Classificação: Yaoi, Aventura, Self-insertion, Comédia?

Par: BanxGinji

Nota: Todas as moças citadas aqui me deram sua devida autorização para usar de seus nicks! E todos os personagens citados não pertencem a mim. T-T Boa leitura!

Operação FLY

Ginji acordou lentamente, sentindo sua cabeça pesada e latejando. Seu corpo todo estava mole. Onde ele estava afinal? Parecia que tinha levado uma pancada.

Num flash as memórias do último trabalho vieram a sua mente e então ele ergueu-se rapidamente. A última coisa que lembrava era de um turbilhão invadir sua mente e depois ele apagou.

- Onde está o Ban-chan? – perguntou-se.

- Não se preocupe, ele está a salvo. – uma voz respondeu.

Ele caiu da cama num pulo. Ele olhou para as duas encostadas na porta.

- Pode me chamar de Twister. E ela de J-rocker.

- Você parece meio perdido...Ginji-kun. – disse a morena, acendendo um cigarro, enquanto o encarava.

- Onde...estou? – perguntou meio temeroso.

- Oficialmente falando? Em cativeiro. Seqüestrado. – disse Twister se aproximando dele. Ela sentou-se na cama e o encarou no chão, enquanto balançava um dos pés – Na verdade, queremos que Ban venha busca-lo.

- Quando ele vier né? – disse Mary soltando uma fumaça espiralada no ar.

- Como assim quando ele vier? – disse o loiro sem se conter.

Mystik riu.

- Ora, primeiro ele tem que perceber que você sumiu não é?

Ginji a encarou como se ela tivesse duas cabeças. Mary revirou os olhos.

- Você explica tão bem, Twister.

- Deixar as coisas em código é metade da diversão.

- Metade da diversão é eu conseguir ver as engrenagens da mente dele se mexendo?

- Se você acha. – respondeu a ruiva num tom irônico. Então voltou-se para o loiro – O importante é que se esse teste der certo, você vai ter tudo que sempre quis.

Ginji encarou a jovem.

- E como você pode saber o que eu quero?

- Eu posso. – disse Mary, colocando os dedos na cabeça – Telepata aqui.

- E...o que seria o que eu mais quero? – perguntou o ex-imperador dos raios, ainda não acreditando muito.

Uma voz surgiu do canto da sala.

- Ora, ter o Ban te agarrando e te fodendo em todos os lugares possíveis!

- Lili! – disse Mystik exasperada, revirando os olhos – Precisava ser tão...direta?

- Gomen, seme fofa. – disse a morena saindo das sombras, revelando ter uma adaga na mão.

Mystik sorriu conspiratoriamente.

- Bom...seria basicamente isso Ginji...como a Sukubus aqui colocou tão bem.

- Só vocês duas para se entenderem mesmo. – disse a J-rocker, apagando a ponta do cigarro com o coturno e já acendendo outro – Bom, agora é hora do loirinho aqui dormir. Portanto se me derem licença, sim?

As duas jovens sorriram e deram tchauzinhos para o loiro. Mary o encarou novamente e disse.

- Não podemos tê-lo protestando contra nossos planos Ginji-kun. – ela sorriu e seus olhos brilharam levemente.

Ginji sentiu algo invadiu sua cabeça. Algo que fazia sua visão se desfocar cada vez mais. Antes que ele pudesse reagir, seu corpo tombou de lado, completamente apagado.


- Consegue me ouvir Transfigure?

- Como se estivesse do meu lado J-rocker. – foi a resposta do outro lado da linha.

- Então... – Mary soltou a fumaça espiralada no ar – Como está indo? Algum progresso?

- Bom...Ban Midou não é burro. Só quando o assunto é seus sentimentos. – a morena riu baixo e continuou – Eu diria que...ainda teremos duas longas semanas pela frente.

- Então poderemos brincar com o loirinho fofo enquanto isso? – disse Maho, surgindo atrás da telepata, sorrindo, com um comunicador no ouvido.

- Maho! – gritou Mary exasperada.

Transfigure riu. Então disse.

- Pode sim Maho. Eu vou me divertir por aqui com o moreno gostosão. Até mais. – e a ligação foi cortada.

Mary desligou o comunicador e virou a cadeira, soltando a fumaça do cigarro na cara da oriental de cabelos alaranjados. Maho tossiu.

- Malvada!

- Isso é pra você parar de ficar surgindo atrás de mim. – rebateu a morena, erguendo-se da cadeira.

- Mary...e agora? O que faremos com o loirinho enquanto esperamos?

A telepata deu um sorriso frio.

- Fico feliz que perguntou. Chame as meninas sim? Teremos uma conferência...na sala de rpg.

A oriental sorriu abertamente. E então sumiu.


- Onde estava Ginji? – perguntou o moreno, soltando a fumaça do cigarro, assim que o loiro entrou no quarto do hotel em que estavam dividindo por hora.

- No banheiro Ban-chan...porque? – o loiro piscou confuso, sentando-se na cama que ficava de frente com a cama que era do mestre do Jagan.

- Você tem agido estranho desde aquele trabalho...aliás, como vai o ferimento?

- Melhorou. – o ex-imperador dos raios sorriu – Mas...você acha que eu estou estranho? – ele o encarou curioso.

Ban olhou-o por alguns segundos e depois suspirou, rindo levemente.

- Não é nada baka. Vá dormir, que amanhã cedo iremos distribuir cartazes.

Ginji sorriu e deitou-se debaixo dos lençóis.

- Boa noite Ban-chan!

O moreno desligou a luz e virou-se para o outro lado, encarando a porta do quarto. Ele não pôde ver o sorrisinho malicioso que o loiro deu.


- Você mesma quem construiu isso Mary?

- Claro...foi muito fácil. – disse a morena, soltando a fumaça do cigarro.

- Você é um gênio. – comentou Bel. Então riu – Isso vai ser ótimo!

- E como funciona? – perguntou Lili, brincando com uma adaga, Mystik sentada ao seu lado na mesa.

A telepata abriu um compartimento onde tinha um visor. Um teclado deslizou para fora da máquina. Então falou num tom didático.

- A outra ponta da máquina neural será colocada nos pontos neurológicos do Ginji-kun, principalmente nas áreas que afetam sonhos e fantasias. Esses eletrodos aqui na minha mão serão usados pela pessoa que irá operar a máquina. Tudo que ela digitar no teclado, se transformará em um estímulo para o cérebro do loirinho ali. Nesta tela de plasma... – ela indicou a tela ao lado, gigante. – Veremos o que ocorre na mente dele. Como um filme.

- Legal! – exclamou Maho. Akemi sorriu, concordando.

- E como..iremos usar sua nova invenção no loirinho? – perguntou Twister, arqueando a sobrancelha.

- Fico feliz que perguntou, Mystik. – disse a J-rocker – Já imaginou o quão legal seria...jogar rpg yaoi virtual? Ver cada uma de suas ações...retratadas numa imagem?

As cinco meninas riram, animadas. A ruiva desceu da mesa e disse, estralando os dedos.

- Eu quero testar essa sua máquina Mary.

- Ótimo, temos uma voluntária! – exclamou a telepata, apagando a ponta do cigarro com o coturno.

- Arreganha ele seme! – exclamou Sukubus. As outras riram. A ruiva revirou os olhos.

- Precisamos trabalhar nesse seu linguajar Lili...

A mencionada mostrou a língua.

A morena colocou os eletrodos em Twister e então foi até o loiro, ainda apagado pelo seu poder, e colocou os fios nas têmporas e um no meio da testa, no terceiro olho. Então voltou ao início da máquina e ligou-a, uma imagem do loiro deitado aparecendo na tela de plasma. Ela voltou-se para a usuária.

- Essa tela menor mostra o que você escreve. Quando você quiser mandar o estímulo é só apertar enter. Como no messenger.

- Ok.

Mystik observou o outro pelo visor e então sorriu, tendo uma idéia. Digitou algo no teclado e apertou enter.

Na tela de plasma, Ban surgiu, entrando no quarto e indo até o loiro, colocando a mão em seu ombro. As meninas riram.

- Hora do rpg...começar. – disse Bel.


- Ginji? Ginji!

O loiro abriu os olhos confuso. Uma hora ele estava cercado por um bando de doidas e no outro...

O ex-imperador dos raios deu um salto na cama, vendo a pessoa que lhe chamara ao seu lado. Ele piscou, confuso.

- Ban-chan?

O moreno deu um sorriso discreto, mas aliviado. Então o abraçou. Ginji arregalou os olhos amendoados surpreso. A voz do outro penetrou seus sentidos.

- Fiquei...temeroso que você não acordasse mais. Aquele corte que você levou daquelas loucas foi bem feio.

- Onde...estamos?

Ban se desvencilhou do outro e encarou-o.

- No hotel que estávamos ficando por uns tempos, não se lembra? – ele arqueou a sobrancelha no seu jeito típico – A perda de sangue afetou seu cérebro?

Ginji encarou-o com uma carinha triste.

- Ban-chan é tão mau comigo...

O moreno revirou os olhos e então puxou o outro para si. O loiro se assustou até ouvir a voz que conhecia tão bem sussurrar em seu ouvido.

- Todo esse incidente...me fez descobrir algo.

- E...o que é Ban-chan?

- Eu não quero te perder. – o ex-imperador dos raios estremeceu ao sentir a mordiscada em seu lóbulo – Não quero que isso aconteça de novo...antes de eu tomar uma atitude.

Ginji afastou-se dele e encarou-o.

- Do que está falando?

Ban apenas sorriu levemente e antes que o outro pudesse agir, beijou-o calorosamente nos lábios. O loiro teve dois segundos de choque antes de retribuir o beijo fervorosamente, agarrando os fios castanhos entre seus dedos.


- Oh, ótimo começo, ótimo! – disse Maho, rindo deliciada enquanto olhava para e tela.

- Me impressiona como você conseguiu encarnar o mestre do Jagan tão bem Twister. – disse a telepata, fumando.

- Não é difícil pra ela, creio eu. Estou certa? – comentou Akemi.

A ruiva encarou-as e sorriu maliciosamente. Então disse.

- Vocês desejam...um lemon?

- Lemon! – disseram as cinco em uníssono.

- Sentem-se e aproveitem então. – respondeu, voltando ao teclado. Mystik estralou os dedos. Hora de jogar.

Fim da segunda parte

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Mystik