Disclaimer: personagens e lugares pertencem a JK Rowling, bla,bla,bla...

N/A: este capítulo encerra mais uma história de amor entre dois inimigos que eu espero que tenham gostado de ler. Apesar de algumas cenas não me terem saído tão bem como eu queria, eu gostei de a escrever e agradeço imenso a todos aqueles que deixaram as suas mensagens de incentivo para eu continuar a postar. Mil obrigados para (apesar de seres uma chata com os teus pontos, mostraste sempre interesse na fic e agradeço-te imenso por isso), Slayer Malfoy (eu realmente não desejo a "orfandade" de ninguém, eheheh! Fico contente que o teu computador esteja melhor e em breve irei ler a tua fic!), JanePotter (não se pode facilitar a vida dos homens, não é assim?), o grupo D/Hr do 3Vassouras (a quem, injustamente, nunca agradeci, mas também me deram toda a força no fórum) e todos aqueles que deixaram mensagens aqui neste espaço! A todos, muito obrigada!

O júri aguardava a chegada do réu, enquanto Narcisa estava à beira de um ataque de nervos. Praticamente obrigara Draco a acompanhá-la, deixando Markus em casa na companhia de Leigh. Josey acompanhara-os também visto que o marido seria julgado logo a seguir a Lucius.

Draco não queria ir! Depois daquilo que o pai fizera, queria tudo menos olhar para a cara dele! Apenas desejava que fosse condenado e mandado para Azkaban. No entanto, Narcisa precisava de companhia e ele foi incapaz de lhe dizer que não –afinal, a mãe ajudara-o muito anteriormente. Agora, era altura de lhe agradecer, ajudando-a também.

- Tragam o prisioneiro! –chamou Cornelius Fudge, que presidia ao julgamento.

Dois Dementors entraram na sala, ladeando Lucius Malfoy. Estava mais pálido que o costume, o seu cabelo louro totalmente despenteado e ostentava uma terrível expressão de ódio! Narcisa olhou-o amargamente, ao passo que Draco preferiu desviar os olhos.

- Lucius Malfoy –anunciou Fudge assim que o homem foi preso na cadeira das correntes –está hoje aqui presente por acusação de utilizar por duas vezes uma Maldição Imperdoável. Já devia saber que esta infracção é muito grave e, tratando-se da sua pessoa, as coisas tornam-se ainda piores! Lembre-se que já esteve detido anteriormente...

- O Ministério está cada vez melhor, Cornelius! –zombou Lucius, com a fúria a crescer cada vez mais dentro de si –Apanharam-me logo!

- Foi-lhe anunciado que estaria sob vigilância máxima. Se se esqueceu de tal, o problema foi totalmente seu! Bom, tem algo a dizer em sua defesa?

Lucius sorriu ironicamente e Draco teve ganas de se levantar e abandonar a sala de julgamento. Mas o ar preocupado e magoado da mãe levaram-no a permanecer quieto no seu lugar.

- Ele mereceu! –afirmou o réu, agora sem qualquer sorriso na sua face sem cores –Durante vinte anos fiz tudo por ele e aquele patife trai-me daquela maneira! Sabes, Cornelius, eu lancei-lhe uma Maldição Cruciatus, mas garanto-te que conseguia, e devia, ter lançado mais! Não penses que me custa matar o meu próprio filho depois do que ele me fez... aquilo não tem perdão!

Narcisa deixou escorrer uma lágrima pela face maquilhada, mas aquela foi a última que derramou pelo marido. O seu discurso fora demasiado cruel e ela sabia que lhe vinha do fundo do seu coração de pedra –não havia perdão ou desculpas para algo assim. Lucius não era humano... simplesmente, não podia ser!

Estendeu a mão para apanhar a do filho e apertou-a com força. Draco era a única coisa boa que resultara do seu casamento.

- Não chore, mãe –sussurrou o rapaz –Ele não merece mais as suas lágrimas!

Enquanto isso, Fudge observava com toda a atenção o homem à sua frente. Há anos atrás (tempos negros, esses!), ambos haviam sido muito amigos; mas Cornelius era muito ingénuo, apesar do que a sua idade e experiência de vida podiam mostrar, e deixara-se levar, cego, pela fortuna imensa de Malfoy. Como podia ele um dia ter dado a mão a um monstro como ele?

- Ouviram o discurso do réu! –afirmou o Ministro da Magia, após se instalar o silêncio na Sala de Tribunal –Chega então a vez do júri decidir: quem é a favor da condenação de Lucius Malfoy em Azkaban, faça o favor de levantar a mão!

E todos os feiticeiros da bancada do júri ergueram as mãos direitas, com uma expressão dura e fria para com o condenado. Lucius era um homem extremamente desequilibrado e perigoso também, como o seu discurso provara –como poderiam eles deixar alguém assim à solta, tendo ele uma família que há tanto sofria com as suas barbaridades? Não, agora ele não poderia ser perdoado pelas suas acções.

- O júri decidiu! Sendo assim, Lucius Malfoy é acusado das acusações que lhe foram feitas, sendo condenado a uma pena de 10 anos em Azkaban, como pena máxima para uma acção destas! E está encerrada a sessão!

Os Dementors agarraram em Lucius e levantaram-no da cadeira. E ele ria-se; ria-se da sua própria desgraça, como um homem no ponto máximo da insanidade! Nem a força negativa proveniente dos dois seres que o rodeavam acalmavam o seu estado.

Narcisa baixou a cabeça, como que se tentasse esquecer que aquele momento era real! Esperava apenas pelo dia seguinte, quando acordasse sem Lucius a seu lado, a dar ordens e a gritar sem razão, para se alegrar e se dedicar a viver uma nova vida que lhe traria, na certa, mais felicidade que aquela que acabava de findar! Mas quando andasse sozinha pela sua enorme Mansão, não queria pensar que o marido não estava a seu lado por estar a cumprir pena por tentar assassinar o filho de ambos; preferia pensar que ele embarcara numa grande viagem e demoraria a regressar. Não queria pensar que casara com um homem assim!

- Eu vou, Draco!! –gritou Lucius, no meio de duas gargalhadas, enquanto os Dementors o arrastavam para fora da Sala de Audiências –Eu vou mas não esquecerei nunca o que fizeste! E quando eu sair de Azkaban, vais perceber porque é que eu sou um verdadeiro Malfoy e tu não! Irás saber o porquê!!

- Se sair... Lucius! –suspirou Draco, vendo o progenitor ser afastado dele até ao destino que o esperava e merecia –Se chegar a sair de lá!

""

Haviam já passado três dias desde que Lucius fora para Azkaban. Era um pouco esquisito estar em casa sem a presença dele, mas ao mesmo tempo tão... bom!

Niko fora acusado de rapto e cumplicidade com Malfoy, mas uma vez que não atingira o tão grave nível do cunhado, acabou por se ver livre da justiça com seis meses em Azkaban e serviço comunitário à sociedade mágica. Josey e Leigh abandonaram também a Mansão dos familiares, argumentando que tinham familiares na Irlanda que gostariam de visitar ainda antes do fim do ano e passar com eles aquele mesmo dia. Foi magoada que a jovem se despediu do primo, ainda não recuperada do desgosto que tivera com o pai e Draco, mas cheia de esperanças que os tempos futuros fossem melhores. Após tantas zangas e discussões, o jovem Malfoy tinham por fim a prima pelas costas, mas não podia enganar-se a si mesmo: em breve, começou a ser incomodado com as saudades daquela menina mimada e convencida que tanto o ajudara.

Markus acabou por ser convidado por Narcisa para abandonar o lar e ir viver com a família na Mansão. Apesar de um pouco indeciso ao início, o velho homem acabou por concordar –não era do seu agrado deixar a nora e o neto sozinhos naquele momento tão difícil. Mas nem sequer era Draco quem necessitava de ajuda: Mrs. Malfoy ficara bastante abalada com as últimas palavras do marido antes da sua prisão, mas entendia que era tempo de ele pagar por todas as suas maldades.

Agora, por fim, chegara o fim de mais um ano! Apesar de não ser um evento muito comemorado pela família, Markus tivera a ideia de fazer uma festa enorme para dar as boas-vindas ao ano que estava prestes a começar e tanto Narcisa como Draco aceitaram prontamente: era hora de mudar!

Mas nessa última tarde do ano, o jovem tinha algo mais importante a fazer. Conseguira combinar um encontro com Hermione, talvez a principal causa de toda aquela mudança! E escolhera aquele lugar, que ele considerava o mais apropriado para a (talvez) derradeira conversa com a rapariga dos seus sonhos. Um sítio isolado, com vista para o rio, coberto por um suave manto branco da neve que caíra na noite anterior e parara ao amanhecer. Poderia pedir melhor?

- Hum... olá! –sussurrou uma voz nervosa atrás de si. Ela chegara!

Draco virou-se e viu Hermione mesmo atrás de si. Vestia o mesmo manto vermelho que usara na noite em que a vira pela primeira vez após Hogwarts. Voltou a sentir os seus joelhos tremerem.

- Olá! Bem, senta-te aqui! –e indicou o mesmo banco de mármore onde ele se sentava.

- Eu apenas quero saber a razão de teres marcado este encontro e mais nada! Por favor, não demores a situação!

Draco suspirou. De qualquer maneira, já esperava aquela pergunta, mas não estava ainda preparado para lhe responder. No entanto, ao olhar os olhos dela, sentiu a mesma segurança que sentira no momento em que se confessara à mãe. E assim, acabou por lhe contar tudo: a sua paixão, as desavenças com Leigh, a opinião de Narcisa, a profecia de Markus, a luta com Lucius. Falou com total tranquilidade, de uma maneira que nunca falara antes, talvez devido ao mau ambiente que vivia antes em sua casa. E, para seu espanto, Hermione soube ouvi-lo do princípio ao fim, sem o interromper por uma única vez!

- Consegues entender agora? –questionou ele, assim que a sua explicação chegou ao fim –Não sei se a minha mãe tem razão com aquilo que disse, mas sei que gosto mesmo de ti! Tu podes mesmo não acreditar, mas é verdade! Achas que Lucius te faria aquilo que fez se assim não fosse?

- Draco –pela primeira vez, ela falou acerca do assunto que a trouxera àquele local pela primeira vez –como posso eu acreditar que tu te apaixonaste por mim apenas porque me viste num bar após a escola? Fomos inimigos durante sete anos! Sete anos que não posso esquecer! Eu sei, e agradeço-te imenso, que me tenhas salvo a vida, mas... tu apenas gostas de mim porque apareceu uma estrela no céu à hora do teu nascimento!

- Isso não é verdade!

- Acabaste agora mesmo de dizer que estavas destinado a atraiçoar a tua família ao seguires o caminho do amor! Foi aquela estrela que te fez apaixonar por mim, não eu!

- Hermione, a Brilliatus foi apenas o começo de tudo! Foi ela que me fez olhar para ti sem seres uma filha de Muggles ou a melhor amiga do meu inimigo! Tudo o resto... foste tu e apenas tu! Foi a tua graça, a tua doçura e a tua inteligência que tratou de tudo! Quero apenas que saibas a verdade: talvez a minha mãe tenha razão, talvez eu já gostasse antes de ti! Mas hoje, sei que te amo! E se todos merecem uma segunda oportunidade, porque não mereço eu uma?

Ficava cada vez mais escuro à medida que o tempo voava. Hermione olhou as mãos, há muito pousadas no seu colo, suspirou e achou que chegara a altura de confessar aquilo que a atormentava há cerca de nove anos. Aquilo que transportava diariamente na alma e não pudera nunca revelar a ninguém.

- Há algo que tenho de contar... –murmurou ela, sem conseguir olhar Draco nos olhos, sentindo as faces começarem a arder apesar do frio que se fazia sentir naquele fim de tarde –No primeiro dia de Hogwarts, na Cerimónia de Selecção, houve algo em ti que me despertou a atenção! Entende, eu sempre te considerei um rapaz bonito... é verdade! Mas de seguida, foste seleccionado para os Slytherins e aquele teu sorriso sarcástico no teu rosto banhado pela arrogância fez-me questionar acerca do tipo de pessoa que serias tu!

«Ao passar por ti, reparava sempre nesse teu sorriso de superioridade que possuías e só me perguntava porque serias tu assim! Não conhecia essas tuas manias de separares o sangue mágico do não-mágico. Só quando me tornei amiga do Harry e do Ron é que vim a saber melhor quem eras, o que fazias, o que pensavas, de onde vinhas... E senti também que te tornaste ainda mais duro comigo a partir dali! Senti-o...»

As palavras falharam-lhe e Hermione levantou a cabeça para o céu, tentando não reparar no olhar de Draco, que a observava sem sequer abrir a boca.

- Deves saber bem que foste muito bruto e malcriado para comigo! –prosseguiu ela, sempre a mirar o céu –"Sangue de Lama!" era a expressão que mais ouvia vinda de ti quando te aproximavas de mim e atitudes desprezíveis que tiveste comigo e com os meus colegas desapontaram-me imenso! Tal como o ódio que os rapazes sentiam por ti... também não ajudou em nada, eu acreditava nas palavras deles pois eram aqueles que me queriam bem...

«No entanto, lá no fundo, eu não queria acreditar que tu eras assim! Não queria acreditar que por detrás de uma face bonita, estava um autêntico monstro! Harry e Ron acusavam-te de todos os males e convenciam-me da tua maldade, mas era horrível descobrir tanto podre dentro de ti! Desejava acreditar que tu não eras tão mau como te pintavam; mas como poderia eu fazê-lo quando não davas motivos para isso?»

A escuridão tornava-se cada vez mais evidente, mas nenhum deles se moveu sequer! Hermione continuava com os olhos presos ao céu, sentindo-se mais leves por tirar aquele peso de si. Já Draco não queria acreditar no que ouvia: a rapariga que lhe podia ter arruinado a vida acabava de lhe confessar que nunca o odiara tanto como se pensava. Seria aquilo apenas um sonho?

- Ouve... Tentei esquecer com todas as minhas forças aquilo que, para mim, era uma enorme vergonha! Mas foi impossível apagar tudo por completo. Tentei várias aproximações a rapazes, mas nada funcionou... até um momento! Harry... –suspirou de novo –Pensei estar apaixonada por ele e ele por mim. Namorámos durante uns meses e consideravam-nos o "casal perfeito"! Mas não foi assim! Confundimos a nossa longa e forte amizade com amor e quase matámos aquilo que nos unia. Eu ainda não posso perdoar por completo ao Harry aquilo que me fez, mas tenho esperanças de vir a esquecer que um dia fui namorada dele! Tentamos empenhar-nos ao máximo para voltarmos à nossa amizade de antes, mas não sei... Só o tempo o dirá!

«Quando te vi naquela noite, no bar, ia tendo um ataque! Estava ainda com Harry, a tentar esquecer os meus pensamentos sobre a tua pessoa, quando tu apareceste e eu avariei mais uma vez! Logo a seguir, senti o cheiro a álcool e desiludi-me de novo! Mas a vida dá tantas voltas que dias mais tarde apareces-me à frente, sem estares bêbado, afirmando que gostavas de mim; segue-se mais tarde a tua prima, afirmando o mesmo, ardendo de ciúmes. E eu não sabia que pensar!»

Por fim, Hermione encarou o rapaz sentado a seu lado. Para sua grande surpresa, um pequeno e verdadeiro sorriso nascia lentamente na sua face.

- Não entendes? –perguntou Draco, colocando uma mão no seu ombro –Eu estava destinado a apaixonar-me por ti e tu por mim! Calhou sermos inimigos a início, mas o amor moveu as nossas vidas até nos cruzarmos. Tu não querias acreditar que eu era um monstro, eu não queria acreditar que te amava... mas as estrelas mostraram-nos a verdade e conduziram-nos a este fim!

Ela encostou a cabeça à mão dele e sorriu lentamente. Por muito estranho que fosse, agora sim, acreditava que Draco estava a ser sincero. As palavras que ele lhe tinha dito... e quanto rapazes tinham já enfrentado pais como Lucius Malfoy por causa de uma rapariga? Tinha medo de sair magoada de novo de uma relação, mas poderia ser ali que residia o seu verdadeiro amor!

Draco sentiu uma alegria imensa envolvê-lo na totalidade assim que sentiu Hermione junto de si. Levou a mão ao bolso do manto e retirou a caixinha que Leigh lhe havia oferecido há uns dias atrás. Sem que a morena entendesse, abriu-a delicadamente e espreitou o círculo das cores do coração –que mudava lentamente para um vermelho que se poderia tornar num tom cada vez mais forte.

- Não me podes dar apenas uma oportunidade? –murmurou ele, com um sorriso, enquanto guardava de novo o presente da prima.

Hermione inclinou-se e uniu os seus lábios aos dele, num beijo pequeno, receoso, mas cheio de emoção e verdadeiro sentimento. Um calor subiu por ambos, aquecendo os seus corpos gelados naquela noite de fim de ano. E apenas as estrelas que se começavam a distinguir cada vez de maneira mais forte no céu presenciaram o selar de um amor proibido e verdadeiro entre duas pessoas que se tinham odiado tanto no passado.

- Eu tinha-te dito que não estava preparada para isto! –segredou ela, afastando-se lentamente dos lábios dele –Mas a vida muda tanto... Draco, eu ofereço-te uma oportunidade para o amor; apenas espero não sairmos ambos magoados!

- Não, Hermione!

Draco mirou a jovem à sua frente, embrulhada nos seus mantos vermelhos, de nariz encarnado devido ao frio que se fazia sentir e de olhos manejados de lágrimas e pareceu-lhe que estava mais bonita que nunca. Mal conseguia acreditar que estava ali, junto a ela, mas sabia que não era somente um sonho bom! Podia não saber ver o futuro, mas uma certeza sobre isso tinha ele:

- As estrelas uniram-nos e não nos irão separar! Penso mesmo que, no nosso caso concreto, podemos mesmo dizer que estamos muito apaixonados e as verdadeiras culpadas... foram as estrelas!

FIM

Mas a história não termina aqui... irão Draco e Hermione ser felizes na sua vida apaixonada? Irá Lucius esquecer a traição do filho? Irá Leigh esquecer a paixão pelo primo? Irá a profecia causar mais mudanças na vida dos Malfoys?

Pois é, meus amigos, decidi que esta história terá uma continuação. Apesar de não poder adiantar já com uma data e ter ainda outros projectos em mente, tenho quase a certeza que o farei. Mas preciso de saber a vossa opinião: qual o destino que vocês queriam que a Leigh Maloney tivesse? Feliz ou infeliz? Aceito quaisquer sugestões e aguardo mensagens!

A todos, obrigada, espero que tenham gostado e... até breve!