Desclaimer: Os personagens utilizados nessa fanfic não, repito: NÃO me pertencem. Todos os créditos à Hiromu Arakawa. O mesmo vale para a parte anterior e para as subseqüentes (ou nesse caso A subseqüente, já que a próxima é a última).

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Antes da nota da autora, vamos às respostas das revews:

- Mekyo – Sempre você... Levantando meu bom humor e me iluminando com suas lindas revews... Muito obrigada pelo carinho! E deixe mais revews, elas me deixam realmente muito feliz! XDDD Como seu pedido é uma ordem, aí está um novo capítulo desta fanfic que deveria ser uma oneshot...

- Daianelm - Nova leitora? Obaaaaaa! Que bom que você está gostando da fic! Tentei não descaracterizar muito Roy e Riza, afinal, gostamos deles assim, não é? Também sou fã do casal e estou lendo o manga de Hagaren, ansiosa pelo próximo volume! Espero que goste dessa parte também...

- Winry S2 Ed – Não, a parte três não era a penúltima, mas essa é. Suspense? Que honra você dizer isso! Eu pensei em pôr um suspense nessa estória, mas achei que não consegui criar esse efeito. De qualquer jeito, um pouco desse "suspense" será resolvido aqui nessa parte. Obrigada por estar lendo e comentando.

PS.: Estou acompanhando suas fics. São muito kawaiis!!!

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N/A: Bem, imitando o que disse certa ficwriter (que eu não lembro o nome agora): "Façam como essas três almas caridosas acima e deixem uma revew" (ou várias, se preferirem). Me xinguem, me elogiem, falem do tempo, ou digam apenas: Oi, to lendo sua fic. Mas, deixe uma revew, sua revew é muito importante pra mim. Sério! Estou me preparando para escrever a última parte agora e a revew de vocês pode ser a luz que faltava para minha inspiração voltar (Ela saiu correndo, não sei pra onde...Por acaso, vocês viram ela por aí?) Mas, enfim, chegamos finalmente à parte quatro dessa fic, a penúltima. Ela ficou menor que a anterior, garanto! Não vou tecer muitos comentários a respeito dela, afinal, vocês não entraram nesta página pra bater um papinho comigo, né? Então, sem mais delongas, boa leitura!

PARTE IV

Véspera do aniversário do Ed. Cidade do leste.

- Sr Tsukamoto, nós queríamos falar com o Sr sobre-

- Podemos falar disso amanhã – disse o Sr Tsukamoto, interrompendo Ed que foi o que falava – Já está tarde e eu tenho o costume de dormir cedo. Eu tenho outro quarto ali que vocês podem dividir. Boa noite.

Dizendo isso, o Sr Tsukamoto foi para o seu quarto, deixando dois Elric confusos para trás.

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Finalmente chegara o dia do aniversário de Edward e a turma do QG estava toda na casa dos Hughes. A Sra. Gracia, Winry e Riza preparavam os doces e salgados. Elisya estava lá também ajudando (entenda-se: comendo os salgados).

- Elysia-chan¹, querida, você já comeu doce demais, vá ajudar o papai a encher os balões – disse a Sra. Hughes. Elisya olhou para a mãe com cara de quero-fazer-arte-mas-a-mamãe-ta-olhando, pegou dois brigadeiros e foi pra sala ajudar o pai. Claro que Hughes deu uma crise de ai-como-minha-filhinha-Elisya-é-linda, e fez questão e tirar uma, ou melhor, várias fotos da menina com a boquinha melada de chocolate.

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Enquanto isso, no leste...

- Edward – chamou o Sr Tsukamoto – Você poderia ir buscar madeira para mim? Seguindo em frente você vai encontrar uma pilha dela já rachadas. É só trazer pra cá pra perto da lareira, pra quando a gente precisar.

- Porque o Sr não pede pro Al? – perguntou Ed – Ele é mais forte que eu.

- Porque Alphonse vai fazer chá pra mim.

- Deixe que eu faço o chá então.

- Não, Alphonse parece ser bem mais sensível que você, se ele fizer, eu acho que o chá vai ficar mai gostoso.

- E porque eu tenho que buscar madeira pra você?

- Porque você é tão insensível? Não acredito que você vai deixar um velho como eu exposto ao frio congelante das montanhas e-

- Ai, ta bom! – Ed interrompeu o show melodramático – Al, eu já volto.

Ed saiu e o Sr Tsukamoto deu um risinho travesso.

- Entre, meu jovem – disse o velho. Al obedeceu – A chaleira fica ali naquele armário e tem ervas naquela porta ali.

Al pegou a chaleira, as folhas e a água e começou a preparar o chá.

- O coronel Mustang me pediu pra segurar vocês dois aqui até quando estiver findando à tarde – explicou o velho enquanto a água do chá ia fervendo com aquele barulhinho característico – Então, eu resolvi contar tudo pra você.

- É sobre a pedra filosofal? – perguntou Ed que acabara de chegar. Ele coloca a madeira próxima da lareira enquanto Al serve chá para os três.

- É – disse o velho com naturalidade, nem parecia que estava mentindo – Eu resolvi contar tudo a vocês – o rosto de Ed se iluminou. O Sr Tsukamoto deu um gole no chá – Eu sabia que levava jeito pro chá. Está uma delícia.

- Sim, mas continue – disse Ed – Fale da pedra filosofal.

- Eu disse que contaria tudo a vocês, mas vocês devem conhecer a lei da troca equivalente, não?

- Já entendi – disse Ed – O que o Sr quer em troca da informação?

- Eu moro nesta montanha há muitos anos – disse o Sr Tsukamoto dando outro gole no chá – Sou um velho muito solitário, e quase não tenho diversão. Sugiro que joguem um pouco de Go² comigo, se vocês ganharem, eu darei a informação que quiserem.

- Hum! É só isso? – perguntou Ed

- É – respondeu o Sr Tsukamoto

- Sr Tsukamoto, o Sr tem certeza? – perguntou Al inseguro.

- Claro – disse Tsukamoto – Vai ser divertido.

Logo depois de jogar umas partidas, os irmãos Elric perceberam porque o velho tinha escolhido aquele desafio. Ele era simplesmente um expert no jogo. Dificilmente eles conseguiriam ganhar do velho. Mas eles eram persistentes, não desistiriam assim tão facilmente.

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Na casa dos Hughes, já era meio dia e todos pararam o que estavam fazendo para almoçar. O clima era bem família e se alguém que não os conhecessem os olhasse, nem diriam que são colegas de trabalho, mas sim um grupo de amigos que marcaram um almoço juntos.

- Nossa Gracia, esse almoço está mesmo ótimo – falou Mustang

- Obrigada - respondeu Gracia modesta

- Gracia amor, você esqueceu de por o vinho na mesa – comentou Maes

- É que o vinho branco acabou – respondeu Gracia

- Não, eu comprei ontem algumas garrafas de vinho branco, justamente porque você falou que faria esse prato hoje – disse Maes

- Mas, o acompanhamento desse prato não é vinho tinto? – perguntou Roy

- Não, é vinho branco – disseram Maes e Gracia ao mesmo tempo

- Viu coronel? – disse Riza automaticamente e em tom de "Há! Eu tava certa!" – Eu te disse que esse prato se comia com vinho branco!

- Tanto faz, eu continuo preferindo o vinho tinto – disse Roy

- Isso porque você é fraco na bebida... – comentou Riza

- Também não é bem assim... – defendeu-se Roy

- Hey! Pera aê! – disse Havoc – Eu to perdendo alguma coisa aqui... Quando foi que vocês falaram disso? – perguntou ele – Só se... Vocês se encontraram ontem, depois do expediente?

- É-É... – Riza tentava explicar

- Ora, você colocou isso de um jeito... – Roy tomou a palavra – Nós nos vimos ontem sim, não tem porque esconder isso. Eu havia pedido esse prato de um restaurante que entrega em domicílio, e pedi o vinho tinto como acompanhamento. Quando o tenente Hawkeye chegou em minha sala, viu a garrafa e disse que acompanhamento desse prato era vinho branco e não tinto.

- E o que ela foi fazer em sua sala ontem, depois do expediente? – perguntou Breda. O interesse dos demais aflorou-se com a pergunta.

- Eu a chamei – disse Mustang – Queria comprar um presente pro Fullmetal e não sabia o que, como o tenente Hawkeye tem uma relação quase maternal com ele, penei que seria a pessoa mais indicada (fora Alphonse) pra me ajudar a escolher o presente – essa parte era verdade. Foi um plano bem pensado, ninguém podia desconfiar do que acontecera naquela noite e o mais incrível de tudo é que foi tudo pensado na hora.

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Após o almoço o Sr Tsukamoto resolveu descansar um pouquinho (entenda-se: tirar um cochilo de uma hora), como todo idoso gosta de fazer depois do almoço. Como Ed e Al foram lá só pra falar com o Sr Tsukamoto, e nesse momento ele estava dormindo, eles resolveram descansar também.

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Apesar de ninguém ter desconfiado de nada, mais tarde, a sós com Hughes, Roy contou-lhe o que realmente aconteceu entre ele e Riza naquela noite e explicou que estavam na cafeteria quando falaram do vinho branco.

- Finalmente você tomou juízo! – disse Maes, tentando não falar muito alto com sua empolgação – E aí? Já pediu ela em casamento?

- Que casamento? – perguntou Roy tipo: "Ce ta louco?"

- Ta, mas falando sério, o que você pretende fazer agora? – perguntou Maes ao amigo.

- Não sei...

- Como assim, não sabe?

- Não sei... Tem o decoro profissional, se esqueceu? Eu... – Roy abaixa o tom de voz reduzindo-o a um sussurro – Eu não posso me envolver com ela!

- Meu caro amigo... – disse Maes – Você já está envolvido com ela, e eu não digo isso pelo que aconteceu ontem. Você já estava envolvido com ela desde muito antes disso. Você sempre foi apaixonado por ela, mas só agora percebeu isso.

- O que acha que devo fazer?

- Joga tudo pro alto e casa com ela!

- Ce ta louco? – dessa vez Roy verbalizou seu pensamento anterior – Ela é minha subordinada! Você não ta me ajudando nada com essas idéias, Maes!

- É uma situação delicada, eu sei – disse Hughes – Se quiser, posso ajudá-los a se encontrarem em segredo.

- Nós não somos dois adolescentes, Maes – disse Roy – Não podemos ficar vivendo essas aventurazinhas, além disso, não foi nada sério ontem.

- Pretende passar uma borracha no que aconteceu?

- Se eu pudesse, seria bom... Mas não consigo parar de pensar em tudo o que aconteceu ontem. Sabe, Riza é uma mulher que vale a pena...

- Eu também acho... Não deixe ela escapar, Roy. É um conselho de amigo que te dou.

- Hey! – Chamou Riza – Vocês dois vão ficar aí cochichando? Vamos trabalhar, senão o Ed volta e não tem nada pronto ainda!

- Certo – disse Roy indo na direção de Riza

- Pense no que eu te disse – disse Maes, indo ajudar Gracia na cozinha

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A tarde se passou depressa, e Ed e Al já estavam meio revoltados, pois não conseguiram ganhar uma única vez do velho. O sol já começava a se pôr.

- Eu vou dar uma volta nii-san³ – disse Al – Não agüento mais perder do Sr Tsukamoto! Não quer vir?

- Quero – disse Ed – Mas, na volta nós teremos uma revanche ok, Sr Tsukamoto?

- Ok – disse o Sr Tsukamoto – Eu estava mesmo com saudades de jogar Go.

Mais ou menos um quarto de hora depois, os irmãos Elric voltam. Eles não vêem o Sr Tsukamoto, mas Al encontra um bilhete em cima da mesa. Ambos lêem. Estava escrito assim:

"Caros irmãos Elric:

Minha filha deu a luz hoje, muito antes do previsto. O parto foi complicado, mas ela e o bebê estão bem. Resolvi ir à cidade onde ela mora visitá-la, como não sabia a hora que voltariam, decidi não esperar, até porque, se eu perdesse o trem pra lá agora, só poderia pegar outro depois de amanhã, então espero que não se importem por eu te-los deixado. Podem ficar quanto tempo quiserem, a casa é de vocês. Ao irem embora, coloquem a chave dentro do vaso de planta ao lado da porta. Não tenho data prevista pra voltar, portanto aconselho não me esperarem. Desculpem-me não poder continuar recepcionando-os.

Ass.: Tsukamoto"

- E agora nii-san? – perguntou Al – O que faremos?

- A carta não diz pra onde ele foi, e ele diz que não tem data pra voltar – disse Ed – O jeito é darmos a missão como concluída e voltar pra central – concluiu Ed decepcionado – Depois nós voltamos para ver se ele já chegou de viagem.

- Está bem. Acho que tem um trem agora de noite, se tivermos sorte, umas sete e meia, oito horas a gente chega na central – disse Al. Na verdade o plano inicial dele e do pessoal do QG era realmente que eles pegassem esse trem noturno, o que veio bem a calhar com a "fuga" do Sr Tsukamoto.

- Certo, então vamos logo – concluiu Ed.

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Todos estavam na casa dos Hughes. A casa já estava arrumada, e tudo já estava pronto pra chegada de Ed, só faltava uma coisa. O próprio Ed.

- Tem certeza que ele virá pra cá? – perguntou Winry

- Falei a Ed antes de ele viajar que queria o relatório da missão imediatamente, assim que ele voltasse. Ele vai ao QG, onde deixei um recado dizendo que estava na casa de Maes e que ele viesse imediatamente trazer o relatório aqui. – Respondeu Mustang.

De repente, a campainha toca.

- Será que já é ele? – perguntou Winry ansiosa

- Não deu tempo pra ele chegar na cidade ainda, se é que ele saiu no horário previsto – disse Roy – Mas, em todo caso todos façam silêncio e fiquem na sala em prontidão. Maes?

Roy não precisou dizer mais nada, Hughes foi abrir a porta.

-Roy! –chamou Maes da porta – Chega aqui!

Todos ficaram com uma enorme interrogação na cabeça e ela só aumentou quando os dois voltaram acompanhados de um senhor idoso.

- Esse é o Sr Tsukamoto – apresentou Roy – Foi com ele que os irmãos Elric passaram a noite de ontem; e a manhã e tarde de hoje.

Todos fizeram um "Aaaah!" enorme de entendimento.

- Se o Sr Tsukamoto está aqui, significa que em no máximo uma hora os Elric estarão aqui também – disse Mustang – Tudo conforme os planos.

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Ed e Al já estavam dentro do trem rumo à Central, mas Ed estava meio inquieto, já rasurara certo papel umas quinhentas vezes.

- Que foi nii-san? – perguntou Al

- Esse maldito relatório – disse Ed – Como eu vou dizer que simplesmente deixei o Sr Tsukamoto ir embora sem me dizer nada sobre a pedra? Já posso ouvir o Mustang me chamando de incompetente e falando que isso se deve ao meu tamanho ou coisa do gênero! Urgh! Que cara irritante!

- Calma nii-san! – disse Al – E se você pedisse a ele para entregar o relatório amanhã? Você teria mais tempo de pensar no que fazer...

- Eu? – disse Ed com desdém – Pedir um favor ao Mustang? Nunca!

- Deixe de orgulho, nii-san! – disse Al – Você sabe que mesmo que ele brigasse com você te chamando de incompetente e etc., ele provavelmente te concederia um prazo maior, ainda mais se você contar pelo que passou e o cansaço que foi a viagem...

- Fala com ele pra mim, Al – pediu Ed – Você tem um jeitinho meigo que ninguém resiste, tenho certeza que ele vai ouvir você.

- É o seu trabalho Ed – disse Al e Ed o olhou desolado. "Não é justo deixar o nii-san com mais essa preocupação, se a tal missão nem era de verdade" pensou Al – Mas eu falo com ele e o convenço a lhe esticar o prazo para a entrega do relatório.

Ed se jogou na poltrona do trem aliviado.

- Você é o melhor irmão do mundo Al! – disse Ed

- Mas mesmo assim temos que ir ao QG – disse Al – Eu tenho que falar com Mustang ainda hoje.

- Eu preciso ir junto?

- Claro! – disse Al – Você vai começar a falar e eu vou lhe dar apoio, concordando com tudo o que você disser e acrescentando algumas coisas, se necessário.

- Certo – Ed deu-se por vencido. Pelo menos teria a ajuda do irmão... Mal sabia ele que não precisaria fazer o tal relatório, nem falar com Mustang a respeito...

Continua...

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Notas de rodapé:

1 - Chan – Sufixo que demonstra muita afeição. Geralmente usado por pessoas que são mais intimas como parentes ou amigos, por exemplo.
2 - Go – jogo de tabuleiro parecido com o xadrez, muito famoso no Japão. Breda é muito bom nesse jogo.
3 - Nii-san – É o modo respeitoso que algumas pessoas no Japão usam para chamar seu irmão mais velho.

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N/A.: Terminamos mais uma parte. A próxima, com certeza será a última. Ed finalmente vai descobrir a festa surpresa. Eu não pretendia escrever sobre ela, mas resolvi colocá-la, afinal, o Ed também precisa ser colocado a par do que aconteceu, não é? E não é que lá na cidade do Leste ele realmente esqueceu do seu aniversário? Então deixem revews, por favor! Prometo que vou tentar caprichar na parte final. Beijos a todos e ja ne!

K-chan