, nem mesmo à tua própria pessoa! Hoje, esse fraquinho tornou-se mais forte que nunca e tu deixaste de ter armas para o combater.
As mãos da senhora estavam unidas ás do jovem. O seu olhar transmitia segurança e parecia a Draco que ela tinha alguma razão naquilo que dizia. Mas era difícil de acreditar; como é que pudera estar apaixonado durante tanto tempo por alguém e nunca ter percebido tal?
- Não pode ser, mãe! –murmurou ele, baixando a sua cabeça loira –Desde que a conheço que a trato mal, de uma maneira totalmente humilhante! Eu magoava- a sempre que tinha oportunidade...
- Porque tu próprio estavas magoado! Sei bem como é que tu és! Só estás feliz quando aqueles que te magoam ficam magoados contigo de alguma maneira! E provavelmente foi o que aconteceu aqui!
Será? Poderia haver alguma verdade naquilo que Narcisa lhe confessava? Será que vivera enganado durante todos aqueles anos, vivendo apaixonado por quem pensava odiar? Será que vivera uma vida apaixonado, pensando que o amor era uma coisa que não existia para ele? E fora a mãe que descobrira...ela sabia- o e nunca lhe contara nada! Ao ver a descontracção nos olhos dele, ganhou coragem para contar o resto da história que tinha para contar:
- Ela foi a primeira pessoa com quem me preocupei de verdade! Hermione teve uns problemas...o namorado traiu-a e vi-a a chorar por causa disso. Quando a vi naquele estado, só me apeteceu correr para a abraçar e consolar. Mas ela não deixou...fugiu de mim, eu bem vi o medo no olhar dela quando se afastou de mim naquela noite.
Na revista em cima da mesa, Hermione continuava a sorrir e a dizer adeus para a câmara.
- Ontem convidei-a para um encontro no bar, para lhe confessar tudo aquilo que sentia por ela. E fi-lo! Mas ela não acreditou naquilo que lhe disse, apenas fugiu tal como tinha feito antes. No entanto, quando viemos para a rua, no meio da neve, eu...eu acabei por beijá-la! Mãe, por favor, o que é se passa comigo?
- Simplesmente, apaixonaste-te!
- Ora, eu já me apaixonei antes e não era nada parecido com isto que sinto agora!
- Não, filho, tu pensas que te apaixonaste! Existe uma diferença nesses termos! Achas que se estivesses apaixonado de verdade, abandonavas as tuas pobres namoradas no dia seguinte a começarem o namoro? Isso não é amor, Draco... Só agora é que o conheces realmente e daí que não o saibas distinguir.
Lá fora, a neve continuava a cair com força, mas o fogo da lareira aquecia o ambiente no Salão. Ali sozinhos, mãe e filho não largavam as mãos um do outro. Narcisa estava feliz por aquele momento: desde sempre que Draco preferia fechar-se a revelar a alguém aquilo que o atormentava e, ao ver que o filho tinha confiança nela e lhe contara aquilo que se passava, sentia-se feliz.
- Estava muito preocupada contigo, ultimamente! –contou ela, como quem revela um segredo –Pensei que fosse algo muito grave!
- Mas isto é grave!
- Draco, lá porque o teu pai tem aquela mania das grandezas, não quer dizer que sejam todos iguais a ele! O sangue que vos corre nas veias é igual: vermelho e mágico –tu por família, ela por destino. E mesmo que ela fosse uma simples Muggle, o que interessa é aquilo que vos une e não o que vocês são!
- Se o pai a ouvisse...
- Lucius tem de aprender que as coisas mudam e os outros não são menos que nós! Ele quis-te passar essa imagem e olha o que aconteceu: passaste metade da tua vida enganado nos teus sentimentos. Querias seguir os ensinamentos dele e foste obrigado a matar o que sentias. É tempo de mudar!
Sorriu e, inesperadamente, teve a recompensa por aquele conforto: Draco passou os braços á volta do seu pescoço e assim ficaram durante uns minutos, num abraço apertado. Algures na mansão, bateram as onze horas da noite.
- Bem, acho que me vou deitar! –disse ele, assim que largou a mãe –Obrigada por me ouvir. E por favor, nem uma palavra ao pai!
- Não te preocupes, se ele vier a descobrir, será apenas através de ti!
- «Espero bem que sim!» –pensou Draco, relembrando as palavras de Leigh.
Virou costas e preparava-se para abandonar o salão quando Narcisa o interrompeu:
- Draco! –o rapaz olhou para ela –Que pensas tu fazer em relação a essa rapariga?
- Não sei –suspirou ele, desviando o olhar –Depende daquilo que ela quiser. Mas com aquilo que conheço sobre ela...duvido muito que tenha qualquer hipótese com ela!
Despediu-se novamente, tendo ainda presente na memória a face triste da mãe perante a última frase que ele dissera. Sabia bem que o único desejo dela era ver o seu rebento feliz, não importava com quem –bruxa ou Muggle, rica ou pobre, era tudo igual. Pois ela sabia bem o inferno que era viver um casamento sem amor...
Draco subiu a escadaria em direcção ao seu quarto. Lucius permanecia trancado no escritório, a sua divisão preferida, sem fazer barulho nenhum. Com sorte, talvez ele estivesse já a dormir e não acordasse durante a noite. Logo a seguir, passou frente ao quarto de Leigh, mas nem sequer parou. Estava zangado por ela ter coragem de lhe fazer aquela chantagem! Como podia ela ser tão insensível? A resposta era clara: quem sai aos seus...
E assim Draco prosseguiu o seu caminho, sem fazer a mínima ideia que, naquele exacto momento, Narcisa Malfoy permanecia sentada no sofá, de olhos fechados, com as mãos cruzadas. E enquanto abanava o corpo, três palavras saíam da sua boca no mesmo ritmo:
- Ele tinha razão! Ele tinha razão! Ele tinha razão!...
A neve continuava a cair naquela noite. Bem a conseguia ver através da janela da divisão. Á luz fraca da varinha, seguia com os seus olhos azuis o traço negro no pedaço de pergaminho à sua frente: um verdadeiro mapa do Reino Unido! Apenas com um simples feitiço, poderia encontrar quem quer que fosse que vivesse na ilha; um objecto importante e muito útil também, resultado da ganância de tantas mentes brilhantes que povoavam o mundo.
O coração batia aceleradamente contra o seu peito á medida que o traço percorria o papel. Parecia que a paciência já se estava a gastar, mas, daí a pouco tempo, acabou por conseguir o que queria: a morada dela. Anotou-a num papel que ali tinha perto e, ao ver o sinal no pergaminho, não resistiu a deixar escapar um sorriso irónico.
- Bingo!
Continua...
N/A: obrigados especiais a:
Slayer Malfoy: órfã? Oh, espero bem que não fiques, uahaha !! Vou esforçar- me muito para não levar muito tempo, mas agora vem lá uma época difícil...espero que continues a ler sempre que possível. =D
??????????: cada vez me admiro mais com a tua capacidade de arranjar nomes! Uahahahaha...meu apoio moral, espero que continues por aqui a ajudar-me, não é? Jinhos... e obrigada.
JanePotter: vixi, tu adoras a Leigh, não é? Sim...quem sabe que fará o Draco...espero que continues a ler a fic e a deixar reviews. Aqui a Belinha agradece.
BabyAngel: espero que tenhas também gostado deste capítulo e que estejas á espera do próximo. Eheh... obrigada pela mensagem, jinhos sempre!
Pandora: andavas desaparecida, nina!! Ah, desculpa desiludir-te neste capítulo, mas espera um pouco mais que logo verás o que acontece ao nosso pobre Draco! Obrigada e aparece sempre!!
Desculpem ser rápida, mas não tenho mesmo quase tempo nenhum. Estes capítulos andam assim meio secantes, ah, só espero que os achem mais "activos" para a frente! Obrigada a todos e espero que continuem a acompanhar os próximos capítulos.
Próximo capítulo: quais os planos de Leigh para conseguir aquilo que quer?
