Disclaimer: personagens e lugares pertencem a JK Rowling e á Warner
Brothers, bla,bla,bla,...
(N/A: OK, eu não sei o que se passa, mas quando coloco asteriscos para mudar o "cenário" da fic, eles não aparecem. Desculpem se o outro capítulo ficou muito confuso por não estar separado; o mesmo para este que posto agora!)
...
- Feliz Natal, Mr. Malfoy! –cumprimentou Krosh assim que Draco saiu do quarto, logo de manhã.
Mas ele não estava com disposição para festejos. Pela primeira vez, estava verdadeiramente apaixonado, e logo por quem não devia, a prima descobrira e, pior que tudo, estava disposta a contar tudo a Lucius. Portanto, a sua disposição não era das melhores.
- Feliz Natal, querido! –disse Narcisa assim que o viu.
- Olá!
- Credo, tão bem disposto logo pela manhã...
Draco atirou-se para cima do sofá, com ar amuado. Para ser sincero, esperava que a mãe o seguisse, se sentasse junto a ele e lhe perguntasse o que se passara; mas Narcisa não o fez. Limitou-se a sair do salão, enquanto avisava:
- O teu pai foi buscar o teu avô. Espero que estejas preparado!
Preparado para receber o avô que vira apenas duas ou três vezes nos seus 20 anos de vida? Claro...
Lucius chegou 5 minutos depois, acompanhado por um velho baixo, gordo e totalmente calvo. Movia-se com dificuldade, embrulhado em mantos negros e puídos, com um cachecol comprido enrolado em torno do pescoço. Os seus olhos azuis brilhavam como duas pedras preciosas e a varinha rolava-lhe por entre os dedos enrugados.
- Bem, este é o meu pai, Markus Malfoy! –anunciou Lucius aos Maloneys, que entretanto se tinham juntado aos Malfoys no hall de entrada –Pai, estes são o irmão, a cunhada e a sobrinha de Narcisa. Estamos todos muito contentes por o ter cá connosco...
- Cala-te, Lucius! Tu odeias-me e deves ter contado mentiras a meu respeito a toda esta gente!
Era visível o ar de desprezo na face de Lucius enquanto olhava o velho. Já este olhava os três Maloneys à sua frente, como que a analisá-los. Draco franziu as sobrancelhas. Se o pai e o avô se davam tão mal, porque é que o haviam convidado a passar o Natal na mansão? Aquela história trazia água no bico...
- Bom –Narcisa decidiu cortar o ambiente pesado –porque é que não vamos para o salão abrir os presentes de Natal? É sempre bom, não é? Venha, Markus, eu acompanho-o.
Deu-lhe o braço e todos abriram alas para passarem. Assim que passou frente ao neto, o velho olhou-o nos olhos...e, inesperadamente, a alegria bailou nos seus olhos, enquanto um sorriso vitorioso surgiu na sua face.
""
- Ah, eu estava mesmo a precisar de uma balança deste género! –disse Josey entre duas gargalhadas agudas ao abrir o presente de Narcisa.
- Hum...seda pura! Este teu filho vai longe, Lucius, escreve o que te digo!
- Eu não preciso que mo digas, Niko! Da tua boca só sai asneirada!
Os elfos domésticos apanhavam os papéis de embrulho que estavam espalhados pelo chão, enquanto os membros da família abriam os presentes de Natal. Narcisa e o irmão pareciam duas crianças pequenas, ao passo que Josey soltava gargalhadinhas histéricas sempre que rasgava o papel de embrulho de cada presente seu. Lucius olhava enojado o quadro á sua frente –só mesmo a mulher para perder tempo com aquelas macacadas –e também Markus os olhava, sentado junto de Draco, no sofá. Este já entregara todos os seus presentes, continuando assim com a preocupação estampada na face. A coruja que a mãe lhe oferecera dormitava junto de si.
- Ah, filho, obrigada pela caixa de maquilhagem! –exclamou a matriarca Malfoy –A outra estava já tão velha...
Num canto da sala, o seu marido bufou de desdém. Será que faltava muito para aquele dia acabar?
- Obrigada pelo vestido! –sussurrou uma voz pausada ao ouvido de Draco.
Ele olhou a prima, que já vestira aquilo que lhe fora oferecido: um longo e belo negro vestido de noite, que lhe assentava que nem uma luva. Com o cabelo amarrado numa forte trança negra que lhe caía até ao peito, de brincos compridos e reluzentes, os olhos azuis pintados de negro a brilharem, Draco não podia esconder que Leigh estava lindíssima.
- Estou a ver que já o vestiste!
- Tinha de o fazer, adorei o vestido!
Aproximou-se mais dele, com uma cara séria e baixou a voz o mais que podia.
- Eu não quero realmente contar "aquilo" ao tio! Manténs a tua resposta sobre aquele assunto ou mudaste de ideias?
Era de esperar que aquela conversa viesse à baila! Será que Leigh não se podia tornar um pouco mais querida como a pintavam nem por uns minutos da vida? Draco olhou-a, desapontado, e afastou-se dela.
- Não mudei de ideias, Leigh, nem nunca irei mudar!
Um segundo bastou para a rapariga largar o primo, com fúria. Ele viu-a sair do salão, de punhos cerrados e suspirou. Leigh não queria contar a paixão de Draco por Hermione ao tio...Talvez pudesse ainda ter uma réstia de esperança e ela não abrisse a boca. Olhou à sua volta para ver se Lucius não reparara na conversa dos dois. Não! Perto dele, Niko escrevia algo num pergaminho, com os seus botões prateados a brilharem com a luz do fogo que ardia na lareira.
- Deve ser uma miúda bem irritante! –comentou Markus numa voz que apenas o neto ouviu.
- Nem queira saber!
- Draco, como teu avô, preocupo-me muito contigo, desde o dia em que nasceste! Nunca penses o contrário, porque é um erro! E se queres um conselho aqui do velho: segue em frente, rapaz! Não ligues ao idiota do teu pai, porque ele nunca será capaz de entender!
- Entender o quê? –Draco arregalou os olhos –Afinal, que sabe você?
Markus sorriu e retirou a varinha do bolso, começando a brincar com ela por entre os dedos, tal como fizera há pouco.
- Mais do que tu, disso podes ter a certeza!
- O que quer dizer com isso?
Mas o velho não respondeu, preferindo concentrar-se totalmente na sua varinha. O neto olhou-o, surpreendido e curioso. Que seria do conhecimento do avô que não era do dele? Porque é que ele sorria desde que o vira? O que é que o pai nunca seria capaz de entender? Draco não percebia...da mesma maneira que não entendia o porquê de Lucius não parar de os observar desde que Markus se referira a Leigh. Mas estariam a ficar todos loucos?
- Eu nem quero acreditar na quantidade de presentes que trocámos este Natal! –disse Narcisa, pondo-se de pé com um sorriso infantil na face –Agora, penso que chegou a altura de nos deliciarmos com o banquete que os nossos elfos prepararam neste dia especial. Queiram acompanhar-me...
Todos, excepto Lucius, se levantaram dos seus lugares e seguiram a mulher loira até á sala de jantar. A mesa estava já posta, decorada com velas e azevinho, onde se destacava o enorme perú no centro e alguns bombons explosivos espalhados por todos os cantos. Ocuparam os seus lugares e só então se aperceberam que faltava gente na mesa.
- Onde é que se meteu a minha filha? –perguntou Josey, reparando que o lugar habitual de Leigh estava vazio –Francamente, a rapariga já anda a abusar nas escapadelas...
- Deixa-a estar, querida! –Narcisa abriu um dos bombons e colocou o chapéu na cabeça, fazendo o irmão rir ás gargalhadas –Lucius também ainda não veio, penso que nenhum deles se importará se nós...
Draco deixara de ouvir a mãe. Desligara-se de tudo o que ali ocorria. Lucius e Leigh não estavam na mesa! E se estivessem juntos? E se Leigh estivesse a contar ao tio tudo aquilo que acontecera nos últimos tempos? Por mais que tentasse afastar esses pensamentos da sua mente, eles pareciam cada vez mais fortes...cada vez piores...cada vez mais assustadores. Não reparou que já todos os outros se serviam do almoço nem reparou nos olhares desconfiados que Markus lhe mandava do outro lado da mesa. Apenas uma sucessão de pensamentos travava a sua mente, deixando-o receoso pelo que se aproximava.
Não soube ao certo quanto tempo esteve ele naquele transe, não soube se alguém reparar nele e o tentara despertar. Apenas soube que acordou por completo assim que as portas da sala se abriram furiosamente e Lucius Malfoy entrou na divisão, com uma expressão terrível e um olhar assassino. A voz tremia-lhe ao falar.
- TU...TU...IMPOSSÍVEL!!
O casal Maloney olhou-o, temendo novo ataque de fúria. Já Narcisa, levou as mãos á cabeça enquanto Markus sorriu de vitória. Draco ficou lívido ao ver o pai naquele estado.
- Uma Sangue de Lama??! A GRANGER? Anda cá, rapaz....
Lucius agarrou o filho pelo colarinho e segurou-o no ar, ostentando o ar mais terrível que Draco alguma vez lhe vira. Narcisa ajudou o irmão e a cunhada a saírem da sala e dirigiu-se ao marido.
- Lucius, põe o teu filho no chão! –implorou ela, com medo daquilo que ele poderia fazer.
- Tu traíste-me! –gritou o homem, sem ligar aos pedidos desesperados da mulher nem ás tentativas que o filho fazia para respirar –Traíste a tua família, traíste os Malfoys! És um verme, és uma nódoa! Mereces que te mate aqui e agora...
- Por favor, homem, não digas isso. O que é que ele fez de mal para o quereres matar? Olha que ele mal consegue respirar...
- Pois, mas já consegue beijar Sangues de Lama no meio da rua, não é?
Narcisa limpou as lágrimas que teimavam em cair dos seus olhos azuis e fez o que podia para que o marido largasse Draco, mas ele era mais forte que ela.
- Acalma-te, Lucius! Por favor, vamos conversar com calma...
- A beijá-la!! No meio da rua! A Sangue de Lama que é amiga do Potter e que te envergonhava com as notas que tirava na escola! Como é que é possível tu fazeres-me isto, Draco!! Nem imaginas o nojo que sinto por ti!
- Não, mas de certeza que não é tanto como o nojo que eu sinto por si! –exclamou Draco, que estava já a ficar roxo.
O seu comentário serviu apenas para colocar mais água na fervura. Lucius cerrou os dentes e deu um murro bem no meio da face do filho. Ele caiu ao chão, massajando o pescoço com uma mão e levando a outra ao nariz que sangrava com a agressão. Narcisa deu um grito e debruçou-se sobre o filho, ao mesmo tempo que este olhava o pai como se o quisesse ver morto. Markus levantou-se da cadeira e bateu com o punho na mesa.
- BASTA!! –gritou ele. E todos o olharam, sem soltar um pio.
O velho andou até ao neto e conjurou-lhe um lenço para ele estancar a hemorragia. De seguida, deixou cair o olhar em cima do filho, com uma raiva que, se fosse possível, parecia ainda ser maior do que a deste!
- Mas tu pensas que tudo no mundo se resolve com a violência? Como é que consegues bater no teu filho desta maneira, por razões tão estúpidas? Alguma vez eu te fiz isso?
- Razões estúpidas?! –gritou Lucius para o pai –Ele traiu-nos a todos e você ainda o defende! Como é que pode reagir assim? Acabo de descobrir que o meu filho anda apaixonado por uma Sangue de Lama e você aí, como se fosse a melhor coisa do mundo! Eu já sabia que era uma ideia estúpida trazê-lo para casa!
- Se tu fosses esperto, pelo menos uma vez na vida, talvez agora reagisses da mesma maneira que eu!
- Ai pode ter a certeza que isso nunca aconteceria!
- Qual é o teu problema, Lucius? –perguntou Narcisa, ainda a auxiliar Draco e o seu nariz –Qual é o problema de a rapariga não ser de uma família de feiticeiros? Ela é uma e isso basta!
- Tu cala-te e não digas idiotices! –mas, de repente, o seu rosto alterou- se –Tu já sabias! Por isso é que estás a reagir assim, tu já sabias que o teu filho...
- Sabia sim, e depois? És um bruto, Lucius Malfoy! Olha o que fizeste ao teu próprio filho apenas porque ele se apaixonou pela primeira vez!
- Primeira vez? –Lucius riu ironicamente –Narcisa, não sejas ingénua, o teu filho não é nenhum santo!
- Eu sei que o Draco já teve uma data de namoradas, mas a verdade é que nunca amou nenhuma como devia ser!
- Isto é tudo culpa tua! –exclamou Markus, inesperadamente.
Draco olhou os três adultos que o acompanhavam na sala de jantar. A mãe a seu lado, com o manto de festa ensanguentado e as marcas de lágrima no seu rosto; o pai, em pé, à sua frente, com uma expressão distorcida pela raiva; e por fim, o avô, de olhar furioso e punhos cerrados. Afinal, que segredos escondia o velho que todos pareciam conhecer menos ele?
- Minha culpa? –repetiu Lucius, com uma voz perigosa –Desde quando é que isto é minha culpa?
- Então, tu insultaste o rapaz, ele insultou-te a ti! Eu nunca estive convosco, mas acredito que foste tu quem lhe ensinou a responder da mesma moeda a todos, sejam eles quem forem!
- Mas eu sou o pai dele, caramba!
- Segundo –frisou Markus, que não queria saber o que o filho tinha para lhe dizer –tu já sabias muito bem que isto iria acontecer um dia! Apesar de nunca teres acreditado, eu tinha-te avisado; e aqui está a prova que nunca te menti!
- Não era verdade! Tu mentes! –gemeu Lucius, abanando a sua cabeça loira.
- Que mais precisas tu para acreditares que é verdade? –questionou Narcisa, numa voz ainda mais baixa que a do marido.
Quem não acreditava em nada do que ouvia era Draco. Que conversa era aquela? O pai já sabia que ele se iria apaixonar por Hermione? Agora estava confuso!
- Do que é que vocês estão a falar? –perguntou ele, libertando-se da mãe.
- Eu não quero saber de nada disso, percebem? –gritou Lucius, sem responder à pergunta do filho –Este romance não vai mais longe que isto...nem que tenha de ser eu a por cobro nele! E Draco nunca mais me irá apunhalar pelas costas!
Narcisa ajudou o filho a levantar-se. Mas Markus nem deu mais tempo ao neto de abrir a boca de novo. Com o seu sorriso irónico e passando a mão pela careca, foi ele quem falou primeiro:
- Draco tem o seu destino, Lucius, e tu não podes mudá-lo. Além do facto que a profecia será sempre maior que o teu ódio e desejo de vingança!
Continua...
N/A: Já estou de férias. O que significa que agora pode ser que leve menos tempo a actualizar a fic! Espero que estejam a gostar da sucessão dos acontecimentos; agora já sabem quem é o velho do capítulo 6. Se calhar é menos do que aquilo que esperavam, mas olhem...ainda há muita coisa para explicar que vai ficar resolvida para a frente. É só uma questão de tempo (lol)...
Como sempre, obrigada a todos aqueles que acompanham a fic, essencialmente a Maira (eu prometo que a Hermione vai dizer aquilo que sente por ele, não pode é ser já...), D.True (olá, é a primeira vez que te vejo por aqui! Pobre Leigh... uahahaha), JanePotter (chibou-se! Ah, mas quem sabe aquilo que se passa na cabeça daquela menina, não é? –proíbo-te de contares aquilo que sabes!), Anastacia (ah, por favor, não morras antes de terminares a tua fic!! Estou ansiosa para o resto! Por isso, aqui está mais um e actualiza a tua sempre) e Pandora (engraçado, eu também gosto da Leigh. Ela foi a primeira PO que eu criei no mundo Potter com uma influência bem grande na história, por isso, vai ficar cá na minha mente sempre. E a verdade é que ela não é tão mázinha para certas coisas como deveria ser...). Beijinhos a todas e obrigada; espero que continuem a ler sempre. Faltam quatro capítulos para o fim.
Próximo capítulo: que profecia ensombra a vida de Draco? Que planos tem Lucius preparados para acabar com o romance do filho?
(N/A: OK, eu não sei o que se passa, mas quando coloco asteriscos para mudar o "cenário" da fic, eles não aparecem. Desculpem se o outro capítulo ficou muito confuso por não estar separado; o mesmo para este que posto agora!)
...
- Feliz Natal, Mr. Malfoy! –cumprimentou Krosh assim que Draco saiu do quarto, logo de manhã.
Mas ele não estava com disposição para festejos. Pela primeira vez, estava verdadeiramente apaixonado, e logo por quem não devia, a prima descobrira e, pior que tudo, estava disposta a contar tudo a Lucius. Portanto, a sua disposição não era das melhores.
- Feliz Natal, querido! –disse Narcisa assim que o viu.
- Olá!
- Credo, tão bem disposto logo pela manhã...
Draco atirou-se para cima do sofá, com ar amuado. Para ser sincero, esperava que a mãe o seguisse, se sentasse junto a ele e lhe perguntasse o que se passara; mas Narcisa não o fez. Limitou-se a sair do salão, enquanto avisava:
- O teu pai foi buscar o teu avô. Espero que estejas preparado!
Preparado para receber o avô que vira apenas duas ou três vezes nos seus 20 anos de vida? Claro...
Lucius chegou 5 minutos depois, acompanhado por um velho baixo, gordo e totalmente calvo. Movia-se com dificuldade, embrulhado em mantos negros e puídos, com um cachecol comprido enrolado em torno do pescoço. Os seus olhos azuis brilhavam como duas pedras preciosas e a varinha rolava-lhe por entre os dedos enrugados.
- Bem, este é o meu pai, Markus Malfoy! –anunciou Lucius aos Maloneys, que entretanto se tinham juntado aos Malfoys no hall de entrada –Pai, estes são o irmão, a cunhada e a sobrinha de Narcisa. Estamos todos muito contentes por o ter cá connosco...
- Cala-te, Lucius! Tu odeias-me e deves ter contado mentiras a meu respeito a toda esta gente!
Era visível o ar de desprezo na face de Lucius enquanto olhava o velho. Já este olhava os três Maloneys à sua frente, como que a analisá-los. Draco franziu as sobrancelhas. Se o pai e o avô se davam tão mal, porque é que o haviam convidado a passar o Natal na mansão? Aquela história trazia água no bico...
- Bom –Narcisa decidiu cortar o ambiente pesado –porque é que não vamos para o salão abrir os presentes de Natal? É sempre bom, não é? Venha, Markus, eu acompanho-o.
Deu-lhe o braço e todos abriram alas para passarem. Assim que passou frente ao neto, o velho olhou-o nos olhos...e, inesperadamente, a alegria bailou nos seus olhos, enquanto um sorriso vitorioso surgiu na sua face.
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- Ah, eu estava mesmo a precisar de uma balança deste género! –disse Josey entre duas gargalhadas agudas ao abrir o presente de Narcisa.
- Hum...seda pura! Este teu filho vai longe, Lucius, escreve o que te digo!
- Eu não preciso que mo digas, Niko! Da tua boca só sai asneirada!
Os elfos domésticos apanhavam os papéis de embrulho que estavam espalhados pelo chão, enquanto os membros da família abriam os presentes de Natal. Narcisa e o irmão pareciam duas crianças pequenas, ao passo que Josey soltava gargalhadinhas histéricas sempre que rasgava o papel de embrulho de cada presente seu. Lucius olhava enojado o quadro á sua frente –só mesmo a mulher para perder tempo com aquelas macacadas –e também Markus os olhava, sentado junto de Draco, no sofá. Este já entregara todos os seus presentes, continuando assim com a preocupação estampada na face. A coruja que a mãe lhe oferecera dormitava junto de si.
- Ah, filho, obrigada pela caixa de maquilhagem! –exclamou a matriarca Malfoy –A outra estava já tão velha...
Num canto da sala, o seu marido bufou de desdém. Será que faltava muito para aquele dia acabar?
- Obrigada pelo vestido! –sussurrou uma voz pausada ao ouvido de Draco.
Ele olhou a prima, que já vestira aquilo que lhe fora oferecido: um longo e belo negro vestido de noite, que lhe assentava que nem uma luva. Com o cabelo amarrado numa forte trança negra que lhe caía até ao peito, de brincos compridos e reluzentes, os olhos azuis pintados de negro a brilharem, Draco não podia esconder que Leigh estava lindíssima.
- Estou a ver que já o vestiste!
- Tinha de o fazer, adorei o vestido!
Aproximou-se mais dele, com uma cara séria e baixou a voz o mais que podia.
- Eu não quero realmente contar "aquilo" ao tio! Manténs a tua resposta sobre aquele assunto ou mudaste de ideias?
Era de esperar que aquela conversa viesse à baila! Será que Leigh não se podia tornar um pouco mais querida como a pintavam nem por uns minutos da vida? Draco olhou-a, desapontado, e afastou-se dela.
- Não mudei de ideias, Leigh, nem nunca irei mudar!
Um segundo bastou para a rapariga largar o primo, com fúria. Ele viu-a sair do salão, de punhos cerrados e suspirou. Leigh não queria contar a paixão de Draco por Hermione ao tio...Talvez pudesse ainda ter uma réstia de esperança e ela não abrisse a boca. Olhou à sua volta para ver se Lucius não reparara na conversa dos dois. Não! Perto dele, Niko escrevia algo num pergaminho, com os seus botões prateados a brilharem com a luz do fogo que ardia na lareira.
- Deve ser uma miúda bem irritante! –comentou Markus numa voz que apenas o neto ouviu.
- Nem queira saber!
- Draco, como teu avô, preocupo-me muito contigo, desde o dia em que nasceste! Nunca penses o contrário, porque é um erro! E se queres um conselho aqui do velho: segue em frente, rapaz! Não ligues ao idiota do teu pai, porque ele nunca será capaz de entender!
- Entender o quê? –Draco arregalou os olhos –Afinal, que sabe você?
Markus sorriu e retirou a varinha do bolso, começando a brincar com ela por entre os dedos, tal como fizera há pouco.
- Mais do que tu, disso podes ter a certeza!
- O que quer dizer com isso?
Mas o velho não respondeu, preferindo concentrar-se totalmente na sua varinha. O neto olhou-o, surpreendido e curioso. Que seria do conhecimento do avô que não era do dele? Porque é que ele sorria desde que o vira? O que é que o pai nunca seria capaz de entender? Draco não percebia...da mesma maneira que não entendia o porquê de Lucius não parar de os observar desde que Markus se referira a Leigh. Mas estariam a ficar todos loucos?
- Eu nem quero acreditar na quantidade de presentes que trocámos este Natal! –disse Narcisa, pondo-se de pé com um sorriso infantil na face –Agora, penso que chegou a altura de nos deliciarmos com o banquete que os nossos elfos prepararam neste dia especial. Queiram acompanhar-me...
Todos, excepto Lucius, se levantaram dos seus lugares e seguiram a mulher loira até á sala de jantar. A mesa estava já posta, decorada com velas e azevinho, onde se destacava o enorme perú no centro e alguns bombons explosivos espalhados por todos os cantos. Ocuparam os seus lugares e só então se aperceberam que faltava gente na mesa.
- Onde é que se meteu a minha filha? –perguntou Josey, reparando que o lugar habitual de Leigh estava vazio –Francamente, a rapariga já anda a abusar nas escapadelas...
- Deixa-a estar, querida! –Narcisa abriu um dos bombons e colocou o chapéu na cabeça, fazendo o irmão rir ás gargalhadas –Lucius também ainda não veio, penso que nenhum deles se importará se nós...
Draco deixara de ouvir a mãe. Desligara-se de tudo o que ali ocorria. Lucius e Leigh não estavam na mesa! E se estivessem juntos? E se Leigh estivesse a contar ao tio tudo aquilo que acontecera nos últimos tempos? Por mais que tentasse afastar esses pensamentos da sua mente, eles pareciam cada vez mais fortes...cada vez piores...cada vez mais assustadores. Não reparou que já todos os outros se serviam do almoço nem reparou nos olhares desconfiados que Markus lhe mandava do outro lado da mesa. Apenas uma sucessão de pensamentos travava a sua mente, deixando-o receoso pelo que se aproximava.
Não soube ao certo quanto tempo esteve ele naquele transe, não soube se alguém reparar nele e o tentara despertar. Apenas soube que acordou por completo assim que as portas da sala se abriram furiosamente e Lucius Malfoy entrou na divisão, com uma expressão terrível e um olhar assassino. A voz tremia-lhe ao falar.
- TU...TU...IMPOSSÍVEL!!
O casal Maloney olhou-o, temendo novo ataque de fúria. Já Narcisa, levou as mãos á cabeça enquanto Markus sorriu de vitória. Draco ficou lívido ao ver o pai naquele estado.
- Uma Sangue de Lama??! A GRANGER? Anda cá, rapaz....
Lucius agarrou o filho pelo colarinho e segurou-o no ar, ostentando o ar mais terrível que Draco alguma vez lhe vira. Narcisa ajudou o irmão e a cunhada a saírem da sala e dirigiu-se ao marido.
- Lucius, põe o teu filho no chão! –implorou ela, com medo daquilo que ele poderia fazer.
- Tu traíste-me! –gritou o homem, sem ligar aos pedidos desesperados da mulher nem ás tentativas que o filho fazia para respirar –Traíste a tua família, traíste os Malfoys! És um verme, és uma nódoa! Mereces que te mate aqui e agora...
- Por favor, homem, não digas isso. O que é que ele fez de mal para o quereres matar? Olha que ele mal consegue respirar...
- Pois, mas já consegue beijar Sangues de Lama no meio da rua, não é?
Narcisa limpou as lágrimas que teimavam em cair dos seus olhos azuis e fez o que podia para que o marido largasse Draco, mas ele era mais forte que ela.
- Acalma-te, Lucius! Por favor, vamos conversar com calma...
- A beijá-la!! No meio da rua! A Sangue de Lama que é amiga do Potter e que te envergonhava com as notas que tirava na escola! Como é que é possível tu fazeres-me isto, Draco!! Nem imaginas o nojo que sinto por ti!
- Não, mas de certeza que não é tanto como o nojo que eu sinto por si! –exclamou Draco, que estava já a ficar roxo.
O seu comentário serviu apenas para colocar mais água na fervura. Lucius cerrou os dentes e deu um murro bem no meio da face do filho. Ele caiu ao chão, massajando o pescoço com uma mão e levando a outra ao nariz que sangrava com a agressão. Narcisa deu um grito e debruçou-se sobre o filho, ao mesmo tempo que este olhava o pai como se o quisesse ver morto. Markus levantou-se da cadeira e bateu com o punho na mesa.
- BASTA!! –gritou ele. E todos o olharam, sem soltar um pio.
O velho andou até ao neto e conjurou-lhe um lenço para ele estancar a hemorragia. De seguida, deixou cair o olhar em cima do filho, com uma raiva que, se fosse possível, parecia ainda ser maior do que a deste!
- Mas tu pensas que tudo no mundo se resolve com a violência? Como é que consegues bater no teu filho desta maneira, por razões tão estúpidas? Alguma vez eu te fiz isso?
- Razões estúpidas?! –gritou Lucius para o pai –Ele traiu-nos a todos e você ainda o defende! Como é que pode reagir assim? Acabo de descobrir que o meu filho anda apaixonado por uma Sangue de Lama e você aí, como se fosse a melhor coisa do mundo! Eu já sabia que era uma ideia estúpida trazê-lo para casa!
- Se tu fosses esperto, pelo menos uma vez na vida, talvez agora reagisses da mesma maneira que eu!
- Ai pode ter a certeza que isso nunca aconteceria!
- Qual é o teu problema, Lucius? –perguntou Narcisa, ainda a auxiliar Draco e o seu nariz –Qual é o problema de a rapariga não ser de uma família de feiticeiros? Ela é uma e isso basta!
- Tu cala-te e não digas idiotices! –mas, de repente, o seu rosto alterou- se –Tu já sabias! Por isso é que estás a reagir assim, tu já sabias que o teu filho...
- Sabia sim, e depois? És um bruto, Lucius Malfoy! Olha o que fizeste ao teu próprio filho apenas porque ele se apaixonou pela primeira vez!
- Primeira vez? –Lucius riu ironicamente –Narcisa, não sejas ingénua, o teu filho não é nenhum santo!
- Eu sei que o Draco já teve uma data de namoradas, mas a verdade é que nunca amou nenhuma como devia ser!
- Isto é tudo culpa tua! –exclamou Markus, inesperadamente.
Draco olhou os três adultos que o acompanhavam na sala de jantar. A mãe a seu lado, com o manto de festa ensanguentado e as marcas de lágrima no seu rosto; o pai, em pé, à sua frente, com uma expressão distorcida pela raiva; e por fim, o avô, de olhar furioso e punhos cerrados. Afinal, que segredos escondia o velho que todos pareciam conhecer menos ele?
- Minha culpa? –repetiu Lucius, com uma voz perigosa –Desde quando é que isto é minha culpa?
- Então, tu insultaste o rapaz, ele insultou-te a ti! Eu nunca estive convosco, mas acredito que foste tu quem lhe ensinou a responder da mesma moeda a todos, sejam eles quem forem!
- Mas eu sou o pai dele, caramba!
- Segundo –frisou Markus, que não queria saber o que o filho tinha para lhe dizer –tu já sabias muito bem que isto iria acontecer um dia! Apesar de nunca teres acreditado, eu tinha-te avisado; e aqui está a prova que nunca te menti!
- Não era verdade! Tu mentes! –gemeu Lucius, abanando a sua cabeça loira.
- Que mais precisas tu para acreditares que é verdade? –questionou Narcisa, numa voz ainda mais baixa que a do marido.
Quem não acreditava em nada do que ouvia era Draco. Que conversa era aquela? O pai já sabia que ele se iria apaixonar por Hermione? Agora estava confuso!
- Do que é que vocês estão a falar? –perguntou ele, libertando-se da mãe.
- Eu não quero saber de nada disso, percebem? –gritou Lucius, sem responder à pergunta do filho –Este romance não vai mais longe que isto...nem que tenha de ser eu a por cobro nele! E Draco nunca mais me irá apunhalar pelas costas!
Narcisa ajudou o filho a levantar-se. Mas Markus nem deu mais tempo ao neto de abrir a boca de novo. Com o seu sorriso irónico e passando a mão pela careca, foi ele quem falou primeiro:
- Draco tem o seu destino, Lucius, e tu não podes mudá-lo. Além do facto que a profecia será sempre maior que o teu ódio e desejo de vingança!
Continua...
N/A: Já estou de férias. O que significa que agora pode ser que leve menos tempo a actualizar a fic! Espero que estejam a gostar da sucessão dos acontecimentos; agora já sabem quem é o velho do capítulo 6. Se calhar é menos do que aquilo que esperavam, mas olhem...ainda há muita coisa para explicar que vai ficar resolvida para a frente. É só uma questão de tempo (lol)...
Como sempre, obrigada a todos aqueles que acompanham a fic, essencialmente a Maira (eu prometo que a Hermione vai dizer aquilo que sente por ele, não pode é ser já...), D.True (olá, é a primeira vez que te vejo por aqui! Pobre Leigh... uahahaha), JanePotter (chibou-se! Ah, mas quem sabe aquilo que se passa na cabeça daquela menina, não é? –proíbo-te de contares aquilo que sabes!), Anastacia (ah, por favor, não morras antes de terminares a tua fic!! Estou ansiosa para o resto! Por isso, aqui está mais um e actualiza a tua sempre) e Pandora (engraçado, eu também gosto da Leigh. Ela foi a primeira PO que eu criei no mundo Potter com uma influência bem grande na história, por isso, vai ficar cá na minha mente sempre. E a verdade é que ela não é tão mázinha para certas coisas como deveria ser...). Beijinhos a todas e obrigada; espero que continuem a ler sempre. Faltam quatro capítulos para o fim.
Próximo capítulo: que profecia ensombra a vida de Draco? Que planos tem Lucius preparados para acabar com o romance do filho?
