Nota: Como a fic é representada em anos, esse aqui, são os dois últimos. After this, the epilogue :D
1997 - 1998
Tons de Marrom.
Sim, depois daquilo a guerra eclodiu.
Não fiz meu sétimo ano – assim como a maioria dos estudantes de Hogwarts. E, claro, a Sonserina foi usada como quartel general dos Comensais.
Meus pais preferiram que eu fosse para a Itália, para ficar com um casal de tios.
Nós, para piorar a situação, não poderíamos nos comunicar via coruja.
Assim como a Guerra, meus dias naquele ano foram tomados por tons dilacerantes de marrom. Isso me marcava, machucava, doía.
Naquela hora, descobri que essa cor, que por acaso é morta, é de Morte.
Os Parkinson eram neutros na Guerra Bruxa, mas eu tinha uma cor impregnada de sangue, de vidas deixadas para trás, de tristeza.
Eu sequei, como o mais puro amor-perfeito. Fiquei seca. Minhas inúmeras pétalas foram caindo, caindo e caindo, num abismo sem fim.
Não sabia mais dele. Não sabia se estava bem, se precisava de ajuda, agora eu estava perdida nas minhas vãs lembranças.
Um ano inteiro de guerras, mortes sangrentas, derramamento de sangue, crianças chorando.
E eu com esse maldito tom de marrom-queimado, marrom-sangue, marrom-morto.
Devo dizer que a prata era um tom também de morte? Ela corta, machuca.
Mas me livrei dela no momento que Draco fugiu de Hogwarts, pois ela esteve em todo meu olhar quando o observei sair correndo. Caindo em lágrimas.
Não agüentava mais aquilo. O branco ficou sujo e preso, teimando cair também. O marrom me fez ficar seca e agora, isso.
Depois disso, soube das mortes, e fiquei assustada por que não falaram nada de Draco.
A pétala branco-sujo, que era a minha paixão por ele, caiu e sumiu no abismo.
