Classificação: Yaoi, Aventura, Self-insertion, Comédia?

Par: BanxGinji

Nota: Todas as moças citadas aqui me deram sua devida autorização para usar de seus nicks! E todos os personagens citados não pertencem a mim. T-T Boa leitura! Contém lemon neste capítulo!

Operação FLY

- Não me diga que você não notou nada de diferente Kazuki.

- Não digo que não notei, é só que...se não é o Ginji, quem seria, afinal de contas?

- É porque não foi você quem encontrou com aquelas doidas junto conosco.

- É o que você vive repetindo há dois dias, Midou.

- Cala boca Shido. A conversa não chegou no zoológico.

O mestre dos animais bufou, revirando os olhos. Os três estavam sentados numa das mesas que compunham o espaço do Honky Tonk, discutindo a teoria que rondava suas mentes nos últimos dois dias: que Ginji...talvez não fosse o Ginji deles. Agora, como Ban provaria isso e porque ele tinha essas suspeitas, era algo que o moreno não conseguia explicar.

Ele não queria ter que dizer que conhecia o loiro muito bem. Se sua obsessão com Ginji pudesse indicar qualquer coisa. Ele o conhecia em todos os aspectos e seus instintos estavam gritando, dizendo que o loiro que dividia o carro e o quarto todas as noites com ele, não era seu Ginji.

- Estou interrompendo algo?

Os três homens ergueram o olhar, Ginji sorrindo quando virou alvo da atenção deles.

- Kazuki, Shido! Não sabia que estavam por aqui.

Ban e Kazuki se entreolharam, antes de confirmarem algo com a cabeça. O mestre dos fios voltou seu olhar para Ginji, arqueando a sobrancelha.

- Na verdade, estamos felizes que tenha chegado Ginji-kun. Precisávamos falar com você.

O loiro os encarou, curioso.

- Aconteceu alguma coisa?

- Sente-se Ginji.

O loiro fez como pedido, sentando-se ao lado de Ban, encarando os amigos. Kazuki entrelaçou os dedos, apoiando ambas as mãos em cima da mesa. Ginji encarou os três, sem parar.

- O que é? Vocês estão me matando de curiosidade.

- Pare com isso. - foi Ban quem começou - Você pode parar com a farsa agora.

- Farsa? Do que você está falando Ban-chan?

- Nós sabemos. - disse Kazuki calmamente - Por isso você pode parar de fingir que é o Ginji.

- E nos contar onde o verdadeiro está. - completou Shido.

Ginji encarou-os, confuso. Então suspirou, baixando a cabeça. Ele coçou a nuca, sorrindo, amarelo.

- Eh, foi bom enquanto durou, não? Eu podia imaginar que os amigos do Ginji seriam bem rápidos e perspicazes.

O choque durou exato cinco segundos antes de Ban agarrar o falso Ginji pelo pescoço, prensando-o contra as costas do banco que sentavam.

- Onde ele está?!

Ginji sorriu maliciosamente e a expressão parecia tão anormal no rosto do loiro que eles não tiveram mais dúvidas.

- Agora, senhor mestre do Jagan, você vai me matar? Assim, nunca vai descobrir onde o Ginji-kun está.

Ban bufou e largou o loiro. Ele sorriu, levantando-se do banco e limpando alguma poeira imaginária das roupas. Ele foi andando até a saída quando uma camada de fios impediu-o de dar mais um passo a frente.

- E você pensa que vai sair assim, de boa? - disse Kazuki, frio.

Ginji olhou-os sobre o ombro.

- Vocês vão me impedir com isso? Mesmo?

Ginji voltou-se para olhá-los de frente. Seu corpo começou a mudar, como camadas de pele que se desfaziam e contorciam. A jovem encarou-os com riso no olhar.

- Ban, você de todas as pessoas devia saber que não está lidando com qualquer um.

Ban ergueu-se num rompante, assim como Kazuki e Shido. Nesse momento um estalo foi ouvido e Maho apoiou-se no ombro de Tachi, para não cair. Eles arregalaram os olhos.

- Cheguei na hora Transfigure?

- Como sempre. - sorriu a jovem, enfiando as mãos nos bolsos da calça cargo que usava - Eles já estavam prontos para me estrangular.

- Não, não podemos ter isso. - comentou a jovem de cabelos alaranjados, agora arrumando a saia plissê.

- Quem são vocês? E onde está o Ginji?

Maho encarou-o com curiosidade.

- Está como nosso refém, é claro. Agora que você descobriu a identidade da Transfigure, achei que fosse óbvio.

Um pequeno sino foi ouvido e fios apareceram de todo o lugar.

- Você vai nos dizer onde e vai nos dizer agora. - comentou Kazuki.

- Eu se fosse você, não faria isso, ela não reage bem sob pressão. - disse Tachi, apontando para Maho.

A jovem sorriu maliciosa, dando um passo a frente, batendo as palmas das mãos, rente ao peito.

- Ah, se vocês vissem o que a gente fez com ele! Foi tão lindo, tão fantástico!! A Mastermind criou uma máquina divertidíssima, foi uma experiência fascinante descobrir todos aqueles recantos da imaginação do Ginji-chan!

Tachi começou a rir.

- Quem foi que usou a máquina?

- A Twister, claro. - Maho franziu o cenho - Mas agora Mastermind quer deixar Sukubus brincar com ele.

Transfigure abriu a boca. Kazuki trocou olhares com Ban e Shido. Logo a jovem começou a rir.

- Meu deus! O Ginji tá fodido agora!!!

Ban avançou.

- Eu vou acabar com vocês!

Maho ergueu a mão.

- Midou-kun, não vai ouvir o preço do resgate? Achei que estávamos falando de negócios aqui.

Aquilo fez o moreno parar de andar, encarando-as.

- Res...gate?

A jovem de cabelos alaranjados revirou os olhos.

- Claro, duh. No que Ginji vai ser útil pra nós? Estamos apenas realizando um experimento com ele. Bom... - ela bateu as mãos de novo - Se você quiser ir buscá-lo, nos encontre na doca 06, perto do porto, hoje a noite, às dez em ponto. Tudo bem pra você?

Ban hesitou.

- Porque eu confiaria em vocês?

Tachi deu de ombros.

- Você não pode. Mas você quer o Ginji de volta, não quer? Então vai ter que ir lá e pagar pra ver. Ah, se quiser levar os amiguinhos, fique a vontade. Eles não vão ficar no caminho mesmo.

Maho deu meia volta, ficando de costas pra eles.

- Vamos indo Transfigure, antes que Mastermind realmente deixe Sukubus brincar com o Ginji-kun.

Tachi visivelmente se arrepiou, apoiando a mão no ombro da amiga. Kazuki ergueu os fios.

- Onde pensam que vão?!

Maho sorriu divertida.

- Embora. Ja nee!

E num segundo estalo, ambas sumiram.


- Vocês estragam toda minha diversão!

- Acalme-se Lili.

A jovem fez um bico enorme, jogando a adaga contra a parede, o som ecoando por toda a sala. Ela sentou-se na cadeira disponível, cruzando os braços. Mary revirou os olhos e Twister apenas riu.

- Você cuida disso. A última coisa que eu quero é lidar com birra.

- Relaxa Mary. Vá fumar ou algo assim, eu converso com ela.

A morena apenas arqueou a sobrancelha, antes de girar nos calcanhares e sair da sala. A ruiva suspirou, pegando uma cadeira e sentando ao lado da amiga.

- Qual é a razão do bico agora?

- Justo quando eu estava para ter meus minutos de diversão com o Ginji-kun, a Tachi voltou com a Maho e Mary me proibiu de encostar nele.

Mystik riu.

- É, seu conceito de diversão é no mínimo bizarro, você tem que admitir isso.

Lili sorriu levemente.

- Tenho culpa que elas acham que ele não vai agüentar uns cortezinhos? Ele era chefe de uma gangue, por Deus.

- Lili você nunca fica só nos cortezinhos. E a gente precisa dele inteiro pra hoje à noite, esqueceu? - comentou Mystik calmamente.

Sukubus bufou, descruzando os braços, lentamente.

- Tá bom, tá bom, já que insiste! - ela olhou de lado - Só um cortezinho? Pequeninho?

A ruiva, ergueu-se, puxando-a da cadeira.

- Estamos deixando o Ginji-kun em paz agora Lili. Lembre-se, hoje a noite nos encontraremos com o Ban. O verdadeiro.

Lili riu.

- Daí se eu quiser fazer muuuitos cortes, eu posso?

Mystik riu cruelmente.

- À vontade.

Sukubus pegou a adaga enterrada na parede, rindo.


Ban checou o horário. Nove e cinquenta. Ele olhou de lado, observando Kazuki, Shido, Juubei e até Himiko. O moreno suspirou, colocando a mãos nos bolsos da calça, encarando a fila de docas a frente deles, compondo o imenso porto de Tokyo.

Ele só esperava que Ginji estivesse realmente bem, que aquelas loucas não tivessem feito nada com ele.

E que aquela noite acabasse o mais rápido possível. De preferência sem nenhum machucado no loiro. Mesmo que seus instintos gritassem que estavam entrando numa longa missão.

Ban Midou detestava quando seus instintos acertavam.

Fim da quarta parte